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Alerta ligado para as drogas!

Assistindo ao Programa do Faustão deste domingo (10), pude testemunhar um dos momentos mais tocantes da televisão brasileira. O leitor, assim como eu num primeiro momento, pode ter a ideia de que o programa mais uma vez estava explorando a desgraça alheia, com o fito de atrair mais audiência para o seu programa costumeiramente sensacionalista.

Quando sou surpreendida por momentos como este, costumo rotular o apresentador de “O Rei dos Urubus” (logo eu, tão avessa a rótulos), em alusão à peça que tive o prazer de assistir em São Paulo, por convite da amiga alagoana, e atriz em terras paulistanas, Renata Sarmento – história que um dia contarei a vocês com muito orgulho.

Enfim, aqueles que puderam assistir viram Walter Casagrande, cara grandão, enorme na estatura, na fama e na competência, como jogador de futebol em tempos áureos, e como comentarista das transmissões futebolísticas da Rede Globo de Televisão, expondo-se como raras vezes vemos até um amigo íntimo se expor. A intenção do programa, mesmo diante de todas as interrupções inconvenientes do apresentador, era de clara utilidade pública.

Afinal, ninguém duvida que o problema das drogas deixou de ser setorial e passou a ser social; deixou de ser apenas de saúde pública e engloba também a segurança pública. Quando vemos uma pessoa famosa, de sucesso nacional, expor seu problema de forma tão agressiva e tão contundente, constatamos que as drogas deixaram de ser um problema do marginal de rua, dos favelados espalhados pelas grandes cidades e passou a ser uma questão de ordem humanitária.

Ouvindo aqueles relatos emocionei-me, confesso, muito por me colocar no lugar dos familiares do entrevistado, sentir como uma mãe que tenta salvar um filho; uma namorada que vê o amado morrer aos poucos e se sente responsável por aquilo; um filho que, até o momento da descoberta do vício paterno, achava que nem da sua própria vida precisava cuidar, pois o “pai-herói” estaria sempre pronto para salvá-lo e, de repente, se vê na posição de salvador de seu super-homem.

Mas, principalmente, emocionou-me a lembrança de amigos, de meros conhecidos, que se envolvem com as drogas, as mais diversas, com diferentes motivações iniciais, mas que acabam chegando ao mesmo fim, o da dependência. E com ela vêm os “roubos”, a verdade é roubada, só resta mentira; a liberdade é roubada, só resta a escravidão; a amizade é roubada só resta a solidão; o amor é roubado, só resta a desilusão.

Em nossa sociedade, em nosso pequeno estado, estamos rodeados por todas as drogas, estas que são usadas por todos os tipos de pessoas, e não me refiro aos marginalizados, não, refiro-me a pessoas de alto nível social, que se definem como intelectuais, como profissionais renomados, formadores e indicadores de opinião de peso. Pessoas que por sua “gabaritagem” têm, por obrigação, que agir exemplarmente e coibir estas mazelas que estão nos destruindo.

As drogas são a engrenagem tratora do esfacelamento social, profissional e doméstico. São os usuários os principais financiadores das desgraças que acabam por infligir a eles próprios, mas muito pior do que se ver vítima das atrocidades provocadas pela disseminação incontrolável das drogas e de seus dependentes, é ver seus entes mais próximos serem vítimas de seus abusos.

Estes abusos que não são apenas aqueles provocados ativamente pelo usuário, materialmente, mas aqueles que só os afetam por conta de toda a cadeia de fatores que se complementam e levam ao aumento da criminalidade, ou aos acidentes de trânsito, ou aos intempestivos arroubos de agressividade com o próximo, seja conhecido ou não.

Hoje está muito em voga a sensibilização de todos em face de drogas com poder de devastação rápido e fatal, como o oxi, o crack, a cocaína e todos os outros derivados quantos possam existir.

Acontece que as drogas não são “só” estas, são também os ácidos, os anabolizantes, o cigarro e o próprio álcool. Estes últimos, por sua legalização, não são discriminados, mas além de causar sérios e repisados danos à saúde do usuário, também causa à de seus conviventes.

Este texto é mais que um alerta, é um desabafo, é um grito de socorro! Clamo não só por uma sociedade mais digna, por pais mais zelosos, por filhos mais responsáveis, mas por amigos mais atentos. A droga é silenciosa, toma conta de nossos lares sem pedir licença e sem chamar nossa atenção, mas quando nos damos conta ela é a dona da Casa. Preste atenção em todos que o rodeia, nas palavras mais simples, nos gestos mais inofensivos, este pode ser o primeiro sinal!

 
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Publicado por em 11/07/2011 em Utilidade Pública

 

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Uma história e tanto…

Esta semana fomos sensibilizados com a notícia de um mendigo que se acomoda num dos bancos da orla de Maceió e vive da ajuda dos transeuntes, com os quais, às vezes, conversa e chama atenção por suas histórias e bom trato com as palavras.

Tomei conhecimento deste personagem real por meio do Blog da Laíse Moreira, até o momento em dois capítulos.

A narrativa despertou-me para outra vertente da nossa realidade, mais uma que choca os leitores, mas, principalmente, choca os que têm a oportunidade de se aproximar destas pessoas e de dar-lhes a chance de contarem sua história.

Marginal Lives 139 by Ari A. Alves (alvesari) Copyright © 2004

A sociedade se habituou a ver pessoas marginalizadas e não as enxergar. É mais fácil fingir que não as vê, a assumir que se trata de um problema social e de dificílima resolução, que sequer as estatísticas são capazes de refletir sua realidade, frieza e crueldade.

É comum, e muito conveniente pensar que se trata de um problema pessoal do marginalizado, que certamente se trata de dependente químico, de pessoa sem moral, que não respeita os bons costumes e que, provavelmente, procurou a situação na qual vive.

Talvez este pensamento seja condizente com a verdade, retrate exatamente a realidade dos fatos. Mas, talvez não. Talvez se trate de alguém que não teve oportunidades quando jovem; talvez seja alguém que teve oportunidades, mas que por falta de orientação não tenha sabido aproveitá-las; talvez seja alguém que teve oportunidades, que soube aproveitá-las, que construiu uma história, mas que, no meio do caminho se perdeu, foi atraído pelo “glamour” das drogas/álcool, e não conseguiu se livrar da escravidão.

São tantas as possibilidades, são tantos os “talvez”… mas o que se pode extrair disso tudo é que por trás de cada uma destas pessoas que vivem nas ruas, nos becos, nos bancos, nas calçadas, há seres humanos, sujeitos ativos, capazes de ações de construção, de amizade, de carinho, de cumplicidade e até solidariedade. São pessoas que construíram no mínimo uma coisa: sua própria história, e esta pode ser uma bela narrativa.

 
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Publicado por em 03/07/2011 em Municipal, Política

 

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As cidades um ano depois…

Ainda sobre as visitas que fizemos no último dia 18 às cidades inundadas pelo Rio Mundaú, venho trazer o presente texto. Este se atém às questões mais objetivas das necessidades daquelas cidades, não só de sua população, mas também do município enquanto ente federativo, dotado de condições estruturais mínimas para assim serem reconhecidos.

Visitamos as cidades de Murici, Branquinha, União dos Palmares e São José da Laje. Todas cortadas pelo rio, o que proporciona a muitas famílias sua subsistência e também algum incremento na economia local.

Diversas foram as necessidades que foram apontadas pelos próprios moradores, mas também por nós. No texto anterior (“A verdade sobre as vítimas das enchentes de 2010 em Alagoas”) procurei deixar claro que o problema não era a comida, não era sua baixa qualidade ou sua falta. Não, este, definitivamente, não era o problema. A comida que vimos era de boa qualidade e quantidade.

No entanto, gostaria de explicar melhor esta situação. Os desabrigados, assentados em acampamentos de lona, têm “direito” à alimentação três vezes ao dia, para isso apresentam seu “marmitex” e uma “senha”, tudo fornecido pela autoridade pública. No entanto, é importante frisar que, diante da ausência de outros itens de necessidade básica, como produtos de higiene pessoal, ou de utensílios de limpeza doméstica, assim como assistência médica mais específica e urgente, dentre outras necessidades básicas, algumas famílias venderam seus “marmitex” e “senha” e hoje perderam seu “direito” às três refeições diárias.

Estas pessoas estão se virando com o que podem e como podem, seja “filando” a comida do vizinho ou de um parente, ou empregando o pouco que ganham em subempregos (ou com a venda do que lhes restou da enchente) na alimentação diária, faltando, obviamente, para todas as outras necessidades.

A falta de emprego nas cidades visitadas, bem como em todo nosso estado, é situação que merece registro. O ócio que pode ser constatado em todos os acampamentos é flagrante, não só dos adultos em idade laboral, mas também das crianças, que, como já aventado no texto anterior, não têm distração lúdica e nem construtiva, enquanto são assistidas, ou não, pelos adultos e idosos, que não empregam suas horas em nada produtivo, não têm emprego, seja pela total ausência de oferta, de qualificação, ou qualquer outra razão, mas também não investem em artesanato ou outra forma de subsistência ou de melhora pessoal.

Como não poderia ser diferente, em localidades em que a educação e o emprego não são encontrados impera o banditismo, o caos social. As pessoas (dentre elas as crianças) são facilmente atraídas para a criminalidade, para o uso de drogas, para o consumo desmedido de bebida alcoólica, junto com estas escaras aumenta o número de conflitos domésticos e gradualmente comunitários.

O aumento da criminalidade nos assentamentos tem refletido em todas as cidades, é comum ouvir munícipes admitindo que evitam determinada zona da cidade (a dos assentamentos) para não serem vítimas desta criminalidade. Estes resolveram diminuir os limites territoriais de seus municípios, conscientemente fechando os olhos para um problema que só se avoluma, e que, cedo ou tarde, baterá a sua porta, ultrapassando, inadvertidamente, aqueles “limites” impostos pelos “cidadãos de bem”.

Tivemos a oportunidade de conversar com uma guarnição da Polícia Militar que fazia sua ronda matinal num dos assentamentos. Com eles descobrimos que a cada turno há quatro militares e um civil, que desde a quinta anterior, ou seja dia 16/06, que estavam fazendo três rondas diárias, uma por período. Dispunham de uma viatura, um Fiat uno. Enquanto estavam os quatro patrulhando a área, o único agente civil de serviço estava sozinho “guardando” o posto policial. Eles disseram que esta situação se estende por seis cidades da região. Ressalvaram ainda que, “vivemos num meio muito pacífico, porque se essas pessoas quisessem fariam qualquer coisa com a gente e com a cidade, não podemos controlar um grupo grande de pessoas”. Sim, é este o policiamento que tem “guardado” as cidades, os assentados, os favelados e todo o resto.

O presente texto visa esmiuçar um pouco mais o cotidiano nas cidades atingidas pelas enchentes do ano passado. Falta água encanada, falta estrutura mínima de banheiro (sanitário e chuveiro), falta limpeza, falta urbanidade, falta educação, falta emprego, falta renda lícita, falta tudo o que é necessário numa sociedade, num aglomerado de pessoas, numa comunidade, num município.

Por fim, gostaria de deixar registrado que a situação na cidade de São José da Laje é a mais diferente, nela é possível vislumbrar o respeito à dignidade daquelas pessoas. Foi o único lugar onde a necessidade deixou de ser básica, de sobrevivência, de dignidade, e passou a ser de cunho pessoal, individual, de reconhecimento em si próprios, de individualidade.

ERRATA: Obs: Gostaria de agradecer ao amigo @opoetaepalhaco (jornalista Railton Teixeira); ele esclareceu que a cidade de São José da Laje é cortada pelo Rio Canhotinho e não pelo Rio Mundaú.

 
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Publicado por em 25/06/2011 em Estadual, Política

 

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A verdade sobre as vítimas das enchentes de 2010 em Alagoas

No últmo dia 18, junto com um grupo de amigos interessados no que teria acontecido com as vítimas das enchentes do ano passado, visitamos quatro das dezenove cidades atingidas pela enxurrada.

Cada um de nós possuía intenções claras com a visita, e todas convergiam para um mesmo objetivo, o de tentar dar voz àqueles que aparentemente estão esquecidos pela sociedade. Com certeza serão apresentadas visões diferentes, cada um retratando o que viu, o que sentiu e, principalmente, como foi atingido.

Eu, por minha vez, proponho uma visão muito particular. Antes de ir, divulguei que a minha intenção era de alertar a sociedade sobre o que teria ocorrido àquelas vítimas depois da tragédia que assolou seus lares, suas cidades e devastou suas vidas.

As pessoas que se chocaram e se sentiram tocados com aquelas imagens aterradoras e com o sofrimento de conterrâneos desolados se mobilizaram no sentido de ajudar com as necessidades primárias que momentos como este requerem, desde vestuário, alimentação, água potável e material de higiene pessoal.

A intenção inicial era de prestação de contas a esses heróis sociais, que na hora do desespero e caos total, inclusive das instituições de representação política, tomaram as rédeas da situação e, cada um a seu modo, e de acordo com suas possibilidades, contribuiu de alguma forma.

Lamentavelmente não poderei prestar tais contas, não foi possível saber a real utilização dessas doações, que não foram só materiais, mas também humanitárias, de tempo e de carinho.

Venho apenas informar o que constatei. Infelizmente a situação daquelas pessoas pouco mudou, suas necessidades continuam sendo as mesmas de momentos caóticos que sucedem tragédias recém ocorridas.

Elas continuam vivendo em situação de miserabilidade completa. Não me refiro à alimentação básica, esta, pelo que pudemos ver, é de boa qualidade. Mas continuam vivendo pior que animais a chafurdarem na lama, e isto não é uma figura de linguagem. Não, crianças não têm opções de lazer, brincam em qualquer poça d’água, mas num lugar onde não há água encanada, nem água limpa em abundância, muito menos material de limpeza, qualquer água parada é sinônimo de lama.

As crianças estão perdendo sua infância, inventando brincadeiras com o que têm a mão, o que não se resume ao lamaçal, revolto em lodo e em dejetos humanos, mas também aos exemplos que lhes são impingidos pela sociedade que estão formando, às margens de comunidades favelizadas e dominadas pelos bandidos.

Hoje vejo claramente o quão pretensiosa fui ao achar que poderia exprimir em palavras o cotidiano dos flagelados. O que pude sentir acompanhando um pouco daquela rotina é impossível ser passada por palavras.

O calor dentro das “cabanas”, que tanto já foi abordado pelo jornalismo, é impossível de ser descrito, comparo-o apenas ao calor que sai do forno quando abrimos sua porta. O odor fétido por todo o acampamento é comparável apenas ao de cadeias imundas e superlotadas. A expressão de dor, de sofrimento, de abandono que se extrai do rosto de cada criança, de cada adulto, de cada idoso é a mesma, e igualmente impossível de comparar, mas talvez se assemelhe àquelas expressões de terror que fotógrafos de guerra conseguem captar.

Enfim, as impressões por mim expressas aqui estão infinitamente aquém daquela realidade, não posso dizer que recomendo que façam as mesmas visitas que fizemos, não, não mesmo, não recomendo a ninguém. A dor que o espectador sente reflete muito do que eles sentem e, acreditem, é insuportável.

Conviver diariamente em meio ao caos é o que acontece, conviver em sociedade já é tão difícil, imagine sequer ter noção exata de onde termina o seu espaço e começa o do outro.

Conclamo a sociedade a não esquecer aqueles flagelados, a cobrarem dos munícipes a solidariedade que se espera para amenizar um pouco esse sofrimento, estas pessoas perderam muito mais que bens materiais, perderam sua individualidade, sua identidade e até sua dignidade.

Ainda acredito que aqueles heróis do ano passado estão por aí, perdidos sem notícias que os inflamem a continuar ajudando e inspirando a esperança nesses corações. Façamos nossa parte.

Agradeço sua publicação em Luis Nassif Online, em Resumo Político, em Zema’s Blog e em MaltaNet

Agradeço ainda a releitura feita por Dr. Firmino (@jose_firmino) que foi publicada no Jornal Extra de 23/06/2011 e nos sites Maceió Agora e Salve Alagoas.

 
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Publicado por em 19/06/2011 em Estadual, Política

 

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Um ano após as enchentes em Alagoas

Há um ano eu acompanhava pelos noticiários a tragédia que assolou Alagoas e Pernambuco. Os telejornais explicavam diuturnamente o que teria acontecido depois de dias de temporal na cabeceira do rio em terras pernambucanas.

Junto a explicações técnicas e vazias apresentavam as imagens do desespero e desolação que acometia todas aquelas pessoas, estas que eu não conhecia, que não me eram familiares, mas que sentia como se fossem irmãos, amigos, companheiros.

Pois é, há um ano eu não estava em terras caetés, mas de longe acompanhei vorazmente o que acontecia, entrei em contato com amigos de uma das cidades devastadas pelas forças do rio e que foram vítimas também.

Alguns tiveram suas casas levadas como barquinhos de papel, outros perderam entes queridos, outros perderam pertences, outros perderam tudo isso, mas o mais incrível, e o que era comum a todos, é que não haviam perdido as esperanças.

Invariavelmente ouvia que não precisava me preocupar tanto, que tinham perdido muito, mas que as coisas iam se ajeitar, que a ajuda estava chegando, ainda que muito devagar, mas que chegava.

Uma amiga, que à época trabalhava com representação e viajava muito de Maceió para os interiores, se dispôs a levar uns donativos aqui de casa pras cidades vizinhas, seu nome é Letícia, uma dentre milhares de alagoanos, de nordestinos, de brasileiros, que se sensibilizaram com aquelas imagens chocantes, que se puseram no lugar daqueles infelizes que num dia tinham pouco e no seguinte tinham nada.

Em homenagem a esses heróis – maiores que os políticos, que os bombeiros ou que a defesa civil – que não tinham qualquer obrigação legal, mas apenas moral, o post de hoje vem informar que algumas pessoas, meros cidadãos, como quaisquer outros, que se sensibilizaram há um ano e que ainda se sensibilizam com as notícias sobre o que aconteceu com aqueles flagelados, prontificaram-se a visitar duas cidades amanhã, dia 18 de junho, exatamente um ano depois, para, após análise real das condições atuais dessas vítimas, dizer a estes heróis o que resultou daquela mobilização.

Se o que se diz sobre o assunto se confirmar, talvez muitos de decepcionem, se revoltem e até digam que se arrependem da solidariedade demonstrada naquele período de angústia. Mas o que se visa é justamente o contrário, é buscar mais uma vez a união daqueles heróis e de novos heróis a fim de se buscar saída para o sofrimento que ainda perdura.

 
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Publicado por em 17/06/2011 em Estadual, Política

 

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