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Causo de Sant’Ana

A Virgem, o Menino, Sant’Ana e São João Batista (1499 – 1500), por Leonardo DaVinci

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao final de uma audiência, num lugar qualquer…

Pronto, a próxima audiência será dia 3 de julho, às 10 horas, certo?!

Ah, em Santana?

Santana? Não. Aqui mesmo. No dia 3 de julho.

Certo. Em Santana, né?! Tá bom.

Hein? Santana? Não, não.

Sim, não é depois de São João, então é em Santana.”

Santana? Olha, melhor irmos falar com sua filha.

 

São João é o primo de Jesus e Santa Ana é a avó de Jesus. E há datas comemorativas para ambos os santos. São João em dia 24 de junho e Sant’Ana em 26 de julho.

Para os mais antigos, o mês de junho é chamado de São João e o mês de julho de Sant’Ana, mas os demais meses do ano são chamados da mesma forma, daí porque esse problemão de comunicação. Depois de falar com a filha de “seu Zé” tudo foi esclarecido. E aprendi que os meses do ano são janeiro, fevereiro, março, abril, maio, são joão, santana, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro.

Que beleza, hein?!

 

 

 
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Publicado por em 10/05/2013 em Causos

 

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Futebol arte no Brasil

Por uma torcedora do Flamengo

Sou uma apreciadora do futebol arte, do futebol de resultados, claro, mas, sobretudo, do futebol bonito, que enche os olhos e nos provoca uma alegria inexplicável, que nos arranca sorrisos indisfarçáveis.

De tempos em tempos somos brindados por momentos que nos (brasileiros) inflam a amar ainda mais o futebol. Momentos como estes se repetem a cada Copa do Mundo, a cada final de “Champions League”, a cada libertadores. Exatamente, normalmente em campeonatos que envolvem grandes times do cenário mundial. No entanto, dentro do futebol brasileiro, momentos assim são cada vez mais raros.

Acostumamo-nos a assistir convocações reiteradas para a seleção brasileira de jogadores “estrangeiros”, aqueles brasileiros que têm destaque nos campeonatos mais variados espalhados por todo o mundo, em especial na Europa.

Entretanto, ocasionalmente somos surpreendidos por momentos como o que pudemos prestigiar na última quarta-feira, 27, quando, pela 12ª rodada do campeonato brasileiro, aquele que a própria CBF pouco se importa, o Santos, de Pelé, recebeu em casa o Flamengo, de Zico.

Está bem, está bem… Há muito que o Santos não é de Pelé e nem o Flamengo de Zico, mas agora novos gigantes tomam conta do pedaço: Neymar pelo time da casa, e Ronaldinho Gaúcho pelo dos visitantes.

Durante o duelo de titãs pudemos sentir o que há muito se perdeu em nosso futebol, o orgulho de ser brasileiro. Continuo achando que o maior time do Brasil é a seleção, e que a esta deve ser proporcionada todos os meios de sucesso. É ela a capaz de amenizar a dor diária que aflige o povo, sem exagero, o amante de futebol bem concorda comigo. Se há um momento de regozijo total no país, este é, com certeza, quando a seleção canarinha se comporta com maestria e alcança o júbilo de um campeonato mundial.

Não à toa, Chico Xavier ao predizer sua morte disse que aconteceria num momento de tamanha euforia nacional que o brasileiro não lamentaria sua morte. O médium mais famoso e querido do país morreu exatamente no dia em que conquistamos o pentacampeonato mundial (2002).

Voltando ao “jogaço” desta quarta, não me deterei aos detalhes, ao fato de ter o flamengo, meu time de coração, começado perdendo por três gols de diferença, mesmo jogando com superioridade; nem ao pênalti, previsivelmente, perdido por Elano (o que há poucos dias perdeu pela Seleção, repetiu pelo clube); nem à virada histórica do Flamengo sobre o Santos.

Como sabemos, num clássico é o detalhe que faz a diferença, e neste memorável jogo o detalhe foi a experiência. O aclamado e venerado Neymar, assim como seu grupo de meninos adestrados desde a infância na Vila Belmiro, pode aprender com um dos maiores gênios que o mundo já viu jogar, Ronaldinho Gaúcho.

Demonstrando que não é só de habilidade em dribles que se faz um bom futebol; comprovando que não é de convocação para seleção que se faz o melhor do mundo, mas de muita inteligência e senso de oportunidade, e ainda jogando bonito.

Arrasada e decepcionada vi a seleção brasileira, dos meninos da vila, perderem todos os pênaltis batidos, na disputa em penalidades, contra a seleção do Paraguai, pela Copa América, há alguns dias.

Mas para meu encanto, enquanto torcedora, constato que melhor que ganhar do Santos é ganhar do Neymar, melhor que mostrar que o timinho dos meninos da vila não passa de timinho é provar que eles não estão à altura da seleção.

Admito e admiro o futebol arte de Neymar, mas vejo com muita clareza que não é só seu talento capaz de conquistas. Meu mengão me deu muita alegria, mas mais que isto, provou que a mídia está errada em poupar os meninos da vila e sepultar os experientes campeões do mundo!

 
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Publicado por em 28/07/2011 em Variedade

 

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