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Wyllys, Calheiros e as Redes Sociais

O Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Jean Wyllys encontrou-se, no Programa Altas Horas (Globo), com a estudante catarinense Isadora Feber que ficou conhecida por ter chamado a atenção dos brasileiros com o blog “Diário de Classe”, onde relatava o dia-a-dia de sua escola, os problemas estruturais e ganhou destaque por despertar nos colegas e na direção da escola o uso consciente das redes sociais.

Wyllys, baiano e deputado pelo Rio de Janeiro, vencedor do Big Brother Brasil, parabenizou a garota por sua iniciativa e ainda alertou aos jovens para o compromisso com a cidadania. Só esqueceu de avisar que quando ele é confrontado pelas mesmas redes sociais por qualquer cidadão brasileiro prefere furtar-se a manter o nível do debate e a troca de ideias para partir para o ataque gratuito e preconceituoso.

Maior defensor da causa gay, Wyllys quando é confrontado sobre qualquer ideia que apresente em seus perfis sociais, opta por fugir ao debate e apresentar-se como vítima de preconceito sexual, sendo incapaz de manter a imagem intelectual que tanto tenta sustentar.

Wyllys não admite ser confrontado por nenhum brasileiro senão o carioca, uma vez que apenas os representa. Mas não admite que só entrou pelo coeficiente eleitoral e nem que viu sua popularidade mudar depois que venceu o programa que hoje afirma não ser capaz de mudar a vida de ninguém… Na certa a vida dele é a mesma… professor universitário da Bahia.

Essa discussão me remeteu às cobranças que brasileiros de todo o país têm feito ao senador Renan Calheiros, com propriedade brasileiros têm cobrado mudanças e moralidade, só estão esquecendo de cobrar também os políticos que elegeram e que, por sua vez, colocaram Calheiros na cadeira mais alta do Congresso Nacional.

O uso das redes sociais é mesmo muito importante, e por meio delas é possível que realidades sejam mudadas, que cobranças por políticas públicas sejam eficazes e alcancem resultado, mas para isso é necessário que o político entenda que ele deve satisfação à sociedade, não só a quem lhe elegeu, mas a quem paga seu salário.

 
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Publicado por em 03/03/2013 em Federal, Política

 

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Carta aberta aos políticos que usam as redes sociais

Na condição de cidadã que utiliza as redes sociais como ferramentas de fiscalização e cobrança, solicito aos agentes políticos inseridos nestas mídias virtuais que as usem pessoalmente, individualmente e sem atravessadores.

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Aqueles que se julgam ocupados demais para realizar tal tarefa, seja honesto, ao menos virtualmente (o exercício é bom e faz bem a todos), e informe sua opção pelo assessoramente virtual. Explico.

O uso das redes sociais por políticos, antes de ter finalidade prestacional, tem o condão de aproximar os cidadãos de seus representantes, viabilizando a cobrança e a sugestão direta ao agente público por aqueles que o elegeram, ou, ainda que não tenham sido seus eleitores, por aqueles que têm o direito e o dever constitucional de fiscalizar as ações que influenciam na sociedade.

A assessoria em redes sociais não é abominável, é até bastante interessante se a ideia é institucionalizar o perfil, no entanto, há de ser sincero na informação. Não é educado deixar cidadãos inocentes achando que se comunicam diretamente com um representante do povo, e que seus argumentos são lidos, absorvidos e registrados.

O que se vê é o crescente número de perfis assessorados entre os políticos, não só os recentemente criados, mas também perfis antigos têm adotado a prática. Lamentável.

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Clamando por honestidade nas redes sociais e por clareza nas postagens, despeço-me, esperando que a postura dos representantes do povo seja reta, inicialmente por meio virtual, mas torcendo para que num futuro próximo a prática se torne uma constante nas ações reais.

 
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Publicado por em 02/10/2011 em Política

 

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O Patrulhamento…

A disseminação da informação hoje, além de não ter limites quanto à prudência, também não os tem quanto à velocidade. Constatamos isto acompanhando a dinâmica das redes sociais, em especial, por meio do twitter.

Esta ferramenta tem se consolidado como meio de atuação de uma elite intelectual que até então se escondia atrás de livros, jornais, revistas, e outros impressos que não possuem a mesma rapidez na dispersão nem a mesma atração sobre os mais jovens, com potencialidades não descobertas, mas que com algum incentivo passam a mostrarem-se proativos.

Os formadores de opinião se restringiam aos jornalistas, escritores, cientistas políticos e intelectuais, de uma forma geral, no entanto, atualmente, todos podem formar opinião, e é por isso que as informações devem ser tratadas com mais atenção e respeito, não só com aquele que terá sua vida exposta, mas também com aqueles que receberão notícias, muitas vezes, de uma forma temerária.

Curioso é que a falta de limites pode ser encontrada em ambas as vias, seja a partir do comunicador, seja do leitor. Curioso mesmo. As pessoas não se contentam mais com o que é publicado, agora vão atrás do que não é publicado, garimpando informações em outras redes sociais ou com terceiros e trazendo-as à tona, ainda que sem verificar sua veracidade.

Muitos têm dito que a popularização da comunicação virtual é muito perigosa, preferindo se omitir a pagar o preço de ter suas opiniões analisadas e criticadas. Talvez tenham razão, o que se verifica é que hoje qualquer pessoa com um perfil virtual “real” é também uma pessoa pública, que busca isto, e portanto disposta a arcar com a manifestação de seus juízos e pensamentos.

O que não se deve é levar tais discussões para o campo pessoal, baixando o nível da discussão, revertendo as informações, ou desacreditando o interlocutor. As estratégias que se apresentam são muitas, muitos dão verdadeiras aulas de como desbancar um crítico, e é neste viés que surge uma nova forma de utilização das redes sociais, o patrulhamento.

O Twitter continua uma ferramenta de largo, e incontrolável, alcance, mas há os que acham que é possível desacreditar o fiscalizador, o crítico, “patrulhando” seus tweets a fim de encontrar deslizes, ou criá-los, e assim “desmascará-los”. Não sei até onde esta nova onda irá, só espero que esta forma tacanha e mesquinha de tentar silenciar aqueles que buscam uma sociedade mais justa e menos corrupta não perdure por muito tempo.

 
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Publicado por em 14/06/2011 em Cultura, Uncategorized

 

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