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Assim são as Alagoas…

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Aqui em Alagoas acontecem fenômenos dignos de estudo: contamos com um dos menores estados da federação, menos gente, menos espaço, deveria ser mais fácil administrar o dinheiro público, né?! Mas não, temos a pior educação, pior saúde, pior segurança, pior tudo!

Este mesmo lugar pequenininho é capaz de exportar políticos de grande influência no cenário nacional. Presidentes da República: dois marechais e um eleito pelo povo e expulso (ou pediu para sair) pelo Congresso (o único); hoje temos um dos mais influentes no xadrez político nacional, e outra penca de senhores que já estão por lá há tantos anos (ou seriam décadas?), que são considerados “perpétuos” em Brasília. Mesmo com tanta influência continuamos recordistas em péssimos índices!

Mas não é só isso. Nesta terra de miseráveis, temos um verão digno de Côte D’azur. “Que galera endinheirada é essa, mermão?!”, parece até que ouço algum cantor baiano dizendo isso… Enfim… São tantos os novos milionários, que Alagoas é o segundo (óh, não é o primeiro!) em crescimento do número de novos milionários no Brasil.

Que estado é este de tantas contradições? Deveríamos ser objeto de estudo detalhado.

Um povo que fala tanto em política, sabe tanto, entende tanto, esculhamba tanto, mas que não se furta ao privilégio da pulseira arranjada para um réveillon “esbanjamento” na beira da praia, todos bêbados de chandon fica difícil identificar os “companheiros de luta” e os “coxinha”, né?!

Enfim… Dias, meses e anos vão passando e o que muda é tão pouco que a gente nem sente. Certeza mesmo, só de que Tiriricas não brotarão de solo alagoano, isso porque, se não ficar como está, “sempre pode piorar”!!!

Chega de hipocrisia!!

 
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Publicado por em 15/01/2014 em Facebook

 

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Mera Sopa de Letrinhas

Posso até estar arrumando uma baita confusão, mas não poderia me furtar a comentar os constantes escândalos nacionais. Seja no Ministério dos Transportes, no do Turismo, ou na ANP. O que se vê é uma sopa de letrinhas partidárias que há muito são mero sinônimo de fisiologismo e em tudo se distanciaram das ideologias políticas.

Lamentável assistir diariamente escândalos envolvendo siglas que outrora eram unívocos da luta pela democracia, participando do jogo sujo dos corruptos e oportunistas de legenda.

Sempre fui uma entusiasta, pesquisadora e colecionadora de informações da resistência ao regime militar que vigorou por mais de vinte anos. Confesso que meu problema nunca foram os militares, por quem nutro até simpatia, mas pela administração pública de perseguição e restrição aos direitos e garantias fundamentais que impuseram aos brasileiros, nos idos das décadas de 60 e 70.

Hoje, lendo matéria da semana passada na Época (no. 689), não pude conter minha tristeza e indignação ao ver o PCdoB envolvido em desvios, desmandos, corrupção, locupletamento, constrangimento ilegal e toda sorte de pouca vergonha na ANP – Agência Nacional do Petróleo.

Aos que ainda acreditam nos partidos políticos e em suas ideologias meus sinceros respeito e admiração, mas confesso não gozar mais dessa fé. A minha capacidade de indignação com toda essa lama que se apresenta é muito maior que minha esperança partidária. Hoje acredito em pessoas e projetos, e não em legendas.

 
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Publicado por em 09/08/2011 em Federal, Política

 

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Pertinente coincidência…

Caros leitores, fiquei muito feliz com o retorno que vocês me deram a partir do primeiro post, “apagando a história…”. Além de gratificante, foi muito interessante ver os diferentes sentimentos despertados, fosse o de mera satisfação com o texto lido, ou com as lembranças revividas de um passado marcante, mas muito recente da história de cada brasileiro.

Ontem tive o prazer de ir prestigiar o lançamento de um documentário alagoano, sobre o paraibano que fez a vida e a carreira, no rádio e na política, em Alagoas – “Sandoval Caju – além do conversador”. Aqui não me alongarei sobre o tema, apenas citei a satisfação com o documentário porque neste espaço de ideias a serem debatidas e digeridas acredito que a coincidência do tema foi bem pertinente.

Afinal, para aqueles que não sabem, o Sr. Sandoval Caju foi prefeito de nossa capital nos idos da década de 60 e teve como principal plataforma política a satisfação daqueles que o elegeram, o povo. E para isto investiu em praças públicas.

Importante frisar que, naquela época, assim como acontece ainda hoje com a geração dos nossos avós, eram muito populares os encontros nas calçadas e nas praças para “jogar conversa fora”, lazer este que era, e é, muito comum.

Ocorre que as praças construídas e inauguradas ainda em sua gestão traziam a marca do político. Populista como ele só, soube modernizar a arquitetura da capital ao mesmo tempo em que imprimia sua assinatura particular. Construindo bancos sinuosos, em forma de “S”, bem como grafando o próprio sinal gráfico como alegoria no meio do espaço público.

Entretanto, diferente do passado que tentou ser apagado pelo senado federal na semana passada, por meio da exclusão de painéis alusivos ao impeachment de 1992, estas praças, e com elas a história da figura emblemática que foi Sandoval Caju, têm sido apagadas da memória arquitetônica de nossa cidade, bem como das lembranças do povo que o elegeu e seus descendentes.

Tal desmemoriar não tem sido provocado por ação explícita de exclusão, mas por total descaso. O efeito do tempo tem sido implacável com suas obras e com sua memória, a falta de interesse na sua preservação não é apenas culpa dos dignitários políticos que têm se revezado no poder ao longo de todos estes anos, mas também da população que de maior beneficiária se transformou em maior cúmplice da depredação do bem público e do alijamento sofrido por Sandoval Caju.

Agradeço publicamente a iniciativa do documentário, são ações como esta que resgatam a memória dos alagoanos e desperta algum sentimento de orgulho.

• Sandoval Caju – além do conversador. Documentário de Pedro da Rocha. Ano 2011.

Agradeço sua publicação no jornal A SEMANA, em 6 de junho de 2011.

 
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Publicado por em 04/06/2011 em Cultura, Municipal

 

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