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Diário de Férias: Nova Iorque (New York City)

Esclareço que enquanto no Brasil o mês de fevereiro é de despedida do verão, no hemisfério norte é de despedida do inverno, e assim como aqui a despedida não é fácil e nem mais amena, por lá o mês de fevereiro ainda suporta temperaturas bem baixas.

Como no Brasil, onde há regiões em que as quatro estações do ano são bem claras e definidas, nos EUA também há. Nova Iorque é um estado que possui as estações muito fáceis de serem identificadas e seu retrato mais fiel é o Central Park, localizado no coração de Manhattan, um distrito da cidade.

E é incrível como aquela cidade é linda em qualquer estação do ano. É claro que sua beleza é bem diferente daquela que nos acostumamos, não é marcada pela natureza, mas por arranha-céus. Mesmo que seja brindada com o magnífico Central Park, tão famoso por filmes de Hollywood, sua imagem mais comum é mesmo a de muita gente pelas ruas e avenidas a se perderem por números e “apelidos”, confundindo o antigo com o novo, e compondo as diferentes etnias que formam o povo nova-iorquino.

Suas ruas largas, seus táxis amarelos, suas luzes, letreiros e placas indicativas, tão características, ajudam a constituir o cenário. Mas, definitivamente, frio não é bom companheiro para uma viagem de longas caminhadas.

Nova Iorque é cidade para se caminhar pelas ruas, descobrir restaurantes, lojas e assistir à forma como as pessoas se comportam. Não dá para tirar conclusões sobre o comportamento do americano pelo do nova-iorquino, pois a cidade é única, comparável apenas, acredito, à Londres. Sua miscigenação étnica moderna não é comum nem aos grandes centros, mas pode oferecer ao visitante experiências incomparáveis, como se estivéssemos presentes às cidades mais longínquas.

Dica: o metrô de NYC é dos mais fáceis de usar no mundo, basta ter em mãos o mapa e saber se localizar nele para identificar se vai a downtown ou uptown.

Dica 2: táxi não é caro, dentro de Manhattan dificilmente uma corrida sairá por mais de US$ 20 (vinte dólares), por isso se estiver acompanhado é recomendado seu uso, principalmente no frio.

Dica 3: em viagens, lembrem-se, hotel bem localizado é aquele que está perto de onde tudo acontece, no caso Central Park, ou, melhor, Broadway. Mas, indispensável mesmo é que seja próximo a uma estação de metrô (em qualquer lugar do mundo, acredito).

Dica 4: procure obedecer à sinalização de trânsito, mesmo que seja pedestre, não atravesse se não estiver numa faixa e se o semáforo não estiver autorizando.

Dica 5: como em qualquer grande centro do mundo, deve-se andar com cuidado, prestando atenção em tudo e em todos, mas a cidade já não é mais reduto de bandidos. Depois da política de “tolerância zero”, adotada pela NYPD (polícia), a cidade se tornou muito mais segura, e após os atentados nem se fala.

Dica 6: evite o comércio próximo a hotéis e pontos turísticos, tudo sempre mais caro e propício a pequenos golpes. Também não se deixe levar por “benefícios” anunciados no hotel ou por seus funcionários. É comum que tentem “aplicar” nos turistas.

Dica 7: brasileiro tem fama de não dar gorjeta e isso não pega muito bem. Faça sua parte, dê as gorjetas e procure ser justo. Mesmo no taxi, se o taxímetro marcar até US$ 10 (dez dólares) é comum a gorjeta de US$ 1 (um dólar). Em bares e restaurantes, além da taxa cobrada pelo governo, dê o dobro dessa taxa em gorjeta, é o mais aceito.

 
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Publicado por em 14/02/2012 em Diário de Viagem

 

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Diário de Férias: primeira impressão nova-iorquina

Já ao chegarmos em Nova Iorque, o primeiro problema, o transfer contratado para nos recepcionar e levar ao hotel não apareceu. Seguindo as instruções do voucher, entrei em contato com a empresa por telefone e informei o ocorrido. Cerca de 20 minutos depois chegou uma van para nos buscar!

Neste primeiro momento é interessante mencionar o trânsito lento e pesado nas primeiras horas da manhã de uma segunda-feira. Nada a nos surpreender, afinal, trata-se de Nova Iorque, uma das maiores cidades do mundo. Aquela que nunca dorme.

O hotel escolhido foi o Park Central Hotel, na 7a. avenida com a rua 57. Informo que Manhattan é completamente dividida em ruas e avenidas numeradas, sendo que algumas assumem também uma identidade tradicional, e outras – raríssimas – só possuem a nomeação.

A localização é perfeita, a duas quadras do Central Park e a algumas da Broadway, big apple, para os íntimos. Diferentemente de nossa tradição, os hotéis não costumam oferecer café da manhã, e dificilmente encontra-se quarto para mais de três pessoas.

Dica 1: No check-in é comum que o recepcionista ofereça o pacote do café da manhã, não aceite, além de caro é mal servido. Vale à pena sentir-se americano e fazer o “breakfast” numa deli perto do hotel, ou numa starbucks, donuts, ou quaisquer outra cafeteria de primeira qualidade espalhada pelas ruas.

Dica 2: As tomadas, pelo que tenho percebido, são das mais antigas, dois pinos, retos, paralelos, simples (nada redondo, três pontos, ou quaisquer dessas novidades tupiniquins). Prestem atenção! Caso seja necessário comprar adaptador não o faça em “rota hoteleira”, ou o que poderia custar um dólar sai por vinte.

Quanto ao idioma não há que se preocupar. Os brasileiros têm se tornado cada vez mais constantes pelos lados norte-americanos, assim, coisa inimaginável há dez anos, os americanos têm se esforçado em aprender nosso dificílimo idioma. Ponto para o Brasil!

 
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Publicado por em 14/02/2012 em Diário de Viagem, Variedade

 

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