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Haja idiotização

Publicado no Portal Cada Minuto

A “idiotização dos adultos” não é expressão nova, na verdade todos os filósofos e pensadores da atualidade já diagnosticaram o que nossa sociedade tem mais fulgente: que sua perspicácia, seu poder de indignação e sua capacidade de pensar por si mesma já não têm a mesma intensidade de outrora.

Que não sejam os mesmos ideais, é até importante, mas que tenha algum ideal, que seja capaz de sonhar, que encontre a necessidade de mudança, que mantenha o cunho crítico de outros tempos.

Não que outros tempos tenham sido melhores, mas é lamentável que o passado não seja revisitado com alguma constância, que já não haja curiosidade sobre a própria história e que a resignação seja a nova moda.

A moda virtual, que se consolidou com as redes sociais, de criação de “memes” parece mais um artifício daqueles que querem escravizar as poucas mentes pensantes que ainda restam (não que estejam apenas na internet), dando-lhes o que de mais fácil há para assimilar.

A língua portuguesa não é das mais fáceis – não é novidade – mas a novidade é que em vez de incentivar a leitura e busca criativa pelas construções lexicais, o que temos visto é uma enxurrada de expressões incorretas e que facilmente “caem no gosto da galera”.

#taserto #comofas #ryca Inclusive é possível encontrar a definição de tais expressões (e outras) na própria internet. “É derivada de um idioma fictício também criado na net (tiopês), que consiste simplesmente em escrever o português totalmente errado”.

Pois é, simplesmente escrever o português totalmente errado, como se isso fosse besteira, como se a internet não estivesse repleta de jovens em formação, como se nós já não nos revoltássemos com a falta de educação (de qualidade) em todos os níveis e agora nós, a geração que ia mudar o mundo – parafraseando Cazuza –, tivéssemos simplesmente jogado a toalha.

Teríamos desistido? Chegamos à tamanha acefalia que já não desejamos um amanhã melhor, já não queremos uma educação melhor, já desistimos de fazer a nossa parte?

Muito interessante ver essa mesma geração que há meses foi às ruas pedir mais #educação #saúde #segurançapública #transparência tenha esquecido da lição mais simples, a mais clara, a mais óbvia – o exemplo.

Sob o manto da simplicidade e da democratização do acesso à informação, não é possível que aceitemos que “memes” cretinas, os quais só servem para “idiotizar” o leitor, sejam incentivadas.

“Deixa a onda me levar” parece que todos cantam em uníssono. Acordam e vão se deitar esperando que o próximo dia surja e com ele os novos passos que naturalmente deverão ser dados. Ora, mas por que os novos passos devem ser dados conforme a música? Por que já não é aceito o pensamento crítico e divergente? Não qualquer pensamento imposto, mas aquele cujo argumento o alicerça e é capaz de conquistar/convencer, ou não, mas que insta a pensar.

Resolvi me rebelar, resolvi acordar!

 
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Publicado por em 17/01/2014 em CadaMinuto

 

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Frases da Semana

O “FRASES DA SEMANA” traz um “revival” dos cartazes que mais me chamaram atenção nesse último mês marcado por manifestações e mudanças…

Facebook de Rafael Maynart

Facebook de Rafael Maynart

Manifestações pelo Brasil

“Quando injustiça se torna rotina, revolução se torna dever”.

“Paz sem voz não é paz é medo”.

“Balas de borracha não apagam a verdade”.

“Baixa os impostos, não tá dando nem para comprar uma calça de R$ 300,00 para uma jovem de 16 anos”.

“Se é perigoso andar sem cinto no carro, por que temos que andar em pé no ônibus?”

“Queremos o último episódio de Caverna do Dragão!”

“Na Arábia Saudita os ladrões são amputados, no Brasil são deputados.”

“Queremos cura para a fome”.

“Dilma chama a educação de Neymar e investe nela”.

“Revolução na sua mente. Você pode, você faz.”

“Quantas escolas valem um maracanã?”

“A consciência do povo daqui, é o medo dos homens de lá”.

“Ou para a roubalheira, ou paramos o Brasil”.

“Bem vindo à copa das manifestações”.

“The Alckmin dead”.

“Não PEC, amém”.

“Minha carta de Hogwarts não chegou, mas cansei de ser trouxa”.

“Brasil nas olimpíadas: campeão dos saltos orçamentais”.

Manifestações em Penedo

“Festas não me compram”.

“Não estamos parados, não queremos coletivos sucateados”.

“Da rua saio não, queremos saúde e educação”.

“Chega de blá, blá, blá… o professor vale mais que o Neymar”.

Manifestações em Maceió

“Só pago 2,85 por serviço de TELEtransporte”.

“A PEC que pariu”.

“Cadê Bárbara Regina?”

 
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Publicado por em 28/06/2013 em Frases da Semana

 

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Quem é burro mesmo?

Dilma não é burra, nunca foi! Escolhida por Lula para suceder-lhe, Dilma assumiu esse país com a missão primeira de dar continuidade às políticas de Lula…

Por serem pessoas diferentes e com perfis diferentes, assim como pelo fato de a conjuntura política, social e econômica serem diferentes, as coisas não estão exatamente como se esperava…

Mas burro? Ah, de burro só o povo mesmo!!

O povo que reclama das manifestações, que reclama da classe media, que reclama que não são os pobres que estão nas ruas, que reclama porque quem tomou as ruas nunca o fez antes, que reclama porque faltam reivindicações, que reclamam porque são “coxinhas”…

Ora, amigos, parem de reclamar, parem de despeito!! Recuperem suas antigas pautas e tragam para a atualidade… Ir para as ruas não é ser contra a presidenta ou os partidos, não é ser contra o passado e a favor do futuro… É, simplesmente, indignar-se e reverberar! É ser jovem, mesmo com muita idade! É ver-se pertencer a uma massa que não quer ser modelável!

E antes que as reclamações recaiam sobre a superficialidade das manifestações… Vai lá, faz melhor e inspire reivindicações novas!!!

 
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Publicado por em 26/06/2013 em Facebook

 

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#VemPraRuaPenedo Jovens sabem muito bem o que querem

Publicado no Portal Cada Minuto

Da rua não saio, não. Quero investimento em saúde e educação”.

Penedo entrou na onda dos manifestos, mas muito mais do que meros surfistas das onda da web ou das modinhas virtuais, os penedenses deram um show na reivindicação de seus direitos.

Cônscios do papel de cidadãos vanguardistas que os jovens possuem em sua comunidade, eles tomaram as ruas da histórica Penedo para cobrar melhorias não só no transporte público – “não estamos parados, não queremos coletivos sucateados” -, mas também na cidade, na educação e na saúde.

Cerca de 200 meninos, meninas, jovens e trabalhadores optaram por ignorar o jogo do Brasil (em Fortaleza, contra a seleção do México, pela Copa das Confederações) para protestarem nas ruas da cidade. Com gritos de “chega de blá blá blá, o professor vale mais que o Neymar”, aqueles jovens mostraram que “o país do futebol” está amadurecendo e voltando sua atenção (e seus valores – “festas não me compram”) para aqueles que realmente importam: “o futuro da nação”.

“Orgulhosos de serem brasileiros”, entoaram o Hino Nacional unidos, de mãos dados, em frente à prefeitura municipal e pedindo valorização aos seus professores, novas contratações e capacitação adequada. Aqueles meninos estavam (e estão) realmente preocupados com seu futuro, com a qualidade de seus estudos, e entenderam que a qualidade de sua formação passa, necessariamente, pela qualidade e dedicação do professor.

Esse alunos são diferenciados, mas o mais importante, são realistas, sabem o que querem do futuro e não querem ter que abandonar sua cidade para estudar e trabalhar. Pediram melhor educação, mais cursos superiores, maior valorização de seus professores e suas instituições de ensino, mas, principalmente, pediram a valorização de sua cidade, com geração de emprego, renda e desenvolvimento – não esqueceram da cultura e lazer.

Se a gente gritar eles ouvem!” Chamaram à responsabilidade o Deputado Federal, e ex-prefeito da cidade, Alexandre Toledo e o governador Teotônio Vilela, companheiros de estratégias políticas e eleitorais, e pediram-lhes mais investimento na cidade, em especial à saúde, às UPAs.

Por meio de cartazes alertaram “quando seus filhos adoecerem, leve para o estado”. Em meio aos jovens, além de professores, havia também trabalhadores da saúde. Estavam engrossando o coro por melhores condições de trabalho, reclamaram das cobranças por qualidade quando muitas vezes lhes faltavam material básico.

A passeata que começou na entrada da cidades, aos pés do Bom Jesus dos Navegantes, como que pedindo benção aos ousados jovens que tiveram a coragem de disputar a atenção da tradicional sociedade penedense com o jogo da seleção brasileira, parece ter conseguido as bençãos e os incentivos necessários. No caminho ganharam maior adesão, a polícia ajudou a controlar o tráfego e acompanhou todo o trajeto, assegurando que os jovens não seriam interrompidos.

Apesar da descrença de alguns espectadores quanto aos rumos daquela passeata juvenil, o que se viu foi pacifismo, paciência, entusiasmo, esperança e, principalmente, coerência.

Em frente à prefeitura, mais uma demonstração de que não eram meros surfistas de redes sociais, mas jovens dispostos a cobrar pelas promessas que políticos eleitos fazem recorrentemente. Não pediram “a cabeça” do prefeito, apenas lembram-no das promessas.

O gigante acordou, e o gigante é jovem, disposto e coerente. O gigante quer melhor educação, quer melhor saúde, quer melhor transporte e quer, acima de tudo, uma melhor cidade.

E se você, caro leitor, está pensando que esse texto é demais para uma “cidade pequena? pequena é sua mentalidade”.

Parabéns, penedenses!!

 
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Publicado por em 20/06/2013 em CadaMinuto

 

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Até quando Felicianos?

Por Fernando Nunes

Até quando Marco Feliciano vai presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal (CDHM), enquanto TODAS as MINORIAS que ele deveria representar são CONTRA sua escolha, fruto de NEGOCIATA partidária? O povo brasileiro aguarda por uma resposta.

10762_10201078749598019_1198361959_nRacista, homofóbico e intolerante religioso, Feliciano, que tem um histórico de luta legislativa contra os direitos das minorias deve ter sangue negro em suas veias como a maioria dos brasileiros, se não, não alisaria os cabelos para ficar mais apresentável. Esse fato faz dele um amaldiçoado também?

O deputado apresentou em julho de 2012 um Projeto de Decreto Legislativo (PDC) que tinha a intenção de sustar a aplicação da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece como entidade familiar a união entre pessoas do mesmo sexo. O projeto, felizmente, foi arquivado. Porém o pastor deputado não parou.

Misturando religião com prioridades políticas, Feliciano apresentou um Projeto de Lei (PL) em agosto de 2012, que estabelece sanção penal e administrativa para quem pratica o sacrifício de animais em rituais religiosos. O que atinge diretamente alguns cultos de matriz africana que fazem rituais tradicionais de matança de animais como galinhas e bodes. Uma afronta direta às religiões de matriz africana, que têm milhões de adeptos no país.

Voltando um pouco no seu passado dentro da Câmara, encontramos em 2011 um Projeto de Lei que Institui o Programa Nacional “Papai do Céu na Escola”, quando o legislativo deveria prezar pelo Estado laico. E ainda encontramos uma outra PL que dispõe sobre a proibição de exposição de anúncios de prostituição em classificados de jornais e de revistas de livre venda e circulação.

Feliciano até já usou a tribuna da Câmara para se posicionar contra o preconceito às manifestações petencostais, onde defendeu o colega, também pastor, Marcos Pereira, acusado de estupro dentro de sua própria congregação religiosa – conforme reportagem do programa Conexão Repórter do SBT. Pereira é alvo de um longo inquérito policial que investiga uma série de denúncias graves, como associação ao tráfico no Rio de Janeiro.

“O ocorrido tem o tom da discriminação religiosa, que começa de forma subliminar e, se nenhuma voz se manifesta, alastra-se e pode causar muitos males à livre manifestação das coisas de Deus em nosso País. Estamos atentos”, disse o deputado Feliciano a seus colegas na Câmara em fevereiro deste ano, falando em manifestar-se contra as mensagens opositoras como um direito do cidadão brasileiro.

Nossa nação é grande e atravessa um momento importante de sua história e deveria estar aproveitando essa oportunidade para progredir em áreas ainda estagnadas, como os direitos humanos e o progresso das minorias. No entanto ao invés de estarmos discutindo e revendo a natureza ratificatória das políticas sociais existentes no país, estamos gastando nossa energia para pedir que Feliciano se retire, assim como fizemos com Renan – que continua no mesmo lugar.

Temos representantes demais em nosso legislativo bicamaral que não conhecem seu povo, que não conhecem os interesses do povo e, principalmente, foram escolhidos para um cargo eletivo com qualquer outra intenção que exista na Terra, menos lutar por igualdade social, racial e étnica.

Precisamos de uma reforma política ou situações desagradáveis com Renans, Felicianos, Barbalhos, Magalhães, Dirceus e Genoínos vão se repetir ad infinitum diante de nossa impotência perante as leis que deveriam nos amparar e fazer valer nossa vontade. Hoje só podemos votar e esperar que o candidato seja bom. De mãos atadas, ficamos à mercê de CPI’s que dificilmente levam à cassação de mandatos e acabam em advertência verbal ou com uma “sábia” renúncia.

O povo anseia por ver mais casos como os dos senadores Luís Estevão – cassado em 2000 por se envolver no esquema de desvio de verba do juiz Nicolau do Santos Neto, o Lalau -, e Demóstenes Torres, que vergonhosamente deixou o Senado no ano passado por favorecer os negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira, e menos pessoas erradas nos lugares certos.

Eles foram cassados por quebra de decoro parlamentar, como prevê a Constituição Federal em seu artigo 55. Fere o decoro o uso de expressões que configuram crime contra a honra ou que incentivam sua prática. E embora as declarações de Feliciano tenham sido feitas antes de seu mandato, sua imagem parece figurar um crime contra a honra do povo Brasileiro que NÃO está sendo respeitado em sua insistência em permanecer na presidência da CDHM.

 
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Publicado por em 01/04/2013 em opinião

 

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