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ALE pegando fogo e OAB assistindo de camarote

Publicado no Portal Cada Minuto

Inspirada pelo recente “post” do colega de Portal Voney Malta (AQUI!), assim como por minha própria postagem sobre a inércia do Ministério Público frente às reiteradas denúncias sobre a documentação apresentada pelo Deputado JHC e que desnudam de forma contundente e avassaladora a farra com o dinheiro público praticada por deputados estaduais na Assembleia Legislativa desta nossa fustigada Alagoas, venho apresentar algumas considerações em relação à inércia de outros protagonistas sociais, além do MP, que, diga-se de passagem, resolveu instar a Mesa Diretora da Casa Tavares Bastos a se manifestar sobre os documentos apresentados por JHC.

Os desmandos são tantos que a mesa diretora daquela Casa acha-se no direito de tratar a coisa pública, proveniente dos impostos que pagamos e que deveria ser investida em escolas, hospitais, estradas, ciclovias, aparelhamento e viabilização de políticas públicas efetivas e eficientes, como se particular fosse.

Dia após dia pessoas ligadas a diversos deputados são identificadas dentre os beneficiários de pagamentos vultosos e injustificáveis. Ainda que estejam empregados de forma legal (o que também é questionado), ninguém sabe qual o real trabalho desempenhado e que ampara o recebimento de valores tão significativos, superando – e muito – o teto do funcionalismo daquela Casa.

A “cara de pau” dos senhores deputados estaduais já não espanta mais, a Casa Legislativa Alagoana não goza de prestígio junto à sociedade há muitos anos e só piorou desde o escândalo da operação taturana, a qual ainda resta infrutífera, já que ninguém foi realmente penalizado e os mais de R$ 300 milhões jamais foram recuperados.

O recente escândalo exposto pela imprensa tem chocado muito mais pela completa inércia dos principais protagonistas sociais, como: “entidade da sociedade civil organizada, partidos políticos, centrais sindicais e até mesmo [outros] deputados”, conforme dito pelo colega Malta.

Centrais sindicais e partidos políticos têm se mostrado movidos por interesses próprios há algum tempo, talvez por compromisso partidário têm se mantido afastados da denúncia, ou, simplesmente, por puro egoísmo político – não apoiando aquele que assumiu a responsabilidade de mostrar aos alagoanos “o quão pobre é a Casa e rica seus moradores”.

Comportamento que já é inaceitável, mas muito pior é á forma como a Ordem dos Advogados do Brasil tem se comportado, como se nada estivesse ocorrendo. Logo ela que possui tanta relevância nacional no combate à corrupção e na defesa da transparência dos atos e das contas públicas que se estranha a inércia com que encaram o presente escândalo legislativo.

A ALE, ao que parece, continua alheia ao momento histórico que o Brasil atravessa, e que jovens alagoanos têm tentado assimilar e repercutir, mas inadmissível é que no cenário alagoano, nossas instituições sociais também alheiem-se ao contexto atual, e optem por “assistir de camarote”.

 
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Publicado por em 25/07/2013 em CadaMinuto

 

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Opinião particular sobre TRE e JHC

O Deputado JHC pode ser cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral, mesmo com opinião contrária do próprio titular da ação – Ministério Público Federal.

Texto publicado no Facebook

Confesso que quando João Henrique Caldas chegou à Assembléia Legislativa pensei logo que havia chegado lá pela força política do pai e sua história pública.

Assim como julguei que seu mandato seria pífio ou, pior, seria mais um a sugar do estado, a se intitular coronel no interior alagoano, abrindo seu próprio caminho para se perpetuar na política como se pudesse ser considerada profissão.

João Henrique assumiu seu mandato, convidou Obama e pronto, caiu na “boca” da mídia. Hoje há quem diga que foi uma estratégia de marketing para se tornar conhecido, hoje, eu acredito que ele credenciou a AL importância tamanha que realmente acreditou na possibilidade do primeiro presidente negro dos EUA vir prestigiar a nossa história de resistência negra.

Enfim, o jovem deputado pareceu não se importar com as críticas e seguiu em frente.

Eu ainda julgava que o mandato seria uma porcaria, mas eis que o “garoto” começa a atrair para si todas as atenções e o faz de forma, para mim, inédita. Chamou para si a responsabilidade na apresentação à sociedade do “submundo” da ALE, recebeu o “apelido” de JHC e logo foi elevado ao patamar de poucos políticos que conseguem ser conhecidos por uma sigla.

JHC enfrentou sozinho os colegas titulares da Casa mais enlameada de nosso estado. Denunciou a gratificação da vergonha, cobrou as casas da reconstrução, apoiou o MP de Contas na luta pela cadeira do TCE, apoiou os servidores da Casa em sua luta pelo plano de cargos e carreiras e assumiu a oposição (muitas vezes solitária) à mesa diretora (tudo saiu na imprensa e é o que me lembro, não sei se não “aprontou” ainda mais). Com ações como essas caiu nas graças da população, mas sua vida ali não deve ser das mais fáceis.

Hoje, dia 9/10, o TRE julgará um processo que visa tirar de JHC seu mandato, a acusação atribuiu-lhe desequilíbrio no uso do poder econômico na campanha de 2010. Justamente por não ser possível atribuir ao Deputado responsabilidade sobre o evento que contava com vários políticos, de diversos partidos, e com muito maior projeção nacional e econômica, o MP (atual titular da ação) já disse que JHC deve permanecer no cargo.

Pois é, meus amigos. Tudo que aqui disse é baseado em notícias veiculadas pela imprensa. Acredito que JHC, assim como HH na CMM, são personalidades que precisam estar exatamente onde estão, para manter acesa nossa indignação com aqueles que se valem de cargos públicos em benefício próprio.

Óbvio que JHC começou o caminho político há pouco tempo, talvez desista, como o jovem Gaia, talvez sucumba, como a maioria dos que vemos hoje, mas talvez persevere, como HH, e esta a minha torcida.

Estou atenta ao que o TRE fará hoje, não porque eu realmente ache que ele fará falta na Casa, mas principalmente porque ele não pode ser vítima de perseguição por ter agido em defesa dos nossos interesses – sociedade.

Coerência é indignar-se com quaisquer injustiças e não só com aquelas que nos atinge diretamente.

 
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Publicado por em 09/10/2012 em Estadual, opinião, Política

 

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Rui e JHC merecem a rejeição?

Recentemente duas pesquisas de site tiveram seus resultados publicados. Ambos os resultados surpreenderam quem acompanha o cenário político alagoano.

A primeira, perguntou aos internautas qual dos conterrâneos da bancada federal (entre deputados e senadores), atualmente mandatários, não receberiam seu voto. Com 32% da preferência, (ops!), da rejeição, Rui Palmeira foi o apontado. Veja aqui.

Já a segunda, fez o mesmo questionamento, mas ligado aos ocupantes da Casa de Tavares Bastos, a Assembleia Legislativa. Agora, com 53% dos votos, João Henrique Caldas foi o “vencedor”. Veja aqui.

Analisando ambas as pesquisas evidencia-se a sociedade em que estamos inseridos politicamente. Desconsideremos a parcela específica desta que tende a responder pesquisa de site, especificamente do Repórter Alagoas.

Ambos possuem “carreira” relativamente recente no cenário e não pesam contra si escândalos de corrupção ou de aliciamento político. No entanto, possuem outra característica em comum, são filhos de políticos, representam continuidade e, mais interessante ainda, ambos exerceu/exerce papel questionador.

Rui, enquanto deputado estadual, exerceu com veemência seu poder de protestar e cobrar respostas e resultados do Poder Executivo. O jovem JHC tem desempenhado papel semelhante.

Talvez esta última semelhança entre os jovens políticos nada tenha a ver com o resultado da pesquisa, ou, talvez, tenha. Daí seguem questionamentos:

Estaria a sociedade alagoana ainda tão arraigada aos preceitos familiares? Diga-me teu sobrenome e te direi quem és!

Ou seria uma prova de que leitores de site de notícias, aqueles propensos a responder pesquisas, não gostam de ver o Poder Executivo sendo questionado?

Ou teria sido o resultado mero reflexo de que o alagoano perdoa e vota em políticos com ficha policial, pendência processual criminal, alvo de denúncias nacionais e de perseguição pela imprensa?

E mais, seria apenas “medo” do novo, do desconhecido?

Confesso não alcançar resposta, nem, tão pouco, justificativas. Talvez algum leitor possa elucidar tal mistério.

 
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Publicado por em 04/11/2011 em Estadual, Federal, Política

 

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