RSS

Arquivo da tag: Imperatriz

Japão: Tokyo – tradição, religião, história e curiosidades

Hoje foi o dia do nosso city tour… O passeio começou às 9h aqui no hotel – Tokyo Prince Hotel – e tinha como “script”: conhecer o Santuário Meiji e o Templo Asakusa Kannon; visita à Praça do Palácio Imperial; tarde e noite livres.

O Santuário Meiji Jingu foi construído em homenagem ao Imperador Meiji que libertou o Japão do feudalismo e do isolamento comercial. Totalmente destruída durante os bombardeios da Segunda Guerra Mundial, o santuário foi totalmente reconstruído em 1958. “A feliz combinação de estruturas de cipreste e tetos em bronze, hoje esverdeados pela oxidação, está cercada por um amplo e belo bosque, calmo e silencioso”.

Já o Templo Asakusa Kannon é um templo budista dedicado ao bodhisattva Kannon, que personifica a caridade. Ele é muito mais ricamente ornamentado, colorido, animado e muito mais popular. Nele vimos rituais, mas também muito mais pessoas de forma desordenada, tirando fotos e comprando buginganga. Por falar em bugingangas, ao lado do templo há um comércio muito forte. Lojas, lanchonetes, passeios de riquixá (aquela charrete puxada por homens) e toda sorte de coisas…

O santuário é xintoísta, enquanto o templo é budista. Basicamente a diferença entre ambas as religiões é o fato de que a primeira é politeísta e cultua a natureza, considerada mais arcaica e tradicionalista, acredita que o fim da vida é o retorno à natureza, é adotada pela família imperial; O budismo, por sua vez, é monoteísta – Buda – e crê na vida após a morte, crê no paraíso e nas compensações pós vida.

Aprendemos que os próprios japoneses dizem que “90% são xintoístas e 80% são budistas, mas que 100% é católico na noite de Natal”. Dizem ainda que “o japonês nasce xintoísta, morre budista e casa católico”. Isso seria por causa das principais festas. O batizado xintoísta seria belíssimo, assim como o fato de que haver um paraíso pós vida – budismo – é muito mais atraente do que voltar à natureza, e o casamento católico é uma festa e tanto.

Brincadeiras nipônicas à parte, o que vimos foram rituais religiosos belíssimos, mesmo com a grande concentração de turistas tanto no santuário, quanto no templo.

A visita à Praça do Palácio Imperial foi frustrante porque nem de longe vimos o palácio. Construído numa área de 1000 metros quadrados e escondido por trás de árvores enormes, nele residem o Imperador e sua esposa, os filhos moram em outro palácio. O imperial só é aberto à visitação duas vezes no ano: no ano novo e no dia do aniversário do Imperador. Curiosidades e frustrações à parte, vale a visita… O local é belíssimo, os jardins, a organização, a limpeza e os fossos que circundam o palácio. Coisa de histórias infantis.

*******

Curiosidades

O Japão possui uma população de 127 milhões de habitantes, sendo que 10% deles vivem em Tokyo. Inacreditavelmente não vemos miséria, não há um pedinte e, como relatei anteriormente, a criminalidade é baixíssima.

Incrivelmente focados e determinados, dá para entender como o Japão, país de 377.873 quilômetros quadrados, foi capaz de superar a devastação da II Grande Guerra, se reconstruir, sediar os jogos olímpicos de 1964 e a partir daí crescer e não parar mais.

Por falar em Olimpíadas, o Japão é candidato à sede em 2020 e está em franca campanha.

Com um PIB de mais de 5 trilhões de dólares, o Japão é a terceira economia do mundo. Só a título de comparação, o Brasil possui mais de 190 milhões de habitantes, 8.515.767,049 quilômetros quadrados e um PIB de pouco mais de 2 trilhões, a sétima economia do mundo.

Mas em IDH somos o 85o, enquanto eles são o 10o.

Outra curiosidade é a Embaixada da Rússia. A rua é extremamente policiada para evitar excessos nas manifestações contra a ocupação russa de ilhas japonesas. Na verdade, a discussão é justamente sobre quem são os verdadeiros possuidores das ilhas, o litígio remonta ao fim da II Guerra.

A japonesa que nos guiou hoje revelou que sempre vê policiamento, mas que nunca viu manifestantes.

Outra curiosidade é relativa ao relacionamento do Imperador Akihito com a Imperatriz Michiko. Ela foi a primeira plebeia que se casou com um membro da Casa Imperial do Japão e deteve o título de Princesa Consorte do Japão. Até essa parte já é interessante, mas o curioso é que ambos se conheceram jogando tenis, grande paixão do imperador. Na época Michiko namorava um diplomata e para conquistar a amada o Império – Akihito ainda não era Imperador – mandou o diplomata embora e proibiu seu retorno. Michiko acabou casando-se com Akihito, mas não era seu desejo, pois tinha muito receio quanto às suas obrigações. A principal obrigação da esposa de um Imperador é lhe dar um filho varão, Michiko deu logo dois ao Imperador.

*******

Hoje vivi ainda mais experiências legais, estas acabaram 13h, mas o post ficou grande demais, amanhã posto mais!!

Boa noite, amigos!!

Tokyo, Japão, 21/08/2013, 23h13

DSC02556

Santuário Meiji Jingu

DSC02566

Santuário Meiji Jingu

DSC02584

Santuário Meiji Jingu

DSC02588

Santuário Meiji Jingu

DSC02596

Santuário Meiji Jingu

DSC02622

Santuário Meiji Jingu

DSC02631

Santuário Meiji Jingu

DSC02680

Templo Asakusa Kannon

DSC02685

Templo Asakusa Kannon

DSC02694

Templo Asakusa Kannon

DSC02701

Templo Asakusa Kannon

DSC02707

Templo Asakusa Kannon

DSC02708

Templo Asakusa Kannon

DSC02713

Templo Asakusa Kannon e Comércio local

 
1 comentário

Publicado por em 21/08/2013 em Cultura, Diário de Viagem

 

Tags: , , , , , , , , , , ,