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Recado a Teo Vilela e a Dário César

Sr. Governador Teotônio Vilela e Secretário Dário César,

Espero que este recado chegue aos senhores e a todos os responsáveis pela segurança pública do meu estado, em especial da capital, onde resido.

Hoje, pela milésima vez, mais um carro foi assaltado, mais um aluno foi roubado, na porta da faculdade. Eu e algumas centenas de jovens adultos estudam à noite no Cesmac (Fecom, vizinho à Tv Pajuçara) e nos sentimos amedrontados. O medo é tanto que já não ando até meu carro, corro. Já não espero as aulas terminarem, pois quanto mais tarde, menos gente e mais perigoso.

Recentemente soube de uma garota que foi estuprada na ladeira da catedral, sim, ali, vizinho à ALE, um dos poderes instituídos do estado. Não aguento mais viver com medo, não aguento mais sair e não saber se volto, não aguento mais temer por meus entes queridos.

Óbvio que clamor como este os senhores já ouviram de muitas pessoas, vítimas reais de um crime real, pessoas que perderam bens ou familiares, eu não perdi nem um e nem outro (ainda, tenho consciência disso), mas não quero ser a próxima!!

Cansei! Estou cansada! Não aguento mais viver assim… Brasil mais seguro? Só se for nos castelos onde os senhores moram, com seguranças armados e pagos pelos impostos que eu recolho.

Estou desabafando porque cansei até de ficar engasgada! Tomem uma providência de vergonha, de respeito! São homens e mulheres que constroem esse estado, que justificam seus salários, que alimentam suas famílias….

 

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Publicado por em 15/10/2013 em Facebook

 

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3 anos depois: novas cidades, velhos problemas.

Publicado no Portal Cada Minuto

Há dois anos um grupo de blogueiros esteve em algumas das cidades atingidas pelas enchentes de 2010. Cerca de 19 municípios foram atingidos pela enxurrada provocada pelas fortes chuvas que elevaram a níveis catastróficos a vazão da água dos rios mundaú e paraíba ocasionando um dos piores desastres naturais que se tem notícia em Alagoas.

Cheias, fortes chuvas e desastres não são novidades no nordeste e em vários outros estados brasileiros, principalmente na época das chuvas, já que inverno por essas bandas não é estação que facilmente se identifique.

Em 2010 a enxurrada arrastou tudo o que viu pela frente: casas, lojas, prédios públicos, bibliotecas, correios, lotéricas, postos de saúde, escolas, tudo. Pessoas foram arrastadas, perderam-se e foram encontradas milhares de quilômetros de distância de casa, outros nunca foram encontrados. Alguns com vida e ao menos 27 mortos.

A mobilização local, regional e nacional foi incrível, doações vieram de todos os lugares do país e do mundo. Barracas holandesas foram doadas aos desabrigados para que pudessem aguardar por suas novas residências prometidas pelo poder público ao abrigo do sol e da chuva.

O tempo passou e, 1 ano depois, um grupo de blogueiros despretensiosamente resolveu visitar alguns acampamentos para ver como viviam os flagelados de um dos maiores desastres que Alagoas já enfrentou.

Os bolsões de miséria que foram identificadas naqueles acampamentos, haviam se transformado em alvos fortes para bandidos e traficantes. Crianças não tinham escola e nem lazer de qualidade, adultos não tinham emprego, qualificação e nem esperança. Nos municípios em que a situação dos acampamentos era pior as necessidades eram básicas: água limpa, comida, banheiro. Já nos municípios onde os acampamentos eram mais bem arrumados e orientados pelo governo municipal, as necessidades eram individuais, de: privacidade, identidade, propriedade, guarda familiar e independência.

Nasceu a campanha virtual #UmAnoEnchentesAL com a única intenção de dar visibilidade e chamar a atenção da sociedade para as condições como viviam homens, mulheres, crianças e idosos naqueles acampamentos tão generosamente montados com o apoio holandês.

A mobilização obteve sucesso, respeitando intervalos regulares, cada um dos blogueiros publicou sua impressão sobre a viagem, as pessoas, a infraestrutura, a surpresa, o caos e o abandono. Por semanas aquelas pessoas não caíram no esquecimento, até que a produção do Fantástico (Rede Globo), alguns meses depois, esteve nos mesmos acampamentos e constataram o que não tivemos coragem de dizer: pareciam viver num campo de refugiados.

O choque provocado pela imprensa profissional e maior meio de comunicação do Brasil fez com que ações mais efetivas fossem adotadas. Um termo de ajustamento de conduta foi firmado entre governo estadual, municípios, Caixa Econômica Federal, Ministério Público e os moradores para que as casas fossem entregues num novo prazo.

A partir de então ações cada vez mais midiáticas foram adotadas. Primeiro para tirar aquelas pessoas das lonas holandesas, onde viviam na sujeira, lama e calor, a depender do clima, mas sem qualquer conforto, individualidade ou decência. Depois o problema foram os cadastrados, listas confusas e erradas eram rebatidas e refeitas, até que mais casas iam sendo entregues.

A cada solenidade de entrega de casas mais e mais políticos apareciam para se vangloriar do momento e parecerem – aos olhos dos humildes eleitores beneficiados – beneméritos generosos e solidários.

Nesta segunda-feira (17) mais um ano se completa desde o desastre. Aqueles que perderam suas vidas, as de familiares e amigos não tiveram o que receber de volta. O desastre foi fatal e impossível de remediar. Os danos materiais sofridos pelos pobres e desvalidos foram – como deviam ser – suplantados pelo estado naquilo que era possível.

Mas três anos depois da tragédia de 2010, muitos alagoanos continuam sem documentos, sem identidade, sem história. Valendo-se de água de péssima qualidade, em meio ao lixo que se acumula. Os anseios por casas estão “quase” completamente satisfeitos, mas muitos ainda não receberam seus imóveis.

Os comerciantes continuam sem seus pontos comerciais, os empregos sumiram, a renda estagnou e os bolsões de miséria só mudaram de lugar – saíram das lonas e estão em planícies metodicamente organizadas, como se ali vivessem “soldadinhos idênticos de chumbo” e não uma sociedade que vivia a seu modo daquilo que produzia.

Se o governo estadual se vangloria hoje de ser o estado com o maior avanço no projeto de reconstrução dos municípios devastados, deveria reservar espaço proporcional em sua propaganda institucional ao tamanho da importância que o Programa Fantástico (Rede Globo) teve ao despertar todo o país para as mazelas que acometiam aqueles flagelados, os mesmos que o Brasil mobilizado ajudou a superar a tragédia.

#TrêsAnosEnchentesAL Se não fosse o Fantástico, quantas casas teriam sido reconstruídas?

 
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Publicado por em 18/06/2013 em CadaMinuto

 

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Comentários de Biu de Lira

“Zapeando” pelos canais da tevê, eis que me deparo com uma entrevista do senador Benedito de Lira, do Partido Populista de Alagoas, parei para saber quais as novas, e eis que me deparo com os seguintes comentários:

  1. O senador já conseguiu a verba de 10 milhões de reais, isso mesmo, 10 milhões de reais para a climatização do Centro de Convenções, isso mesmo, para ar condicionado. Incrível como é caro, né?!
  2. Afirmou, ainda, que os recursos para a tão esperada reforma do Alagoinhas – aquele monte de pedra no meio do mar da Ponta Verde – já estão com o governo do estado. Só não explicou o porque da demora, será que estão esperando o prazo expirar e precisar devolver a verba? Vai saber, né?!
  3. “sobrou para nós a comissão da agricultura”, pois é o Senador trata a si próprio no plural e parece que a comissão de agricultura não tem muito prestígio, né?! Será que ele preferiria a de Direitos Humanos da Câmara? (piadinha Feliciana)
  4. Bem, já que o senador agora está na comissão da agricultura que tal olhar mais para o sertanejo e encampar a luta pela renegociação da dívida, principalmente, dos pronafianos junto aos bancos federais? Afinal, conceder crédito e não amenizar os efeitos da seca só faz tirar do pequeno produtor seu único patrimônio, a pequena propriedade que é justamente a garantia para os empréstimos, hoje em valores milionários.
  5. Sobre o Canal do Sertão o senador disse o óbvio “tem que fazer a água gerar riqueza”, só não disse para quem. Será que a riqueza será de quem for “regular” a água do sertão? Já sei que não será coisa da Casal, pois bem, quem vai cobrar pela água do sertão?
  6. Sobre o sertão, o senador se referiu à bacia leiteira alagoana. Só não frisou que esta simplesmente mal existe mais. A última seca acabou com o gado e com o leite. O povo só não morre por causa do bolsa família, mas essa conta será cobrada e com juros, em 2014.
  7. O senador mostrou bastante preocupação com a exportação da soja, a falta de portos e a quebra de contratos atrasados por clientes internacionais. Registre-se! E como tudo no Brasil se resolve com uma lei, o senador anunciou uma MP para resolver a celeuma.
  8. Perguntado sobre a importância de cooperativas, o senador mostrou intimidade com a Pindorama. Bem, sobre cana a gente não comenta, né?!
  9. A conversa chegou no problema dos matadouros, falta de higiene e regulação, ele só esqueceu que falar que sem gado não tem matadouro, que ele é senador por Alagoas e o gado alagoano tá morrendo de sede.
  10. Analisando 2014: “o estado está se desenvolvendo”. Sei, falar da educação parada ele não fala, né?! (Dizem que a pasta é indicação dele.) “O governo pagou as contas e ajustou os gastos…” E fez mais empréstimos, mas acho que isso não o preocupa.
  11. Perguntado diretamente se será candidato a governador em 2014, “meu partido tem SIM interesse em participar do processo eleitoral de 2014” e, por fim, o senador confessou seu interesse no governo em 2014.
  12. “Você é profundamente inteligente”, concluiu o entrevistador.

 

Reconheço que o assunto é sério, mas a ideia aqui é apenas divulgar os comentários feitos pelo senador que cogita realmente a possibilidade de se candidatar ao governo do estado e suceder Teotônio Vilela, como só não ganha de certeza eleição que não se disputa, há sim a possibilidade de Lira ser nosso próximo governador.

Preparem-se, amigos, Biu de Lira virá preparado e disposto para o desafio!

Olho aberto!! Acompanhemos!!

 

 
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Publicado por em 29/03/2013 em Estadual, opinião, Política

 

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