RSS

Arquivo da tag: Gari

Pedro e sua prótese

Publicado no Facebook

981417_4254567500850_1390929111_oMeus amigos queridos que tanto nos ajudaram a ajudar o Pedro Bernardo, volto a usar o espaço para agradecer-lhes tudo o que fizeram e proporcionaram a essa alma bondosa e que tanto sofreu…

Hoje Pedro recebeu sua prótese e já está fazendo sua adaptação a ela…
Olhem só que vitória, que benção…

Pedro é merecedor e todos os que ajudaram como puderam, ainda que com a força de suas orações, podem sentir-se orgulhosos e felizes por vê-lo, enfim, de pé!!!

Hoje é dia de comemorarmos e celebrarmos tudo o que Pedro superou e conquistou até aqui…

Lua Beserra Vera Calvao Claudia Edite Coelho Romeiro Heloisa Helena Yuri VeigaAline Batista Zema Silva Ferreira

Aos que não acompanharam a história de Pedro, explico: no dia 26/05/2012, Pedro foi atropelado por um motorista alcoolizado enquanto trabalhava. Pedro era gari e foi imprensado contra o caminhão de lixo quando perdeu a perna esquerda e teve graves e severas fraturas na perna direita, que até hoje (mais de 1 ano depois) ainda está com a estrutura metálica externa (nunca lembro o nome disso). O motorista nunca ajudou Pedro e por isso toda ajuda e doações foram essenciais para que ele superasse os momentos mais difíceis e conseguisse se adaptar às novas limitações. Pedro continua se adaptando e lutando por justiça.

Com o apoio incondicional da Adefal, Pedro hoje está com sua prótese.

Brindemos!!!

 
Deixe um comentário

Publicado por em 06/06/2013 em Facebook

 

Tags: , , ,

Pedro, o Gari, ainda emociona

Um ano depois ninguém foi punido e Pedro agradece a todos que se solidarizaram e ajudaram.

Publicado no Portal Cada Minuto

Há pouco mais de um ano fui ao Hemoal, como de costume, doar minha bolsa de sangue para contribuir com o período da Semana Santa, quando os estoques normalmente ficam mais baixos por causa da alta demanda que períodos de feriado prolongado acabam acarretando.

Enfim…

Amanhã faz exatamente um ano que Pedro Bernardo foi atropelado por um motorista bêbado nas primeiras horas da manhã de uma segunda-feira. No dia 26 de março de 2012, Pedro estava trabalhando, como gari, recolhendo o lixo das casas e prédios na Av. Dona Constância, quando foi atingido por um carro em alta velocidade e foi imprensado contra os fundos do caminhão de lixo.

Pedro teve sua perna esquerda amputada, a direita por muito pouco e até hoje ainda não pode colocar sua prótese porque a perna direita continua com os “parafusos” e não pode suportar o peso do corpo de Pedro com uma prótese por muito tempo.

Soube do caso por meio da televisão mais de uma semana depois, e uma amiga – Luciana Beserra – me perguntou se não poderíamos fazer uma campanha de doação de fraldas para o gari. O programa de tv disse que havia necessidade de fraldas e que pela gravidade do acidente ainda não havia previsão de alta.

Era noite do dia 5 de abril, véspera da semana santa, quando recebemos a primeira doação. Sequer havíamos começado a campanha e a primeira doação chegou por meio do twitter. Numa mensagem privada, uma personalidade política me disse que poderia dor o equivalente a mais de 20 pacotes de fraldas, a pessoa não quis se identificar, mas deu ânimo à ideia.

Na mesma hora divulguei que já havíamos recebido aquela oferta e daí por diante a solidariedade só aumentou, foi incrível. Começou uma corrida de pessoas a nos procurar para fazer suas doações porque no dia seguinte já viajaríam e nós – Lua e eu – gostaríamos de visitar Pedro na manhã do dia seguinte que já era “quinta-feira santa”.

Como pretendido estivemos no Hospital do Açúcar bem cedo e cheias de doações. Conhecemos Pedro e Genivaldo, cunhado, e só depois a Carminha chegou, esposa. A família é de União dos Palmares, Pedro só vinha a Maceió para trabalhar e Genivaldo, irmão de Carminha, mora em Maceió e acabou sendo o esteio deles nesse momento tão difícil.

Aliás, a dedicação e abnegação de Genivaldo, Patrícia e suas filhas foi lindo e inspirador, coisa para aprendermos e jamais esquecermos.

Daí para frente a campanha só cresceu, as doações vieram de todos os lugares, Pedro ganhou de tudo, cama especial, cadeira de rodas, cadeira para banho, fraldas, material de higiene, material para limpeza e troca de curativos, roupas, alimentos e carinho, muito carinho. Pedro sempre agradeceu muito a todos que o ajudaram, a campanha que começou com duas ganhou o reforço de uma multidão.

Nunca achamos que fosse fácil mobilizar pessoas para ajudar um desconhecido, mas surpreendemente a ajuda para Pedro veio muito naturalmente, inclusive dinheiro foi doado, pessoas que não tinham tempo ou não sabiam o que comprar mandavam dinheiro, e tudo foi revertido para eles, no início compramos o que faltava, mas depois passamos a dar-lhes o dinheiro porque Pedro era o provedor e por conta do acidente não podia mais trabalhar, todo o trâmite até que fosse amparado pela previdência levou um tempo e o dinheiro foi essencial para a família.

O tempo foi passando, Pedro sempre demonstrou sua determinação e garra, surpreendeu os médicos e técnicos da saúde por sua capacidade de resignação e de recuperação, em pouco tempo já conseguia sair da cama para a cadeira de rodas, desta para a cadeira de banho e tudo o que lhe fosse possível para incomodar o mínimo possível.

Pedro nunca aparentou tristeza ou revolta, muito pelo contrário, dizia querer ficar bom logo para poder doar o que lhe foi doado à mais. Visitá-lo era uma alegria, acompanhar sua recuperação e sua força de vontade era inspirador. Pedro e Carminha voltaram para União e veem duas vezes por semana para Maceió, para fazer o tratamento na Adefal, há todo esse tempo nunca soube de Pedro ter esmorecido e perdido a fé. Acabamos nos distanciando naturalmente, muito trabalho por aqui e ele em outra cidade, mas as ligações acontecem e eu estou devendo uma visita a ele na Adefal.

E é interessante como sempre que nos falamos Pedro é o mesmo querido, fala pausada, baixa e clara, contrastando com a espontaneidade e extroversão de Carminha, e ambos dão sempre notícias e querem saber de todos por aqui, em especial os que iam até a casa de Genivaldo, enquanto estiveram por aqui, todos são citados nominalmente – Verinha, Yuri, Aline…

Falta pouco para Pedro, enfim, tirar os “parafusos” da perna direita e poder usar sua prótese de forma definitiva, mas nada disso teria sido possível sem a ajuda de todos que foram solidários e abnegados, que foram abertos às dores de um desconhecido, que assumiram sua responsabilidade social, enquanto seres humanos, superando os limites impostos pela correria do dia a dia e pelos parcos recursos financeiros doando o pouco que lhe era possível.

Até hoje me surpreendo com tudo o que foi possível através das redes sociais e que ultrapassou todos os muros do virtual para se transformar em doações reais, em relacionamentos reais e em gratidão real.

Agradeço por mim, por Lua, por todos que se envolveram pessoalmente, mas principalmente por Pedro e Carminha, que se não fosse cada um dos gestos e orações que receberam teriam tido um caminho muito mais difícil a percorrer.

Nesta terça Pedro deve vir a Maceió – Adefal –, quem quiser vê-lo poderá ir até lá no período da manhã, eu, infelizmente, continuarei devendo minha visita, estarei trabalhando no interior, mas recomendo aos que precisam se reenergizar, e de um ótimo exemplo de superação e de generosidade, que o conheçam.

 

O caso

Pedro Bernardo foi atropelado por João Paulo. Logo após o atropelamento uma equipe de televisão chegou ao local e filmou a prisão do acusado em flagrante, por conta de sua desenvoltura em frente às câmeras ficou conhecido como “João Painho”, ele ficou preso por alguns dias mesmo com fiança arbitrada.

João Paulo nunca ajudou Pedro. Algum tempo depois e diante de toda repercussão que o caso alcançou ainda ligou para a família de Pedro, mas sua forma grosseira e pouco educada de abordar Pedro e a família acabou fazendo com que tudo fosse tratado com o advogado.

João Paulo continua respondendo pelo processo em liberdade, chegou a ser preso outra vez por causa de problemas com a irmã e o sobrinho, mas por conta desse atropelamento não.

 

Doação

Ah, por que comecei esse texto falando da minha doação de sangue? Porque coincidentemente Pedro e eu temos o mesmo tipo sanguíneo, somos “O+”, e há a possibilidade real de Pedro ter recebido sangue meu, antes mesmo que eu o conhecesse ou soubesse que nossos caminhos se cruzariam. Depois do acidente ele foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE) e só depois, por intervenção de um benfeitor, conseguiu sua tranferência para a área do SUS do Hospital do Açúcar, como faço minhas doações prioritariamente no Hemoal e o sangue de lá vai prioritariamente para o HGE, gosto de pensar que meu sangue pode ter ido para ele. =)

E você, já fez sua doação? Aproveite que o Hemoal está em campanha para a Semana Santa e doe o que lhe sobra, doe o que não lhe faz falta, doe sangue, doe vida…

 
1 comentário

Publicado por em 26/03/2013 em CadaMinuto

 

Tags: , ,

A história real de um Gari

*Baseado em fatos reais

Pedro Bernardo, casado, natural e residente de União dos Palmares, assumiu o cargo de Gari da cidade de Maceió há pouco mais de 10 meses. Durante esse período pode sustentar a família e ajudar os parentes e amigos.

Pessoa boa, de bom coração, não é dado a vícios e nem a vadiagem. Preferia passar seus momentos de lazer em casa, assistindo futebol pela televisão, às vezes acompanhado por duas cervejas.

Querido pelos parentes, amigos e vizinhos, Pedro sofreu um acidente sério. Enquanto trabalhava, na alvorada do dia 26 de março, foi atingido por um carro em alta velocidade que o imprensou contra o caminhão do lixo que manipulava. Pedro não se recorda do momento do choque, apenas de ter se dado conta de estar no chão, ensanguentado e das expressões de desespero de seus colegas.

Enquanto jazia no chão, Pedro ainda pode ouvir os gritos de desesperança de seu algoz. O jovem rapaz aparentava desorientação e desespero, fomentado pelos litros de álcool que havia ingerido pouco tempo antes, gritava incansavelmente de dor diante de seu prejuízo, sim, seu prejuízo material.

O carro estava destruído, a pancada não havia sido leve e nem superficial, o suficiente para despertar-lhe instantaneamente quanto teria que desembolsar para reparar o dano em seu veículo, encarado, aparentemente, como extensão de seu próprio corpo.

Enquanto isso, Pedro ouvia palavras de apoio e pedido de calma, não que estivesse nervoso, mas as pessoas pareciam esperar dele reações desesperadas. Sentia dor, muita dor, gemia, mas não reclamava. Aguardou o socorro que chegou com os paramédicos, familiares, amigos, policiais, imprensa e a família do condutor embriagado.

Muitos transeuntes que passavam pelo local assistiram atônitos à cena. Um trabalhador ensanguentado e paralisado no chão; um jovem motorista, visivelmente bêbado, gritando pelo veículo destruído.

A situação era trágica.

Pedro foi levado ao HGE onde foi atendido, medicado, levado ao centro cirúrgico. Tudo com muita dificuldade, afinal, nada no sistema público de saúde é com facilidade. Após discussões, exames, raios-x, a decisão: o membro inferior esquerdo estava comprometido e teria que ser amputado.

Os médicos decidiram e agiram, não comunicaram aos familiares aflitos e nem determinaram que outros o fizessem. No entanto, não faltou quem informasse à imprensa, sedenta por notícias, do destino cruel que aguardava o jovem gari palmarino.

A família ficou sabendo pela televisão. Enquanto a esposa desmaiava, o cunhado não acreditava. Todos tentaram novamente notícias, dessa vez arguindo sobre a veracidade da informação de que o membro esquerdo teria sido amputado e que o direito corria risco de também sê-lo.

Algum tempo se passou e Pedro hoje está no Hospital do Açúcar, na enfermaria, graças a algumas pessoas caridosas, conseguiu sua transferência – seu caso era crítico e corria sério risco de contaminação se permanecesse no HGE.

Após uma belíssima campanha pelas redes sociais, apoiada pela imprensa e pela sociedade, foi possível arrecadar fraldas, elemento de primeira necessidade nesse momento mais crítico, mas também muito material para higiene, para troca de curativos, colchões e algum dinheiro.

Pedro é mesmo uma pessoa muito amada. É quieto, calado, de riso contido, uma boa pessoa. O pouco tempo que se passa em sua companhia vemos o cuidado que a esposa e outros familiares têm com dele, a visita de amigos de União dos Palmares que não esmorecem pela distância e pelos afazeres cotidianos também demonstram o quanto Pedro é especial e querido.

As doações continuam, as necessidades têm sido detectadas à medida que aparecem. Todo o material arrecadado já foi entregue, o dinheiro ainda está guardado, primeiro para o aluguel da cama hospitalar e da cadeira higiênica, depois para as adaptações que se seguirão.

Dois advogados já se prontificaram a ajudar na luta judicial que deve ser travada por Pedro.

As ajudas têm aparecido. O caso tocante e forte tem despertado no alagoano, da capital e do interior, a solidariedade e generosidade que lhe é peculiar.

Movimentos de apoio já surgiram em União dos Palmares e em Arapiraca, esperamos que outros municípios também se mobilizem e se solidarizem à dor desse trabalhador e de sua família.

O motorista embriagado, que modificou completamente a vida de Pedro e de todos que o rodeiam, exime-se da responsabilidade. Para não ajudar informa que é desempregado e que vive às expensas dos pais, sendo a mãe assalariada.

Ressalte-se que, em face de seu comportamento histérico e agressivo contra os policiais, no dia do sinistro, acabou sendo preso, algemado, e teve sua fiança arbitrada no valor de seis mil reais. Valor este que foi pago e o algoz do trabalhador, hoje mutilado, está livre para fazer novas vítimas.

Se você também tem boa vontade, doe. Auxilie essa corrente de generosidade e solidariedade.

SOSPedro

Contato: Maria do Carmo (esposa) 96373345; Genivaldo (cunhado) 99787806

ERRATA: Até o dia 11/04/2012 o motorista responsável pelo atropelamento do gari ainda estava preso. Mesmo com fiança arbitrada em 10 salários-mínimos ninguém pagou por sua liberação.

Mais sobre o tema: TudonaHora; BlogdoZema; BlogdaLua

 
7 Comentários

Publicado por em 10/04/2012 em Utilidade Pública

 

Tags: , ,