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O blogueiro que virou comentarista: Marlon Araújo

Ele é policial militar e um apaixonado pelo esporte, já foi secretário de estado e é especializado em gestão do futebol. Blogueiro e comentarista esportivo, Marlon Araújo será o entrevistado desta terça-feira na CBN Maceió, com Carlos Miranda, às 11h.

MA

Como acontece toda segunda, publico uma entrevista bem legal com Marlon Araújo.

Blog Marlon Araújo http://blogmarlonaraujo.blogspot.com.br/

Palavras ao Vento: Por que decidiu escrever um blog? Como nasceu o blog MARLON ARAÚJO?

Marlon Araújo: Tinha deixado o futebol como dirigente e um pouco decepcionado com os bastidores do futebol, quando o Jornalista Alberto Oliveira sugeriu-me escrever um blog e fui tentar, mas emplaquei um furo atrás do outro e aí se tornou uma ferramenta muito boa de comunicação esportiva.

PaV: Por que o tema? De onde vem a paixão pelo futebol? Qual seu time de coração?

MA: Priorizo o futebol, mas o esporte amador também tem vez. O futebol está no sangue da família. Meu avô paterno, Epaminondas Araújo, foi um dos maiores goleiros do futebol alagoano; meu pai também jogou de amadoramente, enfim, fui criado sempre ouvindo e discutindo futebol. Como comentarista existe um tabu de não se revelar o time, mas discordo, pois todos, antes de ser da crônica esportiva, foram torcedores e têm seu clube, sou torcedor do CSA e do Flamengo. Minha geração tinha um time Sul do país e outro no estado, hoje isso tende a modificar, pois a nova geração apenas torce pelo time do seu estado. Vale salientar que o importante é ser coerente na avaliação do que está vendo dentro das quatro linhas.

PaV: Qual a melhor surpresa que o blog lhe proporcionou?

MA: Posso citar duas: ter um post republicado no site GloboEsporte.com, e; ser também referenciado por Waldemir Rodrigues no seu blog por causa um texto escrito por mim.

PaV: Como você classifica um tema como relevante para ser levado ao blog?

MA: Uma das razões é quando se trata de notícia que dificilmente teria destaque em veículos convencionais.

PaV: Qual o melhor momento para escrever?

MA: Gosto do silêncio das madrugadas.

PaV: Com que periodicidade publica?

MA: Semanalmente e às vezes diariamente

PaV: Recebe colaboração de outros escritores?

Sim. Principalmente do meu amigo Jornalista Alberto Oliveira!

PaV: O que te motiva a escrever? O que você pretende com o blog?

MA: O que me motiva é feedback que vem das estatísticas e comentários no blog. O que pretendia já consegui, me tornar comentarista esportivo.

PaV: Que mensagem você deixa aos leitores? E a outros blogueiros?

Aos leitores, que possam um momento seguir o BLOG MARLON ARAÚJO, e ficar por dentro dos bastidores do Futebol. Aos companheiros Blogueiros, desejar boa sorte e bons textos!

 
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Publicado por em 27/05/2013 em Blogs na CBN Maceió

 

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Futebol por universitários faz a diferença

Nesta terça-feira (14), a CBN Maceió receberá os blogueiros autores do “blog Futebol Universitário”. Escrito a dez mãos, isso mesmo. Afinal, são cinco a digitarem e publicarem atualizações constantes, sendo que três estarão presentes no programa que cede espaço a blogueiros e suas motivações.

O programa, que vai ao ar às 11h, receberá Bruno Protásio, Henrique Pereira e Paulo Victor, todos estudantes de jornalismo no Cesmac.

O Bruno, além da Assessoria de Comunicação do Cesmac, também é estagiário no Portal Emergência 190, editoria de esportes. O Henrique é estagiário na Assessoria de Comunicação da Seplande (Secretaria de Estado do Planejamento e Desenvolvimento Econômico) e no globoesporte.com/al, onde também estagia Paulo Victor.

futebol

 

Palavras ao Vento: O que o motiva a escrever? O que você pretende com o blog?

Bruno Protásio: Por se tratar da área que sempre fui apaixonado é muito fácil de escrever, sai naturalmente. E sempre estou querendo aprimorar meus conhecimentos e passar aos leitores análises seguras e verdadeiras sobre o assunto, que fujam do que eles já estão acostumados.

Henrique Pereira: O futebol é o grande motivador, aliado ao espírito jornalístico. O blog é um hobby, uma forma de “colocar no papel” tudo aquilo de relevante que se passa na cabeça.

Paulo Victor: Falar de futebol é sensacional. É muito prazeroso escrever sobre um assunto que gosto e, de certa forma, domino. Pretendo aperfeiçoar cada vez mais os meus textos, as minhas crônicas e as minhas críticas. Ao longo do tempo, também pretendo conquistar um público fiel, que tenha prazer em fazer uma leitura dos meus textos.

 

PaV: Por que decidiu escrever um blog? Como nasceu o blog Futebol Universitário? De onde surgiu o nome?

PV: Foi a forma mais fácil de iniciar algum vínculo com o jornalismo esportivo. Como meus amigos também toparam a ideia, resolvemos colocar em prática. Estávamos na sala de aula, cursando o 2º período, durante um intervalo entre as aulas e finalmente chegamos ao consenso de criar o blog. A partir do momento que decidimos cria-lo, surgiu a dúvida: qual nome? Então, numa das minhas sugestões, juntei o futebol, que é o tema principal do blog, e o que somos, no caso, universitário. Assim surgiu o nome do blog.

PaV: O que os inspira?

BP: Procuro escrever sempre sobre coisas que me chamam a atenção no futebol e evito ao máximo só reproduzir o que foi o jogo. Gosto de partidas que saltam os olhos dos torcedores, que tenham algo a mais que as partidas comuns, e isso pode ser um lance, um drible, um gol. Qualquer fator que saia da normalidade das partidas e se destaquem.

HP: O futebol em si é a maior fonte de inspiração. Às vezes um jogo diferente, um lance, uma reação da torcida…tudo serve de inspiração. Como nossa linha é mais a crônica, procuramos pegar um assunto que renda boas reflexões.

PaV: Qual o melhor momento para escrever?

BP: Acho que o melhor momento é quando a inspiração bate, que vem em circunstâncias distintas, se tratando de futebol. Pode ser durante a partida, horas ou dias depois, varia muito.

PV: Após as partidas. É quando o torcedor quer ler as críticas.

PaV: Com que periodicidade publica?

HP: Ultimamente escrever vem sendo um desafio por conta do tempo. Eu mesmo trabalho os dois horários em locais diferentes, fora a faculdade durante a noite. Quando chego em casa, o cansaço bate, e nem os jogos de quarta à noite eu consigo ver mais. É complicado, mas sempre que pinta uma brecha, até mesmo no trabalho (que o chefe não ouça), eu procuro produzir.

PaV: Que mensagem vocês deixam aos leitores? E a outros blogueiros?

BP: Aos leitores deixo meus agradecimentos, o blog já está com um ano e dois meses de existência e sempre manteve uma média muito boa de acessos. Peço que todos que se sentirem à vontade, comentem, façam suas sugestões e críticas, pois é muito importante para que nós possamos estar em constante aperfeiçoamento. E aos outros blogueiros, deixar os parabéns pela iniciativa e que continuem no embalo, porque é uma ferramenta muito importante.

HP: Para os leitores que gostam daquilo que escrevemos, eu só tenho a agradecer. O mesmo se aplica àqueles que não gostam, já que pra chegarem a essa conclusão eles pelo menos tentaram. Se bem que feedbacks são sempre bem-vindos, ou seja, dizer onde poderíamos melhorar será sempre muito válido. O mesmo se aplica aos colegas blogueiros.

PV: Leiam. Estejam sempre interessados em ler, mesmo que o texto seja grande. Aguardem novidades, temos alguns bons projetos para o blog. Aos blogueiros, continuem escrevendo, se dedicando ao máximo nos textos. Um bom texto pode mudar muitas opiniões.

 

Recentemente o trio lançou um programa na rádio universitário do Cesmac, sobre o programa de rádio deles:

BP: O programa foi uma ideia sensacional. Acho que foi melhor do que podia imaginar. Nunca achei o rádio muito atrativo, achei que não combinava comigo, até porque gosto muito mais da área de TV. Mas depois que comecei a fazer o programa, junto com o Henrique e o PV, foi “fora de série”. Lançamos uma proposta nova no mercado que foi muito bem aceita pelos ouvintes, já conquistamos um público fiel e estamos trabalhando firme para trazer inovações. Está sendo uma experiência muito boa.

HP: O intervalo de Jogo nada mais é do que a nossa vontade de sermos ainda mais. Escrever é bom, falar é tão bom quanto. Sendo assim, decidimos tentar trabalhar essa nova habilidade, e elevar nossa discussão a um patamar ainda maior, já que o alcance é diferente. Mas o assunto é sempre o mesmo, o amado esporte bretão.

PV: O programa de rádio é o nosso ‘xodó’. Estávamos apenas com o blog e queríamos iniciar uma resenha esportiva. Tomamos iniciativa e ficamos no pé do professor Roberto Amorim, que nos deu total apoio e condições para começar o programa. Sob a orientação dele, criamos o ‘Intervalo de Jogo’. No programa, eu, Bruno e Henrique comentamos sobre a rodada do futebol estadual, regional, nacional e internacional. Mas não comentamos como as tradicionais resenhas de rádio fazem. A gente procura comentar num tom mais descontraído, com algumas brincadeiras, sarcasmo e ironia, de forma sadia, é claro, mas sem perder a linha da inteligência. O programa é gravado toda segunda e quinta-feira, e tem duração de 20 minutos. Divulgamos o ‘Intervalo de Jogo’ nas redes sociais e através do site Infoca, que é administrado pelo prof. Roberto Amorim.

Ouça o “Intervalo de Jogo” aqui: http://www.infoca.com.br/ > Rádio > Intervalo de Jogo.

inFoca

Além dos entrevistados de amanhã, o blog é escrito ainda por Lucas Barreto e Estéfane Holanda.

 

 
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Publicado por em 14/05/2013 em Blogs na CBN Maceió

 

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A Sensibilidade em Chuteiras Palmeirenses

Em visita recente à agradável cidade de Palmeira dos Índios, tive a honra de conhecer o time de futebol feminino do CSE.

O Clube Sociedade Esportiva, contando com mais de sessenta anos de história, tem tradição no futebol alagoano, sendo seu maior rival o ASA, de Arapiraca. No entanto o time feminino é recente, e ainda não profissionalizado.

Encontrei as meninas no intervalo do treino de campo e pude bater um bom papo com Myria de Sá Ribeiro, atualmente gestante, mas que nem por isso se afasta dos treinamentos, ainda que de fora das quatro linhas. Ligada ao futebol desde os idos de 1997, assume uma postura de irmã mais velha.

O time do CSE é formado por meninas de várias gerações, mas todas com o mesmo sonho, o de se profissionalizarem e viverem do amor pelo futebol. Elas disseram que o esporte feminino tem melhorado no estado, haja vista que vêm despontando times com qualidade técnica, que têm alcançado projeção nacional, através de competições como a Copa do Brasil de Futebol Feminino. Como foi o caso do União.

Na condição de amadoras no esporte, a maioria estuda e trabalha, não podendo se dedicar unicamente aos treinamentos, por isso se encontram apenas uma vez por semana no clube, normalmente aos sábados. Marcando alguns amistosos. Há ainda três encontros semanais em quadras de futsal para treinamento tático e um maior entrosamento entre as meninas.

Elas reconhecem que essa maior visibilidade ao futebol feminino tem acontecido em todo o estado. Frise-se que este é o primeiro ano em que o CSE participa do alagoano, assim como outros times tão recentes quanto.

É certo que ainda falta muito em incentivo, tanto de órgãos públicos, de empresários, quanto da sociedade civil como um todo. O apoio poderia vir de diversas formas, e a citada foi o fornecimento de material básico, com uniforme esportivo e material para treinamento.

As meninas fizeram questão de salientar que a prefeitura palmeirense tem ajudado com o transporte, para que no alagoano, nos jogos fora de casa, ao menos o transporte esteja garantido.

Foi muito emocionante ver a emoção daquelas meninas com a entrevista improvisada que fizemos, ficou clara a ausência de atenção com a qual elas lidam quando o assunto é o esporte. Tocante foi a reclamação generalizada quanto ao preconceito que sofrem por serem meninas metidas num esporte historicamente masculino.

E, com toda sensibilidade peculiar ao universo feminino, elas pediram nada mais que respeito das torcidas, pois o esporte é muito maior que qualquer xingamento, o esporte é esperança de um futuro melhor, seja para homens ou para mulheres.

 
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Publicado por em 09/09/2011 em Variedade

 

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Seleção Brasileira, onde?

Sou uma privilegiada, pois pertenço a uma geração que viu a Seleção Brasileira de futebol ser Campeã do Mundo duas vezes, em 1994 e em 2002; fui brindada com jogadas lindas, dribles perfeitos e gols emblemáticos.

Desde a Copa de 94 que acompanho a Seleção, afinal, fui hipnotizada pelas jogadas e arrancadas do baixinho; vi Romário conduzir a bola com maestria, como se a chamasse pelo nome e ela simplesmente obedecesse; vi tabelas encantadoras com Bebeto compartilhando generosamente os holofotes; Vi Taffarel brilhar, o Branco marca gol no ângulo, de falta, de uma distância incrível, numa época em que não havia a tecnologia que há hoje a comprovar a genialidade do cobrador.

Eu sei o que é um time entrosado, sei o que é futebol arte, sei o que é proporcionar ao companheiro coadjuvante a possibilidade de decidir um jogo, sem se desmerecer por atuar como “garçom”. Aliás… sei o que é uma Seleção sem coadjuvantes.

Vi Ronaldo, aquele que hoje é conhecido por “Fenômeno”, bem novinho, com dezessete anos, magricela, e com dentões à la Ronaldinho Gaúcho, estrear em copas do mundo, é certo que ele não entrou em campo, mas ele tinha consciência que muitos brasileiros tinham a esperança de ver seu show nos gramados – mesmo com todos os apelos da mãe de nosso conterrâneo Zagallo, não foi em 94 que o vimos jogar.

Sim. Vi também Zagallo, como auxiliar técnico, com todas suas crenças e superstições, mas também com toda sua experiência e sorte; depois, ele técnico, mas, de uma forma ou de outra, ele era sempre um professor para os jogadores.

Técnicos? Estes foram muitos, desde Parreira, passando por Felipão e Dunga. Dunga? Bem, sou de uma geração que achava que Dunga não passava de um dos anões da Branca de Neve, mas que o viu muito zangado quando era para defender a Seleção, vestindo e ostentando a braçadeira de capitão.

Vi cenas lindas, inesquecíveis; vi Bebeto comemorar um gol embalando um bebê; vi comemorações contagiantes, com a participação de todos os jogadores, como um time deve ser, e não apenas entre aqueles que participam diretamente da jogada.

Por falar em time, sou de uma geração em que time era sinônimo de equipe, na real acepção da palavra. O time parecia engrenagens que se encaixavam e funcionavam em harmonia, dando cor e bailado a cada apresentação.

Isso mesmo. Sou de uma geração que viu os jogadores dando o coração, a alma, a vida por um time, por uma condição de vida, por uma nação inteira. A Copa do Mundo de 94, nos Estados Unidos, foi desenhada a mão, cada partida foi pintada com esmero, cada gol merecia uma placa, cada comemoração era sinônimo de explosão de alegria e de celebração pela unidade.

Ali, resgatamos nosso amor pela Seleção, não que ele não existisse, mas ele estava adormecido, depois de tantos anos (desde 1970) sem a consagração, o país do futebol assistia, enfim, à taça do mundo nas mãos do maior do mundo – ao menos no futebol.

Gerações antes da minha passaram anos até poderem gritar em plenos pulmões “é tetra, é tetra”. Sim, ouvi gritos histéricos e emocionados de um Galvão Bueno que ainda transmitia sentimento, ele foi capaz disso, e como foi.

Durante muitos anos, carregamos (eu não, mas o povo brasileiro, afinal, sou de uma geração acostumada a vitórias “verde-louro”) o estigma e a lembrança da derrota em pleno Maracanã de uma final de Copa do Mundo. Ouvi histórias e relatos da tristeza que tomou o maior estádio, e que calou uma multidão de entusiastas ufanistas que viram sua Seleção de ouro cair diante de um adversário que não lhe tomou conhecimento.

Hoje vejo com muita tristeza a possibilidade real da história se repetir, lamentavelmente, imagino que a seleção que se apresenta sequer chegará à final. Vejo escândalos e maracutaias serem relacionadas às obras da Copa, vejo atrasos intransponíveis e uma esperança inabalável do povo de que no final tudo dará certo.

Só não sei se esta esperança se estenderá ao sucesso desta Seleção. Sucesso este que não se traduz em cifras, sabemos que estas são astronômicas, mas em resultados, em gols. Entretanto, para tal, falta brio, orgulho, raça, vontade de vencer, de dar exemplo, de inspirar. Falta criatividade, falta amor pela camisa, pelo país e pelos brasileiros!

 
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Publicado por em 17/07/2011 em Variedade

 

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