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A culpa é minha e ponho em quem eu quiser: hoje será do crack, mais uma vez

Publicado no Portal Cada Minuto

Governo admite falhas e diz que Brasil Mais Seguro precisa ser aperfeiçoado”, com esta manchete uma matéria do Portal Cada Minuto (04) revelou que o governo do estado de Alagoas reconhece o aumento do número de mortes no estado nesse primeiro mês do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, e afirma que é necessário fechar o cerco ao crack.

Assim, continuam afirmando que a situação de caos na segurança pública que vive o estado é obra do tráfico e do consumo de crack. Entretanto, não há referência aos resultados do programa “Crack, É Possível Vencer”, que, a exemplo do programa “Brasil Mais Seguro”, também é de origem do governo federal e foi lançado em Alagoas em março do ano passado – quase um ano.

Noutra banda o Estado continua gerenciando uma crise sem precedentes na educação alagoana, são inúmeras as escolas que permanecem sem ter concluído o ano letivo de 2012, sem contar aquelas que já descartaram aquele ano, iniciando 2013 como se 2012 não tivesse existido.

Um estado que não prioriza sua educação, não prioriza seu jovem, não pode ter a pretensão de que os manterá longe das drogas apenas com medidas repressivas. O crack tem culpa? Tem. Mas não é só isso.

Minimizar o problema não o resolve, só adia.

Não serão helicópteros, viaturas e armas que resolverão o problema, muito menos policiais importados a peso de ouro, que pouco (ou nada) produzem, que acabará com o crack em Alagoas.

Registre-se, ainda, que no atual governo a Secretaria de Educação abarca também o Esporte, outro viés capaz de contribuir para evitar que jovens alagoanos entrem nas drogas, mas que é pouco aproveitado neste sentido.

 
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Publicado por em 07/02/2013 em CadaMinuto

 

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A polêmica Internação Compulsória

Só quem já viu de perto o terror que é a CRACOLÂNDIA no Centro de São Paulo é capaz de entender as medidas que são tomadas por aquele governo a fim de acabar de uma vez com ela.

Hoje o governo de São Paulo dá início a mais um programa de internações compulsórias de dependentes do crack que vivem na região do Centro de São Paulo. Aparentemente esta é a tentativa mais estruturada, contanto com o apoio do Judiciário, de organismos não governamentais e da OAB para conseguir identificar os casos que mais precisam da internação.

Muitas críticas têm surgido ao governo de SP e às suas práticas. Algumas o acusam de oportunista e de estar se valendo da proximidade à Copa das Confederações e do Mundo para “higienizar” a cidade, outros afirmam que práticas coercitivas não têm resultado, sendo indispensável que o adicto tenha a intenção de se recuperar.

Entretanto, há que se ponderar que, num primeiro momento não importa qual seja a real intenção do governo de São Paulo na adoção de tal medida, uma vez que o que importa é que o bem desses doentes acaba sendo perseguido ainda que por via transversa.

Os dependentes químicos do crack e de outras drogas, em especial aqueles que “subvivem” nas ruas do centro de São Paulo, não possuem suas faculdades mentais em condições de fazer escolhas, não se alimentam por escolherem se alimentarem, mas pela necessidade que os impele a isso, daí porque se contentam com restos no chão e em latões de lixo. Da mesma forma, não usam as drogas porque querem, mas porque o organismo em grau elevado de vício os leva a usá-las indiscriminadamente, sendo capazes de tudo para conseguir qualquer mísera quantidade da droga.

As internações compulsórias podem não alcançar a finalidade proposta, mas com certeza poderá manter o dependente longe das drogas por um período razoável, tempo, talvez, suficiente para que recobre suas faculdades mentais, seu domínio sobre vontades, sua capacidade de ponderação e de escolha sobre sua própria vida.

Aí sim poderá ser analisado se manter esse dependente em “cárcere” não é uma violação em lugar de uma possibilidade de salvação. Afinal, só então haverá alguma vontade a ser considerada e violada. Enquanto a pessoa não for capaz de escolher, de agir racionalmente, não pode ser tratada como civilmente capaz, e pensar assim não é legislar ou violar leis, mas agir com humanismo, visando oportunidades para “doentes marginalizados”.

 

 

 
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Publicado por em 21/01/2013 em Utilidade Pública

 

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Cracolândia

A rotina diária é sempre a mesma, acordar à noite, passá-la toda consumindo drogas, e quando o sol raiar, voltar a dormir. Dia após dia o script é o mesmo.

De passagem por São Paulo pude conferir de perto a região que chamam de cracolândia.

Para aqueles que não sabem o que significa, cracolândia foi o nome dado à região, no centro da capital paulista, onde pessoas de todas as idades se reúnem para consumir drogas, principalmente o crack, que hoje é a de maior espectro na sociedade brasileira, em todos os níveis sociais.

A região onde se aglomeram é bem central, próximo à estação Julio Prestes, à estação da Luz, à Igreja Santa Cecília, e outros pontos turístico e de circulação.

A região, durante o dia, é bem movimentada, muitos transeuntes, policiamento regular e dificilmente apercebe-se da presença maciça dos viciados. No entanto, com o passar das horas e a aproximação do período noturno todo o cenário vai se modificando.

Aqueles que estavam espalhados por todos os rincões da região, adormecidos em estado inerte, completamente entorpecidos, começam a acordar, e a se dirigir a uma rua específica.

Desde 2005, quando a prefeitura resolveu tomar atitudes de revitalização do bairro e higienização, os dependentes químicos procuram se reunir numa única rua. A finalidade é iniciar mais uma rotina de abuso de drogas. À noite já alta, por volta das dez horas, aquelas pessoas estão recém despertas, é o momento em que se encontram mais ativas e dispostas.

No entanto, esta definição está muito distante daquilo que entendemos por elas. Em contato direto podemos constatar que há muito a alma parece não habitar aqueles corpos. Seus rostos são idênticos, seus olhos semicerrados iguais, a imundície é a mesma. Sejam homens, mulheres, crianças, não importa, só podemos diferenciá-los pelas demais características humanas, pois não seria exagero compará-los a mortos-vivos.

Seus olhos não brilham, seus rostos não têm feições e nem expressões. Mal podem falar, parecem apenas balbuciar, mal se sustentam sobre as pernas, se perderem seu ponto de apoio não têm reflexo para se manterem de pé, simplesmente caem. Rastejam…

Presenciar isso é chocante, dói, fere, incomoda. São pessoas que subvivem, põem no mundo crianças que já nascem dependentes químicas, vivem no mesmo ambiente, não se surpreendem com a sujeira e nem com a falta de pudores, não sabem o que é isso. Esperam apenas que mais uma noite se vá e que sua ânsia seja satisfeita. Não têm ambições, não sabem como seria viver diferente, não têm exemplos e nem esperam por eles. Seus pais? Alguns ainda têm mãe, outros já são órfãos, até de mãe viva, mas todos, invariavelmente, não sabem o que é o sentimento materno.

Esta realidade não é própria da cracolândia e da sociedade paulistana. A região é enorme, agrega centenas de pessoas, isso a deixa afamada, mas é a mesma realidade de todo país.

Nosso estado não fica pra trás, o crack, depois de todas as outras drogas, chegou à nossa sociedade, devastou e devasta os mais carentes, mas já vitima jovens e adultos de classes sociais mais altas e de nível de escolaridade maior.

Não fechemos os olhos para essa situação. Políticas públicas são essenciais, mas o engajamento social de prevenção junto a seus filhos e amigos é de primordial importância.

 
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Publicado por em 07/11/2011 em Utilidade Pública

 

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Projeto Vaso Novo

Idealizado por Célia Maria dos Santos, uma religiosa que exerce sua cidadania e sua solidariedade por meio de projetos sociais e voluntariado, tem por finalidade a integração social de moradores de rua, levando-os para o seio religioso – católico, a título de esclarecimento – e despertando-lhe conceitos difíceis de serem reconhecidos vivendo à margem da sociedade.

A D. Célia já fazia trabalho voluntário há alguns anos, tendo iniciado no manicômio judiciário e depois nos presídios e delegacias. Morando próximo à praia teve sua atenção chamada pelos moradores espalhados pelo chão e dormindo ao relento, aproximou-se de um grupo e chamou-o para um “momento de oração”.

Sérgio, morto há nove meses, foi o primeiro, e com ele vieram mais dois”, relata a voluntária. No começo ela fazia tudo sozinha, mas o grupo cresceu, hoje beneficia mais de oitenta moradores de rua. Conta com a ajuda de outros voluntários, sendo que se reúnem toda sexta-feira pela manhã na praia da Pajuçara, servem um farto café da manhã e rezam o terço.

Já faz cinco anos que existe esse projeto. As pessoas que passavam na praia, e as de sua paróquia, voluntariaram-se. Ainda há resistência para conseguir ajuda, pois muitos não desejam a aproximação física com os sem-teto. A essas pessoas a organizadora do projeto diz que não faz julgamentos e que eles também podem ajudar com doação de alimentos, roupas e outros materiais.

Ressalta-se que o projeto não se resume aos encontros às sextas-feiras pela manhã, a coordenadora do projeto explica que além da missa dominical, os moradores sentem-se à vontade para procurá-la em sua residência, o que lhe exige dedicação diária e sem hora marcada.

Esse contato com o grupo tem dado resultado, tanto no convívio social quanto em relação às drogas. O projeto tem tentado viabilizar as internações daqueles que manifestam interesse pelo tratamento. No entanto, as melhores clínicas ainda são as particulares. Com o conhecimento que estes anos lhe proporcionaram dentro do meio, Célia afirma que tem conseguido levar aqueles que buscam recuperação para um espaço mais adequado e posteriormente para o ambiente definitivo de internamento, mas há ainda o problema financeiro que acaba a seu encargo, pois é necessário que seja enviado material de higiene e de limpeza aos internos.

Finalizando seu depoimento, Célia diz que seu maior sonho é conseguir uma casa, um local maior e mais adequado para o trabalho, afirma que recebe muitos dos sem-teto em sua residência e que sofre com as reclamações da vizinhança, e que por isso seria mais viável um espaço digno, onde pudesse recebê-los e também as doações, pois de todo tipo são necessárias, inclusive de tempo e de atenção.

 

Achei interessante trazer essa história para meu espaço blogueiro, pois ele desperta nas pessoas a certeza de que para fazer não é preciso muito, basta boa vontade, doando tão somente o que têm em excesso já é possível ajudar.

 

Grupo de Atenção a Pessoas em Situação de Rua – GPOP

Visitando o projeto acima tive o prazer de conhecer um grupamento de guardas municipais, antes ligados à extinta Secretaria de Direitos Humanos do Município, e que hoje passam por uma fase de transição e de adaptação.

Este grupo, composto de dez guardas que se revezam em turnos e guarnições, patrulha as ruas da capital à procura de pessoas em situação de risco, o que envolve os moradores de rua, os usuários de drogas e os menores que mesmo com residência estão vagando. Ao encontrar tais pessoas eles os abordam e oferecem-lhe ajuda, seja o transporte a um lugar seguro, ao abrigo da cidade ou ao projeto vaso novo.

O trabalho destes homens e mulheres chamou-me a atenção pela aproximação que muitas crianças e adolescentes têm com eles, aparentemente há uma relação de “amizade” estabelecida, o que pode levar ao despertar de sentimento de valorização pessoal dos marginalizados.

O grupo salientou que tenta também conscientizar aqueles a quem têm acesso a importância de uma vida social longe das drogas e às vezes obtém algumas promessas. Osmar, o coordenador do Grupo, salientou a importância do extinto projeto “A Guarda Faz Escola”, que realizava importante função de conscientização junto às crianças e adolescentes em escolas públicas municipais e estaduais.

 
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Publicado por em 10/08/2011 em Utilidade Pública

 

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Drogas na Holanda, uma realidade bem diferente.

Ainda sobre a temática das drogas, sinto-me na obrigação de relatar meu testemunho particular sobre as impressões obtidas em viagem recente à Amsterdã.

Interessante se faz trazer à baila este relato diante da crescente discussão acerca da legalização das drogas em nosso país. Informações que surgem, se não contrárias àquela realidade, são muitas vezes distorcidas.

Na Holanda é tolerado o uso de maconha e haxixe em ambientes determinados pelo governo, que são os chamados “coffeeshops” e clubes de jovens. Não é permitido o uso ou a venda em locais públicos, nas ruas ou em estabelecimentos comerciais. O que se vê lá é o uso destas drogas, consideradas leves, em locais predeterminados, e tão somente. Sequer é possível comprar a droga, ainda que no local adequado, e fazer uso desta em outro local que não o autorizado.

A intenção do governo é manter os jovens distantes do mercado negro e assim de drogas mais pesadas, pois eles rejeitam a “teoria do degrau”, onde a cannabis seria a droga precursora, frente às demais.

É comum que se ouça informações no sentido de que o uso das drogas na Holanda é legalizado e que por isso lá o uso é indiscriminado, não é bem assim. A legalização não é como se pensa, o que se dá é a tolerância em locais específicos.

É comum esbarrarmos com drogados (pessoas sob o efeito de drogas) nas ruas, em especial aquelas mais próximas à praça Dam, onde muitos usuários se reúnem para matar a fome que é inflada após o uso da cannabis. Confesso que não é nada agradável encontrar com estas pessoas, nitidamente fora da realidade, olhando para todos os lados com ar de assustados e que acabam nos amedrontando pela insegurança em relação às atitudes normais de uma sociedade equilibrada. Eles não nos abordam, não nos tocam, não nos pedem. Na verdade, são, em sua maioria, estrangeiros, rapazotes em idade universitária e/ou escolar, populares, e alguns traficantes.

Sim, o tráfico ainda existe por lá. Drogas consideradas mais pesadas como a cocaína e a heroína têm sua comercialização proibida, mas nem por isso são mais difíceis de serem encontradas. É fácil e até comum, ser abordada por um “africano”, nas ruas escuras do “bairro da luz vermelha”, oferecendo “coca, coca”.

Esclareço que são chamados de “africanos” tais traficantes, pois são assim que os próprios holandeses se referem a eles, em sua maioria imigrantes da África, ou descendentes destes. Admito que todos que me abordaram são de pele escura, o que deve aumentar o preconceito em relação aos imigrantes de nações africanas em todo território holandês. Não tenho dados oficiais e nem procuração para falar em nome daquele povo, apenas relato aqui a experiência vivida nos Países Baixos.

O bairro da Luz Vermelha é um rincão na cidade de Amsterdã, onde é possível encontrar o maior aglomerado de locais destinados à prostituição e ao uso de drogas, lá é muito comum a abordagem feita por traficantes à procura de compradores de drogas mais pesadas.

Em toda a cidade é comum o policiamento e a fiscalização por órgãos governamentais, não é comum encontrarmos beberrões pelas ruas e nem pessoas drogadas a darem problemas, isso porque o sistema de saúde pública de lá é extremamente eficaz. A tolerância quanto aos comportamentos inconvenientes é baixa, sendo passível de multas pesadas, e até recolhimento. Também é possível a internação em clínica de desintoxicação de forma compulsória.

A óbvia intenção deste texto é informar sobre aquela realidade, ao menos a que pude captar, e com isto dar ao leitor a possibilidade de fazer um juízo de valor comparando aquela à nossa realidade. Acredito ter deixado claro que a discussão sobre a legalização das drogas, ainda que apenas a maconha, envolve muito mais que apenas a temática específica, mas toda uma reforma do sistema de saúde e de segurança pública do país.

 

 

* Repiso que as informações trazidas foram colhidas “in loco” e repassadas pelos próprios populares, não é baseado em pesquisa de campo, e nem em dados oficiais.

Obs.: Informações ainda mais recentes dão conta de que a Holanda pretende rever seu posicionamento sobre a liberação do uso das drogas.

 

Agradeço sua publicação no site do Deputado Estadual Jeferson Morais

 
 

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Alerta ligado para as drogas!

Assistindo ao Programa do Faustão deste domingo (10), pude testemunhar um dos momentos mais tocantes da televisão brasileira. O leitor, assim como eu num primeiro momento, pode ter a ideia de que o programa mais uma vez estava explorando a desgraça alheia, com o fito de atrair mais audiência para o seu programa costumeiramente sensacionalista.

Quando sou surpreendida por momentos como este, costumo rotular o apresentador de “O Rei dos Urubus” (logo eu, tão avessa a rótulos), em alusão à peça que tive o prazer de assistir em São Paulo, por convite da amiga alagoana, e atriz em terras paulistanas, Renata Sarmento – história que um dia contarei a vocês com muito orgulho.

Enfim, aqueles que puderam assistir viram Walter Casagrande, cara grandão, enorme na estatura, na fama e na competência, como jogador de futebol em tempos áureos, e como comentarista das transmissões futebolísticas da Rede Globo de Televisão, expondo-se como raras vezes vemos até um amigo íntimo se expor. A intenção do programa, mesmo diante de todas as interrupções inconvenientes do apresentador, era de clara utilidade pública.

Afinal, ninguém duvida que o problema das drogas deixou de ser setorial e passou a ser social; deixou de ser apenas de saúde pública e engloba também a segurança pública. Quando vemos uma pessoa famosa, de sucesso nacional, expor seu problema de forma tão agressiva e tão contundente, constatamos que as drogas deixaram de ser um problema do marginal de rua, dos favelados espalhados pelas grandes cidades e passou a ser uma questão de ordem humanitária.

Ouvindo aqueles relatos emocionei-me, confesso, muito por me colocar no lugar dos familiares do entrevistado, sentir como uma mãe que tenta salvar um filho; uma namorada que vê o amado morrer aos poucos e se sente responsável por aquilo; um filho que, até o momento da descoberta do vício paterno, achava que nem da sua própria vida precisava cuidar, pois o “pai-herói” estaria sempre pronto para salvá-lo e, de repente, se vê na posição de salvador de seu super-homem.

Mas, principalmente, emocionou-me a lembrança de amigos, de meros conhecidos, que se envolvem com as drogas, as mais diversas, com diferentes motivações iniciais, mas que acabam chegando ao mesmo fim, o da dependência. E com ela vêm os “roubos”, a verdade é roubada, só resta mentira; a liberdade é roubada, só resta a escravidão; a amizade é roubada só resta a solidão; o amor é roubado, só resta a desilusão.

Em nossa sociedade, em nosso pequeno estado, estamos rodeados por todas as drogas, estas que são usadas por todos os tipos de pessoas, e não me refiro aos marginalizados, não, refiro-me a pessoas de alto nível social, que se definem como intelectuais, como profissionais renomados, formadores e indicadores de opinião de peso. Pessoas que por sua “gabaritagem” têm, por obrigação, que agir exemplarmente e coibir estas mazelas que estão nos destruindo.

As drogas são a engrenagem tratora do esfacelamento social, profissional e doméstico. São os usuários os principais financiadores das desgraças que acabam por infligir a eles próprios, mas muito pior do que se ver vítima das atrocidades provocadas pela disseminação incontrolável das drogas e de seus dependentes, é ver seus entes mais próximos serem vítimas de seus abusos.

Estes abusos que não são apenas aqueles provocados ativamente pelo usuário, materialmente, mas aqueles que só os afetam por conta de toda a cadeia de fatores que se complementam e levam ao aumento da criminalidade, ou aos acidentes de trânsito, ou aos intempestivos arroubos de agressividade com o próximo, seja conhecido ou não.

Hoje está muito em voga a sensibilização de todos em face de drogas com poder de devastação rápido e fatal, como o oxi, o crack, a cocaína e todos os outros derivados quantos possam existir.

Acontece que as drogas não são “só” estas, são também os ácidos, os anabolizantes, o cigarro e o próprio álcool. Estes últimos, por sua legalização, não são discriminados, mas além de causar sérios e repisados danos à saúde do usuário, também causa à de seus conviventes.

Este texto é mais que um alerta, é um desabafo, é um grito de socorro! Clamo não só por uma sociedade mais digna, por pais mais zelosos, por filhos mais responsáveis, mas por amigos mais atentos. A droga é silenciosa, toma conta de nossos lares sem pedir licença e sem chamar nossa atenção, mas quando nos damos conta ela é a dona da Casa. Preste atenção em todos que o rodeia, nas palavras mais simples, nos gestos mais inofensivos, este pode ser o primeiro sinal!

 
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Publicado por em 11/07/2011 em Utilidade Pública

 

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