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Diário de Férias: Miami e suas atrações

A passagem por Miami foi breve. Em dois dias apenas conhecemos Ocean Drive, alguns pontos mais turísticos da cidade e alguns shoppings.

Sim, Miami continua sendo um paraíso para as compras e os brasileiros têm sido ainda mais constantes por aquela região. Além da possibilidade de comprar por valores bem mais em conta e do clima mais parecido com o nosso – no Brasil -, Miami também conta com uma vida noturna agitadíssima, o que atrai turistas e jovens brasileiros, muitos deles, endinheirados.

Enfim, ainda dei uma boa caminhada por South Beach, que é a praia mais agitada e mais atraente para os turistas. Fui até o Miami Ink – quem gosta de reality shows sabe que se trata de um programa de tv gravado no dia a dia de um estúdio de tatuagens em Miami e pude ver a galera lá em ação e num momento sem câmeras. Melhor ainda!

Passeando pela orla pudemos ver vários bares e restaurantes que tomam as calçadas, por isso o ideal é passear pelo lado da praia olhando para os bares do outro lado da rua, assim podemos escolher o que mais nos agrade.

De longe vemos o The Clevelander, na própria Ocean Drive, fantástico. No dia em que fui estava havendo festa, e era bem legal. Muito parecida com as nossas festas de fim de tarde no verão. Muita gente bonita, bem arrumada, mas o mais legal é que o ambiente mais concorrido era o quiosque “Leblon”, onde os frequentadores podiam pegar sua caipirinha. Fantástico. Recomendo.

O bar que escolhemos para almoçar e passar o restante do dia foi o News Cafe, não é muito tradicional, mas é “arretado”. Comida e bebida da melhor qualidade, e o melhor mesmo é que o bar conta com uma decoração bem original, cheio de fotos dos filmes hollywoodianos de décadas atrás, meu pai se deliciou me dizendo o nome de cada uma daquelas estrelas do cinema que ele assistia nos cinemas de Penedo ainda jovenzinho.

Os “malls” visitados foram o SawGrass Mills Mall, ou shopping do Jacaré. Bastante distante de Miami Beach, mas vale a viagem pela economia. O shopping é enorme e o visitante deve ficar atento aos mapas distribuídos no local, assim, escolha as lojas que mais lhe interessa e seja objetivo. Quando dizem que o conglomerado de lojas é enorme não há exagero, e perder tempo “batendo perna” não é a melhor opção.

Algo que me entristeceu foi o aliciamento de vendedores dos quiosques que ficam nos corredores do shopping. Senti-me na Rua 25 de Março, com o detalhe de que na rua mais famosa do comércio paulista o visitante já está preparado para toda abordagem capitalista.

Mais triste ainda foi constatar que esta prática tem sido comum, no Dolphins Mall, outro shopping enorme, o aliciamento é idêntico e tão chato quanto, também recomendo objetividade. Este não é tão grande quanto o SawGrass, mas tem muito mais gente. Não é legal perder tempo em filas.

Já no The Falls a coisa é bem mais tranquila, o shopping é bem menor, não tem o caráter de outlet (lojas que fazem promoção, normalmente coleções passadas, e/ou simplesmente como forma de incentivar as vendas) e por isso é tranquilo para passear, almoçar, comprar, olhar vitrines e pronto, sair correndo, porque já chega de gastar dinheiro.

 
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Publicado por em 17/02/2012 em Diário de Viagem

 

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AEROPORTO INTERNACIONAL DE MIAMI

A passagem por este aeroporto foi muito breve, mas o suficiente para registrar duas situações bem marcantes.

A primeira é que é comum a compra de passagens aéreas para voos domésticos norte-americanos por valores bem mais baixos, mas que não incluem as bagagens que serão despachadas. Ressalte-se que eles não analisam a quantidade de bolsas que você levará consigo, mas se quiser despachá-las pagará cerca de US$ 25,00 (vinte e cinco dólares) por unidade.

Dica: Recomendo que despache o máximo que puder, as pequenas lotam os bagageiros e muitos têm seus pertences de mão sendo embarcados por falta de espaço em cima. Melhor ir preparado.

A segunda é que neste aeroporto, pela primeira vez, passei por uma máquina de raio-x humano. Exatamente! A instrução foi clara: “retirar todos os objetos de metal, relógio, anéis, moedas, e quaisquer outros objetos e entregá-los à bandeja para esteira”, após, a pessoa passa pela famigerada máquina.

A pessoa se põe de pé, de lado (não de frente para a passagem, mas para a lateral da passagem), com as pernas abertas e os braços levantados com as mãos espalmadas para fora e o dorso da mão cobrindo, cada uma – das mãos -, os lados da testa. E congele, não se mova, nem por um milímetro. A ideia é encontrar “mulas”, traficantes de drogas que engolem cápsulas contendo alguns gramas da substância ilícita e as armazena no estômago enquanto viaja. Sabedoras disso elas procuram mover-se e assim embaçar a imagem, caso a pessoa se mova poderá “ganhar” uma revista íntima, digna de prisões de segurança máxima, o que não deve ser muito confortável.

A minha experiência foi um pouco assustadora. Menosprezei o alerta para retirada de TODOS os objetos metálicos e como estava com uma camiseta comprida a qual cobria o cinto, cuja fivela era de metal, passei pelo raio-x com ele. Resultado… ganhei uma revista pessoal, com direito a luva na policial e o aviso de que enfiaria a mão na minha calça. SUSTO! Levantei a blusa e mostrei o cinto, tirei-o, mas ainda assim a mulher veio enfiar a “mãozona” dela na minha calça… para minha sorte a calça estava folgada o suficiente para ela ver até meu pé (exagero meu!), mas ao menos ela se satisfez em só dar uma boa olhada e passar seus famigerados dedos no cós da roupa.

Enfim, moral da história: melhor não tentar dar uma de “espertinha” diante dessas máquinas ainda mais espertas, ou poderá passar por situação nada confortável.

 

 
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Publicado por em 16/02/2012 em Aeroportos, Diário de Viagem

 

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Diário de Férias: Torres Gêmeas (World Trade Center)

WTC fevereiro 2001A última vez que estive em NYC, e nos próprios Estados Unidos, foi em fevereiro de 2001. Naquela oportunidade, num inverno ainda mais rigoroso, pude contemplar uma cidade muito diferente da atual.

Sob a administração de Rudolph Giuliani pude ver, enfim, a política de “tolerância zero”, implantada pela Polícia Nova-Iorquina, começar a dar resultados. À época fiquei hospedada em East Village, downtown de Manhattan, e conhecida por sua considerável periculosidade, principalmente durante a noite.

Naquela oportunidade, enfrentando um frio rigoroso, abaixo de zero, vi a mesma cidade cinza, mas incapaz de congelar. A cidade é quente, ferve, as pessoas não param e parecem incansáveis. Todos estão nas ruas – antes e hoje – fazem todas as refeições caminhando, estão sempre apressados, sem tempo nem para ver o tempo.

Aliás, o tempo aqui é visto na televisão, enquanto tomam banho e se arrumam para o dia de trabalho puxado, ouvem as notícias climáticas na TV e podem confiar, sabem exatamente com que roupa encarar o dia. Por essas bandas, a(o) garota(o) do tempo nunca erra.

Em 2001 não subi nas Torres Gêmeas (WTC), assim como também não subi no Empire State Building, ou no Chrysler Building, quem viaja entende o problema que é encarar o frio e o vento no chão, imagine no céu. Bem como o transtorno de se enfrentar filas quilométricas que podem lhe tomar um dia inteiro de passeios, coisa que dificilmente dispomos em viagens de férias.

No entanto, todos esses prédios são contemplados com a mesma atenção de baixo, vendo-os comporem ofevereiro 2012 cenário e aprendendo a distinguir suas nuanças dentre os vários arranha-céus ao redor.

Tenho lembranças únicas e impossíveis de serem retratadas em palavras, coisas que só quem vive a experiência é capaz de sentir. Mas lhe digo que a ausência de quaisquer desses prédios faria falta à cidade.

Poderíamos imaginar o Rio de Janeiro sem o Cristo Redentor? Ou sem os bondinhos do Pão de Açucar? E olhe que ambos são monumentos que não abrigam pessoas, essas apenas estão de passagem por lá, com exceção dos funcionários.

Em Maceió perdemos nosso famoso coqueiro Gogó da Ema, e ele faz falta ao nosso cenário, aprendemos a conviver sem ele, e hoje as novas gerações sequer sabem que o coqueiro existiu.

É óbvio que nenhuma das comparações é razoável, servem apenas para ilustrar que a cidade sente a ausência de qualquer elemento integrador. Lá não é diferente e, obviamente, é bem pior. Além da perda física dos prédios, dos investimentos, do capital, é inenarrável o sentimento relacionado às perdas humanas.

Eu lembro com exatidão o lugar em que estava quando as torres gêmeas caíram. Lembro o turbilhão de sentimentos. A insegurança em relação ao meu primo que mora lá.

Eu estava em casa, a televisão transmitia ao vivo o que estava acontecendo no centro financeiro de NYC, cerca de 9h da manhã do dia 11 de setembro de 2001. Ninguém sabia ao certo do que se tratava, acreditava-se em acidente. Lembro que o tempo foi longo entre o primeiro “acidente”, o segundo “acidente”, e a trágica quedas dos prédios. Houve tempo para evacuação de muitos, tempo para desespero de outros tantos – a se jogarem pelas janelas. Mas o mais lamentável é que houve tempo suficiente para a entrada de mais gente nos prédios.

À margem do espaço onde, hoje, são construídos novos prédios, há um memorial às vítimas, em especial aos “mártires”. As faixas que ornam os prédios que hoje são construídos em seus lugares, o clima, a rotina, tudo parece sempre lembrar aquele dia.

A sensação é terrível, talvez não a todos, mas aos mais sensíveis, ou aos que melhor conseguem sentir a dor alheia. Nomeio muitos dos homens e mulheres que morreram no fatídico 11 de setembro de mártires assumindo toda responsabilidade.

Pondo de lado todas as teorias conspiratórias, bem como as razões que levaram ao ataque. É incontroverso que o atentado foi uma insanidade, não há justificativas para tirar a vida de inocentes. Se pela nossa lei (brasileira) sequer é dado ao homem o direito de tirar a vida de assassino, que dirá a vida de milhares de incautos cidadãos que apenas vivem mais um dia de rotina?!

O certo é que é doloroso ler as mensagens de saudades em homenagem aos bombeiros e bombeiras, que no exercício de sua profissão, optaram por arriscar suas vidas para salvar desconhecidos.

E não foi difícil fazer a conexão entre aquela triste realidade à nossa. Se com todos os recursos e aparelhamento de proteção individual a tragédia foi a que houve, imaginemos se tivesse ocorrido no Brasil, mais especificamente em nosso Estado. Muitos quedar-se-ão impassíveis, afinal, dificilmente um atentado terrorista ocorrerá em terras tão pacíficas, mas as tragédias podem ser muitas, como as enchentes ou incêndios, e para salvar vidas desconhecidas o heroismo será o mesmo.

Que nossos heróis sejam melhor aparelhados e recompensados, pois é o mínimo que a sociedade pode fazer em reconhecimento à abnegação própria de suas atividades.

 
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Publicado por em 15/02/2012 em Diário de Viagem

 

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Diário de Férias: Nova Iorque (New York City) – Onde Comer

Neste período de passeios pude visitar alguns lugares bem divertidos, aconchegantes e instrutivos do ponto de vista da cultura norte-americana.

Garage Jazz Cafe – localizado no coração de Greenwich Village, na 7ª avenida, o Bar e Restaurante oferece o Garage Jazzque há de melhor em Jazz. Original dos Estados Unidos, os músicos que se apresentam no local são da melhor qualidade. Frequentado pelos próprios nova-iorquinos, ainda não foi descoberto pelos turistas, razão pela qual é interessante o passeio para melhor conhecer a manifestação artístico-cultural que nasceu na região de Nova Orleans, mas que caiu no gosto do americano. Ótima comida e bebida. Recomendo a lula e a pizza tradicional.

Jimmy´s nº 43 – localizado na 7ª rua, entre a 2ª e a 3ª avenidas, é uma ótima opção para quem quer conhecer um bar nova-iorquino no melhor estilo dos pubs londrinos, localizado no subterrâneo do endereço (coisa bem de filme). Curiosa arquitetura e decoração, bem diferente de tudo o que vemos por aqui. Cervejaria de primeira, com produção de cerveja artesanal, procurado por quem quer um ambiente discreto e aconchegante.

Mc Sorley – Fundado em 1854, orgulha-se por ser a cervejaria a mais tempo em funcionamento na cidade de Nova Iorque. Localizado no número 15 leste, na 7ª rua, pode vangloriar-se de ter servido desde Abraham Lincoln até John Lennon. As mulheres só foram permitidas em 1970, razão pela qual eu não pude me furtar ao dever de experimentar a cerveja da casa (sim, feita artesanalmente até hoje). Afinal, as mulheres lutaram para serem aceitas lá.

Yakitori Taisho – Localizado próximo à 3ª avenida, em East Village, o “boteco japonês” é fantástico. Apesar do ambiente rústico e apertado, o que até contribui para o clima de subúrbio nipônico, o restaurante é bem agradável e aconchegante. Tudo o que se pede do simples cardápio é curiosamente delicioso. Recomendo pedir o polvo que é envolto numa pele de peixe que se move sozinha. Delícia.

TGI Friday’s – há vários espalhados pelos Estados Unidos, tanto fui em Manhattan, quanto em Miami. É muito bom, a comida é divina. Típico restaurante de culinária americana. Lembra muito os pubs londrinos e é famoso por reunir os jovens para assistir aos jogos de basebol. A costela é deliciosa, e em Miami eles servem uns combinados muito bons, mais em conta e que alimenta um batalhão. Exagero meu! Vale a pena conferir.

Lili’s 57 – Localizado bem próximo ao hotel em que estávamos (57ª rua com a 7ª avenida), é um restaurante de culinária asiática, e a comida japonesa deles é ótima. Lembra mais a servida aqui no Brasil, mas conta com peças bem maiores e com condimentos especiais, gostei mais.

Thái Són Vietnamese – fica no coração de Chinatown, Canal street, na Baxter street, e é um dos mais concorridos restaurantes vietnamitas da região. Com um cardápio variado e muito bom, sugiro as sopas e a carne de cordeiro, tudo muito bom.

PS: Nem estas descobertas, e muito menos esta postagem, seriam possíveis sem as dicas do primo André Gustavo (OMacumba), melhor guia quando o assunto é Nova Iorque. Valeu, Primusco!!

 
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Publicado por em 15/02/2012 em Diário de Viagem

 

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Diário de Férias: Nova Iorque (New York City)

Esclareço que enquanto no Brasil o mês de fevereiro é de despedida do verão, no hemisfério norte é de despedida do inverno, e assim como aqui a despedida não é fácil e nem mais amena, por lá o mês de fevereiro ainda suporta temperaturas bem baixas.

Como no Brasil, onde há regiões em que as quatro estações do ano são bem claras e definidas, nos EUA também há. Nova Iorque é um estado que possui as estações muito fáceis de serem identificadas e seu retrato mais fiel é o Central Park, localizado no coração de Manhattan, um distrito da cidade.

E é incrível como aquela cidade é linda em qualquer estação do ano. É claro que sua beleza é bem diferente daquela que nos acostumamos, não é marcada pela natureza, mas por arranha-céus. Mesmo que seja brindada com o magnífico Central Park, tão famoso por filmes de Hollywood, sua imagem mais comum é mesmo a de muita gente pelas ruas e avenidas a se perderem por números e “apelidos”, confundindo o antigo com o novo, e compondo as diferentes etnias que formam o povo nova-iorquino.

Suas ruas largas, seus táxis amarelos, suas luzes, letreiros e placas indicativas, tão características, ajudam a constituir o cenário. Mas, definitivamente, frio não é bom companheiro para uma viagem de longas caminhadas.

Nova Iorque é cidade para se caminhar pelas ruas, descobrir restaurantes, lojas e assistir à forma como as pessoas se comportam. Não dá para tirar conclusões sobre o comportamento do americano pelo do nova-iorquino, pois a cidade é única, comparável apenas, acredito, à Londres. Sua miscigenação étnica moderna não é comum nem aos grandes centros, mas pode oferecer ao visitante experiências incomparáveis, como se estivéssemos presentes às cidades mais longínquas.

Dica: o metrô de NYC é dos mais fáceis de usar no mundo, basta ter em mãos o mapa e saber se localizar nele para identificar se vai a downtown ou uptown.

Dica 2: táxi não é caro, dentro de Manhattan dificilmente uma corrida sairá por mais de US$ 20 (vinte dólares), por isso se estiver acompanhado é recomendado seu uso, principalmente no frio.

Dica 3: em viagens, lembrem-se, hotel bem localizado é aquele que está perto de onde tudo acontece, no caso Central Park, ou, melhor, Broadway. Mas, indispensável mesmo é que seja próximo a uma estação de metrô (em qualquer lugar do mundo, acredito).

Dica 4: procure obedecer à sinalização de trânsito, mesmo que seja pedestre, não atravesse se não estiver numa faixa e se o semáforo não estiver autorizando.

Dica 5: como em qualquer grande centro do mundo, deve-se andar com cuidado, prestando atenção em tudo e em todos, mas a cidade já não é mais reduto de bandidos. Depois da política de “tolerância zero”, adotada pela NYPD (polícia), a cidade se tornou muito mais segura, e após os atentados nem se fala.

Dica 6: evite o comércio próximo a hotéis e pontos turísticos, tudo sempre mais caro e propício a pequenos golpes. Também não se deixe levar por “benefícios” anunciados no hotel ou por seus funcionários. É comum que tentem “aplicar” nos turistas.

Dica 7: brasileiro tem fama de não dar gorjeta e isso não pega muito bem. Faça sua parte, dê as gorjetas e procure ser justo. Mesmo no taxi, se o taxímetro marcar até US$ 10 (dez dólares) é comum a gorjeta de US$ 1 (um dólar). Em bares e restaurantes, além da taxa cobrada pelo governo, dê o dobro dessa taxa em gorjeta, é o mais aceito.

 
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Publicado por em 14/02/2012 em Diário de Viagem

 

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Diário de Férias: primeira impressão nova-iorquina

Já ao chegarmos em Nova Iorque, o primeiro problema, o transfer contratado para nos recepcionar e levar ao hotel não apareceu. Seguindo as instruções do voucher, entrei em contato com a empresa por telefone e informei o ocorrido. Cerca de 20 minutos depois chegou uma van para nos buscar!

Neste primeiro momento é interessante mencionar o trânsito lento e pesado nas primeiras horas da manhã de uma segunda-feira. Nada a nos surpreender, afinal, trata-se de Nova Iorque, uma das maiores cidades do mundo. Aquela que nunca dorme.

O hotel escolhido foi o Park Central Hotel, na 7a. avenida com a rua 57. Informo que Manhattan é completamente dividida em ruas e avenidas numeradas, sendo que algumas assumem também uma identidade tradicional, e outras – raríssimas – só possuem a nomeação.

A localização é perfeita, a duas quadras do Central Park e a algumas da Broadway, big apple, para os íntimos. Diferentemente de nossa tradição, os hotéis não costumam oferecer café da manhã, e dificilmente encontra-se quarto para mais de três pessoas.

Dica 1: No check-in é comum que o recepcionista ofereça o pacote do café da manhã, não aceite, além de caro é mal servido. Vale à pena sentir-se americano e fazer o “breakfast” numa deli perto do hotel, ou numa starbucks, donuts, ou quaisquer outra cafeteria de primeira qualidade espalhada pelas ruas.

Dica 2: As tomadas, pelo que tenho percebido, são das mais antigas, dois pinos, retos, paralelos, simples (nada redondo, três pontos, ou quaisquer dessas novidades tupiniquins). Prestem atenção! Caso seja necessário comprar adaptador não o faça em “rota hoteleira”, ou o que poderia custar um dólar sai por vinte.

Quanto ao idioma não há que se preocupar. Os brasileiros têm se tornado cada vez mais constantes pelos lados norte-americanos, assim, coisa inimaginável há dez anos, os americanos têm se esforçado em aprender nosso dificílimo idioma. Ponto para o Brasil!

 
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Publicado por em 14/02/2012 em Diário de Viagem, Variedade

 

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AEROPORTO INTERNACIONAL JOHN FITZGERALD KENNEDY (JFK) E A IMIGRAÇÃO

Em franca contraposição ao constatado no Rio de Janeiro, ao chegarmos ao aeroporto JFK em Nova Iorque, algumas horas depois, encontramos um aeroporto enorme e em ampliação. Totalmente adaptado às condições de segurança impostas pelo governo norte-americano e de uma amabilidade incrível.

A imigração é composta quase que unanimemente por homens, mais velhos, todos com cara de bravo, mas que estão abertos a sorrisos, cordialidade e entendem a importância do estrangeiro em sua terra.

Tudo o que dizem sobre a imigração americana deve ser verdade, mas é muito menos amedrontador do que desenham. É óbvio que as minhas impressões decorrem de uma situação muito específica. Viajar em família, de férias e com a documentação regular é bem mais seguro e reconfortante do que administrar condições de instabilidade.

Dica: Se estiver em família, ou acompanhado por quem quer que seja, mesmo que por pessoa que não tenha mesmo sobrenome, vá acompanhado ao guichê. É interessante mostrar que está em grupo e não sozinho disposto a um “tudo ou nada”. E não se preocupe, apresente sua documentação, ele lhe perguntará a razão da viagem, responda (“vacations”, “studies”, “work”, ou qualquer razão que o esteja levando à terra do “tio Sam”), ele pedirá suas digitais num painel eletrônico e depois tirará uma foto sua. Tudo na maior tranquilidade!

No meu caso, em especial, o agente foi bem simpático e amistosamente puxou assunto. Falou algumas palavras em português e, em inglês, explicou que a faculdade de sua esposa havia ofertado o idioma por seis meses e que ela havia gostado tanto que o fez por um ano. Seria irrelevante contar este fato aqui se não fosse pelo casuísmo de uma faculdade americana ofertar português como uma das matérias, coisa até pouco tempo difícil de se imaginar, mais difícil seria imaginar que haveria interesse entre os americanos.

Sou do tempo em que o mundo achava que o Brasil se resumia a uma enorme aldeia, onde todos vestiam-se e se comportavam como índios. Onde o fato de um brasileiro expressar-se no idioma dele era encarado como algo incrível, pois eles dificilmente saberiam algo além do inglês materno, ou, no máximo, o espanhol da comunidade latina e muito difundido pelas ruas.

Achavam que Buenos Aires era a capital brasileira, e ainda que hoje não saibam ao certo que a capital é Brasília, ao menos reconhecem São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia como paraísos brasileiros.

O Brasil está na moda!

 
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Publicado por em 13/02/2012 em Aeroportos, Diário de Viagem

 

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