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Tokyo: Ginza – surpresa, gentileza e limpeza

Retomando a postagem anterior, que acabou se estendendo mais do que o esperado, conto a vocês a segunda parte do dia.

Depois do tour fomos à região de Ginza, que é o centro empresarial onde estão reunidas as lojas mais caras e os empreendimentos mais ricos do mundo (ocidental e oriental). Desde lojas de carros, até roupas, acessórios, comida e tudo o mais que seja caro ou rico.

Segundo os japoneses, o metro quadrado nesta região custa a bagatela de 200 mil dólares ou 2 milhões de yens. Realmente caríssimo!

Almoçamos num restaurante aconchegante num primeiro andar, onde o térreo era a “fabriqueta de massas”. A culinária era chinesa, mas só descobrimos quando fomos escolher os pratos (ou alguém acha que eu sei distinguir os ideogramas? Impossível!)…

Enfim, a comida simplesmente divina. Chamou a atenção de que por essas bandas ainda é possível fumar em ambientes fechados e que o japonês, tão fino, elegante e discreto, toma sopa de macarrão de uma forma bem peculiar… Eles sugam a comida e o caldo fazendo um barulho pavoroso. Logo eles que nos olham bem atravessado quando falamos alto.

Como sempre o idioma foi um probleminhas, mas contornável pela disposição e gentileza de um cliente que nos serviu de intérprete – claro que inglês-japonês. O gentil rapaz compartilhou de sua internet comigo – nesse restaurante não havia wi-fi – e mostrou pelo mapa o lugar em que eu queria chegar. Foi só salvar o mapa e facilmente pudemos encontrar o local.

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Almoço chinês no Japão (pois é, coisas do idioma…)

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Fumante dentro do restaurante chinês, em Ginza

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Tela do mapa salvo depois da ajuda do gentil japinha

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Ginza – rua

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Ginza – rua

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Ginza – rua

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Ginza – rua

Ponto pro japinha gentil e ponto para o Brasil, o rapaz nos disse que estava “so exciting” com a copa do mundo de 2014 e que já estava com tudo preparado para ir ao Rio de Janeiro. Legal, né?! Tem gente boa vindo ao Brasil, espero que saibamos receber tão bem.

Numa loja da Shiseido a música ambiente era Bossa Nova. Legal para brasileiros em compras e mais fantástico ainda porque nossa melodia encanta os japinhas do outro lado do mundo!! Orgulho de nossa música tipo exportação.

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Outra passagem interessante para contar aos amigos leitores é que a limpeza que se vê nas ruas se reflete nos carros… O japonês é um ser extremamente limpo – roupas, asseio pessoal, tudo… Meio neurose mesmo!!

Além de passarem alcool em gel ou aquoso o tempo todo nas mãos, também são extremamente metódicos com arrumação e padronização. Povo curioso!!! E admirável…

 
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Publicado por em 20/08/2013 em Diário de Viagem

 

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Janelas Partidas, o início do comportamento reprovável

Discutir comportamento humano é sempre muito interessante porque costuma despertar reações bem acaloradas, tanto para os que se excluem do “normal”, quanto para os que procuram justificar o comportamento das massas, retirando-lhes a responsabilidade pelo que fazem.

Essa semana li um texto publicado no Facebook e achei a análise psicológica fantástica, tanto do ponto de vista do comportamento que assumimos quando outros já assumiram antes, quanto do que consideramos reprovável socialmente, mas não reconhecemos nosso papel de protagonismo.

O texto a seguir foi extraído do Facebook de Luiz Carlos Barbosa de Almeida, em 28/04/2013. Aqui!

 

Não é novidade, mas vale relembrar… (via Tania Prieto)

Google Images

TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e da esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como o “vale tudo”. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a ‘Teoria das Janelas Partidas’, a mesma que de um ponto de vista criminalístico conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor a criminalidade) , estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

CHINA-ECONOMY-BUSINESS-RIGHTS

A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujeira das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na vila ou condomínio onde vivemos, não só em cidades grandes. A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.

Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc. Pense nisso!

 
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Publicado por em 29/04/2013 em opinião, Variedade

 

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