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A idade chega para todos…

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Lembro de quando, ainda pequena, ia ao supermercado com minha mãe e ela cumprimentava alguém, me apresentava, a pessoa me dizia que eu era exatamente igual à minha mãe na minha idade, e mainha explicava que aquela era uma pessoa amiga desde a infância…

Não conseguia entender como elas se reconheciam, não conseguia imaginar nem minha mãe e nem o tal conhecido na infância…

Hoje é aniversário de meu pai, e no primeiro telefonema que recebeu disse: “pois é… Meia cinco [65 anos]… Quem diria?! Jamais imaginei chegar a essa idade”!!

E é assim mesmo… Não imaginamos como as pessoas eram quando tinham a nossa idade, e nem nos imaginamos em idade mais avançada.

Mas o mais legal são as histórias, as amizades e os momentos que colecionamos…

Meu pai hoje aniversaria, com a idade nova vem ainda mais admiração, respeito e amor…

E, claro, desculpas para sair da dieta, porque Dona Janilda (minha mãe) caprichou no jantar!!

Boa noite, amigos!

 
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Publicado por em 18/07/2013 em Facebook

 

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A lição do muro, 50 anos depois…

Essa semana fui brindada com mais um inspirador texto do professor e amigo Adrualdo Catão, que em seu artigo falou sobre o aniversário de 50 anos da construção do muro de Berlim.

Achei o tema extremamente interessante, principalmente porque sou uma entusiasta dos estudos humanitários, de guerras e seus impactos sociais. Já estive em Berlim e confesso que minha única exigência foi a de pedir um hotel na antiga Berlim Oriental.

Meu fascínio pela história me impeliu a tentar refazer os caminhos dos tempos de guerra e pós guerra. É bem verdade que restaram pouquíssimas referências aos tempos nazistas e de domínio de Hitler, o que se vê pelas ruas é um povo animado, que por muitos anos foi taxado de xenófobo, mas que muito tem se esforçado em bem receber o turista e toda sorte de visitante.

Acredito que não seja relevante fazer aqui uma explanação histórica minuciosa, mas aos mais desatentos esclareço que a Alemanha, após o fim da II Grande Guerra, foi dividida em blocos pelos vencedores Aliados. Ficando um quinhão para os Estados Unidos, outro para a Inglaterra, outro para a França e outro para a, então, União Soviética.

Berlim, capital da Alemanha, era a que aglutinava todas as regiões, sendo a cidade administrada por quatro países. Cada um quis imprimir seu regime administrativo ao espaço que lhe cabia, sendo que a URSS, como representante maior do socialismo, viu na ocasião a possibilidade de mostrar todo o poderio e suposto sucesso daquele regime político.

Ocorre que as constantes migrações de “seus” habitantes para as outras regiões fez com que a URSS optasse por “murar” todo seu território, inibindo e restringindo o contato do lado oriental (leste) com o resto do mundo. O muro foi e é ainda o maior símbolo do socialismo soviético e do quão intolerante este pode ser.

Não estou aqui levantando bandeira pró ou contra socialismo, até porque acredito que regimes de governo surgem e caem a todo momento, ilude-se quem acredita que o socialismo, comunismo, capitalismo ou qualquer “ismo” que por aí se apresente seja exatamente aquele proposto quando de seu surgimento. Não, não é. São variações, adaptações e maneirismos, isto porque na teoria todo idealismo é floreado, mas a sua praticidade depende de adaptações. Afinal, falamos em administrar seres humanos, com anseios, necessidades, defeitos e qualidades.

Voltando à Berlim, acho interessante mencionar que a cidade, ao menos até 2005, parecia ainda viver resquícios dos tempos de separação soviética. Isto mesmo, o muro, construído em 1961, caiu em 1989, e com ele foi embora o separatismo que dividiu não só o território, mas as famílias, os amores, os amigos. Mas ainda é possível encontrar por lá partes inteiras de muro preservado, não só para que a lembrança – de tempos ruins que não são mais desejados – não morra, mas também para mostrar aos visitantes que o passado não deve ser apagado.

Dividir um território considerando-se apenas interesses políticos mostrou-se ineficiente, os países existem há séculos, e neles sua cultura, idioma, costume e características próprias. Tomar para si como se fosse possível simplesmente dispor da vida das pessoas, provaram o quão irracional e despreparados estavam os Aliados. Menosprezando o povo e seus interesses só mostraram ao mundo, ocidental e oriental, que não há regime de governo perfeito e acabado, e que tudo isso é feito por homens, passíveis de erros e de imperfeições.

Os alemães, que até pouco tempo se viam diminuídos e rejeitados pelo mundo globalizado, hoje se veem com uma nova identidade. São capazes de explorar o turismo histórico como poucos países palco de guerra são. A cortina de ferro que se estendeu por todo território berlinense foi o maior símbolo daquela Guerra Fria, marcada pelas corridas espacial e armamentista, minada constantemente pela tensão nuclear.

A passagem do aniversário do muro de Berlim, 50 anos, nos traz uma bela e construtiva lição, a de que um povo destroçado pela guerra, e humilhado por sua perda de identidade ao ser “tomado” por nações estranhas, pode se reerguer, pode aprender com o passado, escolher seu futuro e ensinar ao mundo que educação, orgulho e amor pátrio podem ser reinventados e utilizados para o bem comum.

 

 

 

 
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Publicado por em 13/08/2011 em Cultura

 

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