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AEROPORTO INTERNACIONAL DE MIAMI

A passagem por este aeroporto foi muito breve, mas o suficiente para registrar duas situações bem marcantes.

A primeira é que é comum a compra de passagens aéreas para voos domésticos norte-americanos por valores bem mais baixos, mas que não incluem as bagagens que serão despachadas. Ressalte-se que eles não analisam a quantidade de bolsas que você levará consigo, mas se quiser despachá-las pagará cerca de US$ 25,00 (vinte e cinco dólares) por unidade.

Dica: Recomendo que despache o máximo que puder, as pequenas lotam os bagageiros e muitos têm seus pertences de mão sendo embarcados por falta de espaço em cima. Melhor ir preparado.

A segunda é que neste aeroporto, pela primeira vez, passei por uma máquina de raio-x humano. Exatamente! A instrução foi clara: “retirar todos os objetos de metal, relógio, anéis, moedas, e quaisquer outros objetos e entregá-los à bandeja para esteira”, após, a pessoa passa pela famigerada máquina.

A pessoa se põe de pé, de lado (não de frente para a passagem, mas para a lateral da passagem), com as pernas abertas e os braços levantados com as mãos espalmadas para fora e o dorso da mão cobrindo, cada uma – das mãos -, os lados da testa. E congele, não se mova, nem por um milímetro. A ideia é encontrar “mulas”, traficantes de drogas que engolem cápsulas contendo alguns gramas da substância ilícita e as armazena no estômago enquanto viaja. Sabedoras disso elas procuram mover-se e assim embaçar a imagem, caso a pessoa se mova poderá “ganhar” uma revista íntima, digna de prisões de segurança máxima, o que não deve ser muito confortável.

A minha experiência foi um pouco assustadora. Menosprezei o alerta para retirada de TODOS os objetos metálicos e como estava com uma camiseta comprida a qual cobria o cinto, cuja fivela era de metal, passei pelo raio-x com ele. Resultado… ganhei uma revista pessoal, com direito a luva na policial e o aviso de que enfiaria a mão na minha calça. SUSTO! Levantei a blusa e mostrei o cinto, tirei-o, mas ainda assim a mulher veio enfiar a “mãozona” dela na minha calça… para minha sorte a calça estava folgada o suficiente para ela ver até meu pé (exagero meu!), mas ao menos ela se satisfez em só dar uma boa olhada e passar seus famigerados dedos no cós da roupa.

Enfim, moral da história: melhor não tentar dar uma de “espertinha” diante dessas máquinas ainda mais espertas, ou poderá passar por situação nada confortável.

 

 
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Publicado por em 16/02/2012 em Aeroportos, Diário de Viagem

 

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AEROPORTO INTERNACIONAL JOHN FITZGERALD KENNEDY (JFK) E A IMIGRAÇÃO

Em franca contraposição ao constatado no Rio de Janeiro, ao chegarmos ao aeroporto JFK em Nova Iorque, algumas horas depois, encontramos um aeroporto enorme e em ampliação. Totalmente adaptado às condições de segurança impostas pelo governo norte-americano e de uma amabilidade incrível.

A imigração é composta quase que unanimemente por homens, mais velhos, todos com cara de bravo, mas que estão abertos a sorrisos, cordialidade e entendem a importância do estrangeiro em sua terra.

Tudo o que dizem sobre a imigração americana deve ser verdade, mas é muito menos amedrontador do que desenham. É óbvio que as minhas impressões decorrem de uma situação muito específica. Viajar em família, de férias e com a documentação regular é bem mais seguro e reconfortante do que administrar condições de instabilidade.

Dica: Se estiver em família, ou acompanhado por quem quer que seja, mesmo que por pessoa que não tenha mesmo sobrenome, vá acompanhado ao guichê. É interessante mostrar que está em grupo e não sozinho disposto a um “tudo ou nada”. E não se preocupe, apresente sua documentação, ele lhe perguntará a razão da viagem, responda (“vacations”, “studies”, “work”, ou qualquer razão que o esteja levando à terra do “tio Sam”), ele pedirá suas digitais num painel eletrônico e depois tirará uma foto sua. Tudo na maior tranquilidade!

No meu caso, em especial, o agente foi bem simpático e amistosamente puxou assunto. Falou algumas palavras em português e, em inglês, explicou que a faculdade de sua esposa havia ofertado o idioma por seis meses e que ela havia gostado tanto que o fez por um ano. Seria irrelevante contar este fato aqui se não fosse pelo casuísmo de uma faculdade americana ofertar português como uma das matérias, coisa até pouco tempo difícil de se imaginar, mais difícil seria imaginar que haveria interesse entre os americanos.

Sou do tempo em que o mundo achava que o Brasil se resumia a uma enorme aldeia, onde todos vestiam-se e se comportavam como índios. Onde o fato de um brasileiro expressar-se no idioma dele era encarado como algo incrível, pois eles dificilmente saberiam algo além do inglês materno, ou, no máximo, o espanhol da comunidade latina e muito difundido pelas ruas.

Achavam que Buenos Aires era a capital brasileira, e ainda que hoje não saibam ao certo que a capital é Brasília, ao menos reconhecem São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia como paraísos brasileiros.

O Brasil está na moda!

 
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Publicado por em 13/02/2012 em Aeroportos, Diário de Viagem

 

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