RSS

Arquivo da categoria: Aeroportos

Que Copa esperar?

Tem-se falado muito sobre os atrasos nos preparativos do Brasil para receber a Copa do Mundo deste ano, mas talvez as pessoas, em especial os caros leitores do Palavras ao Vento, ainda tenham se dado conta do caos que está o país, em especial o setor aeroviário, o que engloba a Infraero, as companhias aéreas e a inércia da ANAC.

Além do atraso na construção de diversos estádios do país, em especial a área adjacente ao Maracanã (cartão postal do país) e o Itaquerão, podemos citar com tristeza os acidentes fatais que mataram cinco funcionários que trabalhavam nas construções. Um em Brasília, dois em São Paulo e dois em Manaus. Provavelmente, a principal causa para tantos acidentes fatais – ultrapassamos o número de mortes da África do Sul – seja a pressa para finalizar o serviço. Afinal, já somos o país mais atrasado da história.

Como se não bastasse o caos nas obras – todas sob a acusação de passarem por negociatas e superfaturamento -, também estamos com problemas no atendimento ao turista. Sentimos com maior clareza depois das notícias de caos no trânsito e no acesso de turistas aos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro – a capital do turismo brasileiro. Filas quilométricas, desorganizadas e lentas, muito lentas, tudo isso por causa do verão, das férias escolares e do reveillon, imaginemos na Copa.

Virão para o país seleções de 31 países ao redor do mundo. Além dos brasileiros que entupirão as cidades-sede durante os jogos da Copa, ainda receberemos turistas de outros 31 países. Só no ano de 2012, o Brasil recebeu 5,67 milhões de estrangeiros, quase 50% deles vieram para lazer. Em 2013, até o início de dezembro, 6 milhões de estrangeiros já havia chegado ao Brasil.

Estima-se que durante o período da Copa, cerca de 1 milhão de estrangeiros venha ao Brasil e mais 3 milhões de brasileiros visitem as cidades-sede durante o mundial. Será que vai dar.

Hoje, quase 6 meses antes da Copa, temos como saldo: mortes, filas, atrasos e caos…

Vejamos alguns, poucos, só para ilustra:

Uma garotinha argentina caiu de uma altura de 7 metros no aeroporto do Rio, está internada com traumatismo craniano;
Meus pais ficaram presos num elevador do aeroporto de São Paulo;
Uma companhia aérea do Brasil, por livre e espontânea vontade (juro!), resolveu não embarcar a mala de 10 passageiros que iam a Frankfurt (ALE), no último agosto (2013). Uma das malas era de meu pai, e estávamos a caminho do Japão. Ele ficou sem mala (roupa e objetos pessoais. Sorte que levou os remédios diários na mala de mão) por 5 dias;
Duas malas de um visitante dos Estados Unidos, vindo de Nova Iorque, (sim, duas! As únicas duas!) foram extraviadas na última semana de 2013 (29/12) por companhia aérea brasileira (a mesma? Aposto que sim). Uma chegou dois dias depois e a outra só mais 4 dias depois… Feliz 2014!

E aí, o que esperar da Copa do Mundo do Brasil?

Desejo Sorte, muita sorte!!!

 

AEROPORTO INTERNACIONAL DE MIAMI

A passagem por este aeroporto foi muito breve, mas o suficiente para registrar duas situações bem marcantes.

A primeira é que é comum a compra de passagens aéreas para voos domésticos norte-americanos por valores bem mais baixos, mas que não incluem as bagagens que serão despachadas. Ressalte-se que eles não analisam a quantidade de bolsas que você levará consigo, mas se quiser despachá-las pagará cerca de US$ 25,00 (vinte e cinco dólares) por unidade.

Dica: Recomendo que despache o máximo que puder, as pequenas lotam os bagageiros e muitos têm seus pertences de mão sendo embarcados por falta de espaço em cima. Melhor ir preparado.

A segunda é que neste aeroporto, pela primeira vez, passei por uma máquina de raio-x humano. Exatamente! A instrução foi clara: “retirar todos os objetos de metal, relógio, anéis, moedas, e quaisquer outros objetos e entregá-los à bandeja para esteira”, após, a pessoa passa pela famigerada máquina.

A pessoa se põe de pé, de lado (não de frente para a passagem, mas para a lateral da passagem), com as pernas abertas e os braços levantados com as mãos espalmadas para fora e o dorso da mão cobrindo, cada uma – das mãos -, os lados da testa. E congele, não se mova, nem por um milímetro. A ideia é encontrar “mulas”, traficantes de drogas que engolem cápsulas contendo alguns gramas da substância ilícita e as armazena no estômago enquanto viaja. Sabedoras disso elas procuram mover-se e assim embaçar a imagem, caso a pessoa se mova poderá “ganhar” uma revista íntima, digna de prisões de segurança máxima, o que não deve ser muito confortável.

A minha experiência foi um pouco assustadora. Menosprezei o alerta para retirada de TODOS os objetos metálicos e como estava com uma camiseta comprida a qual cobria o cinto, cuja fivela era de metal, passei pelo raio-x com ele. Resultado… ganhei uma revista pessoal, com direito a luva na policial e o aviso de que enfiaria a mão na minha calça. SUSTO! Levantei a blusa e mostrei o cinto, tirei-o, mas ainda assim a mulher veio enfiar a “mãozona” dela na minha calça… para minha sorte a calça estava folgada o suficiente para ela ver até meu pé (exagero meu!), mas ao menos ela se satisfez em só dar uma boa olhada e passar seus famigerados dedos no cós da roupa.

Enfim, moral da história: melhor não tentar dar uma de “espertinha” diante dessas máquinas ainda mais espertas, ou poderá passar por situação nada confortável.

 

 
1 comentário

Publicado por em 16/02/2012 em Aeroportos, Diário de Viagem

 

Tags: , ,

AEROPORTO INTERNACIONAL JOHN FITZGERALD KENNEDY (JFK) E A IMIGRAÇÃO

Em franca contraposição ao constatado no Rio de Janeiro, ao chegarmos ao aeroporto JFK em Nova Iorque, algumas horas depois, encontramos um aeroporto enorme e em ampliação. Totalmente adaptado às condições de segurança impostas pelo governo norte-americano e de uma amabilidade incrível.

A imigração é composta quase que unanimemente por homens, mais velhos, todos com cara de bravo, mas que estão abertos a sorrisos, cordialidade e entendem a importância do estrangeiro em sua terra.

Tudo o que dizem sobre a imigração americana deve ser verdade, mas é muito menos amedrontador do que desenham. É óbvio que as minhas impressões decorrem de uma situação muito específica. Viajar em família, de férias e com a documentação regular é bem mais seguro e reconfortante do que administrar condições de instabilidade.

Dica: Se estiver em família, ou acompanhado por quem quer que seja, mesmo que por pessoa que não tenha mesmo sobrenome, vá acompanhado ao guichê. É interessante mostrar que está em grupo e não sozinho disposto a um “tudo ou nada”. E não se preocupe, apresente sua documentação, ele lhe perguntará a razão da viagem, responda (“vacations”, “studies”, “work”, ou qualquer razão que o esteja levando à terra do “tio Sam”), ele pedirá suas digitais num painel eletrônico e depois tirará uma foto sua. Tudo na maior tranquilidade!

No meu caso, em especial, o agente foi bem simpático e amistosamente puxou assunto. Falou algumas palavras em português e, em inglês, explicou que a faculdade de sua esposa havia ofertado o idioma por seis meses e que ela havia gostado tanto que o fez por um ano. Seria irrelevante contar este fato aqui se não fosse pelo casuísmo de uma faculdade americana ofertar português como uma das matérias, coisa até pouco tempo difícil de se imaginar, mais difícil seria imaginar que haveria interesse entre os americanos.

Sou do tempo em que o mundo achava que o Brasil se resumia a uma enorme aldeia, onde todos vestiam-se e se comportavam como índios. Onde o fato de um brasileiro expressar-se no idioma dele era encarado como algo incrível, pois eles dificilmente saberiam algo além do inglês materno, ou, no máximo, o espanhol da comunidade latina e muito difundido pelas ruas.

Achavam que Buenos Aires era a capital brasileira, e ainda que hoje não saibam ao certo que a capital é Brasília, ao menos reconhecem São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia como paraísos brasileiros.

O Brasil está na moda!

 
1 comentário

Publicado por em 13/02/2012 em Aeroportos, Diário de Viagem

 

Tags: , ,

AEROPORTO INTERNACIONAL TOM JOBIM

Interessante relatar as experiências nos aeroportos pelos quais passei desde o início da viagem.

Quanto ao Aeroporto Internacional Tom Jobim – Galeão -, no Rio de Janeiro, este conta com um fluxo intenso de aeronaves e passageiros. Nada comparado ao nosso modesto Zumbi dos Palmares. No entanto, sua estrutura é péssima. Sem mencionar o conhecido problema com transporte público, em especial os táxis, no entanto, ater-me-ei apenas ao que pude constatar.

Não foram poucos os descasos constatados, desde a péssima condição de conservação e higiene dos banheiros, até a absurda situação de nos depararmos inesperadamente com uma enorme lata de lixo bem no meio de uma passagem porque esta está sendo usada para aparar as gotas que caem do teto com infiltração.

Pois é, caro leitor. O país da Copa e das Olimpíadas tem muito a fazer e a se ajustar. Engana-se quem pensa que por se tratar de momento de festa e confraternização universal o consumidor será menos exigente, não mesmo! O Brasil ainda está se firmando e não pode perder a oportunidade de mostrar-se preparado para quaisquer disputas com as grandes potências.

Opinião minha: O Brasil já tem problemas demais a serem resolvidos com o povo brasileiro para pensar em ser respeitado internacionalmente. Um país que admite que ainda haja crianças nas ruas, homicídios em níveis chocantes, analfabetismo crítico, falta de transporte, saúde, saneamento, educação, segurança e todo o resto – ainda que em condições básicas -, não tem o respeito nem de seus compatriotas, que dirá do mundo. Há coisas,, que jamais poderão ser maquiadas.

Ressalto ainda que no embarque para os Estados Unidos fomos surpreendidos por um batalhão de funcionários da companhia aérea com detectores de metal à porta da aeronave. Já havíamos passado pela esteira e pela porta, como em todo embarque, procedimento necessário para ter acesso à sala, mas parece que o procedimento de maior segurança tem sido uma constante em voos com destino aos EUA.

 

 
1 comentário

Publicado por em 12/02/2012 em Aeroportos, Diário de Viagem

 

Tags: ,

AEROPORTO INTERNACIONAL ZUMBI DOS PALMARES

Interessante relatar as experiências nos aeroportos pelos quais passei desde o início da viagem.

Partimos do nosso pequeno e aconchegante Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Nome imponente para um aeroporto com tão pouco fluxo. Construído há alguns anos e com a promessa de viabilizar o incremento do turismo alagoano, mas que, por muito pouco, não é considerado mais um “elefante branco”.

Longe de mim tecer quaisquer críticas ao nosso pequeno e imponente aeroporto internacional. Afinal, é o conforto dele que recebe e despede-se dos viajantes pelos ares afora.

Alagoas sempre teve mesmo um quê de megalomania, todavia, o aeroporto era algo de que realmente precisávamos e do qual devemos nos orgulhar, ainda que sua utilização esteja tão aquém de suas possibilidades.

Enfim, o Zumbi dos Palmares está em ótimas condições de operacionalidade, ao menos aparentemente, se considerarmos que sua utilização é, ainda, bastante limitada. Falta-lhe free shop, afinal, aeroporto internacional que se preze mantém o espaço destinado ao comércio livre de taxação.

Também faltam opções para alimentação dentro da sala de embarque, pois a restrição de opções, além de encarecer ainda mais o serviço que por si já é custoso, também acarreta em filas consideráveis, lembrando que quem está aguardando voo nem sempre tem tempo a perder em filas.

Obs.: O que mencionei sobre o free shop, esclareço que, sei por conta de viagens anteriores, pois a que fiz desta vez era voo doméstico, meu destino: Rio de Janeiro. Não havia voo direto entre Alagoas e Estados Unidos. Mesmo o aeroporto sendo internacional as rotas entre países são muito poucas, normalmente apenas voos charters.

Dica: Não esquecer de pedir para a atendente computar suas milhagens no ato do check-in, e em todos os demais check-ins feitos pelo mesmo grupo aéreo.

Dica 2: Sempre que fizer viagens de avião procure dar preferência a roupas mais confortáveis e não esqueça um agasalho. Procure evitar roupas que precisem de cinto e possuam detalhes metálicos, uma vez que é possível que sempre que se submeter à esteira e à porta de detecção de metais possa haver transtorno. Também não é aconselhável o uso de botas, pois, provavelmente, será requisitado que as retire para revista.

Dica 3: Não é permitido o embarque em bagagem de mão de material cortante, pontiagudo, ou de líquidos em quantidade superior à 100mL (ainda que em diversos frascos), e em quantidade inferior apenas se devidamente embalado em saco plástico.

 

Mais sobre o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares no Blog de Maikel Marques.

 
1 comentário

Publicado por em 12/02/2012 em Aeroportos, Diário de Viagem

 

Tags: , ,