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Dossiê Herzog

08 nov

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Diferente da obra de Audalio Dantas, o livro de Fernando Jordão tem a proximidade temporal como atrativo para a sua obra. Jordão foi um grande amigo de Herzog, estiveram juntos em Londres trabalhando para a BBC, foram colegas em outras redações.

Enquanto Audalio foi uma testemunha institucional, principalmente na condição de presidente do sindicatos dos jornalistas de SP quando do assassinato de Vlado, Jordão foi colega, amigo, companheiro. Tão ameaçado quanto Vlado pela forças “revolucionárias democráticas”.

Este livro foi publicado em 1979 e naquele momento foi um ato de coragem e rebeldia. Os livros que li sobre Vlado me fizeram admirar o homem que não cedeu, mas muito mais admiro os sobreviventes, aqueles que lutaram pelo fim da censura, das torturas e dos segredos dos porões militares.

Precisamos nos alimentar de informações, todas elas, pois se não queremos uma ditadura militar, também não queremos uma ditadura de esquerda. Conhecer nossa história e a do mundo, nos fortalece no entendimento da tolerância, dos argumentos, da solidez do debate de ideias e do respeito aos contrários, pois a liberdade deles atestará que continuo firme no propósito de lutar por liberdades para todos.

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Publicado por em 08/11/2015 em Uncategorized

 

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