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Feliz 2014, para quem?

07 jan

Publicado no Portal Cada Minuto

O novo ano começou, com ele, a exemplo do que ocorre sempre às segundas-feiras, novos projetos são postos em prática, promessas são feitas e o “primeiro passo” é dado. Assim como vemos análises sobre o futuro, sobre o passado e até sobre o presente, encontramos pessoas sensatas que alertam para a necessidade de mudança de comportamento, de valores e de postura pessoal para que mudanças mais contundentes alcancem sucesso.

Tudo verdade e tudo muito válido, mas que diferença há de fazer um dia a mais, uma quarta-feira a mais, uma virada de ano? Por mais que o clima geral seja de esperança e otimismo, o que há de diferente realmente?

Nas ruas continuamos com medo, em casa os filhos continuam desrespeitando e afrontando os pais, crianças tratam os mais velhos como coleguinhas, não sabem o que significa um “não” e têm se tornado cada vez mais perigosos. Sem educação de qualidade – nem em casa e nem na escola – os antigos “pitboys” deram lugar aos costumeiros playboys, mas que além de se valerem do dinheiro e da força física, também contam com carros caros e potentes, família rica e pais cúmplices. Quem é você, caro leitor, nessa sociedade?

Caso tenha resolvido parar de ler por aqui, bem, já sei quem é você, mas se resolveu continuar é porque ainda que seja mais desses que só se proliferam, entende que é chegada a hora da mudança de comportamento (passou da hora!).

Quando falhamos no nosso papel de educadores, o Estado exerce seu papel punitivo, não há como evitar – aliás, há sim como evitar, mas, por favor, não me forcem a tecer comentários sobre os bandidos que patrocinam e viabilizam a corrupção no Judiciário. Afinal, há mesmo quem ache que “bandido bom é bandido morto”, mas desde que o bandido seja o preto, pobre, marginalizado e morador de rua ou de grota.

Mas e o que você fez no ano passado e nos demais anos que se passaram para almejar um ano de 2014 melhor? Você respeitou as normas de trânsito, respeitou filas em estabelecimentos comerciais, tratou com urbanidade e cortesia não só os conhecidos, mas também os desconhecidos e, principalmente, os mais humildes? Por falar em humildade, você foi solidário, praticou o nobre exercício de se colocar no lugar dos outros, tentou ter paciência? Tratou as crianças com carinho, respeito e firmeza?

Pois é, caro leitor, difícil imaginar um 2014 realmente novo se você continua “velho”, se você acha que o pobre que rouba para alimentar vícios merece ser linchado na rua, merece ser morto por justiceiros. Pior, se você acha que o político que está no poder agora não presta e acredita piamente que o político “amigo” – aquele do “tapinha nas costas” – será melhor porque lhe prometeu um emprego que você nem precisará comparecer. Se você acha que está tudo bem na Assembleia Legislativa de Alagoas e pretende reeleger um dos que sempre contribuíram para enlameá-la – porque o “moço” é amigo da família – bem, não dá para conversar.

Desejo mesmo um ótimo 2014, melhor que 2013, com pessoas mais críticas, mais dispostas, mais esclarecidas, mais dedicadas ao futuro, às crianças, à formação da sociedade alagoana, prontas a romper com as correntes do passado que só se repete e se perpetua.

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Publicado por em 07/01/2014 em CadaMinuto, opinião

 

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