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ALE pegando fogo e OAB assistindo de camarote

25 jul

Publicado no Portal Cada Minuto

Inspirada pelo recente “post” do colega de Portal Voney Malta (AQUI!), assim como por minha própria postagem sobre a inércia do Ministério Público frente às reiteradas denúncias sobre a documentação apresentada pelo Deputado JHC e que desnudam de forma contundente e avassaladora a farra com o dinheiro público praticada por deputados estaduais na Assembleia Legislativa desta nossa fustigada Alagoas, venho apresentar algumas considerações em relação à inércia de outros protagonistas sociais, além do MP, que, diga-se de passagem, resolveu instar a Mesa Diretora da Casa Tavares Bastos a se manifestar sobre os documentos apresentados por JHC.

Os desmandos são tantos que a mesa diretora daquela Casa acha-se no direito de tratar a coisa pública, proveniente dos impostos que pagamos e que deveria ser investida em escolas, hospitais, estradas, ciclovias, aparelhamento e viabilização de políticas públicas efetivas e eficientes, como se particular fosse.

Dia após dia pessoas ligadas a diversos deputados são identificadas dentre os beneficiários de pagamentos vultosos e injustificáveis. Ainda que estejam empregados de forma legal (o que também é questionado), ninguém sabe qual o real trabalho desempenhado e que ampara o recebimento de valores tão significativos, superando – e muito – o teto do funcionalismo daquela Casa.

A “cara de pau” dos senhores deputados estaduais já não espanta mais, a Casa Legislativa Alagoana não goza de prestígio junto à sociedade há muitos anos e só piorou desde o escândalo da operação taturana, a qual ainda resta infrutífera, já que ninguém foi realmente penalizado e os mais de R$ 300 milhões jamais foram recuperados.

O recente escândalo exposto pela imprensa tem chocado muito mais pela completa inércia dos principais protagonistas sociais, como: “entidade da sociedade civil organizada, partidos políticos, centrais sindicais e até mesmo [outros] deputados”, conforme dito pelo colega Malta.

Centrais sindicais e partidos políticos têm se mostrado movidos por interesses próprios há algum tempo, talvez por compromisso partidário têm se mantido afastados da denúncia, ou, simplesmente, por puro egoísmo político – não apoiando aquele que assumiu a responsabilidade de mostrar aos alagoanos “o quão pobre é a Casa e rica seus moradores”.

Comportamento que já é inaceitável, mas muito pior é á forma como a Ordem dos Advogados do Brasil tem se comportado, como se nada estivesse ocorrendo. Logo ela que possui tanta relevância nacional no combate à corrupção e na defesa da transparência dos atos e das contas públicas que se estranha a inércia com que encaram o presente escândalo legislativo.

A ALE, ao que parece, continua alheia ao momento histórico que o Brasil atravessa, e que jovens alagoanos têm tentado assimilar e repercutir, mas inadmissível é que no cenário alagoano, nossas instituições sociais também alheiem-se ao contexto atual, e optem por “assistir de camarote”.

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Publicado por em 25/07/2013 em CadaMinuto

 

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