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Arquivo mensal: julho 2013

O Papa pós-fim do mundo

Há alguns meses escrevi sobre as expectativas pela chegada do fim do mundo, pois é o fim chegou? Aos que não lembram, relembro. Calendários antigos, profecias e estudos astrológicos indicavam que o fim do mundo seria no dia 21 de dezembro de 2012.

Apesar de impressionada com tantas coincidências numerológicas, nunca acreditei que o mundo realmente viesse a acabar num cataclismo hollywoodiano. Àquele tempo, a exemplo de hoje, acredito que o período que vivíamos, e que ainda vivemos, seja de transição.

Estamos aprendendo a conviver e superar as drogas, as famílias estão tentando se reerguer e implantar valores mais sólidos. Jovens – pobres e ricos – são, cada vez mais, flagrados em atos ilícitos e são punidos por isso. Talvez os mais descrentes achem que só os pobres têm sido punidos, mas vejo que jovens ricos também o têm, ainda que em número bem menor, mas são mais apontados do que eram num passado recente.

Famílias que se degradam e chegam ao fundo do poço com crianças agredindo os mais velhos, jovens matando e esquartejando pais, causam cada vez mais repulsa e horror numa sociedade que se barbarizou ao perder seus valores morais para o império do consumismo e da moral invertida, a tal ponto que uma bermuda da moda vale mais que o pão de cada dia.

Continuo achando que o fim do mundo pregado há milênios não se referia a um fim físico – hecatombe – mas de energias, de forças… Estamos vendo impérios econômicos encarando estagnação – ou crescimentos irrelevantes –, ao passo em que assistimos ações sociais de solidariedade e filantropia cada vez mais em voga.

Está na moda ser solidário, doar brinquedos, roupas, remédios, órgãos e sangue. Adotar crianças de outras etnias, viajar pelo mundo para ajudar nações carentes e trazer nas malas experiências únicas e capazes de transformar empreendedores em empresários sustentáveis, ambiental e socialmente.

No esteio da sociedade atual, jovem e inovadora, a Igreja Católica resolveu dar uma chance ao Papa Bergoglio. Argentino e pautado pela caridade e pelo apoio aos mais pobres e humildes, a missão do Papa Francisco é levar seus valores para a administração do Vaticano a partir de suas ações e discursos generosos, políticos e de renovação carismática.

Evangelizar nunca foi tão prazeroso e pouco resistente. O carisma do mais improvável dos carismáticos – um argentino – impressiona até os mais cautelosos. Os incrédulos de plantão, assim como os “do contra” de carteirinha, se perdem no exagero das críticas à mídia que envolve as ações papais. Esqueceram-se que vira notícia aqueles que possuem relevância, carismas e altruísmo. Atos de benevolência, amor ao próximo, atenção e inspiração para comportamentos mais sociais, amistosos, compreensivos e de paciência não podem ser menosprezados, ainda que sua intenção fosse a pior possível – o que obviamente não é o caso.

A exemplo dos jovens – e os nem tão jovens – que tomaram as ruas recentemente, o Papa fez mais do que os críticos contumazes jamais conseguiram. O hoje e o futuro, assim como o passado, serão sempre daqueles que melhor se adaptarem a ele. Portanto, miremo-nos nos exemplos recentes, os exemplos pós-fim do mundo, pois eles nos indicam o mundo que está nascendo, eles nos oportunizam escolher o agente social que queremos ser.

 
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Publicado por em 29/07/2013 em CadaMinuto

 

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ALE pegando fogo e OAB assistindo de camarote

Publicado no Portal Cada Minuto

Inspirada pelo recente “post” do colega de Portal Voney Malta (AQUI!), assim como por minha própria postagem sobre a inércia do Ministério Público frente às reiteradas denúncias sobre a documentação apresentada pelo Deputado JHC e que desnudam de forma contundente e avassaladora a farra com o dinheiro público praticada por deputados estaduais na Assembleia Legislativa desta nossa fustigada Alagoas, venho apresentar algumas considerações em relação à inércia de outros protagonistas sociais, além do MP, que, diga-se de passagem, resolveu instar a Mesa Diretora da Casa Tavares Bastos a se manifestar sobre os documentos apresentados por JHC.

Os desmandos são tantos que a mesa diretora daquela Casa acha-se no direito de tratar a coisa pública, proveniente dos impostos que pagamos e que deveria ser investida em escolas, hospitais, estradas, ciclovias, aparelhamento e viabilização de políticas públicas efetivas e eficientes, como se particular fosse.

Dia após dia pessoas ligadas a diversos deputados são identificadas dentre os beneficiários de pagamentos vultosos e injustificáveis. Ainda que estejam empregados de forma legal (o que também é questionado), ninguém sabe qual o real trabalho desempenhado e que ampara o recebimento de valores tão significativos, superando – e muito – o teto do funcionalismo daquela Casa.

A “cara de pau” dos senhores deputados estaduais já não espanta mais, a Casa Legislativa Alagoana não goza de prestígio junto à sociedade há muitos anos e só piorou desde o escândalo da operação taturana, a qual ainda resta infrutífera, já que ninguém foi realmente penalizado e os mais de R$ 300 milhões jamais foram recuperados.

O recente escândalo exposto pela imprensa tem chocado muito mais pela completa inércia dos principais protagonistas sociais, como: “entidade da sociedade civil organizada, partidos políticos, centrais sindicais e até mesmo [outros] deputados”, conforme dito pelo colega Malta.

Centrais sindicais e partidos políticos têm se mostrado movidos por interesses próprios há algum tempo, talvez por compromisso partidário têm se mantido afastados da denúncia, ou, simplesmente, por puro egoísmo político – não apoiando aquele que assumiu a responsabilidade de mostrar aos alagoanos “o quão pobre é a Casa e rica seus moradores”.

Comportamento que já é inaceitável, mas muito pior é á forma como a Ordem dos Advogados do Brasil tem se comportado, como se nada estivesse ocorrendo. Logo ela que possui tanta relevância nacional no combate à corrupção e na defesa da transparência dos atos e das contas públicas que se estranha a inércia com que encaram o presente escândalo legislativo.

A ALE, ao que parece, continua alheia ao momento histórico que o Brasil atravessa, e que jovens alagoanos têm tentado assimilar e repercutir, mas inadmissível é que no cenário alagoano, nossas instituições sociais também alheiem-se ao contexto atual, e optem por “assistir de camarote”.

 
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Publicado por em 25/07/2013 em CadaMinuto

 

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Fofocas não agregam, mantenha o foco

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Dia desses publiquei aqui uma frase que é atribuída à Madre Tereza “Quem julga as pessoas não tem tempo de amá-las.”

Coincidentemente, nos últimos dias tenho ouvido tantas histórias de fofocas políticas inacreditáveis que sequer deveria comentar aqui com vocês, mas minha chateação é a forma como fofocas são displicentemente disseminadas como uma doença contagiosa…

Normalmente a “estória” tem conotação sexual… A mulher é quenga, “chegou onde está por seus favores lascivos…” O homem é viado, “apesar de ter tanto sucesso, é um gay enrustido…”

Ainda mais revoltante é que a mulher nunca tem competência, sempre – em algum momento de sua história profissional – submeteu-se ao “sofá” de alguém para alcançar o que quer que tenha sido.

E, pior, se não tiver alcançado coisa alguma, a “desculpa” é a mesma: “é quenga, não se dá valor…”

Salientando-se as raras exceções onde as fofocas são mesmo verdades, o fato é que se gasta muito tempo a falar da vida alheia e a julgá-la como se não tivesse seus próprios segredos inconfessáveis…

Custa nada manter o foco, procurar ajudar e contribuir para um amanhã melhor…

Bom dia, amigos!

 
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Publicado por em 23/07/2013 em Facebook

 

Trilha sonora de uma vida: JQuest

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Aos 11 anos passei 1 mês no Rio de Janeiro, morando num apartamento na Av. Princesa Isabel (Leme), quando senti, pela primeira vez, a “alagoanidade” que me acompanharia por toda a vida…

Num elevador senti vergonha por ser da “terra do Collor [na verdade, carioca] e do PC”, na época recém expulsos do poder!

Desde então que tudo “me doi”… Se elegemos Renan, se elegemos Collor, se reelegemos petistas, se perdemos a copa do mundo, se o flamengo perde pro Vasco… Tudo é motivo!

E hoje, mais uma vez… Acabei de chegar do show do JQuest. A banda foi a trilha sonora de toda as fases da minha vida…

Ja fui dormir cantando “vento traz você de novo…” rezando a Deus que me trouxesse a melhor amiga que perdi eternamente ainda no início da adolescência…

Ja mandei por SMS a música “So Hoje” para aquele que acreditei ser o homem da minha vida…

Ja cantei dirigindo e chorando para “encontrar alguém que me dê amor”…

Escrevo, rescrevo, penso, esperneio, grito e passo os dias: “Vivendo e esperando dias melhores, (…) dias em que seremos para sempre…”

Mas o que me emocionou mesmo foi Flausino mencionar o momento histórico em que vamos às ruas para pedir por mudança e ele dizer “eu não poderia deixar de passar por Maceió e por Alagoas sem mencionar isso… Principalmente aqui, não poderia”!

Verdade, Flausino não poderia passar pela terra dos marechais e não mencionar o momento histórico… E eu não poderia deixar de me emocionar com as palavras do cantor que pouco sabe sobre nós e esse pouco é tão suficiente que, realmente, passar por Alagoas e não mencionar a força do povo na resistência contra os feudos modernos, o coronelismo atual e o latifúndio que permanece, seria alienação, seria inapropriado, seria…. Conveniente!

Boa noite, amigos!!

Desejemos “dias melhores”…

 
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Publicado por em 20/07/2013 em Facebook

 

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A idade chega para todos…

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Lembro de quando, ainda pequena, ia ao supermercado com minha mãe e ela cumprimentava alguém, me apresentava, a pessoa me dizia que eu era exatamente igual à minha mãe na minha idade, e mainha explicava que aquela era uma pessoa amiga desde a infância…

Não conseguia entender como elas se reconheciam, não conseguia imaginar nem minha mãe e nem o tal conhecido na infância…

Hoje é aniversário de meu pai, e no primeiro telefonema que recebeu disse: “pois é… Meia cinco [65 anos]… Quem diria?! Jamais imaginei chegar a essa idade”!!

E é assim mesmo… Não imaginamos como as pessoas eram quando tinham a nossa idade, e nem nos imaginamos em idade mais avançada.

Mas o mais legal são as histórias, as amizades e os momentos que colecionamos…

Meu pai hoje aniversaria, com a idade nova vem ainda mais admiração, respeito e amor…

E, claro, desculpas para sair da dieta, porque Dona Janilda (minha mãe) caprichou no jantar!!

Boa noite, amigos!

 
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Publicado por em 18/07/2013 em Facebook

 

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Não queria investigar? Cadê o MP?

Publicado no Portal Cada Minuto

A imprensa desmonta um novo esquema “Taturana” e o MP mantem-se alheio

Que em Alagoas tudo demora mais a acontecer, a chegar e a mudar, já não é nenhuma surpresa. Nem para alagoanos e nem para brasileiros. Mas o MP outrora tão combativo e atuante parece ter adormecido enquanto o “gigante acordava”.

Tudo começou com o aumento de passagens de ônibus nas principais capitais do Brasil, e de repente as ruas foram tomadas por diversas pessoas, diversas pautas e muita consciência de que o povo é capaz de apontar os rumos que deseja para a nação.

Dentre as reivindicações sociais adotadas pelas manifestações populares espontâneas estava a rejeição à PEC 37. Proposta de Emenda à Constituição Federal que visava delimitar claramente a atuação do Ministério Púbico, deixando à polícia o poder-dever de investigar.

Decerto que o esclarecimento e a luta encampada por promotores e procuradores de justiça em todo o país, às vésperas do marcante junho, contribuíram sobremaneira para que a população encarasse a PEC 37 como inimiga da sociedade e do combate à corrupção. Isto porque a sociedade vê no MP uma instituição idônea, corajosa e capaz de afrontar políticos e empresários que por toda a vida dispuseram da “coisa pública” como se particular fosse.

Em Alagoas a sensação é a mesma. O MP assumiu protagonismo nas principais e mais marcantes operações. Ao lado da 17ª Vara Criminal, o Gecoc (Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público Estadual) chamou para si a responsabilidade e resolveu combater as organizações criminosas, inaugurando, inclusive, uma nova – e muito controversa – situação jurídica no Brasil. Polêmicas à parte, o MP atuava.

Entretanto, este mesmo MP – o estadual – que foi às ruas, contagiou o povo e lutou contra a PEC 37 parece não estar tão disposto assim a investigar.

No início deste mês de julho – no auge das manifestações populares e das mudanças legislativas impetradas pela opinião pública –, o Deputado “pedra no sapato” JHC divulgou à imprensa os extratos das contas da Assembleia Legislativa Alagoana do ano de 2011 – conseguidos através da Caixa Econômica Federal e apenas mediante determinação judicial.

Em análise inicial, estimava-se que os pagamentos suspeitos poderiam alcançar o montante de R$ 4 milhões, mas, depois de mais alguns dias de análise, a própria imprensa, aos poucos, tem demonstrado que os pagamentos suspeitos alcançam cifras muito maiores.

Notem que a investigação provocada por um parlamentar tem sido desenrolada pela própria imprensa e não pelo MP, aquele que foi às ruas pela prerrogativa de investigar.

Vale ressaltar que as atuais denúncias são desdobramentos de outra.

Em dezembro de 2011, o mesmo Deputado “pedra no sapato” apresentou denúncias seriíssimas contra a Mesa Diretora da ALE – a mesma até hoje. João Henrique Caldas informou à imprensa e à sociedade que na ALE havia pagamentos extraordinários, injustificáveis, imorais e não declarados – as famigeradas GDEs (Gratificação por Dedicação Excepcional). Enviou toda a documentação conseguida para o MP, mas este até hoje não se manifestou. Não quer investigar?

Aparentemente os deputados que compõem a Mesa Diretora da ALE não temem o MP, inclusive “se põe à disposição do Ministério Público Estadual – em relação ao qual deposita toda confiança no esclarecimento dos fatos que vêm sendo expostos à opinião pública (…)”.

Aliás, sempre que denúncias contra a Assembleia Legislativa Alagoana surgem, parece natural que o MP esquive-se de sua almejada atribuição. Investigar? Ora, “é necessário que o deputado esclareça as denúncias…”, disse alguém que quer muito investigar, mas parece preferir escolher o alvo.

Que o MP investigue. Faça o que tanto quis fazer. De repente para os Procuradores de Justiça os deputados abrem as contas, porque para o colega foi necessária determinação judicial…

Transparência, onde? Ah, só na nota oficial “A Mesa Diretora reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência”.

 

Veja mais AQUI!

 
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Publicado por em 15/07/2013 em CadaMinuto

 

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Ato Médico, desmistifique-o

Publicado no Portal Cada Minuto

E você, caro leitor, já tem sua opinião sobre o ato médico?

Antes que se antecipe em considerações, argumentos ou discussões parciais e conquistadas a título de influência dos que nunca souberam o que diziam e/ou o que pensavam, leia um pouco mais.

Para surpresa geral e indignação de uma nação, venho dizer que após leitura do ato médico, conclui que NADA, exatamente NADA há de polêmico na Lei que quando sancionada deverá regulamentar o ofício da medicina no Brasil.

Pois é, o Ato Médico é o apelido dado para projetos de lei, em tramitação há mais de uma década, aprovados na Câmara e no Senado e que já estão, em texto único, à disposição da presidente Dilma Rousseff para sanção ou veto, e que visa regulamentar o exercício da medicina no Brasil, que, por incrível que pareça, nunca houve normatização.

A proposta legislativa tornou-se objeto de grande discussão em face da recente onda de protestos no país, e conta com grande apoio popular para que seja vetado pela Presidente.

Curiosa pelo debate, fui estudar um pouco mais o assunto e me deparei com um texto de lei curto e claro, salvo por algumas expressões próprias da área da saúde, mesmo o mais leigo dos leitores é capaz de entender que não há polêmicas.

[Sou advogada e sei o quão importante é para a minha profissão o Estatuto da OAB, lei que prevê direitos e obrigações para advogados, o que reflete diretamente na sociedade e no serviço que lhes é ofertado por profissionais da advocacia.

O advogado só passa a sê-lo quando aprovado no Exame da Ordem, prova muito criticada e que na verdade deveria ser modelo para as demais profissões, assegurando à sociedade o que o Ministério da Educação não consegue assegurar (por razões que não valem a citação), que é a qualidade do profissional recém-formado nas mais diversas faculdades do país.]

Voltando ao Ato Médico tem-se que a polêmica reside na resistência dos demais profissionais de saúde – que não os médicos – em aceitarem a regulamentação legal da profissão médica.

Quem é o médico? Segundo o dicionário da língua portuguesa, do latim medicus, “s. m.1. [Medicina] Pessoa que exerce medicina”. A medicina, por sua vez, vem do latim medicina, -ae, medicina, remédio, mezinha), “s. f. 1. Ciência de debelar ou atenuar as doenças. 2. Sistema médico. 3. Remédio, mezinha”. E medicar? Ora, é justamente receitar, determinar medicação.

Acredito que as palavras por si são claras. O texto do Ato Médico também é claro, recomendo sua leitura aqui [http://www.senado.gov.br/noticias/agencia/quadros/qd_373.html].

Ficam definidos como atos privativos do médico, por exemplo, o diagnóstico da doença e a respectiva prescrição terapêutica e a indicação e realização de cirurgias e procedimentos invasivos. Esses procedimentos, segundo o texto, são a invasão da derme e epiderme com uso de produtos químicos ou abrasivos; invasão da pele que atinja o tecido subcutâneo para injeção, sucção, punção, drenagem ou instilação; ou ainda invasão dos orifícios naturais do corpo, atingindo órgãos internos.

Aí vem a polêmica trazida por tatuadores e acupunturistas. A meu ver não procede a preocupação. O texto me parece lógico quanto ao “nível do invasivo”. Ora, ambos os procedimentos são superficiais.

Sobre a acupuntura vale ressalvar que recentemente o Supremo Tribunal Federal manteve decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que “concluiu que o exercício da atividade de acupuntura por psicólogos não poderia ser regulamentado por meio de resolução, e sim por lei”. Esclarecendo que “a profissão de psicólogo é regulamentada pela Lei 4.119/1962, que estabeleceu como funções do profissional fazer diagnóstico psicológico, e não diagnóstico clínico”.

Sobre a tatuagem, a meu ver é mesmo bom procurar um médico antes, afinal é possível ter problemas de cicatrização ou de alergia. Prevenir nunca fez mal.

Voltando ao ato, acerca das atividades de saúde, além das desempenhadas privativamente por médicos, a lei esclarece “não são privativos do médico os diagnósticos funcional, cinésio-funcional, psicológico, nutricional e ambiental, e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial e perceptocognitiva”. Restando claro que não há limitação da atuação de fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, ou quaisquer outros profissionais.

E mais, “o disposto neste artigo [das atividades privativas do médico] será aplicado de forma que sejam resguardadas as competências próprias das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional, técnico e tecnólogo de radiologia”.

Do meu ponto de vista a letra do Ato Médico é clara. Devem ser privativas do médico as ações que tenham o condão de alterar profundamente a condição de saúde do paciente, os tratamentos mais invasivos e incisivos, procurando, assim, preservar a saúde do paciente e deixando clara a natureza do serviço médico.

Assim, antes de embarcar em modismos, interessante se faz analisar a intenção do legislador, e se sua profissão não conta com a mesma legislação, em vez de rebelar-se contra os Conselhos e entidades de classe que emplacam suas bandeiras, deveriam fazer os seus próprios conselhos representativos conseguirem o mesmo.

Interessante é que a lei não prevê deveres, direitos e garantias aos médicos, não lhes assegura condições mínimas de trabalho e nem o reconhecimento por seus serviços, que são essenciais, e mais que isso, são de natureza vital para o ser humano.

Defender a vinda de médicos estrangeiros para o Brasil é de um simplismo ímpar, lutar por valorização dos médicos brasileiros e por mais, melhores e bem equipados hospitais é muito mais difícil, né?! Bem, mas isso é assunto para outro texto…

 
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Publicado por em 03/07/2013 em CadaMinuto

 

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