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Arquivo mensal: junho 2013

Frases da Semana

O “FRASES DA SEMANA” traz um “revival” dos cartazes que mais me chamaram atenção nesse último mês marcado por manifestações e mudanças…

Facebook de Rafael Maynart

Facebook de Rafael Maynart

Manifestações pelo Brasil

“Quando injustiça se torna rotina, revolução se torna dever”.

“Paz sem voz não é paz é medo”.

“Balas de borracha não apagam a verdade”.

“Baixa os impostos, não tá dando nem para comprar uma calça de R$ 300,00 para uma jovem de 16 anos”.

“Se é perigoso andar sem cinto no carro, por que temos que andar em pé no ônibus?”

“Queremos o último episódio de Caverna do Dragão!”

“Na Arábia Saudita os ladrões são amputados, no Brasil são deputados.”

“Queremos cura para a fome”.

“Dilma chama a educação de Neymar e investe nela”.

“Revolução na sua mente. Você pode, você faz.”

“Quantas escolas valem um maracanã?”

“A consciência do povo daqui, é o medo dos homens de lá”.

“Ou para a roubalheira, ou paramos o Brasil”.

“Bem vindo à copa das manifestações”.

“The Alckmin dead”.

“Não PEC, amém”.

“Minha carta de Hogwarts não chegou, mas cansei de ser trouxa”.

“Brasil nas olimpíadas: campeão dos saltos orçamentais”.

Manifestações em Penedo

“Festas não me compram”.

“Não estamos parados, não queremos coletivos sucateados”.

“Da rua saio não, queremos saúde e educação”.

“Chega de blá, blá, blá… o professor vale mais que o Neymar”.

Manifestações em Maceió

“Só pago 2,85 por serviço de TELEtransporte”.

“A PEC que pariu”.

“Cadê Bárbara Regina?”

 
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Publicado por em 28/06/2013 em Frases da Semana

 

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Quem é burro mesmo?

Dilma não é burra, nunca foi! Escolhida por Lula para suceder-lhe, Dilma assumiu esse país com a missão primeira de dar continuidade às políticas de Lula…

Por serem pessoas diferentes e com perfis diferentes, assim como pelo fato de a conjuntura política, social e econômica serem diferentes, as coisas não estão exatamente como se esperava…

Mas burro? Ah, de burro só o povo mesmo!!

O povo que reclama das manifestações, que reclama da classe media, que reclama que não são os pobres que estão nas ruas, que reclama porque quem tomou as ruas nunca o fez antes, que reclama porque faltam reivindicações, que reclamam porque são “coxinhas”…

Ora, amigos, parem de reclamar, parem de despeito!! Recuperem suas antigas pautas e tragam para a atualidade… Ir para as ruas não é ser contra a presidenta ou os partidos, não é ser contra o passado e a favor do futuro… É, simplesmente, indignar-se e reverberar! É ser jovem, mesmo com muita idade! É ver-se pertencer a uma massa que não quer ser modelável!

E antes que as reclamações recaiam sobre a superficialidade das manifestações… Vai lá, faz melhor e inspire reivindicações novas!!!

 
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Publicado por em 26/06/2013 em Facebook

 

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#VemPraRuaPenedo Jovens sabem muito bem o que querem

Publicado no Portal Cada Minuto

Da rua não saio, não. Quero investimento em saúde e educação”.

Penedo entrou na onda dos manifestos, mas muito mais do que meros surfistas das onda da web ou das modinhas virtuais, os penedenses deram um show na reivindicação de seus direitos.

Cônscios do papel de cidadãos vanguardistas que os jovens possuem em sua comunidade, eles tomaram as ruas da histórica Penedo para cobrar melhorias não só no transporte público – “não estamos parados, não queremos coletivos sucateados” -, mas também na cidade, na educação e na saúde.

Cerca de 200 meninos, meninas, jovens e trabalhadores optaram por ignorar o jogo do Brasil (em Fortaleza, contra a seleção do México, pela Copa das Confederações) para protestarem nas ruas da cidade. Com gritos de “chega de blá blá blá, o professor vale mais que o Neymar”, aqueles jovens mostraram que “o país do futebol” está amadurecendo e voltando sua atenção (e seus valores – “festas não me compram”) para aqueles que realmente importam: “o futuro da nação”.

“Orgulhosos de serem brasileiros”, entoaram o Hino Nacional unidos, de mãos dados, em frente à prefeitura municipal e pedindo valorização aos seus professores, novas contratações e capacitação adequada. Aqueles meninos estavam (e estão) realmente preocupados com seu futuro, com a qualidade de seus estudos, e entenderam que a qualidade de sua formação passa, necessariamente, pela qualidade e dedicação do professor.

Esse alunos são diferenciados, mas o mais importante, são realistas, sabem o que querem do futuro e não querem ter que abandonar sua cidade para estudar e trabalhar. Pediram melhor educação, mais cursos superiores, maior valorização de seus professores e suas instituições de ensino, mas, principalmente, pediram a valorização de sua cidade, com geração de emprego, renda e desenvolvimento – não esqueceram da cultura e lazer.

Se a gente gritar eles ouvem!” Chamaram à responsabilidade o Deputado Federal, e ex-prefeito da cidade, Alexandre Toledo e o governador Teotônio Vilela, companheiros de estratégias políticas e eleitorais, e pediram-lhes mais investimento na cidade, em especial à saúde, às UPAs.

Por meio de cartazes alertaram “quando seus filhos adoecerem, leve para o estado”. Em meio aos jovens, além de professores, havia também trabalhadores da saúde. Estavam engrossando o coro por melhores condições de trabalho, reclamaram das cobranças por qualidade quando muitas vezes lhes faltavam material básico.

A passeata que começou na entrada da cidades, aos pés do Bom Jesus dos Navegantes, como que pedindo benção aos ousados jovens que tiveram a coragem de disputar a atenção da tradicional sociedade penedense com o jogo da seleção brasileira, parece ter conseguido as bençãos e os incentivos necessários. No caminho ganharam maior adesão, a polícia ajudou a controlar o tráfego e acompanhou todo o trajeto, assegurando que os jovens não seriam interrompidos.

Apesar da descrença de alguns espectadores quanto aos rumos daquela passeata juvenil, o que se viu foi pacifismo, paciência, entusiasmo, esperança e, principalmente, coerência.

Em frente à prefeitura, mais uma demonstração de que não eram meros surfistas de redes sociais, mas jovens dispostos a cobrar pelas promessas que políticos eleitos fazem recorrentemente. Não pediram “a cabeça” do prefeito, apenas lembram-no das promessas.

O gigante acordou, e o gigante é jovem, disposto e coerente. O gigante quer melhor educação, quer melhor saúde, quer melhor transporte e quer, acima de tudo, uma melhor cidade.

E se você, caro leitor, está pensando que esse texto é demais para uma “cidade pequena? pequena é sua mentalidade”.

Parabéns, penedenses!!

 
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Publicado por em 20/06/2013 em CadaMinuto

 

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3 anos depois: novas cidades, velhos problemas.

Publicado no Portal Cada Minuto

Há dois anos um grupo de blogueiros esteve em algumas das cidades atingidas pelas enchentes de 2010. Cerca de 19 municípios foram atingidos pela enxurrada provocada pelas fortes chuvas que elevaram a níveis catastróficos a vazão da água dos rios mundaú e paraíba ocasionando um dos piores desastres naturais que se tem notícia em Alagoas.

Cheias, fortes chuvas e desastres não são novidades no nordeste e em vários outros estados brasileiros, principalmente na época das chuvas, já que inverno por essas bandas não é estação que facilmente se identifique.

Em 2010 a enxurrada arrastou tudo o que viu pela frente: casas, lojas, prédios públicos, bibliotecas, correios, lotéricas, postos de saúde, escolas, tudo. Pessoas foram arrastadas, perderam-se e foram encontradas milhares de quilômetros de distância de casa, outros nunca foram encontrados. Alguns com vida e ao menos 27 mortos.

A mobilização local, regional e nacional foi incrível, doações vieram de todos os lugares do país e do mundo. Barracas holandesas foram doadas aos desabrigados para que pudessem aguardar por suas novas residências prometidas pelo poder público ao abrigo do sol e da chuva.

O tempo passou e, 1 ano depois, um grupo de blogueiros despretensiosamente resolveu visitar alguns acampamentos para ver como viviam os flagelados de um dos maiores desastres que Alagoas já enfrentou.

Os bolsões de miséria que foram identificadas naqueles acampamentos, haviam se transformado em alvos fortes para bandidos e traficantes. Crianças não tinham escola e nem lazer de qualidade, adultos não tinham emprego, qualificação e nem esperança. Nos municípios em que a situação dos acampamentos era pior as necessidades eram básicas: água limpa, comida, banheiro. Já nos municípios onde os acampamentos eram mais bem arrumados e orientados pelo governo municipal, as necessidades eram individuais, de: privacidade, identidade, propriedade, guarda familiar e independência.

Nasceu a campanha virtual #UmAnoEnchentesAL com a única intenção de dar visibilidade e chamar a atenção da sociedade para as condições como viviam homens, mulheres, crianças e idosos naqueles acampamentos tão generosamente montados com o apoio holandês.

A mobilização obteve sucesso, respeitando intervalos regulares, cada um dos blogueiros publicou sua impressão sobre a viagem, as pessoas, a infraestrutura, a surpresa, o caos e o abandono. Por semanas aquelas pessoas não caíram no esquecimento, até que a produção do Fantástico (Rede Globo), alguns meses depois, esteve nos mesmos acampamentos e constataram o que não tivemos coragem de dizer: pareciam viver num campo de refugiados.

O choque provocado pela imprensa profissional e maior meio de comunicação do Brasil fez com que ações mais efetivas fossem adotadas. Um termo de ajustamento de conduta foi firmado entre governo estadual, municípios, Caixa Econômica Federal, Ministério Público e os moradores para que as casas fossem entregues num novo prazo.

A partir de então ações cada vez mais midiáticas foram adotadas. Primeiro para tirar aquelas pessoas das lonas holandesas, onde viviam na sujeira, lama e calor, a depender do clima, mas sem qualquer conforto, individualidade ou decência. Depois o problema foram os cadastrados, listas confusas e erradas eram rebatidas e refeitas, até que mais casas iam sendo entregues.

A cada solenidade de entrega de casas mais e mais políticos apareciam para se vangloriar do momento e parecerem – aos olhos dos humildes eleitores beneficiados – beneméritos generosos e solidários.

Nesta segunda-feira (17) mais um ano se completa desde o desastre. Aqueles que perderam suas vidas, as de familiares e amigos não tiveram o que receber de volta. O desastre foi fatal e impossível de remediar. Os danos materiais sofridos pelos pobres e desvalidos foram – como deviam ser – suplantados pelo estado naquilo que era possível.

Mas três anos depois da tragédia de 2010, muitos alagoanos continuam sem documentos, sem identidade, sem história. Valendo-se de água de péssima qualidade, em meio ao lixo que se acumula. Os anseios por casas estão “quase” completamente satisfeitos, mas muitos ainda não receberam seus imóveis.

Os comerciantes continuam sem seus pontos comerciais, os empregos sumiram, a renda estagnou e os bolsões de miséria só mudaram de lugar – saíram das lonas e estão em planícies metodicamente organizadas, como se ali vivessem “soldadinhos idênticos de chumbo” e não uma sociedade que vivia a seu modo daquilo que produzia.

Se o governo estadual se vangloria hoje de ser o estado com o maior avanço no projeto de reconstrução dos municípios devastados, deveria reservar espaço proporcional em sua propaganda institucional ao tamanho da importância que o Programa Fantástico (Rede Globo) teve ao despertar todo o país para as mazelas que acometiam aqueles flagelados, os mesmos que o Brasil mobilizado ajudou a superar a tragédia.

#TrêsAnosEnchentesAL Se não fosse o Fantástico, quantas casas teriam sido reconstruídas?

 
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Publicado por em 18/06/2013 em CadaMinuto

 

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Ajude uma criança – há muitos outros jeitos

Quantas vezes nos pegamos ignorando uma criança no semáforo ou nas ruas?

Este vídeo educativo feito pela ONG Casa do Zezinho traz um importante e tocante alerta. Confiram e me digam o que sentiram:

Afinal, realmente há muitos outros jeitos de ajudar uma criança, encontre um e ajude também!!!

 
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Publicado por em 17/06/2013 em Variedade

 

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O Outro Lado do Paraíso – a Maceió do Brasil mais Seguro

Lágrimas. Foram elas que traduziram a catarse de sentimentos despertados ontem (11), no auditório da Faculdade de Comunicação do Cesmac. O que deveria ser apenas uma apresentação de um trabalho de conclusão de curso acabou se revelando num tocante documentário capaz de explicitar da forma mais clara e contundente as dores que mais têm incomodado maceioenses e todo alagoano.

12 anos de crescimento constante do número de mortes por causas violentas levou Maceió à primeira colocação entre as cidades mais violentas do Brasil, com destaque inclusive no “ranking” internacional.

Há um ano o governo estadual lançou em Alagoas o programa federal “Brasil mais Seguro”, surgido como “tábua de salvação” para a situação de criminalidade descontrolada e bárbara na qual o estado se encontra. A ideia, desde o início, era a redução dos números através da força policial e de inibição da ação criminosa com a “sensação de segurança” nas ruas.

O ano passou e uma dupla de graduandos em jornalismo do Cesmac resolveu abordar o tema em seu TCC por meio de um “documentário televisivo”, fazendo referência máxima à postura governamental de adotar uma campanha publicitária onde se comemora a “redução” do número de mortos por causas violentas acendendo a luz de velas.

Redução esta contestada veementemente por suspeitas de maquiagem de números. Afinal, quantos potenciais homicídios foram realmente abortados? Impossível saber. O que se sabe é que os potenciais assassinos continuam se multiplicando pelas ruas diante da ausência de políticas públicas que deem aos jovens expectativas.

A campanha institucional pegou tão mal em todas as esferas sociais que a vela assumiu papel de protagonismo no debate sobre a criminalidade. Um dos entrevistados no documentário, André Palmeira, filho do médico José Alfredo Vasco, foi claríssimo ao afirmar que muitas velas foram acesas pelos parentes de vítimas fatais da violência, e que velas continuam sendo acesas por essas mesmas famílias. Comemorar redução de mortes acendendo velas é desrespeitar quem continua acendendo velas por seus mortos e aqueles que acendem diariamente velas por seus novos mortos.

Depoimentos de pais, mães e filhos são naturalmente fortes e comoventes. Tenha sido a vítima assassinada pela razão que for, seja a vítima pessoa de bem ou não, para os entes queridos a dor da morte não tem cura, a dor da violência não tem remédio, a dor da impunidade rasga o coração diariamente.

O pai que perdeu dois filhos assassinados em menos de um ano, a mãe que perdeu o filho da forma mais vil e ainda foi acusada de corresponsável por aqueles que deveriam ter protegido a vida de seu filho e toda a sociedade, o filho que perdeu o pai por uma bicicleta velha que “servia para nada”…

Enquanto isso o documentário é cortado por argumentos, defesas, ataques de representantes do poder público, de entidades da sociedade civil organizada e estudiosos. Editado de forma que parece ao espectador que um debate foi levantado, o roteiro está límpido. O Brasil Mais Seguro foi uma boa ideia que de nada resultará se não for acompanhada de medidas mais efetivas de prevenção.

As lágrimas que fatalmente acometerá aos mais sensíveis que assistirem ao documentário “O Outro Lado do Paraíso – a Maceió do Brasil mais Seguro” são as mesmas que me tomam quando lembro de frases impactantes como “em Alagoas não tem cidadão” ou “não, o alagoano não é violento”. Frases como essas me tomam de dor e lamento, procuro a Maceió da minha infância, dos meus passeios de bicicleta, das brincadeiras no “areião” em frente de casa, das idas à escola de carroça e só o que encontro é a Maceió do Brasil mais Seguro cada vez mais insegura.

Segue o link para o documentário de Fernando Nunes e Nathália Conrado.

 
 

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Presidente do Sistema S em Alagoas enfrenta crise

Publicado no Jornal O DIA ALAGOAS  (02/06/2013)

Acusações de desvio de função, assédio moral, pagamentos ilegais, demissões arbitrárias, maquiagem de contas, locupletamento de valores, administração em proveito próprio e outros. Essas são acusações graves e comuns no mundo da administração pública, da improbidade administrativa e da corrupção nos noticiários políticos brasileiros. Entretanto, essas são atribuídas por sindicalistas ao presidente do Sistema Fecomércio Sesc/Senac e Instituto Fecomércio Alagoas e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae/AL e do Sindicato do Comércio Varejista de Arapiraca (Sindilojas), Wilton Malta de Almeida.

Wilton Malta acumula diversas funções administrativas e representativas de comerciários, mas lhe recaem acusações feitas por sindicalistas e ex-empregados do Senac, em especial. Malta é acusado, ainda, de sequer ser um comerciante. As acusações que lhe pesam chegaram ao Ministério Público Estadual em 15 de maio deste ano, através de representação do Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral em Alagoas.

As acusações

As acusações contra Wilton não são novas, em 2009, diante da demissão do então diretor do Senac/AL, Arkiman Pires, sobrou para o responsável pelo Departamento Regional de Alagoas – Wilton Malta – a acusação de conivente, cúmplice e de ter sido desidioso na escolha de Arkiman dentre 18 possíveis gestores, sendo que à época de sua contratação Arkiman já respondia, pelo menos, a cinco processos judiciais em Minas Gerais, cujas acusações passavam por estelionato, falsificação de documentos e falsidade ideológica.

À época Arkiman foi responsabilizado em relatório de auditoria de desviar cerca de R$ 3 milhões no Senac/AL, sob a proteção de Malta e outros conselheiros. Alguns conselheiros chegaram a alertar que a “instituição tem servido para seus dirigentes se locupletarem”. Agora, 4 anos depois, sindicatos se unem para pedir apuração e punição do presidente do Sistema em Alagoas por essas e novas acusações.

Acima de qualquer suspeita, Wilton Malta, coleciona títulos e honrarias por seu “trabalho e serviços prestados aos alagoanos”, mas dirigentes sindicais levantam suspeitas gravíssimas à administração de Malta, que se valeria do cargo para receber diárias indevidas e abusivas, antecipação de pagamentos, uso da “máquina” do Sesc em proveito próprio e de familiares.

As ingerências que são apontadas pelos órgãos sindicais alcançam ainda a administração de departamentos internos do Senac, onde seria recorrente o assédio moral, a demissão arbitrária, o desvio de função de funcionários, bem como o “apadrinhamento” de outros em detrimento da eficiência do serviço.

O Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social de Orientação e Formação Profissional no Estado de Alagoas (Senalba/AL), que possui assento no Conselho Deliberativo, solicitou diretamente ao Presidente do Conselho Regional do Senac/AL – Wilton Malta – informações administrativas, quanto à contratação de prestador de serviços sem observância da lei – no Sesc e Senac, assim como de todos os contratos de pessoas física e jurídica, com ou sem licitação.

A situação tem sido tão delicada que, inclusive, o Senalba/AL solicitou a devolução do “Título Sócio Benemérito do Senalba/AL”, acrescentando que o sindicato entende que Malta “não tem conduta ilibada”.

Mário Sérgio Teixeira, Diretor de Esportes da Força Sindical em Alagoas, esclareceu que é necessária uma intervenção imediata com a devida prestação de contas e apresentação comprobatória dos gastos. Em resposta aos questionamentos apresentados pela representante dos trabalhadores do Sesc e Senac, Ivanilda Carvalho, o presidente do Sistema Fecomércio Sesc/Senac não deu resposta e teria dito que não tinha obrigação de dar, o que foi rechaçado pelo Departamento Nacional, uma vez que enquanto representante dos trabalhadores no Conselho, a sra. Ivanilda pode querer as informações que julgar pertinentes.

Sistema S

Segundo o Prof. Diogo de Figueiredo, o Sistema S é “organizado para fins de amparo, de educação ou de assistência social, comunitária ou restrita a determinadas categorias profissionais, com patrimônio e renda próprios, que pode ser auferida por contribuições parafiscais, no campo do ordenamento social e do fomento público”.

Em regra, as contribuições incidem sobre a folha de salários das empresas pertencentes à categoria correspondente sendo descontadas regularmente e repassadas às entidades de modo a financiar atividades que visem ao aperfeiçoamento profissional (educação) e à melhoria do bem estar social dos trabalhadores (saúde e lazer).

A representação de trabalhadores nos conselhos do Senai, Sesi, Senac e Sesc, desde 2006, marcou o início do processo de democratização do Sistema S, até então gerido apenas pelas confederações de empregadores e com assento de representantes do governo. A gestão do Sistema S do comércio e da indústria não é tripartite e paritária, mas a inclusão da representação laboral nos conselhos deliberativos nacionais e regionais do Sistema, na indústria e no comércio, representa um grande avanço e legitima a apreciação das contas e da gestão dos dirigentes.

As denúncias apresentadas, bem como a investigação interna feita pelos representantes dos trabalhadores junto ao Sesc e ao Senac em Alagoas mostraram o quão importante é a participação dos trabalhadores do comércio na fiscalização da atuação de instituições que possuem peso relevante junto à classe de Comerciários e à sociedade.

 
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Publicado por em 11/06/2013 em O DIA ALAGOAS

 

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