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Arquivo mensal: maio 2013

Palavras ao Vento está aniversariando, obrigada aos leitores!

E hoje é dia de aniversário do Palavras ao Vento… Dois anos que voaram e que muito me ensinaram… nesses últimos anos aprendi a confiar mais em mim, a acreditar mais no outro e a prezar pelo desconhecido.

O tempo passou e amizades nasceram, ressurgiram e muito conhecimento foi adquirido. Vocês, leitores, me ensinam diariamente o que lhes agrada, atrai e cativa…

Por vocês me animo a escrever, por vocês me inspiro… O amanhã nos reserva surpresa, e a minha certeza é que o tempo que passamos juntos nesses dois anos já são inesquecíveis.

Aos blogueiros, companheiros de postagens, desejo muita criatividade e entusiasmo por seus blogs, pois o meio é fantástico para disseminarmos nossas idéias e nossas visões de mundo, é disso que é feita a democracia e cada texto que publicamos contribuímos um pouco com uma sociedade menos conformista e mais disposta a lutar pela realidade que deseja.

Aos leitores peço paciência e compreensão, agradeço-lhes o carinho, a generosidade, a troca de experiências e, principalmente, a atenção…

Entremos no terceiro ano do Palavras ao Vento com muitas histórias, notícias, comentários e opiniões. Em breve teremos mais “Diário de Viagem”, edição 2013. Conto com sua leitura e seu comentário, tenha certeza que é você quem alimenta esse espaço diariamente.

2 anos

 
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Publicado por em 31/05/2013 em Variedade

 

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E se você tivesse a chance de se despedir?

E você?

O que você faria se fosse diagnosticado com uma doença gravíssima?

E se fosse você a se despedir da vida, da família, dos amigos, do mundo?

O que faria com o tempo que lhe resta?

Zachary Sobiech resolveu compor, cantar, gravar, divulgar e incentivar pesquisas para a cura do câncer.

Zach foi diagnosticado com o osteosarcoma aos 14 anos, e começou a compor nessa época. “Clouds” foi a primeira música composta por Zach. Ele escreveu muitas outras depois. Ele foi o personagem central do documentário “My last days: meet Zach Sobiech”.

Confira aqui!

Como será que é viver os últimos dias e não perder a fé no amanhã? Fazer planos para o futuro, desejar casar, ter filhos e um bom emprego?

Não, não é possível imaginar, mas Zach nos deixou uma valorosa lição: “Você não precisa saber quando vai morrer para começar a viver”.

Zach Sobiech morreu, aos 18 anos, na manhã do último dia 20.

E nas nuvens a vista deve ser bem melhor mesmo…

Letra e tradução de “Clouds” Aqui!

 
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Publicado por em 30/05/2013 em Documentário, Variedade

 

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Em um ano a verdade das diversas Comissões

Publicado no Jornal O DIA ALAGOAS (26/05/2013)

Comissão da Verdade

A comissão nacional da verdade foi criada por lei ainda em dezembro de 2011, a ideia é estudar e investigar o submundo da história política do Brasil, englobando desde 1946 até 1988. Em 1964 foi instituído o Regime Militar no Brasil, quando os casos de tortura e perseguição política passaram ser comuns, assim como a resistência armada, capitaneada por militantes comunistas.

Em 1979, o General Figueiredo sancionou a lei que concedia anistia a todos os perseguidos políticos e, também, a todos os agentes do governo que abusaram de suas prerrogativas e violaram direitos humanos. Sob o manto da “abertura lenta, gradual e segura” inaugurada ainda em 1974, pelo General Geisel, o fim da ditadura se deu a passos lentos e como forma de “experimentar” a sociedade.

Pacotes econômicos, políticos e sociais foram implantados aos poucos, abrindo a política brasileira à medida que a pressão da sociedade e de organismos internacionais aumentava. O Brasil não agiu por benevolência e nem por amadurecimento político-administrativo, mas por força da crise econômica e da pressão social em face dos desaparecidos e perseguidos políticos.

A comissão da verdade iniciou seus trabalhos oficialmente em 16 de maio de 2012, há um ano, e esta semana divulgou um relatório dos trabalhos desempenhados. A comissão apresentou acusações gravíssimas à Marinha brasileira e sugeriu que a Lei de Anistia fosse revista. Por ora, a comissão já ouviu 61 depoimentos de ex-agentes da repressão e 220 vítimas e testemunhas do período.

Comissão Nacional da Verdade, um ano depois

A comissão concluiu que a Marinha sabia desde 1972 o paradeiro de 11 desaparecidos políticos e mentiu sobre tais informações em 1993 quando o então presidente Itamar Franco pediu esclarecimentos.

Generais Presidentes

Constatou-se, ainda, que a tortura tornou-se meio corriqueiro de interrogatório desde o início do Regime Militar, em 1964. E que vários eram os tipos de tortura, sendo apontados nove tipos de tortura: pau de arara (barra de ferro atravessada entre os punhos amarrados e a dobra do joelho, pelos quais o torturado é suspenso de ponta-cabeça e cerca de 30 centímetros do solo); afogamento, banho chinês (tipo de afogamento com introdução forçada da cabeça do torturado em um barril de água ou óleo), choque elétrico, churrasquinho (papel retorcido colocado no ânus do torturado), geladeira (o torturado permanece nu em uma sala pequena que o impede de ficar de pé, e a temperatura oscila entre o frio extremo e o calor insuportável), soro da verdade (injeção de drogas psicoativas que reduziam barreiras inibitórias e facilitava revelações em depoimentos), telefone (golpes simultâneos na lateral da cabeça para afetar os tímpanos) e torturas psicológicas.

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Categoricamente a comissão afirma que a cúpula das Forças Armadas e os Ministros Militares sabiam de tudo. A comissão, que tem poder apenas para investigar e esclarecer o período, defende que a Lei de Anistia seja revista e que por se tratar de crimes contra a humanidade, não decaem. “Eles são tão graves que devem ser objeto de julgamento a qualquer momento que forem descobertos”, afirma Rosa Cardoso, coordenadora da comissão da verdade. A comissão anunciou que recomendará a abertura de processos judiciais contra agentes da ditadura acusados de violações de direitos humanos.

Sobre o tema o Supremo Tribunal Federal já se manifestou em 2010, considerando impossível que a Lei da Anistia fosse revista já que sua edição foi fruto de discussões políticas da época e essencial à transição pacífica do período autoritário para a democracia.

Após a polêmica suscitada pela comissão, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que o governo não vai tomar a iniciativa de propor projeto de revisão da Lei da Anistia. “A Comissão da Verdade está cumprindo bem o seu papel. Agora, a sua competência legal não é punitiva”, declarou Cardozo.

Rubens Paiva em família

A Comissão Nacional da Verdade tem conseguido avanços memoráveis, principalmente, quanto à investigações sobre o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva, a correção do atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog e as investigações sobre a morte do ex-presidente João Goulart, a Operação Condor e sobre as violações de direitos cometidas contra os índios durante a ditadura militar.

Comissão da Verdade em Alagoas

Pelo menos 17 estados já possuem Comissão Estadual da Verdade instalada. O objetivo é apurar crimes de tortura e repressão que aconteceram antes, durante e após o fim da ditadura nos estados, entre 1946 e 1988. Vão apurar a violação dos direitos humanos em ações de agentes públicos. Além disso, os sequestros e prisões ilegais durante a ditadura militar também serão apurados. No Rio de Janeiro, por exemplo, um dos objetivos é entender os mecanismos usados na repressão e apurar as informações de que grandes empresários financiaram a tortura.

Muitos estados ainda estão em fase de aprovação, criação e instalação de suas respectivas comissões da verdade. Em Alagoas, a instalação da comissão também enfrenta entraves burocráticos como primeiro e principal entrave. Possui como principal mote também a apuração de violações aos direitos humanos e abusos cometidos pelas autoridades no período de 1946 a 1988, mas adstrito a Alagoas.

De iniciativa do Deputado Judson Cabral, o projeto de criação da comissão que quer expor à sociedade a verdade sobre as vítimas e os algozes deste período da história passou por modificações de iniciativa do governador Teotônio Vilela, operacionalizando “os ajustes imprescindíveis ao adequado e eficiente funcionamento da Comissão Estadual da Memória e Verdade”, passando a se chamar Jayme Miranda, em homenagem ao alagoano morto e torturado pelo regime militar. Jornalista, advogado e ex-diretor do jornal “Voz do Povo”, de Maceió, preso em 1975 no Rio de Janeiro, ao sair de casa.

Jayme Miranda

A comissão será composta por sete integrantes que serão designados pelo governador. A nova redação da lei esclarece ainda que “a participação na Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda será considerada serviço público relevante, não fazendo jus seus integrantes ao recebimento de remuneração”, o que provocou a insatisfação de Pedro Montenegro, consultor da Secretaria de Estado da Mulher, da Cidadania e dos Direitos Humanos. “Em todos os Estados que tem a Comissão seus membros são remunerados para poderem se dedicar. Na Comissão Nacional são mais de 40 pessoas remuneradas. Há um volume muito grande de informação e leitura de documentos. Não sei como aqui vai funcionar apenas com voluntariado e sem estrutura”, afirmou.

Com a recente aprovação, o texto da lei que cria a Comissão Estadual da Memória e Verdade Jayme Miranda se encontra em redação final, estima-se que no mês de junho os membros sejam designados e possam, enfim, dar início aos trabalhos que deverão durar no máximo dois anos a partir de sua implantação.

Comissão da Verdade do SindJornal

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O sindicato dos jornalistas profissionais do estado de alagoas (Sindjornal) instalou a comissão da verdade dos jornalistas alagoanos em marco deste ano em solenidade que contou com a participação de Audálio Dantas – jornalista alagoano que preside a comissão da verdade da Federação Nacional dos Jornalistas.

A comissão visa recuperar histórias de jornalistas vítimas da ditadura militar e levantar informações não só dos profissionais, mas, também, as violações contra a liberdade de imprensa, como censura oficial a jornais que tenham representado o cerceamento ao direito à informação.

A comissão deve elaborar um relatório sobre os crimes de violação aos direitos humanos praticados contra jornalistas durante a ditadura militar, por suas ideias e atuação profissional. A Comissão da Verdade do Sindjornal é formada pelos jornalistas Anivaldo Miranda, Edberto Ticianelli, Adelmo dos Santos, Graça Carvalho, Valdice Gomes e Olga Miranda (filha de Jayme Miranda).

de Audálio Dantas

A comissão já ouviu seis testemunhas e vítimas do regime de exceção e já possui outras oitivas agendadas. Um relatório preliminar está em fase de finalização para que a Fenaj acompanhe as ações locais e em agosto o relatório final deve ser remetido para a Fenaj, o objetivo é contribuir para o documento final que está sendo elaborado por jornalistas de todo o país e que será enviado à Comissão Nacional da Verdade.

Comissão da Verdade do DCE/UFAL

O Diretório Central de Estudantes da Universidade Federal de Alagoas (DCE-UFAL), inspirado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), está em fase de consolidação de sua Comissão da Verdade.

A criação da comissão da verdade do DCE-UFAL foi aprovada no último congresso do DCE, o CONDCE. O objetivo é investigar e apurar casos de perseguição e violência ocorridas dentro da UFAL. Professores e técnicos universitários foram perseguidos e alguns tiveram seus direitos cassados na Universidade, outros foram perseguidos e expulsos.

O estudante de economia Lucas de Barros esclarece que pelo menos três estudantes foram mortos – Manoel Lisboa, Gastone Beltrão e José Dalmo – e que muitos outros casos ainda obscuros precisam ser revelados para a comissão nacional da verdade. Para o estudante, a comissão estudantil pode contribuir com o que for apurado na Universidade. “Devemos conbrar nosso direito à informação e à memória, mas sem esquecer a justiça. Os fascistas têm que ser punidos. Precisamos pressionar as instituições por justiça”, afirmou Lucas.

Comissão da Verdade do Sindicato dos Petroleiros

O Sindicato dos Petroleiros de Alagoas e Sergipe (Sindipetro AL/SE) instituiu a Comissão da Verdade, Memória e Justiça ‘Alan Rodrigues Brandão’, que pretende somar esforços e estabelecer um Termo de Cooperação com a Comissão Nacional da Verdade que será assinado no dia 07/03. No evento, também será indicado os nomes que irão compor a Comissão da Verdade, Memória e Justiça do Sindipetro AL/SE.

“A Comissão da Verdade deve identificar os agentes do Estado que participaram da repressão política, e todos aqueles que os financiaram, e sua responsabilização, orientando ao julgamento e punição exemplar destes criminosos, para que esta violência nunca mais volte a acontecer, nem no Brasil, nem na América Latina. Mas para isso organizações de Direitos Humanos, sindicatos e entidades populares devem continuar lutando por uma verdadeira Comissão da Verdade, que realize uma apuração impecável dos crimes da ditadura”, afirmou Robert Deyvis, diretor do Sindipetro AL/SE.

A comissão da verdade do Sindipetro AL/SE tem realizado estudos e solicitações junto à Comissão Nacional da Verdade a fim de provocá-la a investigar atos de “entreguismo” do petróleo brasileiro ao controle estrangeiro, bem como os inúmeros casos citados de “sumiços” e mortes suspeitas de desbravadores do petróleo em Alagoas.

Críticas à Comissão Nacional da Verdade

Defensores dos direitos humanos alegam que a comissão, sem o direito de punir, não colaborará para que se faça justiça.

Militares e policiais queixam-se de não terem representantes e temem que a comissão não dê o devido peso a crimes cometidos por organizações de esquerda, receando que as ações da comissão reabram feridas e com elas divida o país, trazendo à tona “sequelas deixadas por ambos os lados”.

Analistas afirmam que dois anos são insuficientes e que o baixo número de integrantes não conseguirá realizar um trabalho de investigação e apuração do nível necessário e esperado por quem anseia pela verdade.

Há ainda os que a acusam de ser revanchista, insultuosa e agressiva contra as Forças Armadas, composta por pessoas tomadas por interesses específicos e não consideram o contexto da época do regime militar.

O presidente do Clube Naval, Ricardo Veiga Cabral, criou uma “comissão paralela da verdade” visando blindar militares futuramente convidados a depor na Comissão Nacional da Verdade, inclusive com assessoria jurídica, e apresentar um contraponto a possíveis críticas às Forças Armadas.

 
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Publicado por em 29/05/2013 em O DIA ALAGOAS

 

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Perdão de dívidas, prioridades invertidas

Publicado no Portal Cada Minuto

Há algum tempo numa reunião de prefeitos alguém disse: “fazer política com o dinheiro dos outros é muito fácil”. O indignado referia-se à política federal de redução de IPI para incentivar o consumo de determinados produtos pelos próprios brasileiros, o que acabou levando ao atual sofrimento de muitos municípios por conta da diminuição do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, a principal fonte de renda de pequenas cidades.

Justificando-se em políticas externas e na importância de manter relações especiais com a África, o governo federal anunciou neste fim de semana – diretamente da África – a anulação de 900 milhões de dólares (cerca de 1,9 bilhões de reais) em dívidas de 12 países africanos. A ideia do governo brasileiro é que como a economia desses países tem se fortalecido, o perdão das dívidas poderá beneficiar o Brasil nas relações comerciais futuras. Aposta legítima, mas aposta.

O Brasil já emprestou dinheiro ao mundo inteiro, só através do FMI (Fundo Mundial Internacional) foram 10 bilhões de dólares (cerca de 21 bilhões de reais). No mesmo ano o Brasil emprestou 5 bilhões de dólares à Argentina.

Já é uma realidade o crédito de mais de 170 milhões de dólares (cerca de 350 milhões de reais) para a reforma e ampliação de aeroportos cubanos, através da Odebrecht (ironicamente a construtora de Norberto Odebrecht, que se tornou forte durante o Regime Militar – o maior carrasco da turma do governo federal –, principalmente por negócios suspeitos feitos com ACM – Antônio Carlos Magalhães – na Bahia). Isso depois de já ter financiado a reforma do aeroporto de Havana e estar em negociações avançadas para a importação de médicos cubanos (hoje a exportação de serviços médicos já rendem para Cuba 6 bilhões de dólares por ano).

Recentemente fontes governamentais reconheceram o “mau negócio” realizado em Pasadena (Texas/EUA), ocasião em que o Brasil desembolsou de mais de 1,1 bilhão de dólares (cerca de 2,3 bilhões de reais) por refinaria de petróleo, mas que acabou se revelando num verdadeiro prejuízo. Outros “maus negócios” já foram feitos pela Petrobrás, como a refinaria de Abreu e Lima (PE/BRA), cujo prejuízo já soma mais de 15 bilhões de dólares, e na verdade está mais para golpe dos “amigos” venezuelanos através da estatal PDVSA.

Números nunca foram meu forte e o governo brasileiro tem dado mostras de que sabe administrar a economia local – pelo menos com a moeda estável e forte –, longe de mim censurar a política externa do PT ou os investimentos que têm sido feito ao longo dos últimos 10 anos. Entretanto, o que me causa desconforto são a benevolência e o olhar tão compreensível dos credores brasileiros para com os devedores estrangeiros, enquanto milhares de sertanejos nordestinos estão correndo risco de perderem tudo – o que é quase nada.

Não é novidade o tamanho das dívidas que pequenos proprietários rurais contraíram com diversos bancos brasileiros, ao longo de algumas décadas, empréstimos estes concedidos com o aval do governo federal. Sabe-se, também, que muitos desses empréstimos não foram concedidos durante o governo atual e nem o anterior, mas estamos falando de pequenos proprietários de terra, produtores rurais, que querem verdadeiramente pagar suas dívidas, mas que não conseguem. Primeiro por causa dos juros estratosféricos; segundo, por conta da seca recorrente.

Emprestar sem capacitar para o enfrentamento da seca foi um erro absurdo dos governos do passado e dos que se seguiram. A atual estiagem já era sabida pelo governo federal desde o início de 2010, e ainda assim medidas eficazes para amainar o problema não foram adotadas.

Só neste ano de 2013 que o primeiro trajeto do canal do sertão foi entregue. Canal este que é cogitado desde as andanças de D. Pedro II pelo sertão nordestino e que muito foi prometido pelos políticos ao longo de tantos anos. Mas a pobreza sertaneja e a dependência desse povo saem muito mais lucrativo aos currais eleitorais.

Hoje os pequenos trabalhadores nordestinos correm o risco de perderem sua pequena e única propriedade por conta de empréstimos antigos e com juros exorbitantes que têm sido executados e que a seca acabou com qualquer possibilidade de pagamento.

A situação é tão incompreensível que, ao passo que o governo se fecha à possibilidade de perdoar essas dívidas, os sertanejos convivem com a ameaça de ver suas propriedades serem arrendadas – ou, simplesmente, tomadas – para que nelas seja cultivado o coco (exatamente, a chegada da água ao sertão pode viabilizar que o coco tome conta da paisagem sertaneja).

Esquecem-se das habilidades do sertanejo, esquecem-se da bacia leiteira, da criação de caprinos e bovinos e da plantação de feijão e de mandioca.

Que o governo federal continue sua política externa como bem entender, mas que não esqueça daqueles que realmente precisam de perdão das dívidas, os sertanejos.

 
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Publicado por em 28/05/2013 em CadaMinuto

 

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O blogueiro que virou comentarista: Marlon Araújo

Ele é policial militar e um apaixonado pelo esporte, já foi secretário de estado e é especializado em gestão do futebol. Blogueiro e comentarista esportivo, Marlon Araújo será o entrevistado desta terça-feira na CBN Maceió, com Carlos Miranda, às 11h.

MA

Como acontece toda segunda, publico uma entrevista bem legal com Marlon Araújo.

Blog Marlon Araújo http://blogmarlonaraujo.blogspot.com.br/

Palavras ao Vento: Por que decidiu escrever um blog? Como nasceu o blog MARLON ARAÚJO?

Marlon Araújo: Tinha deixado o futebol como dirigente e um pouco decepcionado com os bastidores do futebol, quando o Jornalista Alberto Oliveira sugeriu-me escrever um blog e fui tentar, mas emplaquei um furo atrás do outro e aí se tornou uma ferramenta muito boa de comunicação esportiva.

PaV: Por que o tema? De onde vem a paixão pelo futebol? Qual seu time de coração?

MA: Priorizo o futebol, mas o esporte amador também tem vez. O futebol está no sangue da família. Meu avô paterno, Epaminondas Araújo, foi um dos maiores goleiros do futebol alagoano; meu pai também jogou de amadoramente, enfim, fui criado sempre ouvindo e discutindo futebol. Como comentarista existe um tabu de não se revelar o time, mas discordo, pois todos, antes de ser da crônica esportiva, foram torcedores e têm seu clube, sou torcedor do CSA e do Flamengo. Minha geração tinha um time Sul do país e outro no estado, hoje isso tende a modificar, pois a nova geração apenas torce pelo time do seu estado. Vale salientar que o importante é ser coerente na avaliação do que está vendo dentro das quatro linhas.

PaV: Qual a melhor surpresa que o blog lhe proporcionou?

MA: Posso citar duas: ter um post republicado no site GloboEsporte.com, e; ser também referenciado por Waldemir Rodrigues no seu blog por causa um texto escrito por mim.

PaV: Como você classifica um tema como relevante para ser levado ao blog?

MA: Uma das razões é quando se trata de notícia que dificilmente teria destaque em veículos convencionais.

PaV: Qual o melhor momento para escrever?

MA: Gosto do silêncio das madrugadas.

PaV: Com que periodicidade publica?

MA: Semanalmente e às vezes diariamente

PaV: Recebe colaboração de outros escritores?

Sim. Principalmente do meu amigo Jornalista Alberto Oliveira!

PaV: O que te motiva a escrever? O que você pretende com o blog?

MA: O que me motiva é feedback que vem das estatísticas e comentários no blog. O que pretendia já consegui, me tornar comentarista esportivo.

PaV: Que mensagem você deixa aos leitores? E a outros blogueiros?

Aos leitores, que possam um momento seguir o BLOG MARLON ARAÚJO, e ficar por dentro dos bastidores do Futebol. Aos companheiros Blogueiros, desejar boa sorte e bons textos!

 
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Publicado por em 27/05/2013 em Blogs na CBN Maceió

 

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Frases da Semana

Joaquim Barbosa (Presidente do STF):

“Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos. E nem pouco seus partidos e os seus líderes partidários têm interesse em ter consistência programática ou ideológica. Querem o poder pelo poder”.

José Agripino (Senador DEM/RN):

“Os partidos da base do governo tem uma formulação programática, ou seja, tudo que seu mestre mandar”.

Omar Coelho (DEM/AL) sobre sua possível candidatura em 2014:

“Agora estou afastado da OAB/AL, então seria um bom momento para me engajar na política partidária”.

José Thomaz Nonô (vice-Governador/AL):

“Eu fico olhando também a quantidade de licenças para policiais civis por conta de estresse. Ora, estresse faz parte da profissão. É inerente. Na minha profissão, eu tenho estresse todo dia”.

Dário César (Secretário de Defesa Social):

“Em 2013 já são 500 presos a mais no sistema prisional, mas somente prender não resolve!”.

Judson Cabral (Deputado Estadual/PT/AL):

“O governo, em sete anos, não conseguiu nem reformar as delegacias. Sinceramente, fico estupefato com a criatividade do governo, com a inteligência, as iniciativas”.

Ricardo Mota (Blogueiro):

“O governador Teotônio Vilela Filho e o senador Renan Calheiros estão cada vez mais próximos”.

Junior Bahia (Tuiteiro) sobre a propaganda institucional do governo de Alagoas:

“As vezes os marqueteiros dão uma cagadinha: essa das velas que o governo fez é uma delas”.

 
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Publicado por em 24/05/2013 em Frases da Semana

 

1992, ano que ensinou o “faz-me rir”

Publicado no Portal Cada Minuto

Fazer política não é só para políticos, mas só é político quem faz política. Acredito que não haja discussão quanto a isso. Cidadãos devem fazer política porque esta é meio no processo de contribuição social e de mudança, e só poder ser considerado político (agente) aquele que faz política, óbvio.

Mas, finalmente, o que é política? Bem, o conceito pode ser extremamente abrangente e diz respeito à administração pública e tudo o que envolve o interesse público, o convívio em sociedade e os meios para influenciar tudo o que diz respeito à coletividade.

O Brasil, assim como inúmeros outros países do mundo – senão todos –, convive com críticas trágicas e contundentes contra sua classe política, aqueles que possuem mandatos eletivos ou que almejam, muitas vezes a qualquer custo, “taí” um grande problema.

Recentemente a imprensa noticiou a saga hercúlea percorrida pelo governo federal para conseguir a aprovação da Medida Provisória que prevê a privatização (ou concessão) dos portos brasileiros. A ideia é a modernização e ampliação através de investimentos privados.

Para muitos brasileiros a MP é mais que uma boa ideia, mas a única forma viável de tornar o país mais competitivo no mercado internacional e mais atraente ao turismo de cruzeiros marítimos.

Elias Murad, um político mineiro, costumava dizer que “o Brasil progride à noite, enquanto os políticos estão dormindo”.

Talvez um dia Murad tenha tido razão, mas eis que os políticos resolveram não dormir. Iniciada a semana passada sob a pressão de ver aprovada a MP dos Portos, o governo federal pôs em campo todo seu arsenal de “argumentos” para que a MP não perdesse sua validade. Deputados passaram noites em claro, no plenário, para viabilizar a votação.

Vimos 48 horas de muita tensão na Câmara dos Deputados, a oposição preferiu abster-se a fazer “quórum” para viabilizar a votação, visando claramente ganhar tempo para as negociações. Em jogo, interesses, mas não os nacionais.

Sem a menor cerimônia, Deputados transacionavam apoio por emendas parlamentares (por meio das quais eles podem acrescentar novas programações orçamentárias com o objetivo de atender às demandas das comunidades que representam – deveria servir para isso).

No final das contas a MP foi aprovada às 9h45 da manhã da quinta-feira (16), depois de dois dias de muitas discussões, apreciação de mudanças no texto e muitas idas e vindas de deputados. O Senado em seguida votou e aprovou o texto, enviando-o para a sanção presidencial, tudo dentro do prazo limite, mas não sem muita emoção.

Enquanto assistíamos à transmissão ao vivo da sessão insone, pudemos constatar o enorme balcão de negócios que o Congresso Nacional se transformou. A força do Poder Legislativo é essencial a uma democracia e as discussões fazem parte do processo – discussões públicas, frise-se.

Lamentável mesmo foi ver matéria tão sensível ao futuro da nação, à geração de emprego, renda e investimentos ser tratada como moeda de troca. Ver oposição e situação valerem-se de momento delicado não para assumir papel de liderança e de destaque em face das motivações que deveriam ser coletivas e não de jogo político, para se imiscuírem no promiscuidade do “toma lá, dá cá” tão apontado e condenado.

Vê-se com muito mais clareza que ideologia não faz parte das relações político-partidárias, orientações de bancadas eram ignoradas em nome de emendas e trocas convenientes. A situação da MP dos Portos foi vista com muita clareza por aqueles que se preocuparam em acompanhar, mas quantas vezes “chantagens” como essas não ocorrem?

Há quanto tempo isso não ocorre? Resquício da “república café-com-leite”, do regime militar ou simples natureza política dos brasileiros? Difícil de responder sem perder a fé no futuro.

Collor até hoje argumenta que seu “impeachment” foi fruto da insatisfação dos congressistas por não ter sido tão complacente com as negociatas. Teria sido o ano de 1992 a lição que o Congresso Nacional deu aos Presidentes da República sobre a obrigatoriedade do “faz-me rir” legislativo?

 
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Publicado por em 21/05/2013 em CadaMinuto

 

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