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Arquivo mensal: fevereiro 2013

Liberdade aos brasileiros, e só

Publicado no Portal Cada Minuto

Dia desses uma amiga estava revoltada com o papel que a “grande imprensa” havia desempenhado na cobertura do julgamento do “mensalão”, achando que era um desserviço à democracia do Brasil o linchamento público à imagem de pessoas que lutaram contra o Regime Militar, que sofreram, foram presas, torturadas e que conquistaram as liberdades sociais do país. Admitamos que tenha sido exatamente assim.

Sempre fui uma entusiasta daqueles heróis, aqueles que agiram contra o sistema, de forma ordenada (ou não), por acreditarem realmente que um país plural e democrático era possível e que o militarismo era a principal mácula à democracia brasileira. Entretanto, alguns daqueles não se preocuparam com quem são hoje, não se preocuparam em trilhar seu próprio caminho, e ao chegarem ao poder optaram pelas mesmas práticas que sempre imputaram nefastas aos grupos políticos que dominavam até então.

Inadmissível justificar seus próprios erros no fato de tal prática ter sido comum no passado. No passado a escravidão era comum e aceita, hoje é crime. No passado censura foi institucionalizada, hoje é intolerada. Ora, ainda que a prática ilegal e imoral do passado jamais tenha sido punida, não é possível que os “baluartes” da liberdade se adaptem a tal prática sob o manto do passado de impunidade.

Creio que se os próprios heróis do passado não se preocuparam com sua reputação na atualidade, não deva ser a imprensa, aquela que foi libertada, a ser responsabilizada por tais erros. Afinal, a censura não foi combatida para que a liberdade de expressão beneficiasse os revolucionários, mas os brasileiros.

A forma como foi feita a cobertura pode até ser questionada, é legítimo, principalmente em países livres, mas acusar deliberadamente é irresponsável. E se a acusação contra a imprensa é essa, que sejam buscados os meios legais, mas jamais a censura.

Lutar pelo silêncio da chamada “grande imprensa” é lutar contra tudo o que sempre foi defendido nesse país. Tentar desmoralizar e desacreditar a imprensa, seja ela quem for, é agir contra todas as convicções libertárias e democráticas que já existiram ao longo da história.

Críticas são e devem ser sempre bem-vindas, mas censura deve ser combatida com todas as forças.

Aqueles mesmos que se vangloriam por terem lutado pela democracia e liberdade do Brasil hoje vão às ruas e espaços públicos para calar uma estrangeira de passagem – a cubana Yoani Sanchez.

Será que a ideia é que apenas o Brasil seja livre? Ou esse é apenas um indício de que aqueles que acreditam que nos deram a liberdade se acham no direito de dá-las apenas a quem julguem merecedores?

Há muito que já não acredito que ainda existam os revolucionários das décadas de 60 e 70. O Brasil era outro e os revolucionários eram jovens idealistas. Os ideais daqueles revolucionários não são os mesmos de hoje, e isso é fato.

O país mudou e os brasileiros mudaram. Se durante o regime militar os revolucionários foram à Cuba adquirir treinamento com o regime ditatorial cubano não significa que tenham dívidas eternas a serem pagas pelos militantes de hoje. Não mesmo. Muito menos que hoje se admita no Brasil a intolerância a uma blogueira – que diga verdades ou mentiras. Afinal, não vejo ninguém indo às ruas calar nenhum blogueiro brasileiro, e os daqui falam muito mais do que ela.

 
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Publicado por em 23/02/2013 em CadaMinuto

 

Direita e Esquerda bipolares

As discussões acerca de direita e esquerda há muito perderam completamente o sentido. Afinal, ambos os conceitos nasceram pouco antes da Revolução Francesa, quando os revolucionários – contrários à monarquia – sentavam à esquerda na Assembleia, e os partidários do Rei (clero e nobreza) sentavam à direita.

Google Images

Entretanto, esse pensamento raso e bipolar já não faz sentido numa sociedade acostumada às liberdades e à pluralidade de pensamento, sendo natural que em determinadas situações o comportamento seja mais conservador ou mais revolucionário, onde se pretenda o continuísmo ou a mudança. Ora, já diz o ditado popular “quem tem ideia fixa é louco”.

Já não vivemos numa monarquia absolutista e, em princípio, não corremos tamanho risco. As desavenças políticas, assim como o pluripartidarismo, são essenciais a uma sociedade democrática, lastreada nas discussões e no debate de ideias, onde o que se prioriza não são personalidades, mas fatos, pontos e contrapontos, verdades e versões.

E, indubitavelmente, a maior das conquistas do mundo moderno é a liberdade.

Liberdade de pensamento, de religião, de culto, de expressão, de comunicação, de informação, de profissão, de sexo, de miscigenação, de amor… Uma vez conquistados não é possível que se admita seu retrocesso.

As lutas e a, eventual, conivência de nossos antepassados nos trouxeram a esta realidade. Se hoje não está tudo perfeito, cabe a nós entendermos o passado e escolhermos o futuro que pretendemos.

Parar o mundo e dividi-lo em direita e esquerda é esquizofrênico, é acreditar que todos pensam igual ou em oposição direta, não é assim, todos são diferentes, e tentar massificar pensamentos e posições é de um radicalismo insustentável.

As pessoas estão sempre abertas as suas experiências e às de outros, e normalmente procuram praticar o que aprenderam em suas próprias vidas, porque não fazer isso com os sistemas políticos e econômicos, com as posições partidárias? A ideia não é que o interesse público seja protegido e amparado? Pois que bandeiras deem lugar a ideias e à troca de opiniões, debates e não acusações são realmente relevantes para a sociedade.

 
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Publicado por em 22/02/2013 em Política

 

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Santa Maria, Malafaia e Calheiros

Publicado no Portal Cada Minuto

Duas semanas se passaram desde o fatídico acidente/crime que vitimou mais de duas centenas de jovens, a maioria gaúchos, e que continua fazendo novas vítimas fatais.

O Brasil parou com a notícia do incêndio numa casa noturna do interior do Rio Grande do Sul no final do primeiro mês do ano. A cidade de Santa Maria, conhecida pelas universidades e clima de cidade universitária, foi tomada pela dor e revolta diante da morte negligente de seus filhos.

Esta semana morreu mais uma vítima internada, um segurança da boate, a vítima de número 239, e agora sua família sente ainda mais a dor que já é latente em inúmeros lares santa-marienses.

A mídia não noticiou outra coisa na primeira semana do incêndio, as informações foram dadas de todas as formas e por todos os vieses, desde a repercussão internacional, passando pelos acidentes idênticos em outros locais do mundo, até a repercussão nos demais estados da federação e a atuação política e administrativa na fiscalização de ambientes fechados e destinados à aglomeração pública. Tudo isso sem esquecer a dor de familiares de vítimas e arguindo, diuturnamente, sobre a culpabilidade dos envolvidos.

Nos primeiros dias tivemos que conviver com todo tipo de coisa, até com radicais religiosos a pregarem a culpa dos jovens por estarem num ambiente propício às “forças demoníacas”, pois é, apareceu de tudo.

Até que Marília Gabriela contribuiu para que Malafaia viesse à rede nacional mostrar todo seu preconceito e sua perigosa influência sobre os fieis de sua Igreja, para que o Pastor tomasse conta dos noticiários e das redes sociais. Pronto! O brasileiro, com exceção do gaúcho – penso eu –, esqueceu a dor de pais, familiares e amigos santa-marienses e passou a se dedicar aos preparativos para o carnaval.

Todos devem seguir em frente, é natural, deparar-se com tragédias, entristecer, aprender e superar é da natureza humana e, como tal, não deve ser discriminada. Entretanto, comprova o que todos sempre souberam: “a memória do povo é curta”.

Mas só é quando convém, mas quando convém a quem? Quem relembra ao povo o passado que incomoda?

Hoje vemos brasileiros indignados com Renan Calheiros na presidência do Senado, mas antes era Sarney e ambos são iguais, quem reclamou? Com isso não digo que não devam reclamar, devem sim, devem lutar para que aquela cadeira e as 80 outras no Senado, assim como as 513 na Câmara dos Deputados sejam ocupadas por pessoas íntegras e probas. E quem deve julgar é o povo, o mesmo a quem cabe dizer quem não deve mais permanecer lá.

Enfim, que a lembrança da tragédia tenha apenas perdido espaço nos noticiários nacionais, mas que continuem povoando a mente dos brasileiros para que tragédias como aquela não voltem a acontecer.

Que o Brasil continue esse país leve e festeiro, mas que a mídia continue se dedicando a relembrar o povo para que na época eleitoral ajam de forma coerente com a indignação que costuma condenar políticos nas demais épocas do ano.

 
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Publicado por em 15/02/2013 em CadaMinuto

 

Prefeitura quer dar publicidade, mas deve?

Acabo de ler a notícia de que a Prefeitura de Maceió pretende divulgar através de sua página no facebook a remuneração de seus servidores (Veja Aqui!). A ideia é por em prática o plano de Portal da Transparência, enquanto o site oficial não fica pronto, e assim cumprir, o mais rápido possível, uma das promessas de campanha.

A Prefeitura de Maceió tem encarado problemas bem maiores do que os esperados, ao menos é o que faz crer o Prefeito Rui Palmeira, que tem divulgado informações sobre as contas da prefeitura, inclusive denunciando formalmente a gestão anterior – Cícero Almeida – ao Ministério Público, a fim de que este tome as providências que entender cabíveis.

Palmeira, nessas primeiras semanas de mandato, tem demonstrado que está disposto e tem boa vontade na gestão municipal. Pelo menos, tem contribuído bastante para a segurança dos munícipes ao manter a cidade bem iluminada.

Entretanto, partir para a divulgação da remuneração dos servidores municipais de forma arbitrária, sem qualquer controle e numa rede social é, no mínimo, temerário. Ora, as redes sociais hoje são usadas com frequência por meliantes a fim de descobrirem quem são os melhores alvos e quais as fraquezas dessas pessoas.

Há alguns anos a polícia pedia que as pessoas evitassem adesivos de academias ou do local de trabalho/estudo no carro para dificultar a identificação por bandidos; hoje o alerta é em relação à exposição da vida particular das pessoas nas redes sociais, uma vez que isso é mais que chamariz, é uma verdadeira porta de acesso para o bandido chegar ao inocente.

Os servidores públicos, principalmente os que gozam de algum poder político, são alvo de populares que buscam determinadas melhorias ou contato por quaisquer outras razões, e meio normalmente usado é o Facebook ou o Twitter, e já é bem difícil identificar o popular bem intencionado, daquele que possa oferecer risco.

A ideia de Rui, ou de quem quer que tenha sido, é ótima. Dar transparência aos valores pagos pela prefeitura e identificar as áreas que mais gastam. Entretanto, há meios mais seguros e eficazes para tanto. Ainda que o acesso a essas informações se dê de forma objetiva num site governamental, só de obrigar o interessado a “ir” até o determinado site já é uma dificuldade, coisa que não existe no facebook, onde basta uma “curtida” para que todos vejam o que um vê.

Além da questão da segurança, há também o constrangimento, que inclusive foi citado num dos comentários à matéria que mencionei acima, uma vez que é mais que sabida a luta de muitos por melhores condições salariais e que nem sempre é atendida, será que estes insatisfeitos com seus salários estão felizes em verem suas contas assim expostas? E aqueles que precisam se sujeitar a salários baixos por falta de opção?

Enfim, são ponderações que não custam serem feitas. A boa intenção do Prefeito é clara, mas será que tal exposição não é desmedida demais? Será que não é melhor uma publicação, em princípio, no Diário Oficial, enquanto o site apropriado não fica pronto? Ou a divulgação de matrículas em vez de nomes?

Meras ponderações…

 
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Publicado por em 14/02/2013 em Municipal, opinião, Política

 

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Os Miseráveis emocionam

Les Miserables”, o maior clássico do francês Victor Hugo, chegou ao cinema sob a direção de Tom Hooper (O Discurso do Rei) e trouxe consigo grande elenco, como: Hugh Jackman, Russel Crowe, Anne Hathaway e Amanda Seyfried.

Les Mis

O musical no cinema é lindo, o filme é inteiramente musicado, como se estivéssemos num espetáculo da Broadway, mas com todos os efeitos e a magia que só o cinema é capaz de proporcionar.

Cenários belíssimos, produção grandiosa e interpretações maravilhosas são os principais ingredientes usados no filme-musical. Entretanto, fica evidente o esforço descomunal que alguns atores fazem para cantar como o espetáculo requer, e isso também encanta. No entanto, acaba deixando claro que alguns atores foram escalados por seu apelo junto ao público mais jovem, o qual dificilmente seria inspirado a ir ao cinema assistir a um clássico francês do século XIX.

O que se confirma pelo comportamento do público, ao menos o alagoano. Muitos saíram do cinema durante a projeção, provavelmente não estão acostumados ao ritmo de um musical. Os raros diálogos e a abundância de canções talvez não tenham sido bem aceitos pelo público, mas arte é sentimento, e o filme emociona.

Les Miserables não é um clássico por acaso, reúne acontecimentos históricos ao contexto social em que estava inserida a população francesa da época, e o faz sob a visão mais dolorosa de tudo isso, a do povo oprimido.

O musical na tela do cinema é lindo e comovente, vale à pena assistir e se emocionar. A gente só sente falta mesmo dos aplausos ao final de cada apresentação espetacular.

 
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Publicado por em 12/02/2013 em Cinema

 

A ambição desnuda de Gandhi

Sobre “GANDHI, ambição nua”, por Jad Adams.

A ideia principal do autor é desmistificar o mito envolvendo Mohandas Gandhi, para isso se vale de histórias que envolvem a vida pessoal do mahatma. Uma família triste, oprimida e abandonada, uma sexualidade aguçada e a exploração de jovens quando ancião.

Do meu ponto de vista o livro mitifica o homem. Acredito em todas as histórias contadas e apresentadas, e acredito na fé do homem. Gandhi, antes de ser mahatma (líder espiritual) era um homem como qualquer outro, mas com princípios e valores.

Foi casado muito jovem (conforme os costumes) e muito jovem teve que ir a Londres estudar para sustentar a família. Sua falta de aptidão para o direito fica patente no início da vida, mas seu poder de argumentação amadurece durante sua vida e muito do aprendeu na universidade é usado na resolução de entreveros que se apresentam.

A Índia era dominada pela Inglaterra e o que Gandhi viu, em suas andanças e viagens pelo mundo, era que seu povo era explorado e discriminado, entendeu que o pobre não era considerado e que os “intocáveis” não poderiam ser excluídos da vida em sociedade.

Gandhi buscou estudar, aprendeu sobre outras religiões, medicina e alimentos. Buscou teóricos e aquilo que acreditou procurou por em prática e ensinar. Gandhi, como bom hindu, buscou sua evolução espiritual, acreditou que agindo pelo bem dos outros estava trabalhando não só pela independência da índia e pelos desejos dos indianos, mas também por sua própria evolução.

Apesar de ter tido todas as oportunidades de estudos e de ter buscado na literatura estrangeira seu aperfeiçoamento e o de seu povo, Gandhi não achava que os jovens deveriam ir à Inglaterra para estudar, que deveriam adquirir seus conhecimentos na própria índia, com seu próprio povo, preservando raízes, cultura e religião.

Gandhi era um curioso sobre a medicina, os efeitos da higiene e da alimentação sobre o corpo. Acreditava que quanto melhor cuidasse do corpo e menos exigisse dele o combate a doenças, melhor seria seu desempenho espiritual. Suas ideias sobre o vegetarianismo são hoje valorizadas.

Acreditava, prioritariamente, na forca do trabalho como meio para o amadurecimento espiritual, mas no trabalho benevolente, aquele que gera benefícios para todos indiscriminadamente. Gandhi se dedicou às causas políticas e nacionais, mas também aos pobres e desvalidos.

A família para Gandhi não era sua prioridade, e isso porque acreditava que sua missão estava ligada a todos e não aos seus, sua visão era sempre na busca pela evolução espiritual, e isso pode ser interpretado como egoísta, mas ele agia pela fé. E crença é isso: não se explica, se crê. Não há como ocidentais julgarem.

Sua relação com o sexo, pelo que o livro diz, era bem perturbadora. Desde cedo se condenava pelos próprios desejos, mas, aparentemente, estes desejos passaram a tomar conta de sua vida, momento em que resolveu aboli-lo por completo. O autor esclarece que as experiências que Gandhi buscava ter com jovens virgens eram justificadas por ele mesmo como sendo essenciais para que testasse seus próprios limites, a fim de assim buscar a plenitude da alma.

A sexualidade de Gandhi vai continuar enigmática. Se havia consumação ou só contemplação também não haveremos de saber. Gandhi poderia crer realmente naquilo, mas também poderia estar se aproveitando de jovens indefesas, mas quem há de ter certeza?

Inegável que Gandhi encontrou no povo a força que precisava para encontrar o caminho para a independência da Índia, também é inegável que foi o povo que lhe deu fama nacional e internacional, sua liderança é incontestável, assim como seu carisma.

Mas como condenar uma pessoa que, ainda que possuísse interesses particulares, comportava-se buscando dar exemplos, além dos conselhos. Hoje não vemos isso com frequência.

Seu principal legado foi a não violência, Gandhi acreditava que tudo poderia ser conseguido mediante a conversa e as ações relacionadas ao próprio individuo e não de agressão ao outro. Orientando e instigando greves e violações às leis que geravam prisões, o mahatma conseguiu despertar o mundo para os problemas que afligiam os indianos, bem como para a forma como eram tratados e explorados pelos ingleses.

Suas ações e seus ensinamentos se perpetuaram e prolongaram no tempo, ainda hoje muitos se referem a ele e aos seus conselhos. Outros líderes como Martin Luther King Jr e Nelson Mandela se inspiraram em Gandhi e despertaram paixões e comoção.

Sempre que formos analisar personalidades históricas é necessário nos inserirmos no contexto histórico em que o biografado estava inserto. Inegável de tudo isso é que o mito não era uma deidade, era um homem, com defeitos e virtudes, e que por isso mesmo deve ser lembrado e estudado para que seus ensinamentos não se percam.

Seus erros não devem ser justificados, mas não devem ser julgados com os olhos de hoje, a distância histórica nos faz perder detalhes da realidade.

 
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Publicado por em 11/02/2013 em Literatura

 

“No” – a campanha política que derrubou Pinochet

O filme “No”, com Gael Garcia no papel principal, dá uma grande lição de marketing político, sem esquecer que ideais não precisam ser abandonados, mas apenas passar por uma “repaginada” a fim de atrair os mais incrédulos.

A história que se passou no Chile quando do fim do regime militar ditatorial de Pinochet é uma lição para todos no mundo, ainda que seja necessária uma boa dose de realismo na leitura que se é feita do filme, o melhor que se extrai dele é que a comunicação é o meio mais democrático para a abertura da mente das pessoas, para a liberdade e para a democracia.

Hoje, no Brasil, vivemos uma época de incertezas quanto ao futuro. A demonização que é feita contra a “grande imprensa” passa ao largo de uma leve rixa partidária, ideológica ou política, contribuindo para pensamentos e lutas censórias que poderão levar o Brasil a uma “democracia vigiada”, onde será possível falar tudo, desde que o “tudo” agrade a quem deva agradar.

Na verdade, esta discussão é para outro momento, agora, o que se pretende é convidar o leitor a visitar o cinema e assistir “No”, filme que é capaz de transmitir muito mais que entretenimento e história real, mas lições que se bem aprendidas serão inesquecíveis.

Afinal, comunicação deve vir aliada a sua função social, trazer a verdade e inspirar emancipação.

Publicitários, não percam!!!

 
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Publicado por em 09/02/2013 em Cinema

 

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