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Arquivo mensal: abril 2012

Crônica de uma “Morte Anunciada”

Texto publicado no Portal Cada Minuto

Crônica de uma morte anunciada é o título de um dos mais famosos livros de Gabriel García Marques, mas bem poderia ser a manchete de todos os meios de comunicação em Alagoas desde o resultado da mais recente votação fechada na Assembleia Legislativa Alagoana.

Os que têm acompanhado as últimas movimentações na Casa de Tavares Bastos já sabem que o nome de seu Presidente acaba de ser escolhido, pela maioria de seus colegas, aquele a ser indicado para o Tribunal de Contas do Estado – caso se confirme judicialmente que a indicação cabe mesmo aos Excelentíssimos Deputados.

A morte que já se anunciava não era bem a indicação de um Deputado, ainda que esta também já fosse certa e anunciada, mas a morte que se viu flamejante foi a da Casa.

Há poucos dias um dos Deputados usou a Tribuna para justificar que não se voluntariou a compor Comissão Parlamentar de Inquérito por acreditar que a Instituição não goza de credibilidade para “investigar” supostos crimes de mando, com isso, além de sepultar uma frágil reputação, acabou por admitir que não tentaria mudar o que estava posto.

Apedrejado por muitos, inclusive por esta que vos dirige essas linhas, o mencionado Deputado mostrou-se especialista no comportamento de seus colegas e na imagem do Legislativo alagoano.

Há pouco a ALE vestiu a carapuça.

Realmente não goza de credibilidade, seja para investigar crimes de mando, seja para fiscalizar atuação estatal, seja para deliberar assuntos de interesse público, seja para ter coragem de enfrentar a opinião pública e assumir as consequências de um voto aberto, enfim… simplesmente não tem credibilidade para indicar um nome à altura das mudanças que Alagoas precisa e clama.

Com todo respeito que o candidato, ora eleito, merece, seu nome representa, sim, mais do mesmo. O momento não é de observância de termos regimentais que não existem, sequer foram citados. Muito menos de manutenção de tradições que se mostram arcaicas, pouco frutíferas e que acarretaram em indicações que só contribuem para que Alagoas continue detentora dos piores índices, em nível mundial.

A esperança se mantém, agora não mais na sensatez dos “representantes do povo”, mas na caneta do Poder Judiciário. A esperança é que a representatividade prevista na Constituição Cidadã seja, enfim, observada e com ela anuncie-se não uma morte, mas o renascimento de uma sociedade.

 
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Publicado por em 25/04/2012 em CadaMinuto

 

A disputa além da Cadeira

Texto publicado no Portal Cada Minuto

A cobiça pela cadeira vaga no Tribunal de Contas do Estado de Alagoas vai além do que se infere sobre representatividade. Ainda que seja leviano afirmar de forma categórica o que motiva a luta pela mencionada vaga, seja pela Assembleia Legislativa ou pelo Ministério Público de Contas, incontroversa é a força de que gozam os Conselheiros de Contas, ainda que esta não seja uma busca.

É mais que notório o prestígio do qual um deputado goza junto a seus pares quando está em jogo indicação para compor o Tribunal Auxiliar à ALE. Afinal, parte-se do pressuposto que todos estão cônscios da importância de ter um ou vários aliados no TC. O cargo, mais que técnico, é político.

Interessante se faz mencionar que a atuação dos Conselheiros do Tribunal de Contas vai além do faz-de-conta que muito se apregoa. Cabe ao membro do Conselho analisar as contas de diversas prefeituras – talvez mais de uma dezena – e não raras vezes são encontradas irregularidades.

Vale mencionar que nem sempre a irregularidade é intencional, é possível que tal ocorra por inaptidão do gestor ou por mera inexperiência (o que é possível – e comum – já que até analfabetos funcionais podem ser eleitos). Daí a importância da discrição na análise e constatação de irregularidades nas contas municipais, evitando-se prejulgamento social, bem como da atuação preventiva e orientadora dos Conselheiros, legando ao segundo, terceiro ou quarto momento a punibilidade.

A punição a um gestor municipal é de delicada decisão por se tratar da vida política de alguém. É óbvio que também está em jogo a força que tem o dono da Cadeira. Afinal, para deputados estaduais, federais, governador ou quaisquer outros cargos eletivos é de extrema importância o apoio político de certas prefeituras/prefeitos.

Assim, não seria leviano afirmar que singularmente cada “cadeira deliberativa” no Conselho do TC representa mais que aprovação e reprovação de contas, está em jogo a permanência no campo político, assim como futuras eleições.

Os alagoanos têm assistido à mobilização de diversas pessoas e entidades em apoio ao Ministério Público de Contas para assumir a vaga que está em disputa, sendo levantada a bandeira da representatividade prevista constitucionalmente.

Para arrefecer os ânimos, a ALE, que disputa com o MPC, judicialmente, a Cadeira, publicou edital convocando os interessados que preenchessem certos requisitos a se candidatarem à vaga que julgam ser de sua indicação.

Os deputados responsáveis pela sabatina deixaram claro, por meio de seus questionamentos, que pautariam sua escolha pelo comprometimento com a discrição e com a postura preventiva do candidato, admitindo, ainda, a relevância do notório saber – mas deixando claro que este não era essencial, pois qualquer um pode cercar-se de assessores capazes.

A disputa que inicialmente era polarizada entre ALE e MPC, ganhou ares de democracia com a participação de mais de uma dezena de candidatos à indicação pela ALE. No entanto, não há que perder o foco da disputa principal, a judicial, onde caberá ao Tribunal de Justiça decidir sobre a Instituição competente a indicar o próximo Conselheiro.

Enfim, de todos os questionamentos, comportamentos e respostas, extrai-se que a escolha do próximo Conselheiro tem sido regulada por muito mais do que olhos e ouvidos conseguem apreender. E que à sociedade cabe acompanhar o desenrolar dos próximos atos.

A mobilização de diferentes esferas sociais e profissionais em apoio ao Ministério Público de Contas reflete que a mentalidade tem mudado, que o comodismo tem dado lugar à expressão mais clara da insatisfação e que a tomada de atitude em prol de uma Alagoas mais igualitária e justa tem sido uma premissa.

 
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Publicado por em 24/04/2012 em CadaMinuto

 

A gente dá o que tem

Texto publicado no Portal Cada Minuto

Lembro de uma cena de novela, acho que “Dona Beija”, quando a protagonista recebe das mãos de um empregado uma caixa cheia de dejetos humanos que havia sido deixada anonimamente na porta de sua casa, provavelmente por uma carola desafeta. A impávida senhora, de reputação duvidosa, acalmou o portador da fétida encomenda dizendo que eles não tinham porque se incomodarem, afinal, cada um dava o que tinha.

E é verdade. Diariamente deparamo-nos com injustiças, opressões, maldades, barbáries e toda sorte de mazelas – sociais, particulares ou públicas –, mas nem por isso as pessoas vestem-se como super-heróis e começam a fazer a Justiça que julgam adequada.

Já faz bastante tempo que a Lei de Talião (1780 a.C) não se aplica, hoje não é cabível o “olho por olho, dente por dente”. O amadurecimento social, os tempos modernos, as experiências bárbaras do passado, tudo isso contribuiu para que as leis e a justiça dos homens fossem mais equilibrada, sensata e ponderada.

É claro que nem sempre ela reflete a indignação e a comoção social, por vezes a prolixidade legislativa leva, incoerentemente, às suas incontáveis brechas, o que oportuniza a algozes a fuga da punição.

Essa situação causa ainda mais indignação e descrédito nas instituições públicas, e é compreensível que muitos levantem a voz e ergam o dedo em riste disparando impropérios contra quem “deixou” que a impunidade se desse.

Pior ainda quando o impune reincide, quando demonstra soberba e não reconhece seus próprios erros. Há ainda aqueles que reconhecem o erro, mas nada fazem para repará-los ou para modificar suas próprias atitudes. E o que fazer diante de tanta afronta?

Com certeza não se deve perder o poder de indignação. Afinal, aqueles que assistem aos erros alheios também devem aprender com eles. Exemplos existem para ensinar. Mas jamais poderemos querer fazer a Justiça, devemos cobrar sua aplicação de quem tem o poder para tanto.

A gente deve dar o que tem. E se vierem com espinhos, devolveremos flores. Se vierem com mentiras, levaremos a verdade. E se nos maldisserem… nossos atos mostrarão quem somos.

 
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Publicado por em 17/04/2012 em CadaMinuto

 

A opinião sobre o julgamento

Texto publicado no Portal Cada Minuto

Julgamento é a avaliação feita por pessoa competente a analisar determinada matéria. Neste momento não se fala em julgamentos judiciais, referindo-se tão somente a análises baseadas em “pré-conceitos”.

Isso mesmo, “pré-conceito”, aquele que é estabelecido a partir de experiências anteriores do julgador, sem sequer dar-se por ciente das nuances do caso em tela. Todas as pessoas são formadas por suas experiências, valores e princípios. A educação que recebe, assim como os exemplos que toma como referência, acaba pautando sua conduta e seu caráter.

Tudo isso é relevante para o discernimento do “julgador”. Mas, na maioria das vezes, apenas para julgamento de atitudes alheias, dificilmente encontra-se quem faz o que fala.

E o que faz alguém arvorar-se do papel de julgar? Esclarecendo que opinar e tecer comentários nem sempre significa julgar.

Até porque isso é natural aos seres pensantes. Quem não opina? Quem não se expressa? Quem não quer ver suas opiniões serem respeitadas?

Tudo isso é muito válido e deve ser incentivado, principalmente se opiniões, posturas e debates contribuírem para a sociedade, seu amadurecimento e preparo para um futuro melhor para todos.

Julgar é diferente, é decidir, é resolver, é concluir sobre o tema, sobre a pessoa ou o que quer que seja analisado. E aí está o problema, quem está preparado para julgamentos? O leitor já se perguntou a respeito?

Julgar e concluir sobre perfis, temas e acontecimentos é temerário.

Opinar é expressar-se admitindo que pode estar enganado. É indignar-se com fatos e não com pessoas. Até porque, como ensinado através dos tempos e enfatizado pela ilustre escritoraRaquel de Queiroz, “ninguém é de todo bom, nem de todo mau”, apenas age certo e errado como qualquer ser humano, aprendendo e ensinando.

 
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Publicado por em 13/04/2012 em CadaMinuto

 

A história real de um Gari

*Baseado em fatos reais

Pedro Bernardo, casado, natural e residente de União dos Palmares, assumiu o cargo de Gari da cidade de Maceió há pouco mais de 10 meses. Durante esse período pode sustentar a família e ajudar os parentes e amigos.

Pessoa boa, de bom coração, não é dado a vícios e nem a vadiagem. Preferia passar seus momentos de lazer em casa, assistindo futebol pela televisão, às vezes acompanhado por duas cervejas.

Querido pelos parentes, amigos e vizinhos, Pedro sofreu um acidente sério. Enquanto trabalhava, na alvorada do dia 26 de março, foi atingido por um carro em alta velocidade que o imprensou contra o caminhão do lixo que manipulava. Pedro não se recorda do momento do choque, apenas de ter se dado conta de estar no chão, ensanguentado e das expressões de desespero de seus colegas.

Enquanto jazia no chão, Pedro ainda pode ouvir os gritos de desesperança de seu algoz. O jovem rapaz aparentava desorientação e desespero, fomentado pelos litros de álcool que havia ingerido pouco tempo antes, gritava incansavelmente de dor diante de seu prejuízo, sim, seu prejuízo material.

O carro estava destruído, a pancada não havia sido leve e nem superficial, o suficiente para despertar-lhe instantaneamente quanto teria que desembolsar para reparar o dano em seu veículo, encarado, aparentemente, como extensão de seu próprio corpo.

Enquanto isso, Pedro ouvia palavras de apoio e pedido de calma, não que estivesse nervoso, mas as pessoas pareciam esperar dele reações desesperadas. Sentia dor, muita dor, gemia, mas não reclamava. Aguardou o socorro que chegou com os paramédicos, familiares, amigos, policiais, imprensa e a família do condutor embriagado.

Muitos transeuntes que passavam pelo local assistiram atônitos à cena. Um trabalhador ensanguentado e paralisado no chão; um jovem motorista, visivelmente bêbado, gritando pelo veículo destruído.

A situação era trágica.

Pedro foi levado ao HGE onde foi atendido, medicado, levado ao centro cirúrgico. Tudo com muita dificuldade, afinal, nada no sistema público de saúde é com facilidade. Após discussões, exames, raios-x, a decisão: o membro inferior esquerdo estava comprometido e teria que ser amputado.

Os médicos decidiram e agiram, não comunicaram aos familiares aflitos e nem determinaram que outros o fizessem. No entanto, não faltou quem informasse à imprensa, sedenta por notícias, do destino cruel que aguardava o jovem gari palmarino.

A família ficou sabendo pela televisão. Enquanto a esposa desmaiava, o cunhado não acreditava. Todos tentaram novamente notícias, dessa vez arguindo sobre a veracidade da informação de que o membro esquerdo teria sido amputado e que o direito corria risco de também sê-lo.

Algum tempo se passou e Pedro hoje está no Hospital do Açúcar, na enfermaria, graças a algumas pessoas caridosas, conseguiu sua transferência – seu caso era crítico e corria sério risco de contaminação se permanecesse no HGE.

Após uma belíssima campanha pelas redes sociais, apoiada pela imprensa e pela sociedade, foi possível arrecadar fraldas, elemento de primeira necessidade nesse momento mais crítico, mas também muito material para higiene, para troca de curativos, colchões e algum dinheiro.

Pedro é mesmo uma pessoa muito amada. É quieto, calado, de riso contido, uma boa pessoa. O pouco tempo que se passa em sua companhia vemos o cuidado que a esposa e outros familiares têm com dele, a visita de amigos de União dos Palmares que não esmorecem pela distância e pelos afazeres cotidianos também demonstram o quanto Pedro é especial e querido.

As doações continuam, as necessidades têm sido detectadas à medida que aparecem. Todo o material arrecadado já foi entregue, o dinheiro ainda está guardado, primeiro para o aluguel da cama hospitalar e da cadeira higiênica, depois para as adaptações que se seguirão.

Dois advogados já se prontificaram a ajudar na luta judicial que deve ser travada por Pedro.

As ajudas têm aparecido. O caso tocante e forte tem despertado no alagoano, da capital e do interior, a solidariedade e generosidade que lhe é peculiar.

Movimentos de apoio já surgiram em União dos Palmares e em Arapiraca, esperamos que outros municípios também se mobilizem e se solidarizem à dor desse trabalhador e de sua família.

O motorista embriagado, que modificou completamente a vida de Pedro e de todos que o rodeiam, exime-se da responsabilidade. Para não ajudar informa que é desempregado e que vive às expensas dos pais, sendo a mãe assalariada.

Ressalte-se que, em face de seu comportamento histérico e agressivo contra os policiais, no dia do sinistro, acabou sendo preso, algemado, e teve sua fiança arbitrada no valor de seis mil reais. Valor este que foi pago e o algoz do trabalhador, hoje mutilado, está livre para fazer novas vítimas.

Se você também tem boa vontade, doe. Auxilie essa corrente de generosidade e solidariedade.

SOSPedro

Contato: Maria do Carmo (esposa) 96373345; Genivaldo (cunhado) 99787806

ERRATA: Até o dia 11/04/2012 o motorista responsável pelo atropelamento do gari ainda estava preso. Mesmo com fiança arbitrada em 10 salários-mínimos ninguém pagou por sua liberação.

Mais sobre o tema: TudonaHora; BlogdoZema; BlogdaLua

 
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Publicado por em 10/04/2012 em Utilidade Pública

 

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O Silêncio dos Bons

Texto publicado no Portal Cada Minuto

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons”.

É com a frase do pacifista americano Martin Luther King Jr*, aquele que lutou pela igualdade de direitos entre negros e brancos, que o presente texto se inicia.

Sua frase é, até os dias de hoje, uma das mais lembradas quando se discute luta por direitos, busca por igualdade e ativismo político. A política há muito passou a ser tratada com desprezo por aqueles que se consideram “bons demais” para discuti-la e, assim, acabam contribuindo, com sua orgulhosa omissão, para que tudo permaneça exatamente como está, ou acabe piorando.

Veem a desigualdade social e a marginalização crescente como injustiças a serem combatidas, mas para tanto nada fazem. Preferem levantar os vidros do carro ao parar num semáforo, prender a respiração ao passar pelo lixo ou por um riacho poluído, não se indispor com os políticos por almejar um cargo público ou eventual troca de favores.

A corrupção que assola todo o país, e muito incomoda os alagoanos, deve ser tratada como um problema epidêmico a ser combatido por todos e não apenas por aqueles que se dispõem a falar pelos “mudos”.

Eliminar vícios sociais é o primeiro passo para a mudança da sociedade. Agir com os outros como gostaria que agissem consigo. Olhar para os desvalidos como se estivesse diante do próprio pai ou do filho. Ser tolerante com os ignorantes e impaciente com os poderosos. Ajudar um desconhecido só pelo prazer de ser útil.

E nunca, jamais, perder o poder de indignação. Jamais acomodar-se às verdades impostas e aos fatos consumados. Lutar – pacífica, coerente e persuasivamente – com as armas que mais surtem efeito, as palavras e os exemplos.

Não adianta empurrar a responsabilidade para os “políticos” ou para gestões públicas anteriores, o que vale é o que é feito no presente para mudar o futuro.

E é com outra frase de Luther King Jr que este texto se encerra:

No final, não nos lembraremos das palavras dos nossos inimigos, mas do silêncio dos nossos amigos”.

*No último dia quatro de abril fez quarenta e quatro anos da morte do líder negro que lutou, com palavras, marchas e discursos, pelo fim da discriminação racial. E foi o mais jovem a ganhar um Prêmio Nobel da Paz.

 
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Publicado por em 09/04/2012 em CadaMinuto

 

Quando o discurso destoa da realidade

Texto publicado no Portal Cada Minuto

É mais que sabido que o discurso é a reunião de idéias em forma de linguagem que tem por finalidade influenciar na tomada de decisões de determinadas pessoas, ou nos sentimentos dos ouvintes.

O discurso é arma comumente usada por agentes políticos que, no afã de serem reconhecidos como servidores do povo, apelam para a dor, o orgulho e toda sorte de sensações daquele que o ouve, a fim de ser visto como representante legítimo de seus anseios.

Noutros momentos o tom persuasivo do discurso é usado para convencer o espectador acerca de determinadas verdades, muitas vezes estas são apenas as convenientes ao interlocutor, e por isso devem ser encaradas com desconfiança pelo ouvinte.

Com o advento das novas mídias, a internet assumiu papel primordial nessa pesquisa por informações a fim de contrapô-las às verdades impostas pelos discursos inflamados, ou pelas notas oficiais duvidosas. Cabendo hoje ao “povo” a liberdade de acreditar naquilo que o convença a partir de suas próprias experiências.

É certo que o encantatório das palavras bonitas e fortes acaba por aliciar os mais humildes e/ou os mais distantes das informações, mas essa faceta aos poucos vai mudando.

Do discurso mentiroso a vítima será apenas a sociedade que, além de ver-se enganada, não terá seus anseios satisfeitos, simplesmente porque aqueles que deveriam saciá-los não os assume como prioridade e nem como problema a ser superado.

A sociedade tem dado seu “BASTA!” aos discursos falaciosos que, mesmo recheados de pseudo-indignação e de belas palavras, se destoantes da realidade são facilmente desacreditados.

 
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Publicado por em 05/04/2012 em CadaMinuto