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Arquivo mensal: dezembro 2011

A verdade sobre as casas entregues em União dos Palmares, em 21/12/2011

Conjunto Newton Pereira - União dos Palmares

São muitas as informações dando conta de que as casas que foram entregues nesta última semana não estavam em condições de habitação. Antes de iniciar este texto esclareço que “sem condições de habitação” era como estavam, desumanizados em fornos humanos.

Depois das primeiras confusões já no primeiro dia de entrega, nas cidades de São José da Laje e União dos Palmares, não me furtei ao reconhecimento in loco da situação e fui até União, no dia seguinte (21, quarta-feira).

Para minha satisfação e felicidade dos agraciados com as primeiras 120 casas (nos dias 20 e 21), aquelas que visitei, aleatoriamente, estavam em condições perfeitas de moradia. Principalmente comparando-se às lonas de que se serviam. Soube, também, que as casas adaptadas para deficientes físicos estavam perfeitas.

É verdade que em algumas faltavam torneiras ou chuveiros e a água tinha sido prometida para aquele mesmo dia (21). No entanto, nada disso é considerado óbice à felicidade de quem enfim conseguiu a casa própria, ainda que aguardando o desembaraço junto à Caixa Econômica Federal.

 

Em relação às casas de União dos Palmares algumas ponderações devem ser registradas.

A solenidade de entrega, no dia 20 de dezembro, contou com a presença de ilustres políticos do estado e da região. Na oportunidade diversos discursos foram feitos e registro a informação de que o Sr. Vice-Governador, José Thomaz Nonô, assegurou a entrega de 365 casas em União dos Palmares, fazendo alusão, inclusive, aos 365 dias do ano, como se só tivessem passado 1 ano em condições de miserabilidade. Enfim, isto não vem ao caso.

No entanto, em conversa com um funcionário da CEF que estava fazendo a entrega das casas no dia 21, este informou que a entrega seria feita em três dias. No primeiro dia haviam sido beneficiadas 60 famílias, no segundo dia mais 60, e no terceiro 53, perfazendo assim o total de 173 casas.

No mesmo sentido foi o caso do financiamento das casas. Na solenidade, e em todos os meios de comunicação oficial do Estado, foi assegurado que nenhum dos flagelados sobreviventes das enchentes de 2010 precisaria arcar com sua parte junto à Caixa.

Todavia, em análise minuciosa dos termos do contrato assinado, pudemos constatar claramente que o contrato celebrado entre o beneficiário e o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), representado pela Caixa, apenas onera-os, não comprometendo o Estado, o Governo Federal, ou qualquer outro ente federativo quanto às suas expensas.

Pelo contrato, o beneficiário confessa-se devedor do valor total do imóvel (cláusula Segunda), ou seja, em caso de descumprimento de quaisquer das obrigações estipuladas, poderá a CEF executar o contrato que tem como garantia o próprio imóvel.

Diante do descompasso das informações, inquiri, por meio do Twitter, o ilustre Vice-Governador, José Thomaz Nonô, que se eximiu de quaisquer explicações. Como não é mesmo um forte do nobre político responder aos meus questionamentos, solicito que outros cidadãos, com um pouco mais de prestígio solicitem-no informações. De repente, assim teremos dados convincentes e seguros para toda sociedade.

Vale ressaltar que a entrega das casas tem sido feita sem o acompanhamento de qualquer instituição de proteção ao cidadão, nem a OAB, nem o MP, nem a Defensoria Pública. Muitos dos beneficiários não sabem ler, e todos, sem exceção, não entendem o que está escrito no contrato, isso quando leem ou encontram alguém para ler para eles.

Ainda, a celebração contratual e entrega das chaves estava sendo realizada, ao menos em União dos Palmares, no próprio assentamento das barracas de lona, distante alguns quilômetros do conjunto Newton Pereira, onde as casa se localizam. Ou seja, praticamente nenhuma casa estava sendo vistoriada antes do seu recebimento.

 

No mais, mantenho a postura de agradecimento pela entrega das casas, constatei a inenarrável felicidade dos beneficiários.

Informo que em breve visitarei os municípios que tinham cidades de lona para saber se estas tiveram o fim esperado. E aproveitarei para saber a condição dos moradores dos novos conjuntos.

Reafirmo, ainda, a necessidade das lombadas na rodovia que dá acesso ao conjunto.

Trecho do contrato celebrado - Casa da Reconstrução

 
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Publicado por em 26/12/2011 em Estadual, Federal, Política

 

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Um sincero agradecimento – primeiro lote de casas da reconstrução são entregues

Aqueles que acompanham este blog sabem o quanto nos empenhamos em dar voz às vítimas das enchentes de junho de 2010, que por circunstâncias totalmente alheias à sua vontade foram relegados à exclusão e marginalização social.

A luta de parcela da sociedade em ver promessas de catástrofes serem cumpridas o quanto antes, a fim de amainar o sofrimento daqueles que perderam o pouco que tinham e que, por revezes da natureza, tiveram que assistir impávidos, seu teto, sua história e até vidas serem levadas pela enxurrada.

Crédito: Agência Alagoas

Hoje, enfim, a primeira vitória foi alcançada. O primeiro lote de casas foi entregue aos flagelados que viviam (ou subviviam) em barracas de lona nas cidades de São José da Laje e União dos Palmares. A intenção do Governo do Estado é dar casa nova a todos os abrigados em condições bárbaras, nos fornos humanos, até o natal.

Confesso que acompanhar as notícias de entrega dessas casas é-me extremamente emocionante.

Acompanhar por textos e/ou imagens a forma degradante como viveram por mais de um ano e meio aqueles sobreviventes sempre foi muito tocante para o espectador, mas ver de perto o que a gente achava que só existia em lugarejos africanos isolados, é indescritível. A dor contagia, e não há como conter as lágrimas.

Desde aquela visita, que de cortesia não tinha nada, às cidades de Murici, Branquinha, União e Laje, há mais de seis meses, que sinto como obrigação deste blog a cobrança diuturna por melhores condições e por resultados breves e eficazes em prol daqueles sobreviventes.

Eles são os verdadeiros heróis de toda essa tragédia, pois não bastasse a superação dos dias tormentosos de em Murici (17/06/2011)enchentes, sobreviver a cada dia que se seguiu foi coisa de gigantes. Os alagoanos mostraram que além de gentis, cordatos e humanos, são guerreiros acima de tudo. Não se abalaram, tiveram fé, se adaptaram às condições que lhes impuseram e hoje contemplam com sorrisos de alegria e júbilo a moradia que tanto esperaram.

Procuramos dar voz aos flagelados, e acho que o intento sempre foi alcançado. Hoje, como não poderia ser diferente, com muito orgulho e felicidade, devemos agradecer ao Governador, Teotônio, ao Secretário de Infraestrutura, Fireman, por enfim terem conseguido concluir, ainda que apenas em primeira etapa, e depois de muita cobrança, com as obras que sempre foram as mais esperadas.

Ao Vice-Governador, Nonô, por ter enfim comprado a briga e mostrado que quando há empenho e determinação política, promessas podem ser mais que promessas.

E ao incansável, cavaleiro errante, Deputado Estadual, João Henrique, que de forma veemente e contundente não esmoreceu frente aos primeiros percalços e manteve a luta em favor da reconstrução, fiscalizando, cobrando e sugerindo meios para que as obras não demorassem tanto e os alagoanos não sofressem ainda mais.

Por último, por maior relevância, parabenizo ao Alagoano, que por meio das redes sociais nunca deixaram o assunto morrer, e sempre ajudaram a dar voz aos flagelados que mais sofriam nas barracas/fornos humanos. A estes alagoanos vai o meu agradecimento especial, mas tenho certeza que se os sobreviventes das enchentes tivessem consciência da luta de vocês, em não os relegar ao esquecimento, acredito que seu agradecimento seria espontâneo e de coração.

Sintam-se todos realizados, agradecidos e abraçados em nome de toda a sociedade alagoana cansada de acompanhar conterrâneos destinados ao esquecimento social.

PS: o presente agradecimento é um reconhecimento às políticas públicas de habitação essenciais à dignidade humana dos alagoanos, no entanto, temos consciência de que muito ainda há por fazer. Para evitar que estes novos bairros residenciais se tornem apenas novos bolsões de miséria não podemos deixar de cobrar investimentos em educação, trabalho, lazer, saúde e transporte público, além, é claro, de segurança. Agradecemos à conquista de agora, mas essa foi apenas uma batalha vencida, ainda falta muito para ver a guerra terminar. Continuaremos acompanhando e cobrando! Parabéns aos gestores, e que novas vitórias alagoanas sejam conquistadas.

 
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Publicado por em 20/12/2011 em Estadual, Política

 

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Alagoanos não têm a quem pedir socorro

Justamente no período em que Alagoas mais precisa dos serviços do COPOM, 190, este se encontra fora do ar. Questiona-se se por falta de manutenção ou se porque não aguentou o grande número de ligações diárias.

O alagoano já tem se sentido desprotegido, e atualmente ainda mais. Temos que conviver com arrastões e ônibus sendo queimado, o que antes só acompanhávamos em noticiários do sudeste agora podemos assistir da janela de casa.

A nossa segurança pública não existe, poderíamos até dizer que ela é uma piada, mas seria de tão mau gosto que é melhor nem dizer isso.

Até quando conviveremos com essa insegurança? A ronda cidadã tem dado resultado, mas aqueles que o Estado não considera cidadãos são os que mais sofrem com a violência, com a falta de acesso à polícia (190) e com a iminente paralisação dos serviços de transportes públicos.

Enquanto isso, nobres leitores, se não estiverem armados, o que significa que estão dentro da lei, rezem por um milagre, pois nem em casa estamos seguros.

 
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Publicado por em 15/12/2011 em Estadual, Política, Policial

 

Justiça por Ceci – uma homenagem

Recém terminadas as aulas do terceiro ano científico, em alguns dias teríamos nossa festa de formatura. Eu andava mais estressada que nunca. O ano todo havia sido de estudos nos três períodos do dia. Aulas no colégio e mais uma penca de matérias isoladas com professores particulares.

O momento havia sido de muita dedicação. No entanto, nos idos de setembro, todos nós havíamos nos dispersado um pouco de toda aquela disciplina para acompanhar as campanhas eleitorais. Não votávamos, em nossa maioria, mas o convívio com filhos de candidatos à época nos despertou o interesse pela disputa eleitoral.

O ano era de 1998, as eleições eram estaduais e federais, o brasileiro se mobilizava para escolher seus representantes no Executivo e no Legislativo. Alagoas também esquentava com o clima político que se adensava com a aproximação de outubro.

Alagoas sempre esteve submersa em escândalos sangrentos, envolvendo políticos, empresários e militares. A gangue fardada há pouco havia sido desmantelada com a prisão de seu mentor. E aos poucos as pessoas pareciam se sentir reinseridas numa sociedade mais politizada e menos refém da bandidagem.

Entretanto, aquilo que parecia, enfim, estar se ajustando e caminhando para a liberdade política do estado, acabou sendo frustrada pelo brutal assassinato da deputada federal recém empossada Ceci Cunha.

Ceci era mãe de um amigo nosso, o Rodrigo, nosso companheiro de estudos e de brincadeiras, com ele íamos jogar vôlei na praia, passear de “motoca” e estudar uns na casa dos outros.

Rodrigo, nosso Peri, estava sempre só com a irmã. Seus pais, dedicados à campanha, pouco ficavam na capital do estado, precisando viajar sempre para Arapiraca e outras cidades do interior.

Nós, por nossa vez, fazíamos o que podíamos. Além de tentar influenciar o voto de nossos pais e parentes, nos vestíamos com as camisetas e os bonés de campanha. Estávamos sempre com um adesivo e santinho por onde quer que andássemos.

Já naquela época era proibida a boca de urna, mas como éramos “danados” fomos à praia distribuir uns santinhos bem no dia das eleições. Éramos uns três loucos, mas estávamos lá. Levando bronca de uns e recebendo o apoio de outros.

Éramos jovens, acreditávamos na “tia” Ceci e na campanha do corpo-a-corpo. Na verdade, em nossas pacatas vidas, achávamos que apenas assim se conquistava votos.

Ao final daquela campanha conseguimos o que tanto desejamos, agora poderíamos retomar nossos estudos e nos dedicar a entrar numa boa universidade. O ano se aproximava do fim, o período era de férias, mas todos nós só nos divertíamos em curtos períodos de descanso.

A chegada do dia 16 de dezembro era marcante para nós. Acompanhávamos, cada um num lugar diferente, a posse dos eleitos pelo povo para a próxima legislatura. Eu estava no meu quarto… Envolta a apostilas e esquemas de estudo… O rádio estava ligado e por ele eu acompanhava a solenidade.

Uma vez terminada resolvi assistir televisão. Algum tempo depois, não sei quanto, minha casa foi tomada por muito barulho, vozes exaltadas, logo depois silêncio… total silêncio… estranhei… chamei por minha mãe, mas ela não respondeu… neste momento, na TV, o plantão de notícias informava – o que meus pais há pouco haviam sabido por telefone – o assassinato brutal da Deputada Federal Ceci Cunha, seu marido e mais dois parentes.

Aquela que logo seria conhecida como a chacina da gruta (bairro onde se deu o crime) marcou a nossa vida, a minha, a de meus amigos, mas principalmente a de Rodrigo.

O menino amigo e brincalhão se viu perdido, de repente só lhe restava a irmã, a namorada e alguns parentes mais próximos. Rodrigo precisou amadurecer. Nutriu períodos de ódio, de rancor e de revolta, mas o tempo passou, presenteou-o com a paz de espírito, uma esposa maravilhosa, filhos lindos e a certeza de que sua família não havia sucumbido em vão.

Rodrigo, a irmã e todos os parentes lutam até hoje pela condenação dos culpados. Não desejam nada além de justiça. O julgamento está marcado para 16 de janeiro de 2012, exatamente treze anos e um mês após o crime mais emblemático que marca a história recente de Alagoas e do Brasil.

Alagoas e o Judiciário têm a chance de mostrar ao país e ao mundo que não compactuam com a impunidade. Atendo-se às provas carreadas aos autos a Justiça virá!

CONVITE

A Família de Ceci Cunha convida os alagoanos a comparecerem à Catedral Metropolitana de Maceió, às 8h30, desta sexta-feira (16), para a celebração de uma missa em memória da deputada e de seus familiares assassinados há 13 anos. Após a missa haverá um ato público contra a impunidade.

 
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Publicado por em 14/12/2011 em Política, Variedade

 

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A dança alia a função social ao entretenimento

Fim de ano sempre chega trazendo um clima diferente. É tempo de confraternizações, troca de elogios, acertos de pendências, e fechamento de ciclos, tudo para iniciar o novo ano com energias renovadas e novos projetos traçados.

Quando o quesito é fechamento de ciclos, podemos encontrar as apresentações de fim de ano das academias de dança de Maceió, que não são poucas, diga-se de passagem, o que muito nos deve orgulhar.

Semana passada, eu fui convidada por uma amiga, a Walnísia, para sua estreia nos palcos, como uma das bailarinas da turma de adultos da Companhia Jeane Rocha. Confesso que me senti deveras feliz com o convite, não só pela amiga querida que prestigiaria com prazer, mas também pela chance de voltar a apreciar a dança que fez parte da minha vida e formação durante mais de uma década.

Sei bem o que significa dedicar-se durante todo o ano ao ballet para ao cabo sentir-se reconhecida com a apresentação final. Toda a escola de dança se mobiliza em prol do fim de semana eleito para o espetáculo e tudo acaba convergindo para um momento de júbilo.

No entanto, o presente texto tem por finalidade compartilhar com vocês, caros leitores, a satisfação que senti por contemplar não só lindas apresentações que tinham como tema principal o Brasil e sua natureza única, mas também o quão socialmente relevante a cultura, a dança e a dedicação a um hobby podem ser.

A companhia, com maestria, consegue incluir pessoas que, por razões alheias à sua vontade, são, costumeiramente, excluídas socialmente. Em meio às apresentações podemos ver desde uma criança com síndrome de down até uma jovem cadeirante. Ambas são inseridas ao convívio das colegas bailarinas de forma tão sutil e natural que elas participam de maneira muito equânime.

Essas inserções que são proporcionadas pela dança, além de fazer um enorme bem para o inserido também faz para os que recebem os novos integrantes. A inserção social de pessoas com deficiências ajuda no amadurecimento daqueles que convivem e ainda mais no desenvolvimento motor dos paratletas.

Parabenizo à iniciativa privada que, assim como a Companhia de Dança Jeane Rocha, realiza seu papel social na comunidade, afrontando e combatendo o preconceito e contribuindo para o amadurecimento e esclarecimento de nossos jovens e adultos.

 

Ficha Técnica do Espetáculo:

No Teatro Gustavo Leite (Centro Cultural e de Exposições de Maceió), o espetáculo Yorubatupi, da Jeane Rocha Academia de Dança. A montagem é a fusão das culturas negras e indígenas. No palco 140 bailarinos alunos da escola. Preços: R$ 30 (antecipado); R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Pontos de venda: Jeane Rocha Academia de Dança e loja PUC (Maceió Shopping). Mais informações: 9327-3543 e 3321-3056.

 
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Publicado por em 12/12/2011 em Cultura, Municipal

 

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O Ajustamento das Condutas desajustadas

Governo do Estado propõe TAC para a entrega das casas da reconstrução 18 meses após a tragédia de 2010.

Interessante assistir, à essa altura dos acontecimentos, o anúncio da assinatura de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), proposto pelo governo estadual e tendo como objeto assegurar a entrega das casas da reconstrução aos flagelados das enchentes de 2010.

As informações que têm circulado pelos bastidores são de todas as ordens e com vários interesses conflitantes em jogo. Por falar em jogo, o jogo político que se revela aos olhos, ainda que dos menos atentos, é óbvio.

Ao leitor, que ainda não consegue vislumbrar tal melindre, esclareço ponto de vista muito particular: o vice governador, depois que assumiu e assegurou agilidade na entrega das casas avocou grande responsabilidade, inegável. Mas se o fez, era conhecedor de suas capacidades. O prazo, assim como para o funcionamento do estaleiro (sobre este, texto específico se avizinha), era dezembro.

No entanto, o que se apresenta é a proposta de um TAC que aglutine as forças (governo, empreiteiras, municípios e beneficiários) e o compromisso com a entrega dos imóveis.

Pergunta-se: Por que tal TAC não foi assinado já em tempo suficiente para que este mês os flagelados se vissem apartados das famigeradas barracas (fornos humanos)?

Qual será o resultado pretendido com a assinatura deste termo? A entrega ainda este mês não parece que seja possível, pois se fosse não haveria que se falar em TAC. A entrega parcial? Talvez como prestação de contas social, afinal completa-se 18 meses da tragédia? Não parece suficiente. Quais seriam os munícipes que primeiro se beneficiariam?

Todos estes questionamentos são indispensáveis para que a situação se esclareça. As contratações foram feitas em regime de urgência, decretada pelo Estado e asseverado pela União. Todavia, um ano e meio após as enchentes a urgência permanece, mas sua conclusão parece cada vez mais distante.

No mesmo sentido, entretanto, aqueles que defendem o empenho do vice-governador na contenda habitacional revelam subterfúgios impronunciáveis (vindos de inimigos políticos) a fim de que a entrega das unidades residenciais seja protelada até o ano vindouro, de eleições municipais.

No entanto, quem se beneficiaria com este atraso? O governo estadual? Os municípios por este apoiados? Ou os “coronéis” que ainda são encontrados nos currais eleitorais espalhados pelo interior de Alagoas?

Uma coisa é certa: enquanto aqueles que podem resolver se digladiam pelos holofotes, os flagelados, amordaçados e incinerados dia e noite em fornos humanos, encontram-se cada vez mais desumanizados e marginalizados da sociedade.

 

Esclarecimento: Por volta das 13h foi noticiado, diretamente do Palácio República dos Palmares, que o TAC alcançou o objetivo de desmembrar a entrega das casas e assim, até o natal deste ano não restará flagelado em barradas de lona.

Este blog reconhece a vitória que beneficia os mais oprimidos pela confiusão política que acompanhamos nos últimos 18 meses, mas ainda haverá um défcit habitacional de mais de 15mil casas que deverão ser entregues o quanto antes.

 
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Publicado por em 09/12/2011 em Estadual, Municipal, Política

 

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