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Arquivo mensal: agosto 2011

O último desgosto de Agosto – internação de Heloísa Helena

O mês de agosto não poderia se despedir dos alagoanos sem antes nos pregar uma baita peça.

Aqueles que têm ou tiveram o prazer e a honra de conhecer a ex-senadora e atual vereadora de Maceió Heloísa Helena foram surpreendidos, ontem à noite (30), com a notícia de que ela havia sido internada no Hospital Geral do Estado.

A informação, com certeza, assustou a todos os leitores de webjornais e espectadores dos telejornais matutinos. Felizmente, todas as informações dão conta de que tudo não passou de um susto, mas que por precaução médica a paciente ainda passará por exames para só então ser liberada.

O que não causou estranheza, ao menos àqueles que gozam ou já usufruíram de algum contato com a parlamentar é o fato desta ter sido internada no Hospital Geral do Estado, isso mesmo, no HGE.

A Instituição Hospitalar, que é comumente destinada a pacientes do Sistema Único de Saúde – SUS, esta noite recebeu a presença ilustre de uma ex-senadora, não como mera visitante, a constatar as mazelas do serviço público de saúde, mas como paciente.

Para muitos isso pode soar estranho, pois políticos costumam prezar por sua saúde buscando os melhores e mais avançados centros médicos do país. Não Heloísa.

Talvez seus discursos inflamados contra os corruptos e asseclas do poder público mascarem sua personalidade amorosa e companheira; Heloísa não é só a política que muitos amam e outros tantos odeiam, ela é um ser humano incrível, uma pessoa de humanidade e hombridade ímpar, mas agora mostrou mais uma vez que também é coerente com suas palavras.

Como enfermeira e professora do curso de enfermagem, ela sabe bem qual a realidade da saúde pública de nosso estado, ainda assim sempre mencionou que não seria sua condição de pessoa pública que determinaria a forma como ela deveria ser tratada, mas tão somente sua condição de cidadã.

A demagogia, tão combatida e apontada em seus concorrentes políticos, não existiu neste momento de crise em sua própria saúde. Heloísa ou aqueles que lhe prestaram os primeiros socorros, por orientação da própria, a enviaram para o exato local em que ela gostaria de ser tratada. Como mulher do povo, ela sempre disse que deveria ir para o mesmo lugar deste.

Quanto à forma como esta é tratada e a atenção que lhe é dispensada, ela nada pode fazer, pois o fascínio que desperta nos que a rodeiam é incontrolável. Posso imaginar o quanto sua presença alterou a rotina do hospital, mas também não há como negar e reconhecer a coragem dessa mulher que, como tantas outras, busca apenas atendimento médico.

 
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Publicado por em 31/08/2011 em Municipal

 

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Cavalcante e sua possível rearticulação

A liberação do sistema prisional do ex-Coronel Cavalcante tem causado rebuliço midiático, como, obviamente, não poderia deixar de ser.

Após o cumprimento de um sexto da pena a que foi condenado, quando do julgamento de alguns dos crimes que lhe são atribuídos, enfim o ex-militar volta às ruas. Na condição de presidiário do regime semiaberto, deverá obedecer a algumas regras preestabelecidas, como o recolhimento domiciliar a partir das 17h e o rotineiro comparecimento à Vara das Execuções Penais.

Tem sido noticiado e comentado com certo afinco a segurança de Cavalcante e de seus opositores, mas pouco tem sido aventado sobre sua capacidade de articulação frente seus ex-colegas de farda.

É mais que sabido que a outrora chamada “Gangue Fardada” há muito foi desbaratada, mas nem todos os envolvidos foram presos e/ou julgados, como o pai da menina Eloá (morta em São Paulo no ano de 2008), que só prestou contas à Justiça depois da repercussão da morte de sua filha e da descoberta de sua verdadeira identidade.

Sabe-se, ainda, que a partir do esfacelamento daquele grupo de dezenas de policiais que, por meio de paga, realizavam serviços escusos para políticos e poderosos empresários de nosso estado, outros tantos bandos surgiram cometendo todo tipo de barbárie ao longo dos últimos treze anos.

Não raras vezes somos informados pelos meios de comunicação que policiais estão por trás de determinados grupos de “foras da lei”, seja por meio de assaltos ou pistolagem. Ora, é certo que não há como ligá-los à extinta gangue de militares, mas também não há como deixar de fazê-lo.

Muitas vezes, ao descrever o meliante, hoje em liberdade, mas ainda não redimido, é comum que se mencione sua inteligência e esperteza acima da média. O recém “semiliberto” tem a seu favor o poder de persuasão e de articulação, não se sabe se este foi realmente ressocializado (esta que parece ser mais uma utopia de nosso sistema prisional), mas o que se sabe é que não são só seus opositores a temerem a volta do líder do maior bando de pistolagem da história recente deste Estado, mas toda a população.

 
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Publicado por em 30/08/2011 em Policial

 

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O voto secreto daqueles que são eleitos por voto secreto.

Recentemente foi à discussão no plenário da Câmara Municipal de Maceió a votação do projeto de alteração da Lei Orgânica Municipal, com o fito de aumentar o número de vereadores daquela casa, de 21 para 31 edis.

Acerca da discussão sobre a legalidade, constitucionalidade ou previsão orçamentário-financeira do projeto, prefiro me abster, até porque há diversos outros espaços discutindo tais temas com bastante competência e propriedade, e há post anterior sobre o tema.

No entanto, neste momento gostaria de me manifestar sobre a atitude da casa de impedir que os cidadãos acompanhassem a votação livremente. Explico.

Primeiro, houve uma discussão acalorada entre os Edis sobre se a votação deveria ou não ocorrer naquele dia, 23; depois que se decidiu pela mantença do projeto na ordem de votação do dia, surgiu um pedido feito pelo Vereador Luiz Pedro, no sentido de que a votação fosse secreta, o qual foi devidamente concedido.

Isso porque a todo tempo, nas discussões, apartes e provocações restou evidente a tentativa de preservação da imagem junto à opinião pública, através da transmissão da “TV Câmara” e da presença dos jornalistas no recinto.

Não há como culpá-los por isso, afinal vivem mesmo da imagem, quanto menos celeumas envolvendo seus nomes melhor. No entanto, registro minha indignação, e provavelmente de todos os cidadãos que acompanhavam a transmissão ao vivo.

Sempre que uma casa legislativa opta por votações secretas está agindo explicitamente contra o direito constitucional do cidadão e eleitor de acompanhar, fiscalizar e cobrar ações de seus representantes.

É óbvio que tal escrutínio é previsto em lei e amparado pela Constituição, mas cabe ao representante, dosar a primazia de interesses afim de que não se cometa abusos e arbitrariedades.

Na condição máxima de cidadã, no exercício pleno de meus direitos, registro minha indignação e insatisfação.

TV Câmara

Em tempo, registro a necessidade de maior planejamento e organização na utilização do espaço no Canal Legislativo, a fim de se evitar que no meio de uma votação, qualquer que seja, afinal supõe-se que todas sejam de interesse público, a transmissão seja cortada.

 
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Publicado por em 25/08/2011 em Municipal, Política

 

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Noite e Neblina, o holocausto além do imaginário

Na última quarta-feira, dia 17, em aula ministrada pelo professor Cláudio Jorge, na disciplina de Teoria da Comunicação assisti ao documentário Noite e Neblina, de 1955, dirigido pelo famoso cineasta francês Alain Resnais.

A película foi produzida em comemoração ao 10º aniversário do fim da II Grande Guerra, por encomenda do Comitê de História da Segunda Guerra Mundial para lembrar a libertação dos prisioneiros dos campos de concentração.

As imagens apresentadas são mesmo chocantes, como previamente alertados pelo cauteloso professor, que além de nos preparar para as fortes cenas que se seguiriam, ainda esclareceu que os mais sensíveis poderiam ausentar-se da sala de aula.

Magicamente ninguém se eximiu das imagens, com exceção daqueles que preferiram desviar o olhar em momentos mais angustiantes, mas em sua totalidade todos se deixaram envolver pelos 30 minutos em que pudemos reviver momentos jamais vividos. Impossível isto? Assista ao documentário e sinta o que é impossível sentir por meio de meras palavras e leituras.

O cinema tem o condão de despertar no espectador sentimentos que poucas mídias conseguem, além da vivência real, do momento de dor e sofrimento, é impossível sentir “na pele” o que só se conhece pela história contada, mas o documentário “noite e neblina” possui esse poder.

O filme possui uma finalidade que vai além da retratação pura e simples dos fatos. Alerto que é exatamente isso o que faz, com uma narrativa perfeita, sonorização adequada e as imagens mais simples do mero cotidiano de um campo nazi, consegue transmitir o que talvez só um testemunho vivo poderia.

Confesso meu total entorpecimento com as imagens, confesso meu sofrimento interno, exteriorizado por lágrimas, não por exagero ou por excesso de feminilidade. O que senti foi provocado pelas imagens, com certeza, mas os sentimentos são inerentes a cada ser humano, advêm de suas experiências, suas vivências, seus estudos, seu conhecimento, somado a sua sensibilidade.

Aproveito o espaço para disponibilizar o vídeo e assim compartilhar com os amantes da história, da verdade e do futuro as sensações que só ele provoca. A humanidade precisa se conscientizar de que só se redimindo do passado é que poderemos desfrutar de um futuro mais justo.

Vale ainda a reflexão de que foram mais de 20 milhões de vítimas dos nazistas, sendo que destes, cerca de 6 milhões eram judeus, e os demais? Destes ninguém fala, mas as vítimas de perseguição eram todos os que não se encaixavam nos parâmetros arianos.

Evitemos que a história se repita! Pois perseguições e preconceitos podem ser demonstrados com os menores gestos, nos mais ínfimos detalhes, não deixemos que estes se tornem maiores que os seres humanos e tomem conta de nosso cotidiano.

Apressemo-nos em conscientizar as novas gerações quanto à importância do livre pensamento, da liberdade de expressão e comportamento, do respeito ao direito do próximo e ao convívio social.

 
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Publicado por em 19/08/2011 em Cultura

 

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Discussão de Pauta na Rua.

Quando se fala em Jornal da Rua, nada mais coerente que se pense na rua como ambiente mais propício para sua produção.

Pois é, foi com este pensamento que seu idealizador, e editor-chefe, José Bispo reuniu na rua do Comércio, no centro da capital alagoana, um grupo de estudantes de comunicação, jornalistas profissionais e colaboradores do projeto para a primeira reunião de pauta na rua.

A falta de paredes e limites incutiu nos participantes a falta de amarras que deve pautar o jornalismo, o encontro se mostrou produtivo com a participação de todos e a demonstração de interesse no sucesso do projeto.

Como já ressaltado anteriormente, o Jornal da Rua é um projeto que visa “a inclusão social dos moradores de rua, mas também o despertar da sociedade para a existência e a valoração deles, por outro lado, com a diminuição do preconceito, despertar nos próprios errantes o respeito por si próprios, por suas histórias e pelo futuro que desejam”.

Após breve discussão aventou-se a possibilidade de trazer o CRACK, enquanto calamidade pública em Maceió, para o foco do projeto. A ideia era aproveitar o espaço e tentar arguir as pessoas que passavam pelo local sobre suas opiniões acerca da droga, se eles achavam que é situação de calamidade pública e o porquê de sua resposta.

Muitos se esquivaram em responder, o que também despertou nos entrevistadores questionamentos sociais e sobre a politização dos cidadãos, maiores interessados num ambiente pacífico e saudável longe das drogas.

Ao abrir o espaço para a discussão e para a oitiva de opiniões diversas e incentivadoras de medidas de combate à exclusão social, está-se dando a oportunidade de participação efetiva, pois o confronto ou a agregação de ideias é ponto de partida para a realização de mudanças estruturais na sociedade.

Em contraposição, outro tanto considerável de pessoas dispostas à participação social se manifestaram sobre as indagações, afinal, a droga é, sim, um problema generalizado, que não escolhe raça, credo, sexualidade ou nível social. Com certeza todos conhecem uma história ou alguém que foi devastado pelas drogas e teve sua família destroçada por seus efeitos.

O resultado desta ação você poderá conferir na próxima edição do Jornal da Rua.

 
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Publicado por em 17/08/2011 em Utilidade Pública

 

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Um dia dos pais de cinema

Há quem diga que o dia dos pais não passa de mais uma data comercial, criada para incrementar economia local e assim fazer circular a riqueza. Tudo bem, admito tal consideração, mas reservo-me o direito de discordar.

por Tatiana Klix

Para mim a data é muito especial, não só porque nasci e fui criada num lar bem estruturado, cheio de amor e troca de ensinamentos diários, mas também porque tive e tenho um pai especial. Meu pai, como já disse em outros posts, neste mesmo espaço, é pessoa impar, foi ele quem me incentivou o gosto pela leitura, pelas artes e pelas viagens, com certeza sou o que sou também por ele.

Enfim, mas o post de hoje não será em homenagem a ele, o pai, mas ao dia. Isso mesmo. E isto porque meu dia foi bem diferente. Nos reunimos todos na casa do tio Rui, irmão do meu pai, pais, tios, tias, primos, irmão, enfim, a maior galera, quando de repente, minha tia Leninha, irmã do meu pai, avisa que encontrou um DVD com a regravação de filmes antiquíssimos do meu tio Rui.

Pronto, foi a senha, os irmãos danaram-se a contar as historias da época do festival de cinema de Penedo, dos ilustres que conheceram, de quem conheceu a Vera Fisher, para quem ela teria dado uma piscadela, ou seja, toda sorte de detalhes que suas mentes podiam se lembrar.

Obviamente que todos nós nos reunimos à frente da tevê para prestigiar os dotes artísticos do amado parente, e também dos amigos de longa data que até hoje temos contato nas andanças por Penedo.

Para tristeza geral a gravação era de péssima qualidade, o que não nos surpreendeu, pois os filmes, quatro no total, haviam sido gravados em Super 8 (não me perguntem o que é isso, só sei que é formato de vídeo da época, e que eram “curtas”), destas para os “tapes” e só então para o DVD.

Além dos momentos de euforia que acometia a todos em cada breve cena em que meu tio aparecia, com gritos de “é ele”, “claro que é”, “olha a costeleta”, “olha que calça mais zezé di Camargo”. Sim, foi muito engraçado. O mais legal eram os filmes mesmo, o roteiro deles.

Os filmes não eram falados, havia a trilha sonora e as imagens. E, incrivelmente, era muito fácil de entender o sentido deles, escritos (?), filmados e produzidos por todos. Atores, diretores, autores, cameramen e carregadores se confundiam entre si, sendo que as películas só eram finalizadas com a participação de todos.

Vimos que muitos dos filmes tentavam despertar nos espectadores a consciência social, trazendo temas de relevância, numa época em que a censura militar se fazia presente e ainda assim conseguiam burlar os censores imprimindo a conotação social que era necessária ao tempo.

Lamentável que o festival de cinema não exista mais em Penedo, em nosso estimado Estado; pior, é que sequer há cinema em funcionamento por aquelas paragens. Mas muito mais lamentável, convenhamos, é que já não haja incentivo a essas produções caseiras, amadoras e com todo esse amparo social.

 
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Publicado por em 14/08/2011 em Cultura

 

A lição do muro, 50 anos depois…

Essa semana fui brindada com mais um inspirador texto do professor e amigo Adrualdo Catão, que em seu artigo falou sobre o aniversário de 50 anos da construção do muro de Berlim.

Achei o tema extremamente interessante, principalmente porque sou uma entusiasta dos estudos humanitários, de guerras e seus impactos sociais. Já estive em Berlim e confesso que minha única exigência foi a de pedir um hotel na antiga Berlim Oriental.

Meu fascínio pela história me impeliu a tentar refazer os caminhos dos tempos de guerra e pós guerra. É bem verdade que restaram pouquíssimas referências aos tempos nazistas e de domínio de Hitler, o que se vê pelas ruas é um povo animado, que por muitos anos foi taxado de xenófobo, mas que muito tem se esforçado em bem receber o turista e toda sorte de visitante.

Acredito que não seja relevante fazer aqui uma explanação histórica minuciosa, mas aos mais desatentos esclareço que a Alemanha, após o fim da II Grande Guerra, foi dividida em blocos pelos vencedores Aliados. Ficando um quinhão para os Estados Unidos, outro para a Inglaterra, outro para a França e outro para a, então, União Soviética.

Berlim, capital da Alemanha, era a que aglutinava todas as regiões, sendo a cidade administrada por quatro países. Cada um quis imprimir seu regime administrativo ao espaço que lhe cabia, sendo que a URSS, como representante maior do socialismo, viu na ocasião a possibilidade de mostrar todo o poderio e suposto sucesso daquele regime político.

Ocorre que as constantes migrações de “seus” habitantes para as outras regiões fez com que a URSS optasse por “murar” todo seu território, inibindo e restringindo o contato do lado oriental (leste) com o resto do mundo. O muro foi e é ainda o maior símbolo do socialismo soviético e do quão intolerante este pode ser.

Não estou aqui levantando bandeira pró ou contra socialismo, até porque acredito que regimes de governo surgem e caem a todo momento, ilude-se quem acredita que o socialismo, comunismo, capitalismo ou qualquer “ismo” que por aí se apresente seja exatamente aquele proposto quando de seu surgimento. Não, não é. São variações, adaptações e maneirismos, isto porque na teoria todo idealismo é floreado, mas a sua praticidade depende de adaptações. Afinal, falamos em administrar seres humanos, com anseios, necessidades, defeitos e qualidades.

Voltando à Berlim, acho interessante mencionar que a cidade, ao menos até 2005, parecia ainda viver resquícios dos tempos de separação soviética. Isto mesmo, o muro, construído em 1961, caiu em 1989, e com ele foi embora o separatismo que dividiu não só o território, mas as famílias, os amores, os amigos. Mas ainda é possível encontrar por lá partes inteiras de muro preservado, não só para que a lembrança – de tempos ruins que não são mais desejados – não morra, mas também para mostrar aos visitantes que o passado não deve ser apagado.

Dividir um território considerando-se apenas interesses políticos mostrou-se ineficiente, os países existem há séculos, e neles sua cultura, idioma, costume e características próprias. Tomar para si como se fosse possível simplesmente dispor da vida das pessoas, provaram o quão irracional e despreparados estavam os Aliados. Menosprezando o povo e seus interesses só mostraram ao mundo, ocidental e oriental, que não há regime de governo perfeito e acabado, e que tudo isso é feito por homens, passíveis de erros e de imperfeições.

Os alemães, que até pouco tempo se viam diminuídos e rejeitados pelo mundo globalizado, hoje se veem com uma nova identidade. São capazes de explorar o turismo histórico como poucos países palco de guerra são. A cortina de ferro que se estendeu por todo território berlinense foi o maior símbolo daquela Guerra Fria, marcada pelas corridas espacial e armamentista, minada constantemente pela tensão nuclear.

A passagem do aniversário do muro de Berlim, 50 anos, nos traz uma bela e construtiva lição, a de que um povo destroçado pela guerra, e humilhado por sua perda de identidade ao ser “tomado” por nações estranhas, pode se reerguer, pode aprender com o passado, escolher seu futuro e ensinar ao mundo que educação, orgulho e amor pátrio podem ser reinventados e utilizados para o bem comum.

 

 

 

 
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Publicado por em 13/08/2011 em Cultura

 

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