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Direito e Música se unem em Blog do Consumidor

Nesta terça-feira (21), a CBN Maceió receberá o advogado e blogueiro Marcelo Madeiro, autor do “Blog do Consumidor”, hospedado no Portal Cadaminuto. Madeiro é baiano e vive em Maceió há muitos anos, adotou Alagoas como lar e sente-se em casa quando o assunto é trabalho.

Madeiro define-se como uma pessoa feliz e que procura sempre olhar o lado positivo da vida. Trabalha no Porto de Maceió, é só do escritório MMT Advogados, ensina na SEUNE e na FAMA. Advogado, Especialista em Direito do Consumidor e Economista.

Nas horas vagas gosta de um bom livro e de ir à Fazenda.

Consumi

Palavras ao Vento: Por que decidiu escrever um blog? Como nasceu o blog Consumidor? Por que o tema?

Marcelo Madeiro: A vontade de mostrar o direito simples, desmistificando-o, nada de palavras rebuscadas ou de expressões em latim. O blog nasceu depois de conversar com o amigo Gabriel Ciríaco que me apresentou o Carlos Melo do Cadaminuto. Sempre atuei na área consumerista e o Código de Defesa do Consumidor é muito atraente, por ser uma norma principiológica.

PaV: Como você classifica um tema como relevante para ser levado ao blog?

MM: Recebo muitas decisões dos Tribunais, indicações dos amigos e leitores, não existe uma sequência de temas, na verdade vou lendo as decisões até encontrar algo que seja atual e possa ajudar a maioria dos internautas.

PaV: Qual o melhor momento para escrever?

MM: Gosto de escrever no horário da manhã, preferencialmente no início.

PaV: Com que periodicidade publica?

MM: Escrevo de uma a duas vezes por semana.

PaV: Recebe colaboração de outros escritores?

MM: Já recebi alguns textos e publiquei na íntegra, se o tema for relevante pode entrar no blog.

PaV: O que o motiva a escrever? O que você pretende com o blog?

MM: A motivação de escrever, vem da vontade de fazer a minha parte na sociedade. O blog não tem objetivos específicos, pois muitas vezes saímos da temática Direito do Consumidor e entramos em outras esferas do Direito.

PaV: Que mensagem vocês deixam aos leitores? E a outros blogueiros?

MM: Posso dizer a todos que continuem escrevendo com responsabilidade.

Mostrando sua irreverência Marcelo Madeiro sugeriu uma pergunta a mais “o que faz seu blog ser diferente?”, e logo mostra a razão. O autor adora músicas e, em cada uma de suas postagens, sempre publica a letra de uma música que gosta. A certeza de ser um músico frustrado me fez incluir uma música ao final, já teve de tudo no blog, de Camaro Amarelo a Chico Buarque.”

Amanhã, 11h, na CBN Maceió (FM 104,5).

 
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Publicado por em 20/05/2013 em Blogs na CBN Maceió

 

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Futebol por universitários faz a diferença

Nesta terça-feira (14), a CBN Maceió receberá os blogueiros autores do “blog Futebol Universitário”. Escrito a dez mãos, isso mesmo. Afinal, são cinco a digitarem e publicarem atualizações constantes, sendo que três estarão presentes no programa que cede espaço a blogueiros e suas motivações.

O programa, que vai ao ar às 11h, receberá Bruno Protásio, Henrique Pereira e Paulo Victor, todos estudantes de jornalismo no Cesmac.

O Bruno, além da Assessoria de Comunicação do Cesmac, também é estagiário no Portal Emergência 190, editoria de esportes. O Henrique é estagiário na Assessoria de Comunicação da Seplande (Secretaria de Estado do Planejamento e Desenvolvimento Econômico) e no globoesporte.com/al, onde também estagia Paulo Victor.

futebol

 

Palavras ao Vento: O que o motiva a escrever? O que você pretende com o blog?

Bruno Protásio: Por se tratar da área que sempre fui apaixonado é muito fácil de escrever, sai naturalmente. E sempre estou querendo aprimorar meus conhecimentos e passar aos leitores análises seguras e verdadeiras sobre o assunto, que fujam do que eles já estão acostumados.

Henrique Pereira: O futebol é o grande motivador, aliado ao espírito jornalístico. O blog é um hobby, uma forma de “colocar no papel” tudo aquilo de relevante que se passa na cabeça.

Paulo Victor: Falar de futebol é sensacional. É muito prazeroso escrever sobre um assunto que gosto e, de certa forma, domino. Pretendo aperfeiçoar cada vez mais os meus textos, as minhas crônicas e as minhas críticas. Ao longo do tempo, também pretendo conquistar um público fiel, que tenha prazer em fazer uma leitura dos meus textos.

 

PaV: Por que decidiu escrever um blog? Como nasceu o blog Futebol Universitário? De onde surgiu o nome?

PV: Foi a forma mais fácil de iniciar algum vínculo com o jornalismo esportivo. Como meus amigos também toparam a ideia, resolvemos colocar em prática. Estávamos na sala de aula, cursando o 2º período, durante um intervalo entre as aulas e finalmente chegamos ao consenso de criar o blog. A partir do momento que decidimos cria-lo, surgiu a dúvida: qual nome? Então, numa das minhas sugestões, juntei o futebol, que é o tema principal do blog, e o que somos, no caso, universitário. Assim surgiu o nome do blog.

PaV: O que os inspira?

BP: Procuro escrever sempre sobre coisas que me chamam a atenção no futebol e evito ao máximo só reproduzir o que foi o jogo. Gosto de partidas que saltam os olhos dos torcedores, que tenham algo a mais que as partidas comuns, e isso pode ser um lance, um drible, um gol. Qualquer fator que saia da normalidade das partidas e se destaquem.

HP: O futebol em si é a maior fonte de inspiração. Às vezes um jogo diferente, um lance, uma reação da torcida…tudo serve de inspiração. Como nossa linha é mais a crônica, procuramos pegar um assunto que renda boas reflexões.

PaV: Qual o melhor momento para escrever?

BP: Acho que o melhor momento é quando a inspiração bate, que vem em circunstâncias distintas, se tratando de futebol. Pode ser durante a partida, horas ou dias depois, varia muito.

PV: Após as partidas. É quando o torcedor quer ler as críticas.

PaV: Com que periodicidade publica?

HP: Ultimamente escrever vem sendo um desafio por conta do tempo. Eu mesmo trabalho os dois horários em locais diferentes, fora a faculdade durante a noite. Quando chego em casa, o cansaço bate, e nem os jogos de quarta à noite eu consigo ver mais. É complicado, mas sempre que pinta uma brecha, até mesmo no trabalho (que o chefe não ouça), eu procuro produzir.

PaV: Que mensagem vocês deixam aos leitores? E a outros blogueiros?

BP: Aos leitores deixo meus agradecimentos, o blog já está com um ano e dois meses de existência e sempre manteve uma média muito boa de acessos. Peço que todos que se sentirem à vontade, comentem, façam suas sugestões e críticas, pois é muito importante para que nós possamos estar em constante aperfeiçoamento. E aos outros blogueiros, deixar os parabéns pela iniciativa e que continuem no embalo, porque é uma ferramenta muito importante.

HP: Para os leitores que gostam daquilo que escrevemos, eu só tenho a agradecer. O mesmo se aplica àqueles que não gostam, já que pra chegarem a essa conclusão eles pelo menos tentaram. Se bem que feedbacks são sempre bem-vindos, ou seja, dizer onde poderíamos melhorar será sempre muito válido. O mesmo se aplica aos colegas blogueiros.

PV: Leiam. Estejam sempre interessados em ler, mesmo que o texto seja grande. Aguardem novidades, temos alguns bons projetos para o blog. Aos blogueiros, continuem escrevendo, se dedicando ao máximo nos textos. Um bom texto pode mudar muitas opiniões.

 

Recentemente o trio lançou um programa na rádio universitário do Cesmac, sobre o programa de rádio deles:

BP: O programa foi uma ideia sensacional. Acho que foi melhor do que podia imaginar. Nunca achei o rádio muito atrativo, achei que não combinava comigo, até porque gosto muito mais da área de TV. Mas depois que comecei a fazer o programa, junto com o Henrique e o PV, foi “fora de série”. Lançamos uma proposta nova no mercado que foi muito bem aceita pelos ouvintes, já conquistamos um público fiel e estamos trabalhando firme para trazer inovações. Está sendo uma experiência muito boa.

HP: O intervalo de Jogo nada mais é do que a nossa vontade de sermos ainda mais. Escrever é bom, falar é tão bom quanto. Sendo assim, decidimos tentar trabalhar essa nova habilidade, e elevar nossa discussão a um patamar ainda maior, já que o alcance é diferente. Mas o assunto é sempre o mesmo, o amado esporte bretão.

PV: O programa de rádio é o nosso ‘xodó’. Estávamos apenas com o blog e queríamos iniciar uma resenha esportiva. Tomamos iniciativa e ficamos no pé do professor Roberto Amorim, que nos deu total apoio e condições para começar o programa. Sob a orientação dele, criamos o ‘Intervalo de Jogo’. No programa, eu, Bruno e Henrique comentamos sobre a rodada do futebol estadual, regional, nacional e internacional. Mas não comentamos como as tradicionais resenhas de rádio fazem. A gente procura comentar num tom mais descontraído, com algumas brincadeiras, sarcasmo e ironia, de forma sadia, é claro, mas sem perder a linha da inteligência. O programa é gravado toda segunda e quinta-feira, e tem duração de 20 minutos. Divulgamos o ‘Intervalo de Jogo’ nas redes sociais e através do site Infoca, que é administrado pelo prof. Roberto Amorim.

Ouça o “Intervalo de Jogo” aqui: http://www.infoca.com.br/ > Rádio > Intervalo de Jogo.

inFoca

Além dos entrevistados de amanhã, o blog é escrito ainda por Lucas Barreto e Estéfane Holanda.

 

 
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Publicado por em 14/05/2013 em Blogs na CBN Maceió

 

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Causo de Sant’Ana

A Virgem, o Menino, Sant’Ana e São João Batista (1499 – 1500), por Leonardo DaVinci

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ao final de uma audiência, num lugar qualquer…

Pronto, a próxima audiência será dia 3 de julho, às 10 horas, certo?!

Ah, em Santana?

Santana? Não. Aqui mesmo. No dia 3 de julho.

Certo. Em Santana, né?! Tá bom.

Hein? Santana? Não, não.

Sim, não é depois de São João, então é em Santana.”

Santana? Olha, melhor irmos falar com sua filha.

 

São João é o primo de Jesus e Santa Ana é a avó de Jesus. E há datas comemorativas para ambos os santos. São João em dia 24 de junho e Sant’Ana em 26 de julho.

Para os mais antigos, o mês de junho é chamado de São João e o mês de julho de Sant’Ana, mas os demais meses do ano são chamados da mesma forma, daí porque esse problemão de comunicação. Depois de falar com a filha de “seu Zé” tudo foi esclarecido. E aprendi que os meses do ano são janeiro, fevereiro, março, abril, maio, são joão, santana, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro.

Que beleza, hein?!

 

 

 
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Publicado por em 10/05/2013 em Causos

 

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Aprendendo com Mandela

Nosso grande medo não é o de que sejamos incapazes. Nosso maior medo é que sejamos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão, que mais nos amedronta. Nos perguntamos: ‘Quem sou eu para ser brilhante, atraente, talentoso e incrível?’ Na verdade, quem é você para não ser tudo isso?…Bancar o pequeno não ajuda o mundo. Não há nada de brilhante em encolher-se para que as outras pessoas não se sintam inseguras em torno de você. E à medida que deixamos nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo“.

(Discurso de posse, em 09/05/1994)

Nelson Mandela

Foi com palavras como essas que Nelson Rolihlahla Mandela se transformou no primeiro presidente da África do Sul a ser eleito por meios democráticos através do sufrágio universal em 9 de maio de 1994. Mandela, com suas palavras, nos mostra a importância dos exemplos. Às vezes nos cobramos para não parecermos ser o que realmente somos com medo do julgamento. Não queremos parecer pernósticos, vaidosos, convencidos e metidos. Não queremos despertar inveja e nem afastar as pessoas, mas que inveja supera a força do exemplo que inspira, que contagia, que leva brilho aos olhos?

Um pouco antes de assumir o cargo como primeiro mandatário, Mandela foi um importante ativista contra o apartheid (fenômeno de segregação racial na África do Sul) que, apesar de ter sido encarcerado durante 27 anos, esteve envolvido no planejamento de atividades de resistência armada. Durante seu tempo na prisão se transformou na figura mais conhecida da luta contra o apartheid na África do Sul.

Mandela incentivou o convívio pacífico entre negros e brancos, não pregou o revanchismo e acreditou que a harmonia e a paz só seriam alcançados por meio da política, das instituições e da força da união do povo. Mandela ganhou muitos prêmios nacionais pela sua luta em defesa dos negros, mas, principalmente, em defesa de seu país.

Contribuição de Henrique Pereira.

 
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Publicado por em 09/05/2013 em História

 

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Qual a sua Coca-Cola?

 

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A Coca-Cola está completando 127 anos de idade e o Palavras ao Vento resolveu trazer um pouco dessa história de sucesso de marketing e de consolidação da marca ao longo dos anos e nos mais diversos países do mundo.

No dia 8 de maio de 1886 foi criada a Coca-Cola, uma das mais famosas bebidas do mundo. A história da Coca-Cola inicia com a chegada do farmacêutico John Pemberton na cidade de Atlanta nos Estados Unidos, logo após a Guerra Civil americana. Ele havia acabado de participar da guerra e estava disposto a mudar de vida, em busca de uma nova clientela que comprasse suas ideias e medicamentos. Por não ter nenhuma habilidade em vendas, sempre fracassou em suas criações, até conhecer o contador Frank Robinson, que acaba tornando-se sócio.

A Coca-Cola é produzida em mais de 201 países pela empresa The Coca-Cola Company. Na época de sua invenção, a Coca-Cola era um remédio patenteado que, mais tarde, foi comprado pelo empresário Asa Griggs Candler, que soube usar as ferramentas do marketing para dominar o mercado de refrigerantes no século XX.

A Coca-Cola foi criada a partir de uma mistura de folhas de coca e sementes de cola. Ela era inicialmente vendida como um medicamento para aliviar dores de cabeça e náuseas. Contudo, Pemberton começou a vender o produto em sua farmácia também para aliviar a sede. O preço de cada vidrinho da bebida era de apenas cinco centavos de dólar. Aos poucos a Coca-Cola foi se tornando famosa.

John Pemberton, em 1889, vendeu a fórmula para o também farmacêutico e empresário Asa Griggs Candler, por aproximadamente 2.300 dólares. Candler tornou-se o primeiro presidente da empresa e o primeiro a dar real visibilidade ao negócio e a marca. Asa Candler, um vendedor nato, transformou a Coca-Cola de uma simples invenção em um grande negócio.

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O golpe de mestre – Marketing

Asa Candler descobriu formas criativas e brilhantes de apresentar a nova bebida: distribuiu cupons para incentivar as pessoas a experimentarem o produto e abasteceu os farmacêuticos com canetas, relógios, balanças, abajures, cartões e calendários com a marca Coca-Cola.

A promoção agressiva funcionou: a marca estava em todos os lugares ganhando popularidade. A popularidade do refrigerante exigiu novas formas de apresentações que permitiram a mais pessoas conhecerem o refrigerante.

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Em 1895, a Coca-Cola já era vendida em todos os estados e territórios americanos. Nesta época, três fábricas nas cidades de Chicago, Dallas e Los Angeles já engarrafavam o produto. Pouco depois, em 1897, o produto já chegava, ainda que em pequenas quantidades a outros países, como Canadá, México e Havaí.

Talvez ninguém tenha causado tanto impacto na empresa como Robert Woodruff. Em 1918 seu pai comprou a empresa de Candler, juntamente com outros investidores, e Robert assumiu a presidência cinco anos depois. Foi Candler quem introduziu a marca no mercado americano. Mas foi Woodruff quem consolidou a marca e a liderança do produto em todo o mundo, durante os 60 anos em que ficou à frente do comando da empresa.

Verdadeiro gênio do marketing, vislumbrou muitas oportunidades de expansão, conquistando novos mercados com campanhas publicitárias inovadoras; Abriu fábricas na Espanha, Bélgica, França, Itália, Guatemala, Honduras, Peru, Austrália e África do Sul; alavancou o desenvolvimento e a distribuição dos produtos através da embalagem com 6 unidades (conhecida como six-pack); instalou geladeiras horizontais nos pontos de venda, entre outras inovações que tornaram a marca ainda mais fácil de ser apreciada e reconhecida.

Com uma estratégia de marketing agressiva e um sistema de produção franqueado, a Coca-Cola Company começou a expandir negócios, e em 1920 já tinha 1.000 fábricas engarrafadoras autorizadas, exportando produtos para diversos países do mundo.

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Em 1941 os Estados Unidos entraram oficialmente na Segunda Guerra Mundial, enviando milhares de homens e mulheres para as frentes de combate. A marca acompanhou esses combatentes, pois Woodruff determinou que o produto fosse vendido a cinco centavos de dólar para todo soldado não importando onde quer que estivesse, em qualquer parte do mundo, independente de quanto isso custaria à empresa. E foi também durante a guerra que milhares de europeus experimentaram a bebida pela primeira vez. Quando a guerra acabou, a Coca-Cola já tinha muitos negócios pelo mundo e milhões de apreciadores.

Em 1942 a Coca-Cola entrou oficialmente no mercado brasileiro e em 2011 contava com 10,7 bilhões de litros vendidos

Apenas em 1955 a Coca-Cola Company lança novos produtos como, a Fanta e em 1961 a Sprite e outras, e hoje a The Coca-Cola Company atua em 200 países ou territórios e conta com 500 marcas diferentes servindo 1,7 bilhão de doses a cada dia.

Em 2011, ao completar seus 125 anos de um sucesso estrondoso, mais de 1.7 bilhões de copos eram consumidos. Era a celebração da marca mais valiosa do mundo, do mais poderoso símbolo do capitalismo e da cultura americana, além de ser a a bebida oficial em tempos de guerra, responsável por globalizar a atual imagem do Papai Noel, capaz de associar seu nome à alguns dos maiores eventos esportivos do mundo. Além disso, ao longo de todos esses anos a marca Coca-Cola se enraizou em muitas culturas pelo mundo afora.

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Críticas

A Coca-Cola Company enfrenta acusações de que a Coca-Cola traria efeitos colaterais perversos na saúde de consumidores, em especial pela enorme quantidade de açúcar e sódio em sua fórmula. Há também acusações de práticas monopolistas por parte da multinacional.

Sem contar que a Coca-Cola é acusada de uso de mensagens subliminares desde a década de 60 no cinema, isso mesmo, atribui-se à Coca-Cola a primeira mensagem subliminar usada com finalidade mercadológica e com comprovação atestada. Sua mensagem pioneira teria aumentado consideravelmente o consumo do refrigerante e de pipoca.

Teorias conspiratórias à parte, a Fanta é acusada de ser bebida nazista, criada por alemão, durante a II Guerra Mundial, patrocinadora do nazismo e utilizadora de mão-de-obra escrava (campos de concentração); também há os que alegam que o sucesso da Coca-Cola seria obra do demônio, apontando, inclusive, uma série de peças publicitárias com serpentinas alusivas ao 666 demoníaco… bem… há certas coisas que não dá mesmo para comentar…

À Coca-Cola que nos vicia e nos anima, parabéns!!! Também por todo o sucesso de marketing, o que contribuiu sobremaneira para os hábitos consumistas da atualidade.

Aos consumidores, muita atenção, afinal, tudo em excesso faz mal…

 
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Publicado por em 08/05/2013 em História, Variedade

 

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Abaixando a máquina – ética e dor no fotojornalismo carioca

Recentemente, em aula de fotojornalismo, foi-nos apresentado o documentário “Abaixando a máquina – ética e dor no fotojornalismo carioca”, que tem por finalidade precípua desmistificar a realidade dos profissionais da imagem no jornalismo, aqueles que levam imagem para a narração dos fatos.

O documentário produzido pelo fotógrafo Guilhermo Planel e pelo jornalista Renato de Paula, tem como cenário o cotidiano do jornalismo no Rio de Janeiro, mostrando um pouco da realidade em que os fotojornalistas cariocas vivem.

A realidade é mesmo perturbadora, o jornalismo que se sobressai é o policial e com ele todo o perigo, o sangue, a dor e a controvérsia ética, do que é possível ou não noticiar, assim como o que deve ou não fazer virar notícia.

O fotógrafo tem como mote registrar a realidade, independentemente do quão dolorosa e perversa ela seja, seu papel é retratar a realidade. O bom profissional pode e deve ser pautado pelo bem que ele faz levando ao conhecimento público as mazelas sociais, despertando a população para os problemas que a rodeia.

O documentário foi produzido de forma dinâmica e tem o poder de prender a atenção de quem o assiste, seja ou não do mundo da comunicação. As imagens chocantes dão lugar a histórias emocionantes e mostram que o jornalismo sem a imagem não existe.

O documentário já é de uma contribuição imensa para a formação de jornalistas e fotojornalistas, mas ontem (06) o professor da disciplina – Beto Macário – nos proporcionou uma experiência incrível. Alunos de teatro da UFAL/Reitoria encenaram num realismo indescritível uma situação de incêndio numa boate – inspirados pelo acidente na Boate Kiss – e pudemos ter a real (ou aproximada) noção do quão difícil é a tomada de decisão diante do perigo com a máquina na mão e um dever – registrar.

Em breve escreverei mais a respeito e publicarei algumas de minhas fotografias.

Eis uma…

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Publicado por em 07/05/2013 em Documentário, Variedade

 

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O homem Politicamente Alagoano – Vanildo Neto

Durante todo este mês de abril, a CBN Maceió abriu espaço para blogueiros alagoanos. A ideia surgiu do apresentador Manoel Miranda e, a cada terça-feira, um blogueiro de Alagoas é entrevistado sobre seu blog, os temas que o inspiram e sua história nas mídias sociais.

Nesta terça-feira, às 11h, o entrevistado será Vanildo Neto, natural de Maceió, mas de família Rio Larguense, idealizador e escritor do Blog Politicamente Alagoano, que já está disponível no endereço http://politicamentealagoas.blogspot.com.br/ há dois anos.

Politicamentealagoano

Palavras ao Vento: Quem é Vanildo Neto?

Vanildo Neto: Um observador e admirador da política bem aplicada.

PaV: Onde trabalha/estuda? Qual a sua formação? O que gosta de fazer nas horas vagas?

VN: Apesar de muitos pensarem que sou formado em Direito, só por causa do tema do blog, tenho graduação em Administração de empresas. Nas horas vagas gosto de ficar na internet, visitar os amigos, assistir séries, jogar vôlei, ficar com a namorada boa parte do tempo. rss…

PaV: Por que decidiu escrever um blog? Como nasceu o blog Politicamente Alagoano? De onde surgiu o nome?

VN:     Sempre gostei de dar minha opinião, tudo começou ainda no Orkut, onde existiam as comunidades e seus fóruns de discussão, então sempre aconteciam vários debates em várias comunidades diferentes. Cidades, política, futebol.

Depois do Orkut, conheci o twitter, onde o microblog proporcionava expressar minha opinião mais abertamente e como bem entendesse, mas o twitter que limita em 140 caracteres suas publicações estava ficando pequeno para os textos que eu queria publicar e quando eu via vários amigos com seus blogs e seus temas específicos eu achava massa ter um espaço assim, então decidi criar um com um tema que sempre me interessou, até por que os nossos políticos proporcionam temas a todo instante, cada um mais absurdamente inacreditável que o outro.

Eu não queria utilizar meu nome para o blog, queria criar uma marca, como tinha acabado de assistir o DVD do Danilo Gentili com o nome de Politicamente Incorreto, eu queria utilizar algo nesse sentido, gostei muito da força do nome “Politicamente” e como eu também queria inserir o nome de Alagoas no Blog saiu o “Politicamente Alagoano”.

PaV: O que te inspira?

VN: O que me inspira é meio controverso. O que me inspira é a indignação que me toma por conta dessa politicagem que assola não só o Brasil, mas principalmente Alagoas, a atuação descarada de boa parte desses representantes que só trabalham em beneficio próprio, pinta e borda, mas no final acaba se reelegendo pelo mesmo povo que sofre os 4 anos. Onde também o que me inspira são as boas práticas de outra boa parte da população se mostra mais politizada e tenta de certa forma ajudar a conscientizar quem ainda insiste em votar por benefícios individuais. Blog do Ricardo Mota, Blog do Vilar e Blog do Marques me inspiram!

PaV: Qual o melhor momento para escrever?

VN: O melhor momento é quando vem a inspiração. Pode ser dia, tarde, noite ou madrugada. Quando vem se faz necessário que você escreva antes que elas sumam (rss…). Se você não assim fizer, capaz do texto não sair como o esperado.

PaV: Com que periodicidade publica?

VN: Não tenho uma quantidade exata, como disse quando a inspiração vem é inevitável, tem semana que escrevo quase que diariamente, mas também tem semanas que não sai nada.

PaV: Recebe colaboração de outros escritores?

VN: Sim, com certeza. Tenho amigos que esporadicamente me enviam texto para que eu publique no blog, claro que antes leio para ver do que se trata e que tema aborda, acho massa que eles enxerguem meu blog como um canal que eles possam se expressar. O último texto mesmo eu achei numa revista de 2010 e que não havia registro na web e um tema que acho de extrema relevância para Alagoas e Rio Largo (Texto: COMENDADOR TEIXEIRA BASTO).

PaV: O que o motiva a escrever? O que você pretende com o blog?

VN: O que me motiva é mostrar a desigualdade que muitas vezes os portais de noticias não dão a mesma ênfase, publicam, mas não desenvolvem nada, fica como fosse algo irrelevante e muitas vezes não é, e merece mais destaque. COMO > (texto: O DESCASO POUCO REPERCUTIDO )

PaV: Que mensagem você deixa aos seus leitores? E a outros blogueiros?

VN: Que continue nos acompanhando, interagindo, é importante o contraponto onde ele discorde do meu ponto de vista, assim construímos a democracia. E que os outros blogueiros continuem a escrever, mesmo quando ele não ache que está havendo reconhecimento ou se desmotive por algum outro motivo… é importante fortalecermos cada vez mais os formadores de opinião independente, que escreve com a imparcialidade e levando em conta suas convicções e desejos.

Forte abraço em todos!

Vanildo Coelho Lima Neto

 
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Publicado por em 06/05/2013 em Blogs na CBN Maceió

 

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76 anos sem Noel Rosa

Neste 4 de maio completam 76 anos da morte do grande poeta da Vila, Noel Rosa.

Nascido Noel de Medeiros Rosa, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro de 1910, foi sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil.

Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro e no “asfalto”, ou seja, entre os mais pobres e a classe média, assim como entre esta e o rádio, principal meio de comunicação da época. Noel contribuiu com sua época, mas muito mais com a história cultural brasileira. Levando o samba e a poesia para os rincões mais elitistas.

Fantástica esta narrativa-cantada sobre a polêmica entre Wilson Batista e Noel Rosa

 
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Publicado por em 04/05/2013 em História

 

Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, mas qual liberdade? qual imprensa?

Antes de entrar na faculdade de comunicação social, habilitação em jornalismo, ouvi de tudo. Desde: “você é louca?” até “para quê?”. Pois bem, tanto há os que acham que dinheiro é o que deve motivar as pessoas na escolha de seus caminhos, quanto há os que acham que a decisão de um colegiado de juízes, que muito entendem de leis e pouco de prática, é o suficiente para que as universidades de comunicação se esvaziem e os amantes das notícias se contentem em serem autodidatas sem técnica, nem ética.

Nunca escondi o idealismo que me levou ao jornalismo e é ele quem vem me pautando, continuo querendo fazer diferente e procurando brechas (coisa que advogado adora) para fazer da forma mais coerente com o que acredito que seja a missão maior do jornalismo. O alerta “a prática é muito diferente da teoria” é comum e esperado, vi isso em administração, em Direito e, agora, em jornalismo. Esperar de qualquer atividade profissional um “mar de rosas” não é idealismo, é inocência.

No dia 3 de maio de 1991 foi declarado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa pela Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa de promover essa data partiu da Unesco que, por meio de um artigo publicado em 1990 chamado “Promoção da Liberdade de Imprensa no Mundo”, afirmava que imprensa livre, pluralista e independente é um componente essencial para a sociedade democrática.

Segundo a ONU, hoje coexistem na imprensa e na televisão relatos com pontos de vista distintos em que cada mídia retrata um evento de uma perspectiva diferente. No entanto, em muitos países os jornalistas não têm a liberdade de expressar o que pensam e os que ousam fazer isso sofrem com ameaças, sequestros e até mesmo correm risco de morte.

No ano de 2000, de acordo com a Federação Internacional de Jornalistas, 33 profissionais foram assassinados e outros 87 perderam suas vidas em atividades relacionadas ao trabalho em 1999.

Só no primeiro trimestre deste ano 3 jornalistas foram mortos no país. Mais jornalistas morreram no Brasil em 2012 que no Iraque, Gaza e Afeganistão. Foram 11 profissionais da imprensa assassinados, um recorde. Apenas Síria, Somália e Paquistão viveram cenários mais dramáticos para os jornalistas que o Brasil. No total, foram 139 mortes, em 29 países. O número mundial é 30% superior ao de 2011 e representa cerca de duas vítimas a cada semana. O México, em meio a uma guerra contra o narcotráfico, se iguala aos números do Brasil*.

Como vemos, ser jornalista no Brasil não é das missões mais fáceis, profissionais são mortos por causa do exercício de noticiar, denunciar e revelar. Muitos não têm noção da importância da imprensa numa sociedade livre e democrática, e por mais piegas que pareça “a pior imprensa livre é melhor do que a melhor censurada”, disse Carlos Alberto Pessoa, bem ao estilo de Churchill.

Em Alagoas a morte de jornalista perpassa o campo físico para alcançar a independência jornalística. Os veículos só sobrevivem com o apoio financeiro de agentes políticos, instituições e grupos econômicos, restando ao “mundo virtual” as ações de maior independência – ou não – cabendo ao leitor o consumo indiscriminado e sem preconceitos de informações, a fim de comparativamente tirar suas conclusões, debater temas e ainda mudar conceitos.

Em homenagem a este dia compartilho com vocês, caros leitores, o depoimento a seguir de um querido colega, jovem jornalista alagoano.

*****

A falsa liberdade de imprensa dos jornalistas alagoanos

Por Rafael Maynart – jornalista sonhador

Durante os quatro anos de Jornalismo, ouvi de todos os professores e coordenadores, que os jornalistas têm que ser imparciais e dizer a verdade, ouvir os dois lados e descrever o fato 100% fiel ao que aconteceu. Na teoria, isso é lindo e maravilhoso. Sair pra rua e contar tudo o que acontece na sociedade. Exaltar pontos positivos e questionar os negativos! Cobrar dos gestores públicos mais ações e menos burocracia. Na prática, é que o “bicho pega”!!

Resumir-me-ei a falar da realidade alagoana, pois é a que mais conheço e a que mais vivo. Aqui, o estudante de jornalismo tem que batalhar, ainda na universidade, pelo seu espaço na imprensa. Conseguindo um estágio em sites, assessorias, jornais impressos, emissoras de TV e rádios, submetendo-se a uma jornada de trabalho igual à de um profissional, inclusive, com a mesma pressão.

A maioria dos veículos de comunicação existentes no estado são ligados a políticos ou grandes empresas ou instituições de ensino ou todos ao mesmo tempo. Quando surge algo irregular com esses “apoios”, os veículos são impedidos de noticiar, porque possuem o “rabo preso” e pode ser que cortem a “ajuda de custo” recebida mensalmente. A maioria utilizada para pagar os salários dos jornalistas que ali trabalham.

Em uma determinada eleição anterior a de 2012, estagiava em um portal de notícias – não é o atual – e um dois grandes políticos de Alagoas visitaram uma instituição na qual eu também estagiava na assessoria de comunicação. Eles estavam em campanha eleitoral e não há nada de errado eles irem pedir alguns votos, certo? ERRADO! Pois a visita se dava na véspera da eleição e, por lei, qualquer campanha eleitoral às vésperas do pleito, é considerado crime de boca de urna, onde o candidato está sujeito a ser excluído do processo eleitoral. Um deles ainda soltou a seguinte frase: “Se eu vencer, a situação daqui vai melhorar e muito! Certo pessoal?!”

O que eu fiz?! Nada! Fui impedido de tirar fotos dos tais políticos, e nem sequer escrever um texto sobre o acontecido. Por que fiz isso?! Porque correria o risco de ser demitido dos dois estágios.

O que aconteceu comigo, acontece diariamente na maioria dos veículos de comunicação, onde jornalistas têm que defender os interesses dos patrões, mesmo contra as suas vontades e princípios. Ver algo errado e não poder “botar a boca no trombone” é um dos piores sentimentos para um jornalista. É como ter algo entalado na garganta, sem conseguir colocar para fora!

A liberdade de imprensa só existe no papel ou quando o fato não for de encontro ao interesse particular do jornalista e do veículo de comunicação!

* Esses são dados da Campanha Emblema para a Imprensa.

 
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Publicado por em 03/05/2013 em História, opinião

 

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Faça parte desta rede #DoeSangueAL

Hoje, mais uma vez, irei ao Hemoal fazer a minha parte e doar sangue. Continuo firme no propósito de manter as doações em dia, a cada três meses. Infelizmente desta vez estou indo com quase um mês de atraso, mas é que adoeci e tive problemas com tempo, mas estarei lá logo mais, por volta das 13h e convido os leitores para irem também.

Seja um doador, doe vida.

Uma bolsa do seu sangue, menos de 10 minutos do seu tempo, pode salvar até 4 vidas!!

Salve vidas e seja um herói da vida real…

A seguir algumas campanhas relacionadas a patrocinadores que achei bem interessantes. Entre nessa rede…

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Publicado por em 02/05/2013 em Utilidade Pública

 

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Senna – sempre saudades

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Senna foi o maior esportista brasileiro de todos os tempos, Pelé que me perdoe, mas nem ele é capaz de retirar de Senna este título. Talvez as novas gerações não tenham a exata noção de quem foi Ayrton Senna e do que ele representou para a sociedade brasileira e toda uma geração de jovens.

Mas famílias inteiras se reuniam nas manhãs de domingo em frente à tevê para assistir não à fórmula 1, mas ao show que Senna daria nas pistas. Desde o sábado, quando era feito o treino classificatório, que muitos já acompanhavam o desempenho de Senna. Muitos hoje podem não entender as regras do esporte, mas na década de 90, enquanto tínhamos Senna por quem torcer, todos entendiam ou queriam entender, era uma espécie de país de comentaristas de corrida de carros.

Torcer por Senna era uma festa por si, nem as crianças achavam ruim a manhã sem desenhos animados, pois Senna seria muito mais divertido e ouvir o hino nacional e a bandeira do Brasil se sobrepondo às demais dava um enorme orgulho.

Àquele tempo torcer era assim… Se chovia, sabíamos que Senna se sobressairia; se estava quente demais, ele aparecia com uma estratégia inovadora; se tinha que fazer uma corrida de recuperação ele economizava combustível como ninguém e “roubava” colocações seguidas e abastecia menos. Os “pegas” com os adversários foram muitos e a cada ultrapassagem ou obstrução à passagem de um concorrente era sempre uma farra.

Senna deixou muitas saudades!! (eu já não acompanho as corridas)

*****

No dia 1 de maio de 1994, o mundo assistiu pela televisão um grave acidente que resultou na morte de um dos mais queridos ídolos do esporte brasileiro. Neste dia morria Ayrton Senna da Silva, considerado um dos melhores pilotos de Fórmula 1 da história.

Em seu terceiro GP da temporada, em San Marino, o brasileiro perdeu o controle da sua Williams na curva Tamburello, chocou-se violentamente contra o muro de concreto e não resistiu aos ferimentos. Senna chegou a ser levado ao hospital, mas foi declarado oficialmente morto horas depois. Em seu carro, foi encontrada uma bandeira austríaca que, em caso de uma vitória, Senna planejava levantar em homenagem ao austríaco Roland Ratzenberger, morto um dia antes no mesmo circuito.

(aqui, segundo a NatGeo, as causas para o acidente fatal de Senna)

Morto aos 34 anos, Senna foi enterrado no cemitério do Morumbi, em São Paulo, e o governo brasileiro declarou três dias de luto oficial. Ao piloto também foram concedidas honras de chefe de Estado, com a salva de tiros. Na sua carreira, conquistou 41 vitórias e 80 pole positions.

Nascido no dia 21 de março de 1960, em São Paulo, ele teve sua primeira experiência ao volante aos quatro anos de idade, quando seu pai construiu um pequeno kart. Apesar da idade, o garoto já mostrava que tinha talento, dando sinal do seu grande futuro.

Em 1973, com apenas 13 anos, fez sua estreia profissional no kart, categoria que, em suas próprias palavras, trouxe as maiores alegrias da sua carreira. Três anos depois, venceu o Campeonato Paulista de Kart. Em 1977, conquistou o Campeonato Sul-Americano. Ele também participou do mundial da categoria, de 1978 a 1982, sagrando-se vice-campeão em 1979 e 1980. Desde então, após uma série de maus resultados, se dedicou ao desenvolvimento de uma técnica para pilotar sob a chuva, que o levou a grandes vitórias.

Depois de se mudar para a Inglaterra, começou a pilotar em diferentes categorias – Fórmula Ford 1600, Fórmula Ford 2000 e Fórmula 3. Nesta época, decidiu adotar o sobrenome de sua mãe, assinando Ayrton Senna, em vez de Ayrton da Silva. Seu talento despertou os olhares de várias equipes de Fórmula 1, e Senna fechou contrato com a pequena Toleman.

Sua estreia na categoria, em 1984, foi bastante difícil para o principiante, mas o brasileiro ganhou destaque ao mostrar habilidade para garantir um segundo lugar no GP de Mônaco. Em 1985, assinou com Lotus, garantindo suas primeiras pole positions e sua primeira vitória em um GP, em Portugal. A sua permanência na equipe durou mais dois anos, período em que terminou a temporada na quarta colocação em duas ocasiões (1985 e 1986) e com um terceiro lugar (1987). Senna decidiu deixar escuderia em 1988, quando assinou com a McLaren. Pela sua nova equipe, conquistou três mundiais: 1988, 1990 e 1991, todos no GP de Suzuka. Além de títulos, sua carreira também foi marcada por polêmicas e duelos históricos contra o seu maior rival, o francês Alain Prost, outro piloto que é considerado um dos maiores da história.

Depois de uma época triunfante pela McLaren, Senna mostrava vontade de correr pela Williams, que tinha o carro mais competitivo. Seu desejo se realizou na temporada de 1994. Nas duas primeiras corridas, no Brasil e no Japão, Senna conseguiu a pole position, mas não completou nenhuma das provas. Na terceira etapa, em San Marino, aconteceu o acidente fatal que acabou com a vida de um dos mais brilhantes pilotos de toda a história do automobilismo.

 
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Publicado por em 01/05/2013 em História, Variedade

 

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Janelas Partidas, o início do comportamento reprovável

Discutir comportamento humano é sempre muito interessante porque costuma despertar reações bem acaloradas, tanto para os que se excluem do “normal”, quanto para os que procuram justificar o comportamento das massas, retirando-lhes a responsabilidade pelo que fazem.

Essa semana li um texto publicado no Facebook e achei a análise psicológica fantástica, tanto do ponto de vista do comportamento que assumimos quando outros já assumiram antes, quanto do que consideramos reprovável socialmente, mas não reconhecemos nosso papel de protagonismo.

O texto a seguir foi extraído do Facebook de Luiz Carlos Barbosa de Almeida, em 28/04/2013. Aqui!

 

Não é novidade, mas vale relembrar… (via Tania Prieto)

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TEORIA DAS JANELAS PARTIDAS

Em 1969, na Universidade de Stanford (EUA), o Prof. Phillip Zimbardo realizou uma experiência de psicologia social. Deixou duas viaturas abandonadas na via pública, duas viaturas idênticas, da mesma marca, modelo e até cor. Uma deixou em Bronx, na altura uma zona pobre e conflituosa de Nova York e a outra em Palo Alto, uma zona rica e tranquila da Califórnia. Duas viaturas idênticas abandonadas, dois bairros com populações muito diferentes e uma equipe de especialistas em psicologia social estudando as condutas das pessoas em cada local.

Resultou que a viatura abandonada em Bronx começou a ser vandalizada em poucas horas. Perdeu as rodas, o motor, os espelhos, o rádio, etc. Levaram tudo o que fosse aproveitável e aquilo que não puderam levar, destruíram. Contrariamente, a viatura abandonada em Palo Alto manteve-se intacta.

É comum atribuir à pobreza as causas de delito. Atribuição em que coincidem as posições ideológicas mais conservadoras, (da direita e da esquerda). Contudo, a experiência em questão não terminou aí. Quando a viatura abandonada em Bronx já estava desfeita e a de Palo Alto estava há uma semana impecável, os investigadores partiram um vidro do automóvel de Palo Alto.

O resultado foi que se desencadeou o mesmo processo que o de Bronx, e o roubo, a violência e o vandalismo reduziram o veículo ao mesmo estado que o do bairro pobre. Por que que o vidro partido na viatura abandonada num bairro supostamente seguro, é capaz de disparar todo um processo delituoso? Não se trata de pobreza. Evidentemente é algo que tem que ver com a psicologia humana e com as relações sociais.

Um vidro partido numa viatura abandonada transmite uma ideia de deterioração, de desinteresse, de despreocupação que vai quebrar os códigos de convivência, como de ausência de lei, de normas, de regras, como o “vale tudo”. Cada novo ataque que a viatura sofre reafirma e multiplica essa ideia, até que a escalada de atos cada vez piores, se torna incontrolável, desembocando numa violência irracional.

Em experiências posteriores (James Q. Wilson e George Kelling), desenvolveram a ‘Teoria das Janelas Partidas’, a mesma que de um ponto de vista criminalístico conclui que o delito é maior nas zonas onde o descuido, a sujeira, a desordem e o maltrato são maiores. Se se parte um vidro de uma janela de um edifício e ninguém o repara, muito rapidamente estarão partidos todos os demais. Se uma comunidade exibe sinais de deterioração e isto parece não importar a ninguém, então ali se gerará o delito.

Se se cometem ‘pequenas faltas’ (estacionar em lugar proibido, exceder o limite de velocidade ou passar-se um semáforo vermelho) e as mesmas não são sancionadas, então começam as faltas maiores e logo delitos cada vez mais graves. Se se permitem atitudes violentas como algo normal no desenvolvimento das crianças, o padrão de desenvolvimento será de maior violência quando estas pessoas forem adultas.

Se os parques e outros espaços públicos deteriorados são progressivamente abandonados pela maioria das pessoas (que deixa de sair das suas casas por temor a criminalidade) , estes mesmos espaços abandonados pelas pessoas são progressivamente ocupados pelos delinquentes.

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A Teoria das Janelas Partidas foi aplicada pela primeira vez em meados da década de 80 no metrô de Nova York, o qual se havia convertido no ponto mais perigoso da cidade. Começou-se por combater as pequenas transgressões: graffitis deteriorando o lugar, sujeira das estações, alcoolismo entre o público, evasões ao pagamento de passagem, pequenos roubos e desordens. Os resultados foram evidentes. Começando pelo pequeno conseguiu-se fazer do metrô um lugar seguro.

Posteriormente, em 1994, Rudolph Giuliani, prefeito de Nova York, baseado na Teoria das Janelas Partidas e na experiência do metrô, impulsionou uma política de ‘Tolerância Zero’. A estratégia consistia em criar comunidades limpas e ordenadas, não permitindo transgressões à Lei e às normas de convivência urbana. O resultado prático foi uma enorme redução de todos os índices criminais da cidade de Nova York.

A expressão ‘Tolerância Zero’ soa a uma espécie de solução autoritária e repressiva, mas o seu conceito principal é muito mais a prevenção e promoção de condições sociais de segurança. Não se trata de linchar o delinquente, nem da prepotência da polícia, de fato, a respeito dos abusos de autoridade deve também aplicar-se a tolerância zero.

Não é tolerância zero em relação à pessoa que comete o delito, mas tolerância zero em relação ao próprio delito. Trata-se de criar comunidades limpas, ordenadas, respeitosas da lei e dos códigos básicos da convivência social humana.

Essa é uma teoria interessante e pode ser comprovada em nossa vida diária, seja em nosso bairro, na vila ou condomínio onde vivemos, não só em cidades grandes. A tolerância zero colocou Nova York na lista das cidades seguras.

Esta teoria pode também explicar o que acontece aqui no Brasil com corrupção, impunidade, amoralidade, criminalidade, vandalismo, etc. Pense nisso!

 
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Publicado por em 29/04/2013 em opinião, Variedade

 

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Mangueira, parabéns!

Nunca passei um carnaval na cidade do Rio de Janeiro, mas adotei-a como minha segunda casa desde que, aos 11 anos de idade, passei algumas semanas por lá, em férias com a família. A cidade que à época causava muito medo aos visitantes, principalmente os que iam de Alagoas, àquele tempo criminalidade aqui tinha endereço certo, não era como é hoje, aliás, como hoje é aqui, era lá.

Lembro que num dos dias em que fui visitar minha tia carioca com toda a família e primos alagoanos que também estavam a passeio, deparamo-nos com a rua interditada pela polícia, três corpos estavam espalhados, pois tinha havido um tiroteio aos pés do morro do Cantagalo, em Copacabana, bem próximo ao local onde minha tia mora até hoje.

Nas minhas últimas idas ao Rio nada de perigoso encontrei. Já era possível andar tarde da noite pelas ruas de Copacabana sem que houvesse maiores perigos. Perigoso mesmo é viver e sobreviver em Maceió.

Enfim, justamente por todo esse carinho que tenho pelo Rio e pelos cariocas meu time do coração é o Flamengo (mesmo não sendo o dos meus primos tricolores) e minha escola de samba preferida é a Mangueira, por influência maravilhosa do meu já falecido tio Jonilson, com quem assistia aos desfiles pela tv quando ainda era bem criança diretamente do feriado de momo em Paripueira (AL).

 Mangueira

Hoje a Mangueira está aniversariando, no dia 28 de abril de 1928 era fundada a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, uma das mais tradicionais do Rio de Janeiro e também uma das mais conhecidas no mundo. Seus fundadores foram Carlos Cachaça, Cartola, Zé Espinguela, entre outros. Uma de suas figuras mais conhecidas foi o sambista Jamelão, intérprete oficial da escola de 1949 até 2006.

Por volta de 1920, surgiram os blocos com os elementos dos cordões e dos ranchos reunindo os “bambas” do350px-Mangueira batuque e que atuaram como células para mais tarde darem origem às escolas de samba. Somente na localidade conhecida como Buraco Quente havia os blocos da Tia Fé, da Tia Tomázia, do Mestre Candinho e o mais famoso de todos, o Bloco dos Arengueiros. Foi Cartola, que aos 19 anos, sentiu que era a hora de canalizar o dom natural dos malandros do bloco, a fim de mostrá-los de uma forma mais civilizada, com todo o potencial rítmico e coreográfico herdados do ancestral africano.

No dia 28 de abril de 1928, reunidos na Travessa Saião Lobato, nº 21, os arengueiros Zé Espinguela, “Seu” Euclides, Saturnino Gonçalves (pai de Dona Neuma), Massu, Cartola, Pedro Caim e Abelardo Bolinha fundaram o Bloco Estação Primeira. Este bloco esteve presente no primeiro concurso entre sambistas na casa de Zé Espinguela, em 1929, sendo um dos precursores das escolas de samba, junto com a Deixa Falar e a Portela.

Logo Mangueira1024x860A Mangueira foi a escola que criou a ala de compositores e a primeira a manter, desde a sua fundação, uma única marcação do surdo de primeira na sua bateria. No símbolo da escola, o surdo representa o samba; os louros, as vitórias; a coroa, o bairro imperial de São Cristóvão; e as estrelas, os títulos.

A Mangueira acumula 18 títulos do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro – 1932, 1933, 1934, 1940, 1949, 1950, 1954, 1960, 1961, 1967, 1968, 1973, 1984, 1986, 1987, 1998 e 2002. Em 1984, a escola também ganhou o Super Campeonato, na inauguração do Sambódromo. A Verde-e-Rosa foi campeã da segunda-feira de carnaval, a Portela do domingo. Três escolas foram para o sábado das campeãs, onde iriam disputar o Super-Campeonato, e a Mangueira foi aclamada a Super-Campeã.

 
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Publicado por em 28/04/2013 em Cultura, Variedade

 

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Ponderações sobre o caso Bárbara

Obviamente que se as notícias continuarem mudando como mudaram hoje, tão repentinamente, em breve essas minhas ponderações não terão validade alguma, mas como o espaço é meu e eu compartilho aqui o que bem entendo, lá vai.

O caso Bárbara Regina desde o início despertou a atenção do público que acompanhou os noticiários de tv e dos sites dando informações sobre os fatos e as investigações policiais. Vimos, não só eu, mas todo alagoano consumidor de notícias, que Bárbara saiu de uma boate na companhia de um homem desconhecido.

Vimos esse homem ser um ex-namorado complicado, casado com uma mulher ciumenta e depois esse homem se transformar num desconhecido sob o nome de Ótavio.

Mesmo com a entrada de Otávio no rol dos suspeitos, o ex-namorado e sua esposa ciumenta não saíram do foco, pois haveria motivo se o caso pudesse ser – e sempre foi – comparado ao caso da Giovana, garota que teria sido assassinada uma esposa traída, mas que ainda não foi julgada – muito menos condenada –, aí que não poderiam sair das investigações mesmo.

Enfim, vimos um amigo do tal Otávio ser preso sob a acusação de assaltos e outros crimes do gênero e que teria informado à polícia que Otávio teria matado a Bárbara e fugido país. E que ele, assim como o preso, era assaltante e não tinha relação com drogas.

Na pista do tal Otávio, encontraram uma relação homossexual com um homem que teria financiado essa sua fuga para o Paraguai. O que nunca ficou muito claro e nem convenceu ninguém.

Há algum tempo foi publicado num jornal extratos do inquérito que ainda não havia sido concluído. Nessa publicação além de haver todas essas informações levantadas pela polícia também havia a informação de que, junto com a explosão da DEIC, provas extraídas do carro encontrado com o colega de Otávio também teriam explodido antes do exame pericial.

A polícia investigou de tudo – até onde sei (a partir do que foi noticiado) – e não conseguiu ligar Bárbara a drogas ou à prostituição. E se tivessem conseguido não teriam omitido essa informação. Aliás, conseguem afirmar, sim, que a vítima teria tido apenas dois relacionamentos “mais sérios”, sendo o mais recente com o cara casado, acima mencionado.

Agora pergunto:

Como é que a polícia investiga a vida toda de uma garota de programa e não consegue provar que ela é garota de programa? Analisa as ligações de seu telefone móvel e não encontra ligações que apontem para marcação de programas e contato com pessoas suspeitas?

Como é que a garota é envolvida com drogas e nenhum dos amigos mais próximos não sabem, nem desconfiam, muito pelo contrário, asseguram que a garota era “certinha”?

A Vanessa “assassina”, que ganhou as páginas de notícias por ser acusada de matar, esquartejar e queimar mulheres desafetas, só pode ser uma “serial killer”, se as acusações estiverem corretas.

Ninguém se pergunta por que esse primo resolveu delatar a prima “assassina”? Por que só agora? Qual a idoneidade desse rapaz para – sendo a única testemunha – ter suas declarações consideradas suficientes para se encerrar o caso Bárbara?

O que a “assassina” diz sobre essa acusação? O que seu namorado Ninho diz sobre a acusação? Sendo todos, inclusive o primo, ligados ao tráfico de drogas e tão íntimos a ponto de confidenciarem revelações sobre crimes bárbaros, o que assegura que esse primo não seja “assassino” também?

Parece que é ponto pacífico o fato da “assassina” ser pessoa odiada por todo lugar, esse primo pode odiá-la também, até porque pessoas assim, perversas, – como dizem – não colecionam amigos, mas cúmplices – ou delatores. O que realmente motiva o delator a acusar sua prima “assassina”? Vingança? Delação premiada?

Para mim, se não aparecer outro que confirme exatamente o que foi dito pelo primo delator, o caso não pode ser encerrado.

Ninguém aqui é idiota de achar que Bárbara, ou qualquer ser humano no mundo, é ou era perfeita. Jamais! Ninguém é perfeito. Mas daí a transformar a vítima – provável morta – em pessoa vulnerável a essa história cinematográfica é demais. Chega a ser perverso com quem não está mais aqui para se defender e muito mais com a família que sofre e chora todos os dias pela falta de notícias, de certeza e de esperanças.

Ao jugo dos leitores!

 

Obs.: Chamo “assassina” (entre aspas) porque enquanto não for julgada e condenada por autoridade competente, a Vanessa não passa de acusada. E por piores que sejam os crimes que lhe são imputados, seus direitos devem ser assegurados.

Obs.: Todas as informações aqui relacionadas foram relatadas pela imprensa, não me responsabilizo por nada, até porque nunca tive contato com nenhuma das partes, policiais, promotores, acusados, testemunhas, ou quem quer que seja. Admitindo que possa haver exageros.

 
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Publicado por em 25/04/2013 em opinião, Policial

 

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Hospital Universitário privatizado?

Matéria Publicada no Jornal O DIA ALAGOAS (21/04/2013)

Toda controvérsia começou quando, em dezembro de 2011, a presidente Dilma sancionou a lei que autoriza a criação da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), destinada a administrar os recursos financeiros e humanos dos hospitais universitários.

A Ebserh, vinculada ao Ministério da Educação, é uma empresa pública de personalidade jurídica de direito privado e patrimônio próprio, ou seja, é uma estatal. Assim, os hospitais estarão academicamente subordinados a universidades, mas serão administrativamente independentes. A empresa tem sede em Brasília, com capital social integralmente subordinado à União.

Os profissionais da Saúde e a população usuária temem pela privatização dos serviços prestados nos HUs e pela perda de autonomia das universidades. Diz a legislação que a empresa pública “terá por finalidade a prestação de serviços gratuitos de assistência médico-hospitalar, ambulatorial e de apoio diagnóstico e terapêutico à comunidade, assim como a prestação às instituições públicas federais de ensino ou instituições congêneres de serviços de apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão, ao ensino-aprendizagem e à formação de pessoas no campo da saúde pública”, sempre observando a autonomia universitária.

Na opinião do médico Paulo Luiz Teixeira Cavalcante, diretor-geral do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (HUPAA), a ameaça de privatização dos HUs, denunciada por sindicatos e outras instituições da área da Educação e Saúde, é uma hipótese desconsiderada pelos juristas. “Segundo os juristas, baseados na Lei 12.550, não há possibilidade de privatização, apesar da terceirização da gestão” enfatiza o diretor, acrescentando que “são duas coisas diferentes”.

Em dezembro de 2012 foi realizada uma sessão plenária do conselho universitário para decidir sobre a adesão ou não do Hospital Universitário da UFAL à Ebserh. Essa sessão foi invadida por manifestantes contrários à adesão e acabou levando o Reitor Eurico Lobo a decidir pela adesão de forma individual, usando de sua prerrogativa. Justificou, à época, que não havia mais tempo para discussões e que o prazo estabelecido pelo Tribunal de Contas da União para a dispensa de todo o pessoal contratado sem concurso público estava acabando. O que ocorreria em 31 de dezembro.

TCU considera parte dos funcionários do HU irregulares

São 46 hospitais universitários espalhados pelo país, em todos eles há cerca de 26 mil funcionários terceirizados que foram considerados irregulares pelo Tribunal de Contas da União, por não terem sido submetidos a concurso público e serem remunerados com recursos do SUS, determinando que estes funcionários fossem afastados até 31 de dezembro de 2012.

Só no HU de Alagoas há 259 funcionários nestas condições, em áreas administrativas, mas também médicos e enfermeiros. A determinação de dispensa desse pessoal levaria ao fechamento de todas as áreas administrativas de apoio ao funcionamento do hospital, como almoxarifado, compras, faturamento, e outros, e à suspensão de alguns serviços, como de oncologia, que possui funcionários considerados irregulares em atividade essencial ao setor.

A saída para a situação seria concurso público, entretanto não há certame para área de apoio há mais de 20 anos e o governo federal já deixou claro que não haverá mais concurso público para os hospitais universitários pelo Regime Jurídico Único, segundo Duílio Marsiglía, diretor-administrativo do HUPAA. Assim, a única forma para solucionar o impasse quanto aos funcionários em situação precária seria a contratação celetista, ou seja, empregando esses funcionários, ou outros a serem aprovados em processo de seleção, em empresa.

Com o surgimento da Ebserh, hospitais universitários na mesma situação que o HUPAA terão como única alternativa, para que não fechem suas portas, a adesão à empresa ou a população acabará sendo a principal prejudicada.

Ebserh assegura que não se trata de privatizações

A legislação que ampara e regula a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares mostra que o foco é a prestação de serviços hospitalares gratuitos aliado a um projeto de gestão financeira e de pessoal. Uma das maiores reclamações em unidades hospitalares é quanto ao atendimento prestado, a nova empresa pública promete resolver com gestão de pessoal focada em metas e em capacitação. A expectativa de passar por avaliações periódicas, imposição de metas e participação em cursos para capacitação gere apreensão.

Alunos estão preocupados com a dedicação dos médicos aos ensinamentos, visto que a cobrança que passará a existir sobre os funcionários poderá prejudicar o tempo que o médico gasta explicando procedimentos.

Para muitas pessoas o SUS é o único acesso à saúde. Para a trabalhadora e usuária Edite Ferreira, “o SUS é a única ‘saída’ para quem tem problema de saúde como eu.” Ela não concorda com a mudança na administração do HU porque acha que vai perder espaço para os pacientes particulares. “Imagina se eu chego lá e só tem vaga para quem tem plano, eu não vou poder pagar”, conclui. A preocupação da usuária é pertinente, pois a legislação autoriza que o HU, sob a administração da Ebserh, atenda os segurados de planos de saúde e em contrapartida receba repasse desses planos.

Em pronunciamentos o presidente da Ebserh, José Rubens Rebelatto, vem afirmando que o contrato a ser firmado com as universidades, apesar de seguir um modelo-padrão, estabelecerá atribuições específicas, de acordo com a realidade de cada unidade.

 

 
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Publicado por em 24/04/2013 em O DIA ALAGOAS

 

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Quem doa continua vivo

Compartilho com vocês, caros leitores, este vídeo tocante…

Vale pensar e ponderar a respeito!!

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O número de doadores de órgãos no Brasil cresce cada dia e, com ele, o índice de transplantes realizados no país. Atualmente, o programa público nacional de transplantes de órgãos e tecidos é um dos maiores do mundo. Para ser doador, não é necessário deixar documento por escrito. Cabe aos familiares autorizar a retirada, após a constatação da morte encefálica. Neste quadro, não há mais funções vitais e a parada cardíaca é inevitável.

Embora ainda haja batimentos cardíacos, a pessoa com morte cerebral não pode respirar sem ajuda de aparelhos. O processo de retirada dos órgãos pode ser acompanhado por um médico de confiança da família. É fundamental que os órgãos sejam aproveitados enquanto há circulação sangüínea para irrigá-los. Mas se o coração parar, somente as córneas poderão ser aproveitadas.

Quando um doador efetivo é reconhecido, as centrais de transplantes das secretarias estaduais de saúde são comunicadas. Apenas elas têm acesso aos cadastros técnicos de pessoas que estão na fila. Além da ordem da lista, a escolha do receptor será definida pelos exames de compatibilidade com o doador. Por isso, nem sempre o primeiro da fila é o próximo a ser beneficiado. As centrais controlam todo o processo, coibindo o comércio ilegal de órgãos.

A doação é regida pela Lei nº 9.434/97. É ela quem define, por exemplo, que a retirada de órgãos e tecidos de pessoas mortas só pode ser realizada se precedida de diagnóstico de morte cerebral constatada por dois médicos e sob autorização de cônjuge ou parente.

Ver mais em http://www.brasil.gov.br/sobre/saude/doacao

 
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Publicado por em 23/04/2013 em Utilidade Pública

 

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Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil

No dia 22 de abril de 1500 a frota comandada por Pedro Álvares Cabral chegou ao território de Vera Cruz, como o Brasil de então foi chamado pelos portugueses.

Por muito tempo, e até os dias atuais, há quem diga que hoje é o dia do Descobrimento do Brasil, mas esta é uma afirmação eurocêntrica, sendo este o dia em que Portugal descobriu o Brasil, mas sequer foram os primeiros europeus a aqui chegarem, dizem.

Essas terras já eram habitadas por vários povos indígenas, que provavelmente chegaram por aqui há mais de 10 mil anos. Estima-se que cinco milhões de indígenas se espalhavam pelo litoral brasileiro no ano de 1500.

É sabido que Cabral saiu de Portugal para ir até a região conhecida como Índias e, dizem, teria “descoberto” o Brasil por acaso, visto que pode ter se deslocado da rota inicialmente traçada por conta do tempo. E há, ainda, os que acreditam que Cabral tomou a direção do Brasil para tomar posse do território que desde o Tratado de Tordesilhas (1494) pertencia à Coroa Portuguesa.

Descobrimento do BrasilNo dia da chegada de Cabral, os portugueses ancoraram em frente a um monte, batizado de Pascoal, no litoral sul de onde hoje está a Bahia. Antes de seguir viagem para a Índia, os navegantes permaneceriam no Brasil até o dia 2 de maio para tomar posse da terra “em nome de d. Manuel I e de Jesus Cristo”.

Do dia da chegada dos portugueses, apenas três depoimentos ainda estão disponíveis atualmente. O mais detalhado deles é a “Carta de Achamento do Brasil”, de Pero Vaz de Caminha, escrivão da armada. No dia seguinte à chegada dos portugueses, ocorreu o primeiro encontro entre os navegadores e os indígenas. No dia 26, o primeiro domingo depois da Páscoa, o frade franciscano Henrique Soares de Coimbra rezou uma missa em terra firme. No dia 1o. de maio, uma outra missa foi rezada e também realizada a posse oficial da terra. Foi erguida uma grande cruz de madeira, com as armas reais de D. Manuel. Na manhã seguinte, no dia da partida da esquadra, os portugueses deixaram dois desterrados, que trocaram a pena de morte pelo exílio em terras desconhecidas. Além deles, ficaram no Brasil outros dois portugueses, que desertaram.

 chegada

Dizem que a Carta de Caminha é a nossa certidão de nascimento, e assim ele descreveu aqueles que aqui já viviam: “Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas. Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram”.

Parece que ser povo “desavergonhado”, pacífico e obediente vem de outros tempos…

E até quando?

 
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Publicado por em 22/04/2013 em História

 

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Tiradentes, um mártir?

Tiradentes esquartejado (Pedro Américo, 1893)

No dia 21 de abril de 1792 era enforcado no Rio de Janeiro, Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido como Tiradentes, mártir da Inconfidência Mineira, patrono cívico do Brasil e da Polícia Militar, além de ser herói nacional.

Nascido na Fazenda do Pombal (MG), Tiradentes ficou órfão muito cedo, fato que resultou na perda do patrimônio da família por causa de dívidas e também em estudos irregulares. Ficou sob a tutela de um primo, que era dentista e, por conta disso, recebeu o apelido de Tiradentes. Também adquiriu conhecimentos em mineração, tornando-se técnico no reconhecimento de terrenos e na exploração dos seus recursos.

Em seu trabalho para o governo no reconhecimento das terras, Tiradentes começou a confrontar as riquezas do solo, com a corrupção e a pobreza da população. Ele também trabalhou em projetos para a melhoria da infraestrutura no Rio de Janeiro, mas não conseguia verbas para todos os seus projetos. A partir daí começa a surgir em sua mente ideais de independência da colônia, já que na sua visão a metrópole Portugal emperrava o desenvolvimento do Brasil.

De volta a Minas Gerais, iniciou junto às elites locais e a líderes religiosos um movimento pela independência da província, inspirado também na independência das colônias dos EUA. Outro fator que motivou sua militância neste sentido foi a questão dos impostos cobrados pela coroa portuguesa, como o “Quinto”, taxa semestral imposta aos moradores de Minas Gerais, que consistia  em cem arrobas de prata para a Real Fazenda. Também houve uma troca de poder na província, com a nomeação do governador Antônio Oliveira Meneses, que beneficiou seus amigos em detrimento da elite local. O estopim, contudo, foi o anúncio de uma cobrança que ficou conhecida como “derrama”, medida que permitia a cobrança forçada de impostos.

Estava armada a insurreição que iria lutar pela instituição da República. Contudo, antes que houvesse a revolução, no dia 15 de março de 1789, Joaquim Silvério dos Reis, Basílio de Brito Malheiro do Lago e Inácio Correia de Pamplona delataram o movimento em troca do perdão de suas dívidas com a Real Fazenda. A partir daí, Tiradentes passou a ser procurado. Ele tentou se esconder na casa de um amigo, no Rio de Janeiro, mas foi descoberto no dia 10 de maio. Além dele, outros inconfidentes também foram presos.

Dentre os inconfidentes, destacaram-se os padres Carlos Correia de Toledo e Melo, José da Silva e Oliveira Rolim e Manuel Rodrigues da Costa, o tenente-coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, comandante dos Dragões, os coronéis Domingos de Abreu Vieira e Joaquim José dos Reis (um dos delatores do movimento), os poetas Cláudio Manuel da Costa, Inácio José de Alvarenga Peixoto e Tomás Antônio Gonzaga, ex-ouvidor.

Ao longo de três anos, os inconfidentes aguardaram pelo andamento do seu processo pelo crime de “lesa-majestade”. Alguns foram condenados à morte, mas tiveram seu pedido de clemência atendido por D. Maria I. Apenas a sentença de morte de Tiradentes foi mantida. Alguns atribuem a isso, o fato de Tiradentes ter assumido toda a responsabilidade pelo movimento e também, por outro lado, por ter uma posição social mais baixa em relação aos demais inconfidentes envolvidos.

Segundo as ordenações filipinas: “Lesa-majestade quer dizer traição cometida contra a pessoa do Rei, ou seu Real Estado, que é tão grave e abominável crime, e que os antigos Sabedores tanto estranharam, que o comparavam à lepra; porque assim como esta enfermidade enche todo o corpo, sem nunca mais se poder curar, e empece ainda aos descendentes de quem a tem, e aos que ele conversam, pelo que é apartado da comunicação da gente: assim o erro de traição condena o que a comete, e empece e infama os que de sua linha descendem, posto que não tenham culpa.”

Após ter sido concedida a clemência aos companheiros inconfidentes, teria dito Tiradentes: “se dez vidas eu tivesse, dez vidas eu daria”.

Em uma manhã de um sábado, após percorrer uma procissão no centro das ruas do Rio de Janeiro, Tiradentes foi enforcado. Contudo, a execução de Tiradentes, em vez de intimidar a população, acabou despertando ainda mais o sentimento de revolta em relação à dependência do Brasil como metrópole de Portugal.

*****

A história é contada pelos vencedores e nesse caso os vencedores não foram os reis, os Braganças, com a instalação da república o Brasil se viu carente de mártires, e foi necessário criá-los. Tiradentes é costumeiramente retratado com a aparência muito próxima da de Jesus Cristo, assim como se comportamento de assumir a culpa pelos companheiros e ter sido o único morto pela Coros.

Séculos se passaram e a verdade histórica acaba se perdendo no tempo, o que temos é apenas o que se convencionou como história e Tiradentes seria um mártir que confabulou com as elites e os religiosos e que pereceu por ser o elo mais fraco.

Não é muito diferente do que ocorre hoje, seria por isso que os brasileiros acomodaram-se a martirizar os pobres e a perdoar os ricos?

*Com History Channel Brasil

 
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Publicado por em 21/04/2013 em História

 

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Sociedade de hipócritas

Publicado no Portal Cada Minuto

É exatamente isto o que estamos vivendo. As pessoas estão acomodadas às verdades postas, não as questionam e deixaram de pensar para apenas replicar.

O sistema educacional faliu, está falido, o povo brasileiro é ignorante, e ignorante na pior acepção da palavra. Ele é, em regra, mal educado no trânsito, mal educado nas relações diárias com outras pessoas, mal educado com empregados, com patrões, principalmente se forem ex-patrões, com pais, com filhos, com marido ou esposa, com tudo e com todos.

Óbvio que há exceções, claro que é possível encontrar, ainda que meio escondido, algum bom senso desorientado por aí, sendo apedrejado, prejulgado e pré-condenado por quem está satisfeito em ser um “mini-me”.

Ora, não vejo ninguém reclamando da qualidade da educação, da satisfação de professores e alunos, dos livros que são recomendados às crianças (quando são), da forma como essas crianças são alfabetizadas e educadas.

O brasileiro habituou-se a ir para a escola e receber o conteúdo “mastigado”, como um bebê-pássaro que recebe o alimento pela boca da mãe, e não a pensar, ir para escola para debater o que é dito em livros e tirar as dúvidas que naturalmente surgem.

Mas quem passa esse conteúdo “mastigado” para as crianças em formação? O professor desvalorizado, cansado, humilhado? A mãe, o pai, que passa o dia inteiro na rua trabalhando para complementar a renda? A babá, que muitas vezes – principalmente aqui em Alagoas – mal sabe ler e escrever o próprio nome? Ou a tv, os programas infantis cheios de “merchandising” e a publicidade e propaganda voltada para a criança, despertando desejos efêmeros?

Estão todos muito satisfeitos em serem educados por leis, exatamente!, todo mundo muito feliz com as leis que surgem o tempo todo emanadas da mesma classe política que todos vivem a criticar, agora acredito, de forma aleatória, porque outro criticou antes e não porque realmente saiba o que diz, senão questionaria muito mais antes de balançar a cabeça feito calango aceitando verdades postas pelos mais diversos canais (e não só de tv) de “padronização de comportamento”.

Estão todos – cada vez mais gente nessa “onda” – muito felizes e satisfeitos com normas, regulamentos e leis disciplinando como pais devem tratar os filhos; como a escola não pode reprovar o aluno; como os jovens devem tratar os idosos e como todos devem tratar as crianças; como os índios devem ser respeitados; como podemos e devemos tratar o meio ambiente; como o consumidor deve ser tratado; como devemos dirigir…

Enfim, para tudo há lei e cada vez mais leis. E as pessoas estão muito satisfeitas por serem educadas por lei e não pela escola, ou pela família. Escolhem (acham que escolheu) um programa de tv/rádio preferido e aceitam tudo o que é dito como verdade absoluta; ou um partido, seja pela ideologia ou não. Mas quem tem ideologia? A ideologia é de quem? Você sabe mesmo o que pensa? Ou só prefere a conversa deste ou daquele partido?; ou a bíblia ou outro livro sagrado, aliás a interpretação A, B, C ou outra qualquer.

E depois aceitar e adotar para si, acreditar piamente que é a “doutrina” (midiática/política/religiosa) mais correta e perfeita e jamais cometerá um erro, nem ninguém que componha suas fileiras.

Cadê o bom senso?

Os preconceitos têm mais raízes que os princípios“. (N. Maquiavel)

Estão todos muito satisfeitos em adotar posições e posturas impostas, tornando-se meros replicadores, incapazes de pensar por si mesmos, mas cumpridores fiéis da lei (entenda de forma abrangente). Não que não devam cumpri-la, devem sim, mas não podem aceitar sem questionar.

Vocês se perguntam o que realmente move as pessoas que apoiam certas leis? O que realmente motiva pessoas que apresentam doutrinas e ideologias como a salvação (religiosa, moral, social)? Talvez nunca saibamos, mas é essencial nos perguntarmos, arguir os outros e levantar debates. Debates respeitosos, claro!

O processo legislativo, em especial, é, em regra, longo e com a participação direta de políticos que nos representam. Já somos fruto de um país que não valoriza a educação e que agora opta por nos educar mediante leis, e não por meio de professores valorizados, que, ao menos, aqueles perdidos por aí, com bom senso e sem saber para onde olhar e como agir nessa sociedade de padrões hipócritas, ajam como cidadãos, arguindo e questionando, participando de audiências públicas e debatendo, com respeito e educação para que as próximas gerações não padeçam do mesmo mal dos dias de hoje.

Que o povo brasileiro deixe de mitificar autoridades/religiosos/celebridades e assuma seu papel de cidadão e passe a fiscalizar e cobrar resultados.

 
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Publicado por em 16/04/2013 em CadaMinuto

 

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Alagoas merece o Nobel de Saúde

Publicado no Portal Cada Minuto

Bem, talvez não seja para tanto, mas poderia ser…

Até os dias atuais, os médicos, mulheres e homens portadores do Papiloma Humano Vírus – HPV –, principal causador do câncer do colo de útero e de pênis, não tem tratamento adequado e nem cura definitiva, sendo sempre capaz de voltar à atividade diante de uma baixa de imunidade.

O câncer de colo de útero, segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), é o segundo câncer com maior incidência nas mulheres e o quarto que mais causa mortes. O HPV quando ativo causa lesões que só podem ser “retiradas” com cauterizações, deixando marcas e sequelas indeléveis.

Mas em Alagoas, mais precisamente na UFAL (Universidade Federal de Alagoas), um grupo de professores descobriu uma pomada com alto poder de cicatrização, à base de babartimão encontrado na zona da mata alagoana. Os professores Luiz Carlos Caetano (química), Pedro Accioly (agronomia), Zenaldo Porfírio (biologia) e Manoel Álvaro (medicina) dedicaram-se por 12 anos à pesquisa e conseguiram encontrar um composto capaz de cicatrizar as lesões causadas pelo HPV sem que fossem necessárias intervenções mais invasivas e dolorosas.

A descoberta é fantástica para a medicina e para a saúde pública, Alagoas abre espaço nos grandes centros de pesquisa mesmo com limitados recursos tecnológicos, provando que dedicação, criatividade e disposição são ingredientes valorosos quando a ideia é encontrar meios para contribuir com a sociedade.

O alagoano está cansado de ostentar péssimos índices e notícias que atingem cada vez mais o amor-próprio do alagoano, diante de uma notícia tão importante e de tão relevante contribuição para toda a humanidade não é possível que não tomemos conhecimento e não reconheçamos a primorosa descoberta feita por professores da UFAL.

Encontrar exemplos de sucesso e divulgá-los não é muito comum, mas poderia ser. Discussões e divergências contribuem para o crescimento de todos, mas constatações boas e que inspiram mudança de comportamento, persistência, dedicação e reconhecimento mostra que é possível contribuir de forma muito mais categórica do que simplesmente a crítica vazia e infundada.

Alagoas é, sim, capaz de contribuir para o mundo com bons exemplos e boas descobertas, e quando estes partem de universidades, centros de estudos, só mostra o papel de relevo que goza a educação na formação e evolução da sociedade. Alagoas é mais que índices, é mais que política e corrupção, Alagoas também tem bons exemplos a oferecer.

Parabéns, professores! Parabéns, UFAL!

 
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Publicado por em 12/04/2013 em CadaMinuto

 

Feliciano: a novidade

Publicado no Portal Cada Minuto

Que o pastor-deputado Marco Feliciano à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados já é pauta nas mais diversas rodas de conversa, bem como nos mais variados veículos de comunicação, não é novidade para ninguém.

Que o sr. Deputado se vale de preceitos religiosos e morais para defender seu preconceito e sua defesa exacerbada ao que chama de família em detrimento do que nomeia de homossexualismo institucionalizado também não é novidade.

Mas o que deve ser louvado e reverenciado como “boa nova” é o comportamento de muitas pessoas, representantes da sociedade e de grupos discriminados pelo pastor, assumindo sua responsabilidade social e não se calando diante daquilo que discordam e que não “engolem”.

Essas pessoas que saem de suas casas, mobilizam-se, vão até a Câmara dos Deputados, em Brasília, ou saem às ruas para manifestar-se contra o que não concordam e não os representa devem ser respeitadas, a postura que adotam, inclusive, deveria voltar a inspirar comportamentos sociais como quando jovens foram às ruas pedir “Diretas Já” e impeachment do ex-presidente Collor.

Em vez disso o que se vê são sessões sendo fechadas, trabalhos da citada Comissão sendo interrompidos e a atividade legislativa ficando prejudicada. Antes ela que os direitos humanos, concordo!

Triste mesmo é a cara de feliz de Feliciano, que jamais imaginou tanta visibilidade quando resolveu assumir a Comissão que “parece” não interessar nenhum outro grupo partidário, sendo relegado ao pequeno PSC. Ou teria tanto interesse que resolveram entregar à alguém que seria capaz de roubar todas as atenções da mídia e da população para lado bem distante do presidente do Senado ou dos “mensaleiros” recém-condenados.

O Partido Social Cristão que tem como lema “o ser humano em primeiro lugar” aparentemente tem ideias contraditórias sobre quem seria o SER HUMANO, visto que são muitos os que não são representados por Feliciano e clamam por seu afastamento, mas o partido prefere manter Feliciano e até defendê-lo em seu posto, com todas as suas opiniões discriminatórias e preconceituosas. Não que eu ache que ele não merece defesa, merece, só acho que não há, mas acho mais ainda que o anseio da população não deve ser ignorado como irrelevante, como se Feliciano fosse um SER HUMANO melhor que os demais.

O PSC possui dezenove deputados federais eleitos, sendo dois pastores e outros quatro ligados a igrejas evangélicas – administrando, ministrando ou cantando.

E Feliciano não me representa, também não representa muita gente, e sequer representa as conquistas e as mudanças que o século XXI trouxe para a sociedade, mas representa uma enorme fatia de brasileiros que se prendem às regras patriarcais de um passado que se pretende superado, brasileiros que não admitem o amor livre e respeitoso, generalizando homossexuais, negros e mulheres independentes como subvertidos num mundo de regras morais e imutáveis.

Liberdade não é para ser discutida, é para ser respeitada! Homens, mulheres, negros, brancos, índios, amarelos, devem ser respeitados e ter seus direitos resguardados, todos eles. A Constituição Federal do Brasil é nossa maior proteção e nela podemos encontrar as balizes para viver bem em sociedade não sendo necessária a opressão de direitos de quaisquer grupos.

Homem que case com homem, mulher com mulher, não faz qualquer diferença no direito de qualquer outra pessoa. Por que tanta discriminação? Casamento, adoção, pensões previdenciárias, são todos direitos civis inerentes aos cidadãos. Preenchendo os requisitos legais não há que se falar em limitações por conta do sexo dos envolvidos. É tudo muito simples e muito claro, onde há amor não há perversão.

E por falar em perversão, esta pode ser encontrada em qualquer lugar. Entre amigos e entre familiares. Quantos pais, avós, tios, irmãos não são presos por violarem filhos, netos, sobrinhos, avós? Não há qualquer relação entre preferência sexual e adoção de comportamento reprovável.

Aliás, quando se fala em reprovação, do que falamos? Quem reprova? A sociedade? Pois esta está mais que madura para o amor, amor livre e responsável, amor reconhecido e aprovado, amor que só pode ser medido pelo próprio amor.

Quanto aos evangélicos, meu respeito. Mas pregação com discriminação é, no mínimo, contraditório. Cristo trouxe a mensagem do amor e não da punição, não da danação. Aliás, essa Igreja, essa religião e esses dogmas, salvo engano, foram sepultados com a Idade Média.

 
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Publicado por em 10/04/2013 em CadaMinuto

 

I SECOMUN – Semana de Comunicação do Cesmac

A I SECOMUN terá início esta noite, no auditório da Fecom – Cesmac, no prédio do antigo Colégio Guido. Todos os interessados em boas discussões acerca da comunicação estão convidados.

As palestras, painéis e minicursos foram escolhidos para contribuir com a formação dos estudantes de comunicação social (jornalismo, publicidade e relações públicas), mas também para incentivar o debate sobre a influência da mídia na formação das pessoas, assim como as dificuldades do exercício da comunicação em tempos modernos e tão interativos.

Programação:

1° Dia – Abertura e exibição de documentário (Noite – 03/04 – Quarta-Feira)

BREVE APRESENTAÇÃO DO C.A.G.R. – GESTÃO QUILOMBO. 18:45 hrs

EXIBIÇÃO DO DOCUMENTÁRIO: “CRIANÇA – A ALMA DO NEGÓCIO” 19:00 hrs

Debate sobre o documentário:  20:00 hrs

Superintendente do PROCON – Rodrigo Cunha

Publicitária – Luciana Beserra

Visão Social – Claudio Jorge

#mediação: Alessandra Marques Luz

2º Dia Oficinas/Debates/(Tarde e Noite/ 04/04- Quinta -Feira)  14:00 – 17:00 hrs

Tarde – Oficinas

Câmera Pinhole  – Beto Macário

Estética e estímulos Sensoriais  – Socorrinho Lamenha

Telejornalismo –  Rachel Fiúza

Noite – Debate    18:50 hrs

DEBATE: OS DESAFIOS DE FAZER COMUNICAÇÃO SOCIAL

Presença para o debate:

Jornalista – Thiago Correia

Publicitário –  Ronaldo Pontes

Jornalista – Yvette Moura (aguardando confirmação)

#mediação: Silvia Falcão

3º Dia – Oficinas/ Palestra/Sorteio de brindes e Cultural (Tarde e Noite 05/04 Sexta – feira)

Oficinas – Tarde  14 hrs – 17 hrs

Estética e estímulos Sensoriais  – Socorrinho Lamenha

Telejornalismo –  Rachel Fiúza

Marketing Eleitoral – Marcos Damacena

Estúdio em Fotografia – Nildomar  Oliveira

Palestra – Noite 18:50hrs

“O UNIVERSO DA BLOGOSFERA: COMO UTILIZAR ESSA FERRAMENTA?”

Presença dos Blogueiros:

Lula Vilar – Blog do Vilar

Candice Almeida – Palavras ao Vento e  Pensata (cada minuto)

Cadu Amaral – Blog do Cadu

#mediação : Roberto Amorim

Sorteio  de Brindes – Noite  21:00 hrs

EXPOSIÇÃO – Oficina de Pinhole

Trabalhos de Estética: Estímulos Sensoriais, entre outras atrações

SARAU/ Cultural (Voz e violão)

Organização: GESTÃO  QUILOMBO – porque juntos somos mais!                                                        *Semana com direito a certificado!

Aqueles que tiverem interesse em mais informações podem contatar o CA de Comunicação

Email: quilomboscagr@hotmail.com; ou pelos números:

8851-4659

 9151-4124

 

As oficinas serão restritas aso estudantes da Fecom, já a programação noturna todos poderão participar.

 
 

Ditadura para quem? Lei Seca para quem?

Quase 50 anos do golpe de 1964 e que democracia conquistamos? que cidadãos somos? Lei Seca para quem?

Publicado no Portal Cada Minuto

Às vésperas do aniversário da “revolução” militar que afundou o Brasil em mais de duas décadas de censura, limitações, perseguições e violações a direitos internacionalmente assegurados aos cidadãos, vejo com muita preocupação esse “esquecimento” generalizado das garantias conquistadas a longas e duras lutas por muitos militantes de esquerda que sonhavam com um Brasil livre, igual e justo para todos.

Há, sim, quem sustente que na verdade havia apenas uma luta por poder. Os ditadores militares não queriam uma ditadura comunista, por isso a tal “revolução” de 1964, mas que os militantes de esquerda – comunistas – sonhavam mesmo era com a liberdade que julgavam benéfica à sociedade socialista, submetendo o povo ao que eles e só eles entendiam como “boas verdades”, ou seja, a ditadura deles próprios.

Ora, não sou afeita a suposições… e, se a revolução não tivesse sido a militar, mas a comunista? Viveríamos hoje como os cubanos? Temeríamos os blogueiros? Atacaríamos a liberdade das palavras ditas, fossem verdades ou mentiras?

Ao Regime Militar sobrevivemos, digo, os brasileiros, não todos, e é justamente em homenagem àqueles que lutaram para que o Brasil voltasse a escolher seus representantes democraticamente e pudessem manifestar seu pensamento com a segurança dos que falam para despertar e com o encargo de saber-se responsável por tudo o que diga, é que não “abro mão” dos meus direitos, aqueles que a Constituição do Brasil, aquela de 1988, pós-regime ditatorial, me assegura. Afinal, se por um lado nossa Constituição nos assegurar dizermos o que quisermos, o que pensarmos e não sermos perseguidos por isso, também protege aqueles que são alvo da fala/publicação de outrem a ter seu dano reparado na mesma medida.

Entretanto, a sociedade em vez de aprender com sua própria história parece procurar limitar-se a si próprios (uma redundância justificada pelo absurdo do que se vê).

Ora, mais que sabido que convenções internacionais que o Brasil é signatário e que alcançaram o statusde cláusula pétrea (praticamente impossível de mudar) nos – a todos nós: homens, mulheres, cidadãos brasileiros – assegura o direito de não produzir provas contra nós mesmos. Dispor de um direito como este é dar um tiro não no próprio pé, mas na própria cabeça.

Em nome da criminalidade que cresce vertiginosamente, somos levados a, desesperadamente, aceitar as invencionices governamentais que parecem agir não com planejamento e organização, mas levados por uma onda que quando atinge a rocha desperta para a hora da ação, qualquer ação que seja, mas que produza resultados imediatos (como se realmente produzissem).

Vejo com extremo incômodo pessoas esclarecidas acreditarem que o “bafômetro” é a arma dos motoristas conscientes, que se submeter ao teste de alcoolemia é uma forma de mostrar que anda corretamente e que todos que se negam a fazê-lo na verdade são cúmplices da bandidagem que sai por aí a causar crimes de trânsito.

Ora, isso além de ser de um egoísmo social absurdo, é também de uma irresponsabilidade absurda. E nem adianta dizer que irresponsável sou eu por dizer o que penso – se você acha isso, já é hora de rever seus posicionamentos sociais. Mas não consigo admitir que por causa da incompetência de décadas, séculos de má gestão pública eu viva num país sem consciência social, sem comportamento ético e que prefere o jeitinho brasileiro ao respeito aos direitos dos outros.

Não vejo como eu defender o meu direito, direito este assegurado por convenções internacionais e não produzir provas contra mim mesma, assim como me insurgir contra aqueles que querem que os bandidos as produza – pois são bandidos – vai contribuir para o continuísmo da criminalidade. Se eu admitir que violem os direitos dos outros estarei admitindo que amanhã sejam os meus, e quanto mais poder o Estado tiver sobre minhas liberdades mais fácil será que eles ajam – em nome da lei – com abusos, como aconteceu no ano passado, quando a casa de um professor foi invadida por policiais armados e munidos de mandado judicial e, depois de ter sido moralmente humilhado, verificou-se o engano, mas aí ele já passou pelo dano do engano.

E ainda tenho que ouvir gente a dizer que “se fosse nos EUA eu não me negaria ao bafômetro”, realmente não me negaria, mas eu só seria “obrigada” a fazê-lo depois de ter praticado alguma infração, mas o Brasil não conta com pessoal suficiente a fiscalizar as ruas e parar aqueles que dirigem perigosamente, preferem armar blitze que mais se assemelham a shows pirotécnicos com uma dúzia de policiais ostentando armas de guerras, como se cada carro parado naquela “arapuca” pertencesse a um meliante perseguido pelas grotas tomadas pelas drogas.

Ora, meus amigos que fazem o bafômetro, continuem fazendo, “longe de mim” pedir-lhes para que não o façam e passem pelo constrangimento de serem recolhidos como bandidos quaisquer – que por sinal não são recolhidos, pois se fossem não viveríamos o caos que vivemos na segurança pública. Mas aproveito este espaço para expressar o que penso e entre meus pensamentos minha indignação, pois no Brasil é assim, somos vítimas de uma vida inteira de negligência com a educação e a consciência moral coletiva, e agora somos prejulgados e pré-condenados ao pararmos numa blitze.

Partem do pressuposto que todos são culpados e aqueles que optam por provar sua inocência consegue mudar o pensamento pré-conceituoso do agente da lei, aquele que goza de fé pública e entenderá sua recusa como prova de confissão.

Sou a favor da direção consciente: “bebeu passe a chave”, mas não sou a favor da “lei seca”, reputo-a inconstitucional e afronta diretamente Tratados Internacionais de Direitos Humanos.

Por falar em direitos humanos, abrindo mão dos seus direitos e dizendo que Feliciano não os representa? Ah, tá!!

 
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Publicado por em 02/04/2013 em CadaMinuto

 

Até quando Felicianos?

Por Fernando Nunes

Até quando Marco Feliciano vai presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal (CDHM), enquanto TODAS as MINORIAS que ele deveria representar são CONTRA sua escolha, fruto de NEGOCIATA partidária? O povo brasileiro aguarda por uma resposta.

10762_10201078749598019_1198361959_nRacista, homofóbico e intolerante religioso, Feliciano, que tem um histórico de luta legislativa contra os direitos das minorias deve ter sangue negro em suas veias como a maioria dos brasileiros, se não, não alisaria os cabelos para ficar mais apresentável. Esse fato faz dele um amaldiçoado também?

O deputado apresentou em julho de 2012 um Projeto de Decreto Legislativo (PDC) que tinha a intenção de sustar a aplicação da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhece como entidade familiar a união entre pessoas do mesmo sexo. O projeto, felizmente, foi arquivado. Porém o pastor deputado não parou.

Misturando religião com prioridades políticas, Feliciano apresentou um Projeto de Lei (PL) em agosto de 2012, que estabelece sanção penal e administrativa para quem pratica o sacrifício de animais em rituais religiosos. O que atinge diretamente alguns cultos de matriz africana que fazem rituais tradicionais de matança de animais como galinhas e bodes. Uma afronta direta às religiões de matriz africana, que têm milhões de adeptos no país.

Voltando um pouco no seu passado dentro da Câmara, encontramos em 2011 um Projeto de Lei que Institui o Programa Nacional “Papai do Céu na Escola”, quando o legislativo deveria prezar pelo Estado laico. E ainda encontramos uma outra PL que dispõe sobre a proibição de exposição de anúncios de prostituição em classificados de jornais e de revistas de livre venda e circulação.

Feliciano até já usou a tribuna da Câmara para se posicionar contra o preconceito às manifestações petencostais, onde defendeu o colega, também pastor, Marcos Pereira, acusado de estupro dentro de sua própria congregação religiosa – conforme reportagem do programa Conexão Repórter do SBT. Pereira é alvo de um longo inquérito policial que investiga uma série de denúncias graves, como associação ao tráfico no Rio de Janeiro.

“O ocorrido tem o tom da discriminação religiosa, que começa de forma subliminar e, se nenhuma voz se manifesta, alastra-se e pode causar muitos males à livre manifestação das coisas de Deus em nosso País. Estamos atentos”, disse o deputado Feliciano a seus colegas na Câmara em fevereiro deste ano, falando em manifestar-se contra as mensagens opositoras como um direito do cidadão brasileiro.

Nossa nação é grande e atravessa um momento importante de sua história e deveria estar aproveitando essa oportunidade para progredir em áreas ainda estagnadas, como os direitos humanos e o progresso das minorias. No entanto ao invés de estarmos discutindo e revendo a natureza ratificatória das políticas sociais existentes no país, estamos gastando nossa energia para pedir que Feliciano se retire, assim como fizemos com Renan – que continua no mesmo lugar.

Temos representantes demais em nosso legislativo bicamaral que não conhecem seu povo, que não conhecem os interesses do povo e, principalmente, foram escolhidos para um cargo eletivo com qualquer outra intenção que exista na Terra, menos lutar por igualdade social, racial e étnica.

Precisamos de uma reforma política ou situações desagradáveis com Renans, Felicianos, Barbalhos, Magalhães, Dirceus e Genoínos vão se repetir ad infinitum diante de nossa impotência perante as leis que deveriam nos amparar e fazer valer nossa vontade. Hoje só podemos votar e esperar que o candidato seja bom. De mãos atadas, ficamos à mercê de CPI’s que dificilmente levam à cassação de mandatos e acabam em advertência verbal ou com uma “sábia” renúncia.

O povo anseia por ver mais casos como os dos senadores Luís Estevão – cassado em 2000 por se envolver no esquema de desvio de verba do juiz Nicolau do Santos Neto, o Lalau -, e Demóstenes Torres, que vergonhosamente deixou o Senado no ano passado por favorecer os negócios do contraventor Carlinhos Cachoeira, e menos pessoas erradas nos lugares certos.

Eles foram cassados por quebra de decoro parlamentar, como prevê a Constituição Federal em seu artigo 55. Fere o decoro o uso de expressões que configuram crime contra a honra ou que incentivam sua prática. E embora as declarações de Feliciano tenham sido feitas antes de seu mandato, sua imagem parece figurar um crime contra a honra do povo Brasileiro que NÃO está sendo respeitado em sua insistência em permanecer na presidência da CDHM.

 
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Publicado por em 01/04/2013 em opinião

 

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Comentários de Biu de Lira

“Zapeando” pelos canais da tevê, eis que me deparo com uma entrevista do senador Benedito de Lira, do Partido Populista de Alagoas, parei para saber quais as novas, e eis que me deparo com os seguintes comentários:

  1. O senador já conseguiu a verba de 10 milhões de reais, isso mesmo, 10 milhões de reais para a climatização do Centro de Convenções, isso mesmo, para ar condicionado. Incrível como é caro, né?!
  2. Afirmou, ainda, que os recursos para a tão esperada reforma do Alagoinhas – aquele monte de pedra no meio do mar da Ponta Verde – já estão com o governo do estado. Só não explicou o porque da demora, será que estão esperando o prazo expirar e precisar devolver a verba? Vai saber, né?!
  3. “sobrou para nós a comissão da agricultura”, pois é o Senador trata a si próprio no plural e parece que a comissão de agricultura não tem muito prestígio, né?! Será que ele preferiria a de Direitos Humanos da Câmara? (piadinha Feliciana)
  4. Bem, já que o senador agora está na comissão da agricultura que tal olhar mais para o sertanejo e encampar a luta pela renegociação da dívida, principalmente, dos pronafianos junto aos bancos federais? Afinal, conceder crédito e não amenizar os efeitos da seca só faz tirar do pequeno produtor seu único patrimônio, a pequena propriedade que é justamente a garantia para os empréstimos, hoje em valores milionários.
  5. Sobre o Canal do Sertão o senador disse o óbvio “tem que fazer a água gerar riqueza”, só não disse para quem. Será que a riqueza será de quem for “regular” a água do sertão? Já sei que não será coisa da Casal, pois bem, quem vai cobrar pela água do sertão?
  6. Sobre o sertão, o senador se referiu à bacia leiteira alagoana. Só não frisou que esta simplesmente mal existe mais. A última seca acabou com o gado e com o leite. O povo só não morre por causa do bolsa família, mas essa conta será cobrada e com juros, em 2014.
  7. O senador mostrou bastante preocupação com a exportação da soja, a falta de portos e a quebra de contratos atrasados por clientes internacionais. Registre-se! E como tudo no Brasil se resolve com uma lei, o senador anunciou uma MP para resolver a celeuma.
  8. Perguntado sobre a importância de cooperativas, o senador mostrou intimidade com a Pindorama. Bem, sobre cana a gente não comenta, né?!
  9. A conversa chegou no problema dos matadouros, falta de higiene e regulação, ele só esqueceu que falar que sem gado não tem matadouro, que ele é senador por Alagoas e o gado alagoano tá morrendo de sede.
  10. Analisando 2014: “o estado está se desenvolvendo”. Sei, falar da educação parada ele não fala, né?! (Dizem que a pasta é indicação dele.) “O governo pagou as contas e ajustou os gastos…” E fez mais empréstimos, mas acho que isso não o preocupa.
  11. Perguntado diretamente se será candidato a governador em 2014, “meu partido tem SIM interesse em participar do processo eleitoral de 2014” e, por fim, o senador confessou seu interesse no governo em 2014.
  12. “Você é profundamente inteligente”, concluiu o entrevistador.

 

Reconheço que o assunto é sério, mas a ideia aqui é apenas divulgar os comentários feitos pelo senador que cogita realmente a possibilidade de se candidatar ao governo do estado e suceder Teotônio Vilela, como só não ganha de certeza eleição que não se disputa, há sim a possibilidade de Lira ser nosso próximo governador.

Preparem-se, amigos, Biu de Lira virá preparado e disposto para o desafio!

Olho aberto!! Acompanhemos!!

 

 
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Publicado por em 29/03/2013 em Estadual, opinião, Política

 

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Pedro, o Gari, ainda emociona

Um ano depois ninguém foi punido e Pedro agradece a todos que se solidarizaram e ajudaram.

Publicado no Portal Cada Minuto

Há pouco mais de um ano fui ao Hemoal, como de costume, doar minha bolsa de sangue para contribuir com o período da Semana Santa, quando os estoques normalmente ficam mais baixos por causa da alta demanda que períodos de feriado prolongado acabam acarretando.

Enfim…

Amanhã faz exatamente um ano que Pedro Bernardo foi atropelado por um motorista bêbado nas primeiras horas da manhã de uma segunda-feira. No dia 26 de março de 2012, Pedro estava trabalhando, como gari, recolhendo o lixo das casas e prédios na Av. Dona Constância, quando foi atingido por um carro em alta velocidade e foi imprensado contra os fundos do caminhão de lixo.

Pedro teve sua perna esquerda amputada, a direita por muito pouco e até hoje ainda não pode colocar sua prótese porque a perna direita continua com os “parafusos” e não pode suportar o peso do corpo de Pedro com uma prótese por muito tempo.

Soube do caso por meio da televisão mais de uma semana depois, e uma amiga – Luciana Beserra – me perguntou se não poderíamos fazer uma campanha de doação de fraldas para o gari. O programa de tv disse que havia necessidade de fraldas e que pela gravidade do acidente ainda não havia previsão de alta.

Era noite do dia 5 de abril, véspera da semana santa, quando recebemos a primeira doação. Sequer havíamos começado a campanha e a primeira doação chegou por meio do twitter. Numa mensagem privada, uma personalidade política me disse que poderia dor o equivalente a mais de 20 pacotes de fraldas, a pessoa não quis se identificar, mas deu ânimo à ideia.

Na mesma hora divulguei que já havíamos recebido aquela oferta e daí por diante a solidariedade só aumentou, foi incrível. Começou uma corrida de pessoas a nos procurar para fazer suas doações porque no dia seguinte já viajaríam e nós – Lua e eu – gostaríamos de visitar Pedro na manhã do dia seguinte que já era “quinta-feira santa”.

Como pretendido estivemos no Hospital do Açúcar bem cedo e cheias de doações. Conhecemos Pedro e Genivaldo, cunhado, e só depois a Carminha chegou, esposa. A família é de União dos Palmares, Pedro só vinha a Maceió para trabalhar e Genivaldo, irmão de Carminha, mora em Maceió e acabou sendo o esteio deles nesse momento tão difícil.

Aliás, a dedicação e abnegação de Genivaldo, Patrícia e suas filhas foi lindo e inspirador, coisa para aprendermos e jamais esquecermos.

Daí para frente a campanha só cresceu, as doações vieram de todos os lugares, Pedro ganhou de tudo, cama especial, cadeira de rodas, cadeira para banho, fraldas, material de higiene, material para limpeza e troca de curativos, roupas, alimentos e carinho, muito carinho. Pedro sempre agradeceu muito a todos que o ajudaram, a campanha que começou com duas ganhou o reforço de uma multidão.

Nunca achamos que fosse fácil mobilizar pessoas para ajudar um desconhecido, mas surpreendemente a ajuda para Pedro veio muito naturalmente, inclusive dinheiro foi doado, pessoas que não tinham tempo ou não sabiam o que comprar mandavam dinheiro, e tudo foi revertido para eles, no início compramos o que faltava, mas depois passamos a dar-lhes o dinheiro porque Pedro era o provedor e por conta do acidente não podia mais trabalhar, todo o trâmite até que fosse amparado pela previdência levou um tempo e o dinheiro foi essencial para a família.

O tempo foi passando, Pedro sempre demonstrou sua determinação e garra, surpreendeu os médicos e técnicos da saúde por sua capacidade de resignação e de recuperação, em pouco tempo já conseguia sair da cama para a cadeira de rodas, desta para a cadeira de banho e tudo o que lhe fosse possível para incomodar o mínimo possível.

Pedro nunca aparentou tristeza ou revolta, muito pelo contrário, dizia querer ficar bom logo para poder doar o que lhe foi doado à mais. Visitá-lo era uma alegria, acompanhar sua recuperação e sua força de vontade era inspirador. Pedro e Carminha voltaram para União e veem duas vezes por semana para Maceió, para fazer o tratamento na Adefal, há todo esse tempo nunca soube de Pedro ter esmorecido e perdido a fé. Acabamos nos distanciando naturalmente, muito trabalho por aqui e ele em outra cidade, mas as ligações acontecem e eu estou devendo uma visita a ele na Adefal.

E é interessante como sempre que nos falamos Pedro é o mesmo querido, fala pausada, baixa e clara, contrastando com a espontaneidade e extroversão de Carminha, e ambos dão sempre notícias e querem saber de todos por aqui, em especial os que iam até a casa de Genivaldo, enquanto estiveram por aqui, todos são citados nominalmente – Verinha, Yuri, Aline…

Falta pouco para Pedro, enfim, tirar os “parafusos” da perna direita e poder usar sua prótese de forma definitiva, mas nada disso teria sido possível sem a ajuda de todos que foram solidários e abnegados, que foram abertos às dores de um desconhecido, que assumiram sua responsabilidade social, enquanto seres humanos, superando os limites impostos pela correria do dia a dia e pelos parcos recursos financeiros doando o pouco que lhe era possível.

Até hoje me surpreendo com tudo o que foi possível através das redes sociais e que ultrapassou todos os muros do virtual para se transformar em doações reais, em relacionamentos reais e em gratidão real.

Agradeço por mim, por Lua, por todos que se envolveram pessoalmente, mas principalmente por Pedro e Carminha, que se não fosse cada um dos gestos e orações que receberam teriam tido um caminho muito mais difícil a percorrer.

Nesta terça Pedro deve vir a Maceió – Adefal –, quem quiser vê-lo poderá ir até lá no período da manhã, eu, infelizmente, continuarei devendo minha visita, estarei trabalhando no interior, mas recomendo aos que precisam se reenergizar, e de um ótimo exemplo de superação e de generosidade, que o conheçam.

 

O caso

Pedro Bernardo foi atropelado por João Paulo. Logo após o atropelamento uma equipe de televisão chegou ao local e filmou a prisão do acusado em flagrante, por conta de sua desenvoltura em frente às câmeras ficou conhecido como “João Painho”, ele ficou preso por alguns dias mesmo com fiança arbitrada.

João Paulo nunca ajudou Pedro. Algum tempo depois e diante de toda repercussão que o caso alcançou ainda ligou para a família de Pedro, mas sua forma grosseira e pouco educada de abordar Pedro e a família acabou fazendo com que tudo fosse tratado com o advogado.

João Paulo continua respondendo pelo processo em liberdade, chegou a ser preso outra vez por causa de problemas com a irmã e o sobrinho, mas por conta desse atropelamento não.

 

Doação

Ah, por que comecei esse texto falando da minha doação de sangue? Porque coincidentemente Pedro e eu temos o mesmo tipo sanguíneo, somos “O+”, e há a possibilidade real de Pedro ter recebido sangue meu, antes mesmo que eu o conhecesse ou soubesse que nossos caminhos se cruzariam. Depois do acidente ele foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE) e só depois, por intervenção de um benfeitor, conseguiu sua tranferência para a área do SUS do Hospital do Açúcar, como faço minhas doações prioritariamente no Hemoal e o sangue de lá vai prioritariamente para o HGE, gosto de pensar que meu sangue pode ter ido para ele. =)

E você, já fez sua doação? Aproveite que o Hemoal está em campanha para a Semana Santa e doe o que lhe sobra, doe o que não lhe faz falta, doe sangue, doe vida…

 
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Publicado por em 26/03/2013 em CadaMinuto

 

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Sem água, sem leite e sem emprego

Publicado no Portal Cada Minuto

Eis que é publicada e divulgada a notícia de que a maior fábrica de laticínios do sertão alagoano – Camila, no município de Batalha – será leiloada pela Justiça do Trabalho. Diz a nota que a fábrica fechou em 2009 e que será possível que o arrematante parcele o pagamento do lance vencedor caso se comprometa a contratar – com carteira assinada – um número mínimo de trabalhadores.

Ora, não é só a Camila que fechou, mas muitos outros pequenos laticínios têm fechado, alguns não se desfazem de seu patrimônio aguardando a chuva que nunca chega ao sertão. O problema dos laticínios, grandes ou pequenos, é falta de leite, é a falta de gado e este tem morrido de sede.

Com a seca tudo encarece. Desde a água, que se torna artigo de luxo, até a ração dos bichos, cada vez mais essencial diante da pastagem que some sem irrigação. Em Delmiro Gouveia, por exemplo, muitos bichos estão à solta pela cidade, na zona urbana mesmo, isso porque só dentro da cidade é que algum “verde” ainda pode ser encontrado.

A chegada do canal do sertão – seus 65 km iniciais – é um alento, incontestavelmente, mas não há como deixar de ponderar sobre a forma como o sertanejo terá acesso a essa água, ou como será possível que os proprietários de pequenas propriedades possam se reestabelecer financeiramente antes que os bancos tomem suas propriedades, em face das dívidas eternas e impagáveis que foram contraídas há mais de 15 anos.

Alagoas sempre foi referência quanto a sua bacia leiteira, o estado fomenta o Programa do Leite que incentiva a compra de leite dos pequenos produtores em benefício da população mais carente. Mas sem gado não há leite, sem leite não há emprego e renda, e assim vai-se eternizando o ciclo dos vivos sem vida.

É importante que ao pensar sobre a criação de empregos para o sertanejo, não seja desviado o foco das necessidades e habilidades daquele povo. Não sendo possível que a chegada da água, ainda que limitada ou racionada, seja usada para o incremento de atividades que não sejam naturais ao homem do sertão.

A situação da Camila pode, ou não, ter sido em decorrência da seca, mas o seu fechamento e os empregos que foram extintos são só uma mostra do que a falta de boi, de leite e de água pode causar.

 
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Publicado por em 20/03/2013 em CadaMinuto

 

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A Presidenta Longe, o Papa Pobre e ambos Pop

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A semana foi marcada por dois acontecimentos muito importantes. O primeiro, para nós alagoanos, a inauguração oficial do Canal do Sertão; o segundo, para a população mundial, a escolha do novo Papa.

Em princípio dificilmente o leitor encontrará algum ponto de convergência entre os eventos, mas como estive no evento do sertão alagoano e fiquei chocada com o que vi, acho que posso explicar onde encontrei um viés interessante para ser abordado.

Inicialmente é interessante enaltecer a chegada da água no deserto alagoano. Para quem não sabe, Alagoas convive com a mais severa estiagem que se tem notícia. Desde 2010 que as chuvas rarearam e não cai água suficiente para a plantação e criação de animais. Com isso o trabalho de muitos já não existe e a sobrevivência só é possível por conta dos programas sociais do governo federal.

A chegada da água ao canal do sertão é mesmo razão para comemoração, só não se sabe ainda para quem. Se para os sertanejos vítimas da estiagem, se para os políticos que se acusam “pais” da obra ou se para os funcionários da construtora que realizaram seu trabalho a contento.

[Falo dos construtores porque sei que, após o evento oficial, se refestelaram numa festinha particular ao lado do lugar da inauguração]

O Papa eleito, Francisco, o primeiro da América Latina, chegou ao Vaticano causando impressões e expectativas contraditórias. Se por um lado é caridoso, humilde e temente aos dogmas católicos, por outro convive com o estigma que muitos lhe imputam, de ter sido conivente com a ditadura portenha.

Francisco tem sido notícia recorrente nos meios de comunicação por seu perfil pouco solene. Dado às quebras de protocolo, tem chamado atenção por procurar manter-se leal a seus preceitos franciscanos e buscando despertar nos fieis a importância do perdão e da caridade, celebrando os pobres quando estes são mais esquecidos.

Quanto às acusações que insistem em lhe imputar, não há comprovações, não há nada além de declarações do casal Kirchner que o desabone, o que talvez seja até bom. Ainda assim, o Papa tem rompido com mais que paradigmas seculares, tem dado exemplo a líderes religiosos e políticos de todo o mundo.

Enquanto o Papa tem se esforçado para conseguir driblar a guarda suíça (os anjos da guarda do papa) para chegar perto dos fiéis e cumprimentá-los pessoalmente, a Presidente vem ao sertão, depois de ter sido eleita explorando politicamente o fato de ter sido vítima da ditadura no Brasil, e apenas de longe acena para a multidão de sertanejos vindos de diversos estados nordestinos que gritam seu nome e lhe festejam.

O sertão foi tomado por militares do exército. O mesmo exército que na época da ditadura foi o algoz da Presidenta, hoje é usado por ela para afastar manifestantes e a população em geral. Sob o manto da segurança nacional, afinal a segurança da presidenta é questão de segurança nacional, Dilma mantem-se longe do povo, longe de quem a elegeu, longe daqueles que só querem dizer àquela que os representa o quanto a admiram.

Se por um lado o mundo ganhou um Papa generoso, simpático e popular; os sertanejos ganharam uma Presidenta apressada, objetiva e popular.

Chavez morreu semana passada e sob seus ombros a pecha de ditador e intolerante – o  que realmente era. Mas são uníssonas as manifestações no sentido de que o ditador Venezuelano era incapaz de falar ao povo e depois não ir até ele para ouvir de perto suas súplicas.

Qual a lição?

 
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Publicado por em 18/03/2013 em CadaMinuto

 

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A falta de Educação da Educação

Não dialogar é erro elementar em cargo político

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Para a Justiça ser alcançada o direito de todos os envolvidos deve ser protegido e observado.

Não há lado bom e lado mau, não há vencedor e vencido, o que há é uma desavença que pode ser resolvida se normas e bom senso forem o mote e se todos os envolvidos estiverem sendo guiados apenas pela busca da Justiça, sem rancores, mágoas ou revanchismos.

Ontem (14) ficamos estupefatos com a intransigência do secretário estadual de educação em face das reivindicações de professores que cobravam o envio de seu PCCS o quanto antes para a ALE.

O pleito é justo, o PCCS é um conjunto de normas e diretrizes destinadas a regulamentar a carreira dos trabalhadores da educação na órbita estadual.

Ademais, a solução de tal pleito também é de facílimo deslinde, uma vez que passados quase um ano desde que – supõe-se – o texto começou a ser elaborado já deve estar pronto e apto à apreciação legislativa.

Resolveria dizer: “enviaremos em breve”.

Mas não foi o que ocorreu, um desastre do ponto de vista político aconteceu quando o Secretário resolveu não receber os manifestantes – professores e trabalhadores, não vagabundos – e estes ameaçaram tomar a secretaria de estado – casa deles, pois secretários mudam de tempos em tempos, enquanto os trabalhadores ficam.

Com a habilidade de um “ogro”, o representante da educação no estado optou por usar a força policial para intimidar os professores, – sim, professores, não os traficantes que estão nas ruas aliciando as crianças e adolescentes que aguardam as escolas serem concluídas para voltarem a estudar – como se estivesse nos idos da década de 70, quando manifestar seu pensamento era tratado como subversão.

O episódio foi lamentável, mas serve para aprendermos muito sobre quem busca justiça (enquanto parte ou advogado) e sobre quem é cobrado por justiça (enquanto poder público).

Dá pra condenar a ação do secretário? Não sei, suas razões devem ser ouvidas. Mas se até a Presidenta, que foi vítima dos excessos policiais e faz questão de lembrar o caso a cada eleição, se vale da mesma força para reprimir manifestantes que buscam seus direitos, melhoria da condição de vida ou de trabalho…

Posso não concordar com nenhuma das palavras que dizes, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-las“. (Voltaire*)

 

Não entro no mérito da questão, se as alterações do texto são pertinentes e possíveis, ou não, até porque não as conheço, a explanação aqui passa apenas pela forma como a política é feita por gestores públicos em cargos de indicação política.

*Há divergência quanto à autoria da célebre frase

 
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Publicado por em 16/03/2013 em CadaMinuto

 

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Menestrel em 1970 foi relembrado no Canal do Sertão

Estive na inauguração das primeiras etapas do canal do sertão essa semana, em Água Branca, e achei ótimo o texto lido pelo governador Téo. Ele leu um discurso de seu falecido pai, nos idos da década de 70, e reproduzo aqui a íntegra do que foi divulgado porque a inteligência do menestrel e sua facilidade com as palavras é digna de reconhecimento dos artista.

Não gosto dos discursos do Governador, mas esse não é dele, mas de seu pai, quem realmente tinha o dom da oratória.

******

Discurso proferido pelo então Senador da República, o Menestrel das Alagoas Teotônio Vilela (pai), na entrega da construção da ponte sobre o Rio São Francisco, ligando a Cidade de Propriá, em Sergipe, a Porto Real do Colégio, em Alagoas e lido, por seu filho, o governador Teotonio Vilela, na inauguração do Canal do Sertão.

Hoje, se não for descabida a lembrança, gostaria apenas de falar sobre as águas que passam por baixo da ponte e que num rumor surdo e solitário vão se perder no mar imenso. Águas perdidas, águas passadas, águas ignoradas. E o pior de tudo é que são águas clamadas e reclamadas pelos sertões que atravessam, águas dadivosas que recusamos ao sedento aflito e à terra esturricada.

E saber-se que essas águas que foram encaminhadas pela mão de Deus, correm por ali, cavando um leito difícil, de sacrifícios, para servir de instrumento vivo e gritante de combate à seca e de regularização ecológica da região.

A caudal imensa lá está, tal qual o ovo de Colombo, à espera de quem a descubra, para serventia do homem e da terra. Por enquanto, vive a rolar quilômetros e quilômetros, milhares deles, como uma deusa misteriosa e maligna. Apenas o pote do sertanejo ribeirinho, que nem um beija-flor, toca de longe em longe a face enigmática das águas.

Mas é preciso mais, muito mais. É preciso que a Nação vá até lá (ao Rio São Francisco), debruce-se sobre as águas e se capacite de que com tanta água não é passivei sofrer sede, deixar de plantar, deixar de viver. Águas que vêm de longe, criando corpo a cada légua, na esperança de um dia dar de beber a quem tem sede e tornar molhado o chão sem chuva.

Alagoas e Sergipe, principalmente, podem transformar os seus sertões num jardim perene. Jardim de produção. No Baixo São Francisco é possível, tranquilamente, arrancarem-se 10 milhões de sacas de arroz, o que equivale a uma riqueza superior à do açúcar, produto que, em Alagoas, representa 62% do orçamento do Estado. As terras riquíssimas do sertão, de pequenas propriedades, de densidade demográfica elevada, são as terras dos cereais, do algodão, do fumo, da bacia leiteira, do gado de corte. A diversificação da economia nordestina, de que tanto se fala, tem o seu caminho aberto no sertão.

E o sertão do ciclo do couro, de tanta influência na formação econômica do Nordeste, o sertão dos cantadores de viola e da literatura de cordel, tem vida, tem história, tem amor, tem sonhos; e se o homem o procurou antes do que a Amazônia, ou outras regiões pouco povoadas, deve haver sentido nessa preferência. Pelo menos o sentido dos acasos históricos, de que a nossa História é tão fértil e que nós temos o dever de acatar e cultuar. Nesse caso, basta existir gente no sertão para que se deem condições de vida a essa gente. E essa gente o de que mais precisa, ou do que essencialmente precisa, é de água.

Água de beber, água de plantar. Parece coisa de imaginação fácil, mas tudo é realmente tão fácil, com água, que o mundo infernal das secas tem condições de se transformar, por encanto, num paraíso.

Haverá sonho mais bonito do que sonhar, do alto da ponte majestosa, do alto da ponte da unidade nacional, que aquela água que passa lá embaixo vai ser do sertanejo, vai correr na bica de sua casa e no rego de barro de sua roça? O homem pode passar sem luz elétrica, e a luz já existe.

O homem pode passar sem a ponte,e a ponte já existe. Mas o homem não pode passar sem água. E a água está ali, virgem e oferecida, pronta a dar- e ao mais belo e humano projeto deste País, que seria o da fixação das comunidades sertanejas no seu próprio “habitat”.

Imagino velhos leitos de rio, sem rio, enchendo-se com a misteriosa inundação do São Francisco. Imagino o sertão em flor, sem mais pesadelos. A partir desse dia glorioso, teríamos menos, muito menos retirantes e mais, muito mais brasileiros integrados nos benefícios da civilização.

Nunca mais os Fabianos, as sinhás Vitórias e as cachorras Baleias, de Graciliano Ramos, em “Vidas Secas” correrão tresloucados pelas estradas fantasmagóricas do chique-chique e do alastrado. Quando surgir outro Graciliano Ramos, que é coisa que só de século aparece, poderá escrever sobre outras securas provocadas pelos males naturais do desenvolvimento, jamais sobre a secura provocada pela falta de água – sem dúvida o mais terrível anátema de subdesenvolvimento sofrido na ribeira do São Francisco, principalmente em Sergipe e Alagoas.

No dia alegre da inauguração da ponte, seria útil um instante reservado à meditação sobre as águas que passam. De Propriá a Porto Real do Colégio, o volume colossal das águas impressiona, com o seu murmúrio pungente e penetrante, como se estivesse suplicando emprego, talvez gemendo pela voz dos flagelados.

Aquele fabuloso rolo d’água sem destino, quer mais destino do que o que já teve em Paulo Afonso. Quer que a energia que ele criou não fique apenas pendurada nas heráldicas torres, quer que ela desça às suas origens, mergulhe no seu seio e transporte parte de sua abundância ociosa para os necessitados e castigados filhos do sol ardente, sempre ardente.

Deus não botou o Rio por ali, premido por um cochilo de Pedro. Botou como um desafio periódico ao homem. E o homem inicialmente o aceitou, tornando-o o Rio da unidade nacional. E aceitou o segundo desafio, tornando-o o coração energético do Nordeste. Chegou a hora do terceiro desafio, que é torná-lo o benfeitor dos seus vizinhos. Como é caprichosa e bela a história desse Rio: primeiro serviu à Nação, depois o Nordeste; só agora é que pensa na sua região particular – o sertão e o agreste. Quem há de lhe negar esse direito, quando primeiro cuidou dos outros como convinha aos interesses nacionais, e muito depois é que deseja auxiliar os seus mais íntimos, exatamente os mais pobres, os mais infelicitados, os mais necessitados da sua capacidade de dar?

Vamos ajudar o velho Rio a cumprir a sua missão histórica, principalmente essa que lhe toca mais de perto à sensibilidade: fazer justiça ao sertanejo. Já vem servindo há tanto e a tantos – iluminou palácios, fez grandes indústrias, dá conforto aos centros urbanos – agora quer lembrar-se dos mais humildes, dos Fabianos, das Sinhás Vitórias e das cachorras Baleias, das comunidades rurais, dos sertões. E não é à toa que o chamam carinhosamente de Velho Chico.

O Rio é gente, o Rio é um patriota.

O Rio São Francisco quer provar que o nosso Sertão é a terra prometida que os sertanejos procuram, sem saber que estão pisando nela.

 
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Publicado por em 13/03/2013 em Variedade

 

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Antecipação de campanha: nova moda

Publicado no Portal Cada Minuto

Alagoas realmente possui um jeito muito peculiar de fazer política, por óbvio já estamos até exportando.

Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles gostam”. Platão

Agora estamos inaugurando uma nova estratégia de marketing político. Há mais de um ano para o início do processo eleitoral, já encontramos por aqui figuras antecipando suas candidaturas. E eu não consigo entender a estratégia.

Aliás, entendo sim. Entendo que tais pré-candidatos são candidatos de si próprios e não de um projeto, pois não vi ninguém se submeter à convenção partidária, o que já demonstra que a intenção é se candidatar a qualquer custo, sob qualquer pretexto.

Um dos maiores cases políticos de nossa história foi a campanha para o Senado de um candidato que percorreu o Estado em 28 dias, se utilizando de muito dinheiro, boa equipe e uma criatividade absurda. Criações que não admiro, obviamente. Afinal, se valer da humildade e ignorância do povo para aparecer como o “enviado” de pessoas imageticamente idealizadas pelo imaginário popular é desleal e acachapante.

Entretanto a estratégia deu certo, gastou muito dinheiro, mas infinitamente menos do que quem vinha em campanha a meses e no final foi quem alcançou o resultado pretendido. Ademais, não é novidade que quanto mais um nome político é submetido ao jugo popular mais esse nome recebe críticas e é alvo da atenção da mídia, proporcionando meios para que os adversários – declarados ou não – apresentem todo seu arsenal.

No cenário político nacional quem surpreendeu foi a Presidente, que já admitiu sair à reeleição e tem provocado o confrontamento direto com partidários de oposição.

É natural que aqueles que se expõem antecipadamente também arquem por suas escolhas. Estratégias político-eleitorais não são contas de matemática, não há exatidão. Mas há estudo e, a menos que a intenção sejam os gastos estratosféricos, pessoas que já têm uma imagem sedimentada no eleitorado devem trabalhar marketing político e não eleitoral. Há hora para tudo.

As pessoas comuns pensam apenas como passar o tempo. Uma pessoa inteligente tenta usar o tempo“. Schopenhauer

Tem gente que adora um problema e outras tantas que adoram uma celeuma!

Vá entender!

 
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Publicado por em 11/03/2013 em CadaMinuto

 

A dor e a delícia de ser o que é: mulher

E nenhum dia poderia ser mais apropriado para falar sobre a dor e delícia de ser uma mulher do que hoje: Dia Internacional da Mulher.

Ser mulher é tudo aquilo o que todos já sabem:

É dizer que ama e não ter medo de parecer piegas…

É não ter medo de parecer ridícula por pedir com toda manha do mundo que alguém lhe dê um carinho a mais…

É poder enlouquecer quando achar que não há outra saída…

É poder gritar e depois por a culpa na TPM…

É sentir todo desconforto que a TPM causa e ser compreendida…

É sentir alívio quando a menstruação chega…

É ficar chateada porque ela chegou no final de semana…

É sentir toda dor do mundo numa depilação e depois achar que ficou linda para ele…

É desejar casar e não parecer fresca…

É desejar ter um filho e ninguém recriminar…

É desejar mudar de emprego e pensar na família e por último nela mesma…

É sonhar com um mundo melhor para os próprios filhos e ajudar os filhos dos outros…

É esperar pelo homem da sua vida por horas, mesmo quando ele diz que chega em 10 minutos…

É saber que os 10 minutos dele será tempo suficiente para ir ao salão e correr para fazer as unhas…

É fazer a feira e lembrar do biscoito preferido, do chocolate que é desejado…

É passar horas pensando na roupa que vai vestir e no final vestir-se como sempre…

É desejar encontrar o príncipe encantado e se contentar com o lobo mau faminto…

É sonhar com uma viagem pelo mundo e ficar feliz com um final de semana cercada por quem ama…

É ser capaz de se afastar para não ferir…

É ser capaz de calar para não magoar…

É ser capaz de amar e só desejar ser amada…

 

E ser tudo isso não é fácil…

É chato não ser criticada por suas ideias, mas por ser mulher…

É chato quando o homem não tem mais argumentos e te chama de louca…

É chato ser xingada de garota de programa (na verdade, de todos os “palavrões” que conhecemos) por não dizer o que querem ouvir…

É chato ter sua sexualidade questionada se não é melosa e, se é, ser xingada do mesmo jeito…

 

Ser mulher é difícil, e hoje é tão difícil quanto sempre…

Que no Dia Internacional da Mulher honremos todas aquelas que lutaram, esbravejaram e até morreram para que hoje pessoas como eu pudessem expressar suas opiniões, estudar, trabalhar e tudo isso sem perder o charme.

Que no Dia Internacional da Mulher nos dediquemos a valorizar as mulheres e esclarecer as mais humildes, e com menos oportunidades, sobre suas possibilidades.

Protejamos as mulheres e teremos filhos melhores…

 

 

 
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Publicado por em 08/03/2013 em Variedade

 

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Adeus a Silvio Sarmento

Faleceu de infarte o querido Silvio Sarmento, diretor da Rádio Comunitária Zumbi, em União dos Palmares, zona da mata alagoana.

Silvio Sarmento – Rádio Zumbi

Para quem não conhece, “seu” Silvio era um homem doce, de voz grave, como de locutor de rádio. Locução, aliás, era coisa que fazia com maestria. Era capaz de narrar notícias como se fossem obras de arte literária e encantava pelo tom da voz, pelas pausas, pelos recomeços.

Além de generoso com todos que o rodeavam, “seu” Silvio era um grande incentivador das novas gerações, dizia que o tempo havia mudado e que os jovens faziam comunicação com muita criatividade. Um entusiasta das novas mídias, nunca teve medo de a rádio perder campo para a internet e abria seu espaço e cedia seus horários para que jovens tomassem conta dos microfones e em volta de uma mesa transmitissem aos palmarinos as notícias e alertassem sobre as injustiças.

Nasceu na Rádio Zumbi um dos programas que mais me orgulho de ter participado como convidada, o Mesa Z, hoje já nem espero convite, todo dia é dia de ir visitar os amigos queridos que fiz por aquelas bandas palmarinas.

Sílvio Sarmento era de ligar num dia qualquer só para parabenizar por uma postagem e pedir para que mais como aquela fossem feitas, era de pedir permissão para ler no ar e ainda enviar o áudio para que eu ouvisse sua narrativa e me orgulhasse de ter escrito algo tão bonito.

“seu” Silvio era assim, capaz de transformar em diamante um texto bruto.

Retornar a União já não será tarefa só feliz, só querida e para matar todas as saudades, encontrar os amigos do programa será, como sempre, muito empolgante, mas terá agora o gosto da saudade que não se mata…

“Seu” Silvio incentivou a mocidade de União e também outros jovens que sonham com a comunicação independente e democrática, como eu, Paulo Veras, José Marques e tantos outros.

À família Mesa Z meus sentimentos em meu nome e em nome de todos que sonham por um tempo em que pessoas como Silvio Sarmento sejam maioria, que tenha a generosidade de reconhecer o talento de um jovem, sem a mesquinhez de ver num iniciante o concorrente de amanhã.

Um abraço à família Sarmento.

‘Seu’ Silvio se vai, mas o legado que deixa é imensurável.

 
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Publicado por em 07/03/2013 em Variedade

 

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Controle da Mídia pelo Controle Remoto

Publicado no Portal Cada Minuto

A imprensa livre inglesa está em vias de, pela primeira vez em quase 200 anos, ser submetida a uma lei de regulação e controle. A medida, que ainda está em fase de estudos e de análise pelos parlamentares britânicos, visa coibir abusos como o protagonizado pelo extinto tabloide News of the World, que acabou fechando após o escândalo das escutas telefônicas ilegais.

O escândalo que abateu a imprensa e a sociedade inglesa, além de toda a Europa, tem toda razão de ser. É inadmissível que, em nome da notícia a qualquer custo, direitos individuais sejam violados, principalmente, porque a intenção do periódico sequer era a busca pela verdade dos fatos ou a elucidação de enigmas políticos, sociais ou econômicos. Em princípio, o jornal intencionava, apenas, encontrar segredos pessoais de personalidades públicas, assuntos, normalmente, sem qualquer viés de interesse do povo.

Desde a cobertura jornalística do julgamento do “mensalão”, que setores da sociedade e políticos de partidos interessados no assunto travam a luta pela regulação da imprensa brasileira. Sob o manto da justiça social, alegando a busca pela prevenção de abusos midiáticos, assim como do uso da imprensa por organismos religiosos ou para propagação de cultura não considerada salutar para o povo, que tais “justiceiros” se consideram mais capazes de determinar o que seja de interesse da população do que o controle remoto, como diz o nobre colega Adrualdo Catão.

Ocorre que ninguém pode perder de vista que o Brasil é bem diferente de países europeus que não são regidos por leis como as nossas. O Brasil é tutelado por uma das Constituições mais prolixas do mundo, chamada de “Carta Cidadã”. A Constituição do Brasil prevê a responsabilização daqueles que violam leis, como grampo ilegal ou publicação de notícias que visem apenas desabonar o “alvo” e não têm relevância pública.

O Brasil alcançou o status que possui em liberdade de expressão e livre manifestação do pensamento à custa de muitos anos de censura e de lutas, não é possível que justamente quando a democracia se julga mais amadurecida sejamos capazes de esquecer o passado em nome de perpetuação de alguns no poder através de manipulação da mídia.

Em vez de lutar por censura, ops, por regulação da mídia, por que os intelectuais de esquerda, ops, de… de… do poder, não se dedicam a cobrar qualidade no ensino público e privado, incentivo à cultura, combate às drogas, concessões de veículos de comunicação sob rígidos e objetivos requisitos e Conselhos de Classe para jornalistas e comunicólogos?

Por pior que seja a imprensa, ainda é melhor que seja livre e que caiba ao povo o criticismo que educação e cultura provocam, do que a melhor imprensa cerceada pelos interesses de poucos. Já diz o ensinamento popular: “mais vale uma amarga verdade do que uma doce mentira”.

 
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Publicado por em 04/03/2013 em CadaMinuto

 

Wyllys, Calheiros e as Redes Sociais

O Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Jean Wyllys encontrou-se, no Programa Altas Horas (Globo), com a estudante catarinense Isadora Feber que ficou conhecida por ter chamado a atenção dos brasileiros com o blog “Diário de Classe”, onde relatava o dia-a-dia de sua escola, os problemas estruturais e ganhou destaque por despertar nos colegas e na direção da escola o uso consciente das redes sociais.

Wyllys, baiano e deputado pelo Rio de Janeiro, vencedor do Big Brother Brasil, parabenizou a garota por sua iniciativa e ainda alertou aos jovens para o compromisso com a cidadania. Só esqueceu de avisar que quando ele é confrontado pelas mesmas redes sociais por qualquer cidadão brasileiro prefere furtar-se a manter o nível do debate e a troca de ideias para partir para o ataque gratuito e preconceituoso.

Maior defensor da causa gay, Wyllys quando é confrontado sobre qualquer ideia que apresente em seus perfis sociais, opta por fugir ao debate e apresentar-se como vítima de preconceito sexual, sendo incapaz de manter a imagem intelectual que tanto tenta sustentar.

Wyllys não admite ser confrontado por nenhum brasileiro senão o carioca, uma vez que apenas os representa. Mas não admite que só entrou pelo coeficiente eleitoral e nem que viu sua popularidade mudar depois que venceu o programa que hoje afirma não ser capaz de mudar a vida de ninguém… Na certa a vida dele é a mesma… professor universitário da Bahia.

Essa discussão me remeteu às cobranças que brasileiros de todo o país têm feito ao senador Renan Calheiros, com propriedade brasileiros têm cobrado mudanças e moralidade, só estão esquecendo de cobrar também os políticos que elegeram e que, por sua vez, colocaram Calheiros na cadeira mais alta do Congresso Nacional.

O uso das redes sociais é mesmo muito importante, e por meio delas é possível que realidades sejam mudadas, que cobranças por políticas públicas sejam eficazes e alcancem resultado, mas para isso é necessário que o político entenda que ele deve satisfação à sociedade, não só a quem lhe elegeu, mas a quem paga seu salário.

 
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Publicado por em 03/03/2013 em Federal, Política

 

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Liberdade aos brasileiros, e só

Publicado no Portal Cada Minuto

Dia desses uma amiga estava revoltada com o papel que a “grande imprensa” havia desempenhado na cobertura do julgamento do “mensalão”, achando que era um desserviço à democracia do Brasil o linchamento público à imagem de pessoas que lutaram contra o Regime Militar, que sofreram, foram presas, torturadas e que conquistaram as liberdades sociais do país. Admitamos que tenha sido exatamente assim.

Sempre fui uma entusiasta daqueles heróis, aqueles que agiram contra o sistema, de forma ordenada (ou não), por acreditarem realmente que um país plural e democrático era possível e que o militarismo era a principal mácula à democracia brasileira. Entretanto, alguns daqueles não se preocuparam com quem são hoje, não se preocuparam em trilhar seu próprio caminho, e ao chegarem ao poder optaram pelas mesmas práticas que sempre imputaram nefastas aos grupos políticos que dominavam até então.

Inadmissível justificar seus próprios erros no fato de tal prática ter sido comum no passado. No passado a escravidão era comum e aceita, hoje é crime. No passado censura foi institucionalizada, hoje é intolerada. Ora, ainda que a prática ilegal e imoral do passado jamais tenha sido punida, não é possível que os “baluartes” da liberdade se adaptem a tal prática sob o manto do passado de impunidade.

Creio que se os próprios heróis do passado não se preocuparam com sua reputação na atualidade, não deva ser a imprensa, aquela que foi libertada, a ser responsabilizada por tais erros. Afinal, a censura não foi combatida para que a liberdade de expressão beneficiasse os revolucionários, mas os brasileiros.

A forma como foi feita a cobertura pode até ser questionada, é legítimo, principalmente em países livres, mas acusar deliberadamente é irresponsável. E se a acusação contra a imprensa é essa, que sejam buscados os meios legais, mas jamais a censura.

Lutar pelo silêncio da chamada “grande imprensa” é lutar contra tudo o que sempre foi defendido nesse país. Tentar desmoralizar e desacreditar a imprensa, seja ela quem for, é agir contra todas as convicções libertárias e democráticas que já existiram ao longo da história.

Críticas são e devem ser sempre bem-vindas, mas censura deve ser combatida com todas as forças.

Aqueles mesmos que se vangloriam por terem lutado pela democracia e liberdade do Brasil hoje vão às ruas e espaços públicos para calar uma estrangeira de passagem – a cubana Yoani Sanchez.

Será que a ideia é que apenas o Brasil seja livre? Ou esse é apenas um indício de que aqueles que acreditam que nos deram a liberdade se acham no direito de dá-las apenas a quem julguem merecedores?

Há muito que já não acredito que ainda existam os revolucionários das décadas de 60 e 70. O Brasil era outro e os revolucionários eram jovens idealistas. Os ideais daqueles revolucionários não são os mesmos de hoje, e isso é fato.

O país mudou e os brasileiros mudaram. Se durante o regime militar os revolucionários foram à Cuba adquirir treinamento com o regime ditatorial cubano não significa que tenham dívidas eternas a serem pagas pelos militantes de hoje. Não mesmo. Muito menos que hoje se admita no Brasil a intolerância a uma blogueira – que diga verdades ou mentiras. Afinal, não vejo ninguém indo às ruas calar nenhum blogueiro brasileiro, e os daqui falam muito mais do que ela.

 
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Publicado por em 23/02/2013 em CadaMinuto

 

Direita e Esquerda bipolares

As discussões acerca de direita e esquerda há muito perderam completamente o sentido. Afinal, ambos os conceitos nasceram pouco antes da Revolução Francesa, quando os revolucionários – contrários à monarquia – sentavam à esquerda na Assembleia, e os partidários do Rei (clero e nobreza) sentavam à direita.

Google Images

Entretanto, esse pensamento raso e bipolar já não faz sentido numa sociedade acostumada às liberdades e à pluralidade de pensamento, sendo natural que em determinadas situações o comportamento seja mais conservador ou mais revolucionário, onde se pretenda o continuísmo ou a mudança. Ora, já diz o ditado popular “quem tem ideia fixa é louco”.

Já não vivemos numa monarquia absolutista e, em princípio, não corremos tamanho risco. As desavenças políticas, assim como o pluripartidarismo, são essenciais a uma sociedade democrática, lastreada nas discussões e no debate de ideias, onde o que se prioriza não são personalidades, mas fatos, pontos e contrapontos, verdades e versões.

E, indubitavelmente, a maior das conquistas do mundo moderno é a liberdade.

Liberdade de pensamento, de religião, de culto, de expressão, de comunicação, de informação, de profissão, de sexo, de miscigenação, de amor… Uma vez conquistados não é possível que se admita seu retrocesso.

As lutas e a, eventual, conivência de nossos antepassados nos trouxeram a esta realidade. Se hoje não está tudo perfeito, cabe a nós entendermos o passado e escolhermos o futuro que pretendemos.

Parar o mundo e dividi-lo em direita e esquerda é esquizofrênico, é acreditar que todos pensam igual ou em oposição direta, não é assim, todos são diferentes, e tentar massificar pensamentos e posições é de um radicalismo insustentável.

As pessoas estão sempre abertas as suas experiências e às de outros, e normalmente procuram praticar o que aprenderam em suas próprias vidas, porque não fazer isso com os sistemas políticos e econômicos, com as posições partidárias? A ideia não é que o interesse público seja protegido e amparado? Pois que bandeiras deem lugar a ideias e à troca de opiniões, debates e não acusações são realmente relevantes para a sociedade.

 
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Publicado por em 22/02/2013 em Política

 

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Santa Maria, Malafaia e Calheiros

Publicado no Portal Cada Minuto

Duas semanas se passaram desde o fatídico acidente/crime que vitimou mais de duas centenas de jovens, a maioria gaúchos, e que continua fazendo novas vítimas fatais.

O Brasil parou com a notícia do incêndio numa casa noturna do interior do Rio Grande do Sul no final do primeiro mês do ano. A cidade de Santa Maria, conhecida pelas universidades e clima de cidade universitária, foi tomada pela dor e revolta diante da morte negligente de seus filhos.

Esta semana morreu mais uma vítima internada, um segurança da boate, a vítima de número 239, e agora sua família sente ainda mais a dor que já é latente em inúmeros lares santa-marienses.

A mídia não noticiou outra coisa na primeira semana do incêndio, as informações foram dadas de todas as formas e por todos os vieses, desde a repercussão internacional, passando pelos acidentes idênticos em outros locais do mundo, até a repercussão nos demais estados da federação e a atuação política e administrativa na fiscalização de ambientes fechados e destinados à aglomeração pública. Tudo isso sem esquecer a dor de familiares de vítimas e arguindo, diuturnamente, sobre a culpabilidade dos envolvidos.

Nos primeiros dias tivemos que conviver com todo tipo de coisa, até com radicais religiosos a pregarem a culpa dos jovens por estarem num ambiente propício às “forças demoníacas”, pois é, apareceu de tudo.

Até que Marília Gabriela contribuiu para que Malafaia viesse à rede nacional mostrar todo seu preconceito e sua perigosa influência sobre os fieis de sua Igreja, para que o Pastor tomasse conta dos noticiários e das redes sociais. Pronto! O brasileiro, com exceção do gaúcho – penso eu –, esqueceu a dor de pais, familiares e amigos santa-marienses e passou a se dedicar aos preparativos para o carnaval.

Todos devem seguir em frente, é natural, deparar-se com tragédias, entristecer, aprender e superar é da natureza humana e, como tal, não deve ser discriminada. Entretanto, comprova o que todos sempre souberam: “a memória do povo é curta”.

Mas só é quando convém, mas quando convém a quem? Quem relembra ao povo o passado que incomoda?

Hoje vemos brasileiros indignados com Renan Calheiros na presidência do Senado, mas antes era Sarney e ambos são iguais, quem reclamou? Com isso não digo que não devam reclamar, devem sim, devem lutar para que aquela cadeira e as 80 outras no Senado, assim como as 513 na Câmara dos Deputados sejam ocupadas por pessoas íntegras e probas. E quem deve julgar é o povo, o mesmo a quem cabe dizer quem não deve mais permanecer lá.

Enfim, que a lembrança da tragédia tenha apenas perdido espaço nos noticiários nacionais, mas que continuem povoando a mente dos brasileiros para que tragédias como aquela não voltem a acontecer.

Que o Brasil continue esse país leve e festeiro, mas que a mídia continue se dedicando a relembrar o povo para que na época eleitoral ajam de forma coerente com a indignação que costuma condenar políticos nas demais épocas do ano.

 
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Publicado por em 15/02/2013 em CadaMinuto

 

Prefeitura quer dar publicidade, mas deve?

Acabo de ler a notícia de que a Prefeitura de Maceió pretende divulgar através de sua página no facebook a remuneração de seus servidores (Veja Aqui!). A ideia é por em prática o plano de Portal da Transparência, enquanto o site oficial não fica pronto, e assim cumprir, o mais rápido possível, uma das promessas de campanha.

A Prefeitura de Maceió tem encarado problemas bem maiores do que os esperados, ao menos é o que faz crer o Prefeito Rui Palmeira, que tem divulgado informações sobre as contas da prefeitura, inclusive denunciando formalmente a gestão anterior – Cícero Almeida – ao Ministério Público, a fim de que este tome as providências que entender cabíveis.

Palmeira, nessas primeiras semanas de mandato, tem demonstrado que está disposto e tem boa vontade na gestão municipal. Pelo menos, tem contribuído bastante para a segurança dos munícipes ao manter a cidade bem iluminada.

Entretanto, partir para a divulgação da remuneração dos servidores municipais de forma arbitrária, sem qualquer controle e numa rede social é, no mínimo, temerário. Ora, as redes sociais hoje são usadas com frequência por meliantes a fim de descobrirem quem são os melhores alvos e quais as fraquezas dessas pessoas.

Há alguns anos a polícia pedia que as pessoas evitassem adesivos de academias ou do local de trabalho/estudo no carro para dificultar a identificação por bandidos; hoje o alerta é em relação à exposição da vida particular das pessoas nas redes sociais, uma vez que isso é mais que chamariz, é uma verdadeira porta de acesso para o bandido chegar ao inocente.

Os servidores públicos, principalmente os que gozam de algum poder político, são alvo de populares que buscam determinadas melhorias ou contato por quaisquer outras razões, e meio normalmente usado é o Facebook ou o Twitter, e já é bem difícil identificar o popular bem intencionado, daquele que possa oferecer risco.

A ideia de Rui, ou de quem quer que tenha sido, é ótima. Dar transparência aos valores pagos pela prefeitura e identificar as áreas que mais gastam. Entretanto, há meios mais seguros e eficazes para tanto. Ainda que o acesso a essas informações se dê de forma objetiva num site governamental, só de obrigar o interessado a “ir” até o determinado site já é uma dificuldade, coisa que não existe no facebook, onde basta uma “curtida” para que todos vejam o que um vê.

Além da questão da segurança, há também o constrangimento, que inclusive foi citado num dos comentários à matéria que mencionei acima, uma vez que é mais que sabida a luta de muitos por melhores condições salariais e que nem sempre é atendida, será que estes insatisfeitos com seus salários estão felizes em verem suas contas assim expostas? E aqueles que precisam se sujeitar a salários baixos por falta de opção?

Enfim, são ponderações que não custam serem feitas. A boa intenção do Prefeito é clara, mas será que tal exposição não é desmedida demais? Será que não é melhor uma publicação, em princípio, no Diário Oficial, enquanto o site apropriado não fica pronto? Ou a divulgação de matrículas em vez de nomes?

Meras ponderações…

 
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Publicado por em 14/02/2013 em Municipal, opinião, Política

 

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Os Miseráveis emocionam

Les Miserables”, o maior clássico do francês Victor Hugo, chegou ao cinema sob a direção de Tom Hooper (O Discurso do Rei) e trouxe consigo grande elenco, como: Hugh Jackman, Russel Crowe, Anne Hathaway e Amanda Seyfried.

Les Mis

O musical no cinema é lindo, o filme é inteiramente musicado, como se estivéssemos num espetáculo da Broadway, mas com todos os efeitos e a magia que só o cinema é capaz de proporcionar.

Cenários belíssimos, produção grandiosa e interpretações maravilhosas são os principais ingredientes usados no filme-musical. Entretanto, fica evidente o esforço descomunal que alguns atores fazem para cantar como o espetáculo requer, e isso também encanta. No entanto, acaba deixando claro que alguns atores foram escalados por seu apelo junto ao público mais jovem, o qual dificilmente seria inspirado a ir ao cinema assistir a um clássico francês do século XIX.

O que se confirma pelo comportamento do público, ao menos o alagoano. Muitos saíram do cinema durante a projeção, provavelmente não estão acostumados ao ritmo de um musical. Os raros diálogos e a abundância de canções talvez não tenham sido bem aceitos pelo público, mas arte é sentimento, e o filme emociona.

Les Miserables não é um clássico por acaso, reúne acontecimentos históricos ao contexto social em que estava inserida a população francesa da época, e o faz sob a visão mais dolorosa de tudo isso, a do povo oprimido.

O musical na tela do cinema é lindo e comovente, vale à pena assistir e se emocionar. A gente só sente falta mesmo dos aplausos ao final de cada apresentação espetacular.

 
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Publicado por em 12/02/2013 em Cinema

 

A ambição desnuda de Gandhi

Sobre “GANDHI, ambição nua”, por Jad Adams.

A ideia principal do autor é desmistificar o mito envolvendo Mohandas Gandhi, para isso se vale de histórias que envolvem a vida pessoal do mahatma. Uma família triste, oprimida e abandonada, uma sexualidade aguçada e a exploração de jovens quando ancião.

Do meu ponto de vista o livro mitifica o homem. Acredito em todas as histórias contadas e apresentadas, e acredito na fé do homem. Gandhi, antes de ser mahatma (líder espiritual) era um homem como qualquer outro, mas com princípios e valores.

Foi casado muito jovem (conforme os costumes) e muito jovem teve que ir a Londres estudar para sustentar a família. Sua falta de aptidão para o direito fica patente no início da vida, mas seu poder de argumentação amadurece durante sua vida e muito do aprendeu na universidade é usado na resolução de entreveros que se apresentam.

A Índia era dominada pela Inglaterra e o que Gandhi viu, em suas andanças e viagens pelo mundo, era que seu povo era explorado e discriminado, entendeu que o pobre não era considerado e que os “intocáveis” não poderiam ser excluídos da vida em sociedade.

Gandhi buscou estudar, aprendeu sobre outras religiões, medicina e alimentos. Buscou teóricos e aquilo que acreditou procurou por em prática e ensinar. Gandhi, como bom hindu, buscou sua evolução espiritual, acreditou que agindo pelo bem dos outros estava trabalhando não só pela independência da índia e pelos desejos dos indianos, mas também por sua própria evolução.

Apesar de ter tido todas as oportunidades de estudos e de ter buscado na literatura estrangeira seu aperfeiçoamento e o de seu povo, Gandhi não achava que os jovens deveriam ir à Inglaterra para estudar, que deveriam adquirir seus conhecimentos na própria índia, com seu próprio povo, preservando raízes, cultura e religião.

Gandhi era um curioso sobre a medicina, os efeitos da higiene e da alimentação sobre o corpo. Acreditava que quanto melhor cuidasse do corpo e menos exigisse dele o combate a doenças, melhor seria seu desempenho espiritual. Suas ideias sobre o vegetarianismo são hoje valorizadas.

Acreditava, prioritariamente, na forca do trabalho como meio para o amadurecimento espiritual, mas no trabalho benevolente, aquele que gera benefícios para todos indiscriminadamente. Gandhi se dedicou às causas políticas e nacionais, mas também aos pobres e desvalidos.

A família para Gandhi não era sua prioridade, e isso porque acreditava que sua missão estava ligada a todos e não aos seus, sua visão era sempre na busca pela evolução espiritual, e isso pode ser interpretado como egoísta, mas ele agia pela fé. E crença é isso: não se explica, se crê. Não há como ocidentais julgarem.

Sua relação com o sexo, pelo que o livro diz, era bem perturbadora. Desde cedo se condenava pelos próprios desejos, mas, aparentemente, estes desejos passaram a tomar conta de sua vida, momento em que resolveu aboli-lo por completo. O autor esclarece que as experiências que Gandhi buscava ter com jovens virgens eram justificadas por ele mesmo como sendo essenciais para que testasse seus próprios limites, a fim de assim buscar a plenitude da alma.

A sexualidade de Gandhi vai continuar enigmática. Se havia consumação ou só contemplação também não haveremos de saber. Gandhi poderia crer realmente naquilo, mas também poderia estar se aproveitando de jovens indefesas, mas quem há de ter certeza?

Inegável que Gandhi encontrou no povo a força que precisava para encontrar o caminho para a independência da Índia, também é inegável que foi o povo que lhe deu fama nacional e internacional, sua liderança é incontestável, assim como seu carisma.

Mas como condenar uma pessoa que, ainda que possuísse interesses particulares, comportava-se buscando dar exemplos, além dos conselhos. Hoje não vemos isso com frequência.

Seu principal legado foi a não violência, Gandhi acreditava que tudo poderia ser conseguido mediante a conversa e as ações relacionadas ao próprio individuo e não de agressão ao outro. Orientando e instigando greves e violações às leis que geravam prisões, o mahatma conseguiu despertar o mundo para os problemas que afligiam os indianos, bem como para a forma como eram tratados e explorados pelos ingleses.

Suas ações e seus ensinamentos se perpetuaram e prolongaram no tempo, ainda hoje muitos se referem a ele e aos seus conselhos. Outros líderes como Martin Luther King Jr e Nelson Mandela se inspiraram em Gandhi e despertaram paixões e comoção.

Sempre que formos analisar personalidades históricas é necessário nos inserirmos no contexto histórico em que o biografado estava inserto. Inegável de tudo isso é que o mito não era uma deidade, era um homem, com defeitos e virtudes, e que por isso mesmo deve ser lembrado e estudado para que seus ensinamentos não se percam.

Seus erros não devem ser justificados, mas não devem ser julgados com os olhos de hoje, a distância histórica nos faz perder detalhes da realidade.

 
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Publicado por em 11/02/2013 em Literatura

 

“No” – a campanha política que derrubou Pinochet

O filme “No”, com Gael Garcia no papel principal, dá uma grande lição de marketing político, sem esquecer que ideais não precisam ser abandonados, mas apenas passar por uma “repaginada” a fim de atrair os mais incrédulos.

A história que se passou no Chile quando do fim do regime militar ditatorial de Pinochet é uma lição para todos no mundo, ainda que seja necessária uma boa dose de realismo na leitura que se é feita do filme, o melhor que se extrai dele é que a comunicação é o meio mais democrático para a abertura da mente das pessoas, para a liberdade e para a democracia.

Hoje, no Brasil, vivemos uma época de incertezas quanto ao futuro. A demonização que é feita contra a “grande imprensa” passa ao largo de uma leve rixa partidária, ideológica ou política, contribuindo para pensamentos e lutas censórias que poderão levar o Brasil a uma “democracia vigiada”, onde será possível falar tudo, desde que o “tudo” agrade a quem deva agradar.

Na verdade, esta discussão é para outro momento, agora, o que se pretende é convidar o leitor a visitar o cinema e assistir “No”, filme que é capaz de transmitir muito mais que entretenimento e história real, mas lições que se bem aprendidas serão inesquecíveis.

Afinal, comunicação deve vir aliada a sua função social, trazer a verdade e inspirar emancipação.

Publicitários, não percam!!!

 
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Publicado por em 09/02/2013 em Cinema

 

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“A filha do pai” – do mais doce mel francês

Para quem gosta de historinhas açucaradas, do tipo bem “mamão com açúcar”, o filme francês “A filha do pai” é uma ótima pedida.

Quando o quesito é doçura, não há, no mundo, cinema melhor que o francês.

No Cine Sesi

 

 

 

 

 

 
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Publicado por em 08/02/2013 em Cinema

 

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A culpa é minha e ponho em quem eu quiser: hoje será do crack, mais uma vez

Publicado no Portal Cada Minuto

Governo admite falhas e diz que Brasil Mais Seguro precisa ser aperfeiçoado”, com esta manchete uma matéria do Portal Cada Minuto (04) revelou que o governo do estado de Alagoas reconhece o aumento do número de mortes no estado nesse primeiro mês do ano, em relação ao mesmo período do ano passado, e afirma que é necessário fechar o cerco ao crack.

Assim, continuam afirmando que a situação de caos na segurança pública que vive o estado é obra do tráfico e do consumo de crack. Entretanto, não há referência aos resultados do programa “Crack, É Possível Vencer”, que, a exemplo do programa “Brasil Mais Seguro”, também é de origem do governo federal e foi lançado em Alagoas em março do ano passado – quase um ano.

Noutra banda o Estado continua gerenciando uma crise sem precedentes na educação alagoana, são inúmeras as escolas que permanecem sem ter concluído o ano letivo de 2012, sem contar aquelas que já descartaram aquele ano, iniciando 2013 como se 2012 não tivesse existido.

Um estado que não prioriza sua educação, não prioriza seu jovem, não pode ter a pretensão de que os manterá longe das drogas apenas com medidas repressivas. O crack tem culpa? Tem. Mas não é só isso.

Minimizar o problema não o resolve, só adia.

Não serão helicópteros, viaturas e armas que resolverão o problema, muito menos policiais importados a peso de ouro, que pouco (ou nada) produzem, que acabará com o crack em Alagoas.

Registre-se, ainda, que no atual governo a Secretaria de Educação abarca também o Esporte, outro viés capaz de contribuir para evitar que jovens alagoanos entrem nas drogas, mas que é pouco aproveitado neste sentido.

 
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Publicado por em 07/02/2013 em CadaMinuto

 

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‘Fazer política em Alagoas é diferente’

Li a entrevista a seguir e achei muito interessante a forma como a cientista política Luciana Santana, mineira, analisa a política entre os alagoanos.

Em tempos de alagoano na “boca do povo”, em face da recente eleição do Senador Renan Calheiros para a Presidência daquela Casa Legislativa, mesmo com toda a mídia e muitas opiniões em contrário, vale à pena analisar uma visão “de fora” e, quem sabe, um “exame de consciência” para uma mudança de atitude.

 

Publicado originalmente no Jornal Tribuna Independente de 03/02/2013 e republicado no Portal Tribuna Hoje

Ela é mineira, está em Alagoas há pouco mais de dez anos; passou por São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco, e no estado vizinho atuou na área de avaliação de pesquisas políticas para o Diário de Pernambuco – assim como, na terra da Inconfidência, escreveu para o Diário de Minas. A professora Luciana Santana hoje coordena o Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e a ela questionamos sobre o porquê de se fazer política em Alagoas ser tão diferente daquela que se pratica em outros estados da federação.Em dezembro de 2012, em conversa informal com o vice-governador do Estado, José Thomaz Nonô (DEM), a editoria de Política da Tribuna Independente ficou sabendo que uma pesquisa do Vox Poppuli, feita em 2012 para mapear os grupos e preferências eleitorais no Brasil, destacou que Alagoas tem a menor identificação partidária do país. O povo não vota em partido, e sim na pessoa. Ao contrário do que ocorre no Rio Grande do Sul, onde esse índice ultrapassa fácil os 90%.A professora Luciana Santana foi além e disse que aqui, na Terra dos Marechais, assim como no país como um todo, a prática da corrupção não impede que o candidato receba voto. “É indiferente para a população”. Nisso, o alagoano se iguala aos demais currais eleitorais brasileiros.

Tribuna Independente – Por que Alagoas é essa ilha política, onde tudo aqui é feito de forma diferente?

Luciana Santana – Em pesquisas recentes feitas por nossos colegas na universidade, começamos a perceber que se pegarmos apenas o Nordeste, comparando Alagoas com os demais estados, o Estado de fato é outside. É fora da realidade. O Estado não criou uma identidade política própria. Isso vem se reproduzindo ao longo dos anos. Tanto é que você não tem uma esquerda de verdade, um centro, uma direita, ao contrário de Pernambuco, onde há grupos bem distintos. Mas até o desmembramento entre Alagoas e Pernambuco era para o Estado também ter criado isso, mas não. Isso tem a ver com a própria concentração de renda do Estado, onde o dinheiro e o poder estão nas mãos de poucos. Poucas famílias detêm o poder. Quem domina hoje a mídia, a economia, as atividades do Estado são as elites e elites politicas; elas não são simpáticas a essa cultura democrática. E isso vem se reproduzindo através dos tempos. A maior parte da população tem índices sociais baixíssimos e isso contribui. É muito mais fácil convencer uma população assim, do que uma mais esclarecida. Elas dão o voto, independentemente de onde o candidato seja e do que ele tenha feito, sem sigla partidária. Isso não importa ou difere para eles.

T.I. – Mas a miséria, os índices sociais baixos, também existem em outros estados, mas só aqui é diferente. O Maranhão, por exemplo, também sofre com um índice de desenvolvimento humano baixo, mas ali cresce uma consciência política, por que aqui não?

Luciana Santana – Até no Maranhão, grupos antagônicos se desenvolveram no decorrer dos anos, aqui não. Um grupo se sobressaiu, e outro que vinha de um partido que era forte – o antigo MDB – se subdividiu. Em Alagoas, não! Mas levamos em consideração que apesar do Sul e do Sudeste do país terem essas fronteiras partidárias bem definidas, existe uma quantidade de gente que também não se identifica e se insere nessa característica do alagoano. De 30% a 40% se filiam a um partido, num universo de 30 partidos no país. Isso é significativo e muito pouco. O problema de Alagoas neste sentido é que em Alagoas não existe uma identificação mínima. Dificilmente você ouve alguém dizendo que tem simpatia por PSDB, PT, PMDB, você pode até ouvir uns 5% para o PSDB, em virtude da vitrine da última eleição. Mas é pouco.

T.I. – Essa falta de identificação partidária é a raiz do problema socioeconômico do Estado?

Luciana Santana – Na verdade, a relação é outra. É um ciclo. O nível de educação é que influi, pois não se cria identidade partidária. As pessoas não sabem a quem cobrar, elas fiscalizam menos, a impunidade é maior, o índice de corrupção cresce, se torna maior. Isso só acontece porque as pessoas não tomam as melhores decisões, como também elas não sabem as medidas de controle. Vejo pouco essa relação da identidade política desaguar na questão social. Pois o que afeta na verdade é a corrupção, pois é ela que impede o desenvolvimento social. No Sudeste e no Sul, isso é bem mais delimitado, seja na capital ou no interior. E vemos isso mais presente na esquerda. Como é o exemplo do Rio Grande do Sul, onde a esquerda é muito forte. Em Minas também, onde eles dominam há anos a prefeitura de Belo Horizonte. Desde a instituição da Constituinte de 1988, partidos de esquerda se revezam no poder lá. Em São Paulo, tem uma alternância, mas há uma clareza maior entre as bandeiras partidárias.

T.I. – E a reforma política, pode influenciar esse processo. Quais pontos que você acha que pode ajudar a mudar a política?

Luciana Santana – O financiamento público de campanha, o que eu acho mais importante, principalmente para prevenir essa questão da corrupção. O voto em lista, que tem de ser uma lista fechada. A própria América Latina já utiliza, só não o Brasil. E o voto distrital ou misto, pela representação. O misto seria o mais indicado, pois não desprivilegia nenhuma região. Metade desses candidatos é votada num distrito só.

T.I. – O que você vê de diferente na política alagoana?

Luciana Santana – O poder da política aqui é muito evidente nas pessoas. Aqui onde pouco se pode falar. Principalmente no ano eleitoral, quando se percebe como eles se articulam nas instituições e sociedade. As pessoas são controladas pelos políticos, e pela política. Quem poderia fazer diferente, a classe média, não o faz. As pessoas têm medo, elas ficam muito dependentes dos grupos políticos, dos grupos econômicos. O ideal seria é que houvesse uma alternância de partidos, uma renovação. Até com perfil ideológico diferente para mudar isso, mas não há.

T.I. – O povo vota em político ladrão?

Luciana Santana – O povo não vê isso. Por exemplo, muitos falam que Lula roubou, roubou, roubou, mas sua popularidade não baixa. O mesmo é com Fernando Henrique Cardoso, dá no mesmo. Não importa se a população é mais carente ou mais alta. O que interfere mesmo são medidas impopulares, por parte do governo, aquelas que mexem no bolso. Vai mexer na conta de energia, inflação, no Bolsa Família. Segundo o professor Alberto Almeida, ex-Fundação Getúlio Vargas, o fator econômico é que define o voto. É preciso se criar um nível melhor de informação política.

 
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Publicado por em 06/02/2013 em Política

 

Dormindo com o inimigo*

Publicado no Portal Cada Minuto

Uma mulher humilde, analfabeta, trabalhadora rural, viúva e com três filhos para sustentar, apaixona-se por um rapaz mais jovem, também humilde, trabalhador rural e ignorante.

Ignorância esta na mais real e forte acepção da palavra. O homem jovem é forte e garboso, trabalhador e gosta de beber. Chega em casa tarde e, às vezes, bêbado. Ele é hoje a única referência masculina para ela, que, por sua vez, nunca soube o que era realmente carinho e amor, mas sabe o que é ter alguém com quem dormir e dizer que lhe protege dos “broncos” da região – dos mais “broncos”.

A comunidade a que pertencem também é bastante humilde e poucos escrevem algumas palavras mais que o próprio nome, são educados pelo que passa nas tvs, pois falta dinheiro para a comida, mas não para o televisor.

Aquele homem jovem e forte, quando bêbado, ultrapassa todos os limites do aceitável e agride a mulher, por ciúme, por possessividade, por doença. Não há justificativa, não há porquê, o que há é brutalidade.

Muitas mulheres são vítimas de homens como estes. Elas são vulneráveis emocionalmente e financeiramente, não reconhecem a possibilidade de uma mulher não viver com um homem, não entendem que é possível conviver com igualdade de direitos e condições entre homem e mulher e apenas assumem, comodamente, sua submissão.

Essa história se repete diariamente, em diversos lares e com diversas mulheres. A condição de subserviência é a única que muitas mulheres conhecem e se submetem a ela sem maiores questionamentos.

E essa poderia ser apenas mais uma história a virar estatística e a ser disciplinada pela Lei Maria da Penha, senão tivesse vitimado mortalmente a mãe de três filhos e grávida de 8 meses de sua quarta filha.

Se bem que apenas quando a mulher cria coragem e denuncia o “companheiro” – algoz – ou um dos vizinhos indignados, o que é difícil em localidades viciadas por tradições machistas e opressoras, é que histórias como essas chegam às autoridades policiais.

Gilvanete Rozendo, de 40 anos de idade, foi agredida há quase um mês pelo companheiro, de 22 anos de idade, com uma barra de ferro. Ela escondia dos familiares que era agredida constantemente, sempre dando desculpas para os ferimentos que apresentava, em especial nas mãos. Ao dar entrada no hospital, ainda falando, sua preocupação era com a prisão de seu agressor. O parto foi antecipado e sua filha nasceu. O quadro clínico de Gilvanete se agravou irreversivelmente, e na última terça-feira (29/01) a mãe de quatro filhos faleceu.

O caso chocou os alagoanos e desde que ganhou os noticiários sua saga tem sido acompanhada por todos. O fato de ser mulher não foi suficiente para sensibilizar o agressor; nem o fato de estar grávida de 8 meses; muito menos de serem mãe e filha sua família. Mas tudo isso foi mais que suficiente para chocar o alagoano.

Que casos como o de Gilvanete, assim como o de Maria da Penha, não caiam no esquecimento. Que os homens entendam que mulheres merecem respeito e que independentemente de gênero ninguém deve ser agredido.

 

Este artigo é mais que uma homenagem à Gilvanete, mulher que, provavelmente, não sabia que era possível viver de uma forma diferente da qual estava submetida, assim como tantas outras em nosso estado, em especial nos pequenos municípios do interior, mas principalmente alertar aos leitores para sua responsabilidade na denúncia e no amparo às vítimas de agressão.

Colheremos os frutos pelas sementes plantadas na sociedade, não percamos as oportunidades de falar sobre os direitos das mulheres e alertar as vítimas sobre suas opções além da opressão, dependência e medo. A instrução e o alerta são os meios de proporcionar a essas mulheres a escolha verdadeiramente consciente.

 

 

* É Um clássico do cinema americano, de 1991, baseado no romance homônimo da escritora Nancy Price, dirigido por Joseph Ruben e estrelado por Julia Roberts, vítima de agressão praticada pelo marido.

 
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Publicado por em 05/02/2013 em CadaMinuto

 

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Satyagraha

Quem tem boa memória lembra da operação Satyagraha da Polícia Federal, que prendeu banqueiros, diretores de bancos e investidores nos idos de 2004. A partir de tais prisões, nomes como Daniel Dantas e Naji Nahas passaram a ser recorrentes na mídia.

Tais investigações acabariam se emaranhando àquelas que levaram ao julgamento do mensalão.

Os nomes dados a tais operações são sempre muito curiosos, e não raras vezes desperta no público o interesse pela origem de nomes tão diferentes e específico.

Curiosamente, lendo um livro sobre Gandhi, na verdade uma biografia que procura mostrar um Gandhi não muito divulgado, aquele em sua vida particular e na intimidade de sua família, acabei me deparando com o termo que foi emprestado pela Polícia Federal brasileira para apelidar uma operação que buscava tornar público um emaranhado de conchavos e uma rede de corrupção que por anos tomou conta do mais alto escalão financeiro do país e acabou desbaratado em 2008.

A filosofia Satyagraha, implantada e defendida por Gandhi, visava a busca incessante pela verdade, e o caminho deveria ser pacífico, difundindo assim a ideia de não agressão.

“Há uma centelha de divindade no peito de cada ser humano. O adepto do Satyagraha (satyagrahi) tenta fazer com que essa centelha brilhe no peito de seu oponente, fazendo com que brilhe primeiro em seu próprio peito. Portanto, Satyagraha deve basear-se na verdade e no amor. O satyagrahi se sujeita ao sofrimento para que o seu oponente pense a esse respeito e que nunca lhe seja infligido. As diversas formas de não cooperação e desobediência civil, com a pronta disposição de sofrer voluntariamente as consequencias dessas ações e o jejum como último recurso, são as únicas ferramentas que o satyagrahi procura adotar para fazer com que o oponente pense e compreenda o ponto de vista do satyagrahi.”

(extraído do livro “Gandhi – ambição nua”, de Jad Adams)

 
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Publicado por em 04/02/2013 em Literatura, Variedade

 

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Quando a droga bate à janela

Publicado no Portal Cada Minuto

Boa noite. Posso falar com você? Não, não, não precisa ter medo. É rápido! Eu preciso lhe contar minha história. Não, não, não feche a janela. Eu era motorista de caminhão, não sou daqui. Agora sou dependente químico, isso é uma doença, você sabe, né?! Não consigo evitar. É meu corpo que pede. É uma doença! Uma pessoa ficou de me dar os dois reais que preciso, mas não me deu. Meu corpo pede, sou dependente, é uma doença. Por favor, se a senhora puder, me dê dois reais. Mesmo que não seja por mim ou pela doença, mas que seja pela minha sinceridade…”.

Isso acabou de acontecer. Saía de um show e fui abordada por um “flanelinha”, sim, ele tinha uma flanela nas mãos, ele também vestia roupa preta, suja, era louro, magro e sujo. Falava rápido, sem pausas, e tinha os olhos vidrados, fundos, os ossos de seu rosto eram salientes e ele não parecia mentir.

A história que me contou pode não ser verdade, mas também pode ser, ao menos doente ele é, ou não diria isso. Afinal, os adictos desenvolvem uma capacidade ímpar de inventar histórias e contá-las como se realmente fossem verdades, também possuem uma enorme capacidade de sensibilizar, de se vitimizar e parecer frágil. Sua intenção primeira é a de esconder o vício, depois é de sustentá-la.

E as palavras que ouvi mexeram comigo. Quantas vezes não ouvi relatos de adictos, relatos de usuários que não querem abandonar a droga e outros que continuam lutando para que a droga não os derrote? Mas esse de hoje mexeu mesmo. Primeiro pela espontaneidade, nunca fui procurada por um adicto, eu que os encontro e converso. Segundo, tive medo, o ambiente era propício para uma abordagem violenta, mas ele foi educado, inclusive falava o português corretamente e não usava gírias. Terceiro, vi sinceridade, vi desespero, fiquei atordoada, não consegui pensar direito, tive vontade de descer do carro e conversar, tive vontade de sair correndo, tive vontade de chorar, tive vontade de lhe prometer um emprego, tive vontade de fingir que não ouvi nada daquilo.

Mas ouvi…

O rapaz só queria dois reais, talvez eu tenha sido o último recurso dele antes de partir para o furto. O corpo dele pedia, ele não conseguia resistir, ele não queria me fazer mal, ele só queria aplacar sua dor, seu vício. A arma escolhida foi a sinceridade, a sensibilização.

Há locais na Holanda onde o governo fornece todos os meios para o uso de drogas da forma mais segura (como se houvesse alguma), fornecem material descartável e locais onde não corram riscos, tornando-os menos vulneráveis. Mas o governo holandês pode tratar assim seus adictos, afinal seu sistema público de saúde e de segurança funcionam, aqui não.

E dar dinheiro aos usuários de drogas? Seria financiar o tráfico, numa visão macro da situação? Ou seria ajudar a aplacar a dor de uma doença incurável – apenas controlável? Dar dinheiro pode evitar crimes? Mas cabe à sociedade pagar pela dependência dos doentes que o sistema de saúde pública não consegue proteger? Mas no final das contas, quem paga por essa dependência não é a sociedade mesmo?

E então? O que fazer?

Descartes já dizia: “Não existem métodos fáceis para resolver problemas difíceis“.

 
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Publicado por em 01/02/2013 em CadaMinuto

 

Dinheiro Público para o público

Publicado no Portal Cada Minuto

E Alagoas segue na contramão de tudo…

Enquanto outras cidades do país, a exemplo de Aracaju, se esforçam em resgatar o carnaval, Maceió – conhecida pelas prévias carnavalescas – insiste em sepultar o evento que atrai, há anos, turistas e, com eles, recursos econômicos, aquecendo a economia local direta e indiretamente.

O viés cultural de uma sociedade é o que lhe imprime identidade, ligação com um local, com uma histórica e lhe provoca o sentimento de pertencimento. E tudo isso é importante, principalmente numa sociedade sem valores e princípios cada vez mais fragilizados pela imposição externa de novos interesses.

Obviamente que não há como generalizar. Mas não se pode generalizar coisa alguma. O que realmente importa para uma sociedade? Quem sabe? Quem determina?

Pois é. O dinheiro público deve ser destinado ao público. E o povo precisa de cultura, precisa de identidade. O povo precisa de lazer, seja ele revestido do que for, desde que traga crescimento social.

É o que vemos com filmes e apresentações teatrais. Se não fosse o financiamento público e o patrocínio de empresas públicas, viveríamos a ditadura hollywoodiana. Assim como se não fosse o financiamento público no esporte só haveria futebol, e do eixo Rio-São Paulo.

E a ideia é a mesma quando falamos em grupos tradicionais, como o nordestino Reisado, o nortista carimbó e o sulista Fandango.

Ora, para quê tanta intransigência? Quem quer carnaval que pague por ele? Quem quer educação que pague por ela? Quem quer saúde que pague por ela? Onde isso vai parar?

Nunca vi radicalismo ser bom em nenhuma sociedade. Até o capitalismo se consome. E se as pessoas não buscarem o bom-senso, o meio-termo, o equilíbrio, quem seremos no futuro?

 
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Publicado por em 31/01/2013 em CadaMinuto

 

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Jovens criminosos, adultos cúmplices

Publicado no Portal Cada Minuto

A maioridade penal é tema sempre discutido entre os estudiosos e as vítimas de violências. Cada vez mais adolescentes são protagonistas em ações criminosas que espalham terror e medo pelas ruas de nossas cidades.

Com o crescimento do número de adolescentes e o aparecimento de crianças, menores de 12 anos de idade, envolvidas com o crime, muitas vezes relacionado com o tráfico e o consumo de drogas pesadas, as pessoas têm tendido a admitir que só a redução da maioridade penal poderá por um fim em tanta criminalidade.

Entretanto tal pensamento reducionista não atinge o cerne da questão.

Por que cada vez mais jovens optam pelo crime? E há muitas respostas para essa pergunta. Faltam escolas, faltam professores, falta qualidade na educação (pública e provada), faltam referências e valores sociais, faltam pais presentes, faltam adultos competentes.

O Brasil é o país das leis que não “pegam”, das leis que não são observadas, da falta de fiscalização e estrutura para o cumprimento da legislação vigente. Ocorre que temos uma das melhores legislações do mundo quando o assunto é criança e adolescente. Nossa Constituição cidadã também ampara os jovens e os cerca de cuidados.

Tanto que casos de jovens irrecuperáveis – como o “Champinha” – ficam trancafiados “eternamente”, mesmo que em Instituições Psiquiátricas.

Mas o que está escrito não é cumprido. E a culpa não é de fulano, cicrano ou beltrano, mas de todo o sistema.

Nossas crianças e adolescentes não têm perspectivas de um futuro inserido na sociedade. Não há educação, não há emprego, não há valores sociais…

Os pais não fazem sua tarefa, não educam seus filhos, não dão exemplos e orientação; a escola, que deveria assumir esse papel diante do fracasso dos pais, também não realiza. Conta com poucos professores, mal pagos e sem preparação específica de qualidade; a sociedade também não faz sua parte, passa o tempo, em vez de aproveitá-lo. Oferece a esses meninos e meninas músicas de péssima qualidade, vestuário que cobre cada vez menos o corpo e que ostentam brasões do consumo como se fossem todos mini outdoors.

As pessoas têm que parar com essa mania de querer mudar leis, fabricar leis e achar que judicializando as ações sociais seus problemas estarão resolvidos. Não é assim! É necessário que todos façam a sua parte e que cobremos do Estado o cumprimento e a observância das leis que já existem.

Querer comparar nossa legislação a legislações de outros países, países desenvolvidos de verdade, é demagogia pura. Só se compara sociedades que se equivalem, o que não ocorre com o Brasil. Somos um país bem peculiar. Temos uma economia forte, mas uma sociedade sem valores, sem educação, sem saúde e sem segurança. Vivemos em constante situação de vulnerabilidade.

Para exigir de nossos jovens comportamentos como de jovens europeus ou americanos é necessários que todos tenham as mesmas condições. Diferente disso é continuar fazendo o que sempre foi feito, empurrando a culpa pro outro, e deixando a “corda arrebentar do lado mais fraco”.

 
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Publicado por em 30/01/2013 em CadaMinuto

 

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